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13 de novembro de 2018

Opinião - Diários d'Alcateia (1.ª série), de Ana Margarida Valente



Quando a Margarida me convidou a ler a sua história, quase nada me disse sobre a história e eu lá fui ler, sem quaisquer expectativas. Então, fui ler a primeira série desta história, que é a Capa Vermelha.

Não fiquei desiludida porque o Prólogo dá muito a entender e parece promissor, para além de ir ao encontro do título da história. Mas o primeiro capítulo é completamente diferente e volta a baixar as expectativas com personagens que são muito diversas e, ainda assim, muito parecidas.

A nossa protagonista, Cathy Earnshaw, vive isolada do mundo real: tem uma grande família que vive em Sintra e estuda numa escola bastante religiosa só de raparigas. Isto dá-nos logo o ambiente em que todas as outras personagens vivem, que é altamente exclusivo, quase como uma elite e a roçar a seita.
Depois de já estarmos familiarizados com as personagens, eis que aparece um leque que vem abanar as coisas: os Heathcliff.

Earnshaw, Heathcliff... isto soa familiar? E se disser que também conta com a participação de um Edgar? Não é pura coincidência e a autora faz notar isso. As parecenças a nível da história não são coincidência.

Os Heathcliff são apresentados como sendo uma família com raízes portuguesas que vieram da Irlanda. Por esse motivo, o inglês é uma língua bastante falada entre eles, até mesmo com as outras personagens que não pertencem ao seio da família. Apesar de não ter nada contra isto, alguém que não fosse um falante recorrente do inglês iria sentir-se confuso com certas expressões porque muitas delas não são explicadas.

Em relação às outras personagens, temos um leque bastante extenso de uma família bastante antiga, em que só há primos e primas, tios e tias, por todo lado. Isto dá lugar as verdadeiras intrigas, mas que não chegam a ser totalmente desenvolvidas, precisamente por causa deste leque de personagens tão extenso. Ou seja, se por um lado é uma grande virtude da história, por outro, é uma fraqueza que podia ser melhorada se a história fosse mais extensa.

Também tive um problema com outras personagens que não eram principais: o estereótipo. Professoras autoritárias, madrastas más, filhas altamente rebeldes, pais sempre ausentes porque trabalham. O comportamento era tal que eu ficava irritada só de ler porque, apesar de adorar um bom estereótipo, isso não significa que tenha que ser a norma numa história, e os vários exemplos demonstraram que o seu uso foi impulsivo e pouco explorado.

A história é bastante promissora, mas o último capítulo dá a entender que isto foi apenas o início da história e esperava que, depois de dez capítulos, houvessem mais dez para concluir a história. O que vale é que a Margarida já está a escrever a continuação. :)


Podem ler toda a história aqui. 

6 de novembro de 2018

Opinião: Wonder Woman: Warbringer, de Leigh Bardugo



Este não é o primeiro livro que leio da autora e confesso que estava a ficar sem esperanças em relação ao seu estilo de escrita porque ficava sempre confusa e saltava de um momento para o outro. Perdia-me nos livros dela e não era por um bom motivo. Por isso, quando comprei o livro da WW fiquei entusiasmada porque adorei o filme e a personagem, mas estava com medo de não gostar do estilo de escrita.


Este livro veio mudar a minha opinião em relação à autora. O livro foi muito emocionante e muito bem detalhado. A história é comovente e viu-se a pesquisa que a autora fez para escrever o livro.


A história começa de uma forma que nunca pensei ser possível porque o filme (que é a única referência que tenho em relação a esta heroína) mostra as Amazonas como seres pacíficos. Porém, não é sempre assim, e afinal Diana não é tão adorada como pensava. Isto trouxe uma nova perspetiva à personagem.


Do outro lado, também uma personagem igualmente importante, temos Alia, uma Dama da Guerra (a mitologia é muito bem explicada e com bons detalhes).


As duas acabam por formar uma certa amizade quando Diana decide que pode proteger este ser, salvar a ilha e ultrapassar as consequências dos seus atos. Acho realmente que a evolução de Diana neste livro é algo digno de uma personagem principal forte, como ela é mostrada ao público. Por vezes, estas personagens que já têm a sua personalidade definida evoluem pouco ao longo da narrativa, mas não foi o caso neste livro.


No fim, Diana regressa ao seu lugar, com a certeza de que consegue ser tão forte como as outras Amazonas que vivem na ilha, uma questão que a assombrava.


Queria muito que este livro tivesse uma continuação porque, apesar de ter um final bem concluído, existem muitas mais histórias onde a nossa Diana pode ser a protagonista.

30 de outubro de 2018

Opinião: Glass Sword, de Victoria Aveyard



Quando comecei a ler este livro, pouco ou nada me lembrava do primeiro. Tive que ler alguns resumos para me lembrar das personagens. Muitas pessoas tinham a expectativa de que este livro fosse ainda melhor que o anterior, mas acho que é apenas diferente. Se o primeiro estava cheio de intriga e algum drama familiar, este livro está cheio de ação. Porém, não creio que preencha um requisito necessário a todos os livros bons: o desenvolvimento pessoal das personagens principais.


O livro é, certamente, cheio de ação e traições, mas não vi as personagens a evoluírem de um ponto de vista emocional, apenas estratégico. Das personagens principais, ou seja, Mare, Maven e Cal, nenhum deles tem algum momento em que questione o que está a fazer de modo a mudar algo a nível pessoal. Mare é uma personagem que está em "modo sobrevivência" e, portanto, tem que seguir em frente, que se danem as consequências. Cal, para grande surpresa minha, ficou calado a maioria do livro, apenas demonstrando que estava ali porque era visto a pilotar o avião e a guiar os outros. E Maven aparecerá mais no terceiro livro da saga (pelo menos, é o que o título do terceiro livro indica).


Em relação aos outros personagens, temos aqui a consequência deste livro ser narrado apenas do ponto de vista de Mare e, devido aos momentos recheados de ação, mal consegue observar o desenvolvimento dos que a rodeiam.


E agora, falemos da componente que enche estas páginas como poucos conseguem: cenas e cenas de ação que nunca mais acabam e que têm sentido. Realmente, cada virar de página era uma surpresa, cada uma mais impressionante que a outra porque não sabia o que ia acontecer a seguir. O lema do livro e da nossa personagem principal é de que qualquer pessoa pode trair qualquer um e isso vê-se espelhado nas traições que não eram traições, nas traições que o eram de verdade e nas palavras amigáveis que tinham uma faísca de mistério e que demonstravam esperança quando, na verdade, ela não estava lá.


Creio que é um livro que preenche os requisitos de um bom livro mas não deixa a sua marca como outros livros o fazem.

21 de outubro de 2018

Opinião: Que farei com este livro?, de José Saramago

Atenção: contém alguns spoilers




Quando penso em Saramago, penso no Memorial do Convento. Depois penso no primeiro volume dos Cadernos de Lanzarote, que trouxeram uma nova perspetiva do escritor português. Depois penso em como ele, no meio de uma multidão, chamava por Pilar, muito aflito (uma cena do documentário sobre ele). 

Mais uma vez, sou surpreendida pela sua escrita. Então não é que o Saramago foi escrever uma peça de teatro sobre o Luís de Camões? Pois bem, este livro expressa as artimanhas por que Luís de Camões teve que passar para conseguir publicar Os Lusíadas. 

Afinal, não havia assim tanta gente interessada neste volume épico. Confesso que não sei nada acerca da veracidade desta história, mas quer ela seja verídica ou pura ficção de Saramago, está muito bem escrita e creio que faz jus à personalidade e vida de Camões ou, pelo menos, aos poucos factos que sabemos sobre dele. 

Trata-se de um livro fácil de ler (porque é uma peça de teatro) e garanto que vão voar pelas páginas porque todas as personagens e a história em si são bastante interessantes.

15 de outubro de 2018

Opinião: Larga quem não te agarra, de Raul Minh'alma



A sinopse do livro começa com:
 "Este livro é composto por 500 textos com os relacionamentos como tema central. Pretende expor as angústias pelas quais todos passamos mas também, e acima de tudo, invocar o amor pelo próximo e por si mesmo. Este livro tem o poder de mudar a forma como nos relacionamos com os outros e como encaramos a vida. Quem absorver cada uma das suas palavras será uma pessoa mais forte e confiante quando chegar à última página."

Estava realmente muito expectante em ler um livro de Raul Minh'alma, mas confesso que não esperava que o livro se tornasse repetitivo em alguns dos casos. Existem duas passagens por página, mas não há conexão entre elas, ou seja, parecia que estava a ler um livro que não tinha nexo algum, passagens soltas.

É claro que são cativantes... na altura. Mas depois de ler umas dez, já não me lembrava das anteriores e o li o livro todo desta maneira. Quando cheguei a meio, estava frustrada porque já não estava a acrescentar algo de novo. As palavras começam a soar repetitivas e cansativas. Quando parece que há um texto que traz algo de novo, há outro mais à frente que vai mencionar esse mesmo assunto.

Isso não quer dizer que o livro seja uma seca total. Mas não é o género de livro que se possa ler a um ritmo normal. Este é o outro motivo pelo qual não é o meu género de livro: gosto de livros que possa ler de uma maneira "corrida", que me façam refletir mas que não peçam que lhes pegue todos os dias porque fico cansada. Gosto de livros que tenham boas personagens, que contem histórias, que me façam sentir que conheço essas personagens. Mas este livro trouxe mil personagens e não senti a proximidade que costumo sentir com elas. Por vezes, há esse sentimento, por mais pequena que seja a história, mas tal não foi o caso. A repetição de temas, mais uma vez, não me agradou. 

Por isso, não creio que recomende este livro a alguém que tenha que cumprir um objetivo de leitura. Tem que ser um livro que tenha que se ler ao longo de um ano, para a cabeça ter tempo de esquecer alguns detalhes para conseguir realmente absorver toda a informação. 

2 de outubro de 2018

Opinião: A Todos os Rapazes que Amei, de Jenny Han



(Contém pequenos spoilers)

Existem alguns livros, muito poucos, que nos fazem parar. Este livro foi um deles. O meu dia parou quando comecei a ler este livro e não parei até o acabar, no mesmo dia. Tinha duas grandes motivações: a primeira é que tinha encontrado este livro a 50% desconto; a segunda é que o filme tinha saído há dois dias e eu não queria ver o filme sem antes ler o livro.

O livro foi absolutamente perfeito e no dia seguinte estava a ver o filme enquanto tomava o pequeno-almoço (e vi uma segunda vez ainda nesse mesmo dia).

A nossa personagem principal, Lara Jean, é uma absoluta fofura e a sua família também é adorável. É a típica adolescente que simplesmente vive a vida e não é o centro das atenções (ou seja, a maioria de nós). Lara Jean tem um segredo: dentro de uma caixa tem guardadas cartas aos rapazes por quem tinha um fraquinho. Não é bem um fraquinho, é mais um amor bastante intenso, de acordo com as fases da sua vida. Um dia, misteriosamente, as cartas chegam aos seus destinatários.

A partir daqui, temos uma história bastante interessante porque um dos destinatários é o ex-namorado da irmã e o seu melhor amigo. O que eu pensei que se iria revelar como sendo o par romântico do livro não chegou a acontecer. Pensei que a história iria ser à base de Lara Jean, Josh e Margot, um triângulo amoroso estranho mas que talvez tivesse pernas para andar.

Porém, a história não nos deu isso, e sim o Peter Kavinsky. O Peter é o mais famoso lá da escola porque ele e a ex-namorada (aka Genevieve) são uma espécie de «power couple». Mas eles acabaram e agora o Peter quer fazer ciúmes à ex. Lara Jean é a pessoa perfeita para isso.

Então os dois assinam um contrato e viverão as melhores aventuras de sempre. Há momentos épicos, claro. Um dos meus favoritos, que acontece numa viagem, não apareceu no filme. 

Lara Jean começa então a apaixonar-se por Kavinsky e depois de algumas peripécias, o fim do livro acaba em aberto: será que Kavinsky também está apaixonado por ela, ou foi tudo apenas um contrato?

Agora espero encontrar o próximo livro porque quero muito ler o que vai acontecer à nossa Lara Jean.

11 de setembro de 2018

Opinião: Kindred Spirits, de Rainbow Rowell



Existem aqueles livros que lemos entre livros. Este foi um deles. Foi um livro que demorou apenas uma hora e essa hora foi uma das mais felizes de sempre porque permitiu-me embarcar na história de Elena, que é uma fã de Star Wars. O que é que ela decide fazer? Acampar à porta de um cinema para a estreia do novo filmeda saga. O que ela pensava era que haveria mais pessoas a fazerem o mesmo que ela, mas tem apenas dois desconhecidos ao seu lado.

O livro é, possivelmente, um dos mais divertidos de sempre porque qualquer fã, quer seja de Star Wars ou de qualquer outra coisa, consegue ver-se nesta personagem, que quer apenas ser uma fã, mesmo que tenha, ou não, visto todos os filmes. Afinal, o que é que significa ser fã? O que é um nerd? Questões como estas são colocadas ao longo do pequeno livro.

O que é que eu vos posso dizer? Vão comprá-lo! Custa apenas 1 libra e é maravilhoso!

18 de julho de 2018

Opinião: The Infernal Devices, de Cassandra Clare

Atenção: Este review irá conter spoilers





A trilogia The Infernal Devices conta com três livros: Clockwork Angel, Clockwork Prince e Clockwork Princess. Estamos no século XVIII, em Londres, e podemos ver que temos aí um grande elemento que faz parte da história: a cidade em si. 

Não é por acaso que esta trilogia é considerada uma das melhores de Cassandra Clare.

O primeiro volume começa com algumas das cenas mais arrepiantes, cenas essas que contêm a história da nossa heroína, Tessa Gray. Afinal, ela é o impossível, algo nunca antes visto no mundo dos Caçadores de Sombras. É logo aqui, quando pensamos que a nossa protagonista vai morrer, que o destino decide introduzir Will e Jem, que a salvam. 

Porém, o mistério que envolve Tessa é um mistério em si ao longo da trilogia, algo que fica de certo modo para segundo plano porque em primeiro lugar estão os Infernal Devices.


Esses quase robots, que são completamente assustadores e que estão muito bem descritos no livro, são os monstros principais que os Caçadores de Sombras do Instituto de Londres têm que enfrentar.

Como personagens principais temos então a Tessa, o Jem e o Will. Formam assim o triângulo amoroso, um ponto que eu considerei já demasiado saturado e explorado noutros livros e que não trouxe nada de novo ao mundo literário. É claro que a criação de um triângulo amoroso traz sempre alguma tensão, mas não vi tal coisa, apenas as indecisões quase infantis de Tessa, que não sabia qual deles escolher e que, no fim, acabou com os dois. 

As personagens secundárias eram todas interessantes e as narrativas paralelas que enfrentavam eram tão boas como a narrativa principal, o que fez com que eu virasse cada página sem saber o que esperar. Acredito que as personagens são o que movem a história e esta trilogia é o exemplo perfeito disso. Uma das minhas favoritas foi, claro, a de Charlotte Branwell, tão nova e com tanto poder em cima. Creio que a sua luta seria realmente algo digno de um livro só em si!

Como todos os livros de Clare, este também está cheio de ação, com momentos arrepiantes e outros de tirar a respiração. Como não é obrigatório ler os livros da saga que acontece duzentos anos depois, Clare tem atenção aos pequenos detalhes que explicam bastante bem o mundo dos Caçadores de Sombras, sem colocar demasiada informação, mas dando-nos essa informação ao longo do tempo e à medida que nos embrenhamos mais no mundo. 

O último livro foi o fechar de um ciclo e é claro que existem muitos elementos que se cruzam com a saga que acontece dois séculos depois, The Mortal Istruments.


Pessoalmente, tenho um carinho muito especial por esta trilogia porque comecei a lê-la quando ainda estava em Londres e até tive a oportunidade de visitar o "Instituto" de Londres, que é uma igreja completamente colocada de lado, no meio de uma cidade que cresceu à sua volta e que contém imensa história. 

Vale a pena ler esta trilogia, para quem é fã de Cassandra Clare, mas para também quem não é e deseja ler algo que seja considerado YA e que também contenha algum romance histórico (porque nada é tão histórico como Londres no século XIX) estes são os livros perfeitos. 




©AnaTheresaC

19 de setembro de 2015

Opinião: Queen of Shadows de Sarah J. Maas



Pode ficar melhor?

Então… Queen of Shadows… Meu Dorian, meu querido, meu príncipe, meu rei! O primeiro capítulo começa com ele e o meu coração estremeu e partiu-se um bocadinho. Só um bocadinho. Mas depois temos Aelin (eu ia escrever Celaena, mas acho que agora faz mais sentido chamá-la Aelin), destemida, corajosa, icónica, esperta. Ela é a alma do livro e não conseguiria imaginá-lo de outra forma.

Heir of Fire colocou uma “lista de afazeres” para fazer neste livro. Ganhar a Wyrdkey: feito. Matar Arobynn: feito. Matar o Rei: feito. Libertar Dorian: feito. Ela fez isso tudo e muito mais. O mais incrível de tudo, eu acho, foi o facto de podermos ver o final de um capítulo nas suas vidas e um novo a começar. O final foi maravilhoso. Podia imaginar uma daquelas vistas de Narnia porque essa é uma das coisas mais lindas que eu já vi num filme.

Os truques que Aelin faz neste livro são incríveis. Desde a perspicácia que foi o resgate de Aedion até ao momento em que ela luta com Manon… perfeito. Por falar naquela luta: não estava à espera que fosse acontecer neste livro, talvez no próximo, mas foi tão épica que me roubou o ar e eu estava a torcer por ambas.

Os momentos de flirt entre Rowan e Aelin foram épicos e frustrantes. Por que é que eles não se beijam logo? Também estava rir. Aelin é tão perfeita em tudo o que faz. Aedion, por outro lado… ele tem o temperamento de Aelin e por vezes era irritante mas mesmo assim eu gostei dele. Como um irmão, tão fofo e protetor em relação a ela. Awn.

Chaol… ainda não gosto dele. Eu nem sei como é que foi possível ter gostado dele em Crown of Midnight mas por amor de Deus! Ele é teimoso. Ele tem as suas razões, eu sei, mas eu não sei como é que alguma vez shippei ele com Aelin/Celaena. Contudo, a sua dedicação e lealdade a Dorian é notável. Eu shippo esse bromance.

Manon teve os seus desafios para enfrentar neste livro, e muito bons que eles foram. Eu acho que ela é como a Celaena no primeiro livro, só que ela tem mais cem anos. Ela evoluiu muito neste livro, compreendendo muito mais as coisas e o seu coração começou a mostrar emoções. Também merece um momento “awn”. Uma das coisas mais interessantes sobre ela foi quando ela conheceu Dorian: o príncipe Valg deixou Dorian tomar o controlo do seu corpo para Manon não perceber que afinal ele era um Valg. Esse foi um momento de claridade – para Dorian e para mim – e também de alívio, depois de todos aqueles capítulos demoníacos.

O final foi tão épico! Ainda estou atónita com a quantidade de coisas que aconteceram no final! Tão magnificente, tão lindo e trágico. Mal posso esperar para ler o próximo livro porque eu quero ver Aelin e a sua Corte em Terrasen, com Dorian como um aliado. Isso será interessante. Quero ver a Rainha de volta ao trono que ela merece. 

18 de setembro de 2015

Opinião: On Writing de Stephen King



Não foi o que estava á espera mas gostei.

O primeiro livro de Stephen King que eu li. De alguma forma, senti que o conheci porque o estilo de escrita define uma pessoa. Este livro é mais um livro de memórias do que um livro para ensinar a escrever. As pessoas falaram muito em como ele dá dicas mas eu encontrei tantas e o que me entristece é que este livro nem é sobre isso.

Ele escreve sobre o seu percurso de escrita – desde o início. As suas dicas são conselhos e conhecimentos que ele foi adquirindo ao longo da sua vida mas se podemos aprender alguma coisa deste livro é que não há regras no que respeita à escrita. Sim, é possível seguir certas regras (o seu foco é na gramática e no vocabulário) mas o resto é por nossa conta.

No final, não foi o que estava à espera mas não fiquei desapontada. Ele escreve como se estivesse a falar connosco sobre escrita enquanto tomamos um chá. Foi o quanto eu me senti próxima a ele. Penso que não aproveitei este livro como eu queria mas também acho que tirei algum do seu conhecimento sobre a escrita para as minhas próprias histórias, o que é algo incrível. Provavelmente, não irei ler mais nada da sua autoria – não são fã de terror – mas agora sei como o seu processo de trabalho funciona e essa é uma das melhores espreitadelas que podia pedir. 

1 de setembro de 2015

Opinião: City of Lost Souls de Cassandra Clare



O enredo complica-se…

Cassandra tem esta maneira de nos encantar ao longo dos seus livros e é possível ver a sua evolução como escritora o que é incrível e acredito que isso é uma das coisas mais extraordinárias que um leitor pode experienciar enquanto lê um livro que faz parte de uma saga.

Clary é tão forte, coisa com que fiquei bastante satisfeita porque eu tinha-a sempre visto como a pequena adolescente que não sabia o fazer num mundo cheio de monstros. Afinal ela consegue tomar conta de si mesma. Assim como Simon: ele sempre será o meu personagem favorito, não há dúvidas. Ele é engraçado e fofo e neste livro ele é um verdadeiro guerreiro, convocando o anjo, desafiando a sua ira e defendendo não apenas aqueles que ele ama mas também ele próprio.

Alec e Magnus… bem, o que posso dizer? Mas que raios! Eu entendo o ponto de vista de ambos mas estou zangada com o Alec apesar de ter sido claro que ele nunca tinha considerado a proposta.

Sebastian é uma coisinha horrível. Eu já pensava que Valentine era maluco, mas Sebastian chega a outro nível, tentando viver duas vidas ao mesmo tempo. Impossível.

Jocelyn, por outro lado, apesar de ela ter sido a chave nos três primeiros livros, perdeu o seu charme agora que está viva, acredito. Ainda não sei o que esperar dela mas não estou à espera de muito. Acho que o seu passado é muito mais interessante do que ela é agora ou no futuro.

Tenho apenas City of Heavenly Fire para ler. Já me sinto nostálgica desta saga que aprendi a amar. 

(Este é um review traduzido autorizado)

31 de agosto de 2015

Opinião: Heir of Fire de Sarah J. Maas



Simplesmente uau

O terceiro livro. É incrível, especialmente sabendo que o quarto chega em Setembro e eu já o pré-encomendei.

Celaena – ela nunca irá parar de ser a minha Celaena, não interessa se os outros personagens a chamam por um nome diferente – cresceu tanto neste livro, depois da devastação que foi Crown of Midnight. Gostei de ver o seu crescimento neste livro e agora… temos a mesma idade! Quanto fantástico é isto? Existe uma altura em que começamos a ler YA e as personagens são mais velhas do que nós e depois… vem o tempo em que os personagens têm a mesma idade que nós. É tão fantástico!

Dorian… O meu pobre e doce príncipe Dorian também evoluiu muito neste livro. O seu amor (ou o que lá fosse) com Sorcha foi tão puro e natural que eu comecei realmente a torcer por eles. Mas não era para acontecer. É crucial dizer aqui que enquanto Dorian cresceu como personagem (ele era apenas um príncipe no primeiro livro mas agora ele age como um rei), não se pode dizer o mesmo de Chaol. Entendo o seu sacrifício mas até ao final do livro não sabia com que linhas ele se cozia. É assim tão difícil decidir?

O Rei… agora estou com muito medo dele, especialmente depois do que ele fez com o seu próprio filho. Vou estar muito triste quando ler o próximo livro porque eu saberei o que está a acontecer com Dorian e é tão injusto! Não toquem no meu bebé!

Agora… novos personagens! Temos Rowan, o treinador de Celaena que depois se torna muito mais do que isso. Ele parece um pouco rude no início mas depois percebemos que é o facto de ele ser imortal que o fez assim: ele já passou por muito.
Também temos Aedion e vamos mencionar o facto de que Celaena tem andado rodeada de rapazes muito lindos desde pequena. Ele é o seu protetor, amigo e cresceram juntos. O que faz dele irmão, protetor, possível rei, talvez. Vamos admitir: todos eles – Dorian, Chaol, Rowan e Aedion – são possíveis reis para uma rainha como Celaena.

Adorei absolutamente este livro; mal posso esperar para ler Queen of Shadows!

Opinião: The Great Gatsby de F. Scott Fitzgerald



Uma história linda com um fim trágico

A primeira vez que me encontrei com o nome do livro foi porque o Leo DiCaprio seria o protagonista. Vi o filme, apaixonei-me e desde então queria comprar o livro. A canção Young and Beautiful de Lana Del Rey esteve a perseguir-me o tempo todo em que estava a ler o livro o que fez tudo muito mais especial e cada vez que Gatsby aparecia eu imaginava DiCaprio e as cenas do filme eram revividas na minha mente.

O livro que comprei era pequeno (210 páginas) e só depois descobri que The Great Gatsby era na verdade 180 páginas e o resto era material extra sobre Scott (apesar de eu gostar de o chamar de Fitz, ainda estou a tentar perceber o porquê de ninguém o chamar assim, vou chamá-lo de Scott porque todos o conhecem assim). Li esse material extra e descobri que Scott escreveu um dos meus contos favoritos (na verdade vi o filme, não tinha ideia que era um conto): O Estranho Caso de Benjamin Button. Mesmo sem saber, Scott tem sido um dos meus escritores favoritos e eu nem sabia disso. É hora de dizer aquela palavra que começa por “m”.

Sobre Gatsby: nem tenho palavras para dizer como este livro é uma montanha russa. E quanto doloroso ele é. Ainda me lembro de ter visto o fim do filme e ter ficado em choque (DiCaprio gosta de morrer na água) mas o livro dói muito mais! No final, partimos sozinhos. Gatsby tinha aquela vida com um único objetivo: estar com Daisy; mas no final todas aquelas pessoas que amavam as suas festas não retribuiram a generosidade. Cruel.

Uma das minhas leituras favoritas este ano. De certeza que vou ler mais coisas de Scott. Afinal, ele escreveu tanto que eu não me vou queixar de não ter nada para ler. 

(Este é um review traduzido autorizado)

30 de agosto de 2015

Opinião: High-Rise de J.G. Ballard



Lento e entediante.

Para um psicólogo, este livro pode ser interessante. A história de Ballard também é interessante mas talvez pelo facto de ter nascido no fim do século tenho uma opinião diferente do mundo que nos rodeia e não consegui identificar-me com a história. Dito isto, não me vou focar tanto no enredo como tinha pensado quando inicei o livro. Era demasiado lento para ser interessante.

Existem duas maneiras de ler este livro: o arranha-céus como protagonista ou com os personagens como protagonistas. A maneira como o arranha-céus está construído é mais interessante porque mostra como as classes sociais trabalham: como uma pirâmide na Era Medieval. A introdução de Ned Beduman ajuda muito, especialmente se for lida antes e depois do livro.

Os comportamentos dos seus habitantes são o foco principal o que faz as coisas mexerem-se mas não esperem muita ação. Também não acredito que todos os humanos tornar-se-iam em seres egoístas, canibais e esquizofrénicos quando confrontados com tal situação. Também não é realístico. Pelo menos, já não é. Ainda acredito que existe algo de bom nas pessoas e o que aconteceu ali dentro foi a exceção, não a norma.

Definiria este livro como muito futurístico, uma visão de um possível apocalipse, ou uma visão antiga, não deste século. 

(Este é um review traduzido autorizado)

Opinião: Isla and The Happily Ever After de Stephanie Perkins



Estava à espera de mais. Mas estou de volta a Paris!

O ciclo termina: Anna, Lola e Isla – a trilogia perfeita – acaba com esta última. Antes de falar das coisas más, tenho que admitir que os crossovers de personagens que Stephanie Perkins faz de um livro para o outro são maravilhosos e fazem-nos chorar.

Agora vamos às coisas que eu não gostei neste livro: talvez tenha sido minha culpa mas eu cansei-me da Isla muito depressa – provavelmente porque este género de livros dura 3/4 dias mas devido ao facto de que estava a trabalhar as minhas horas de leitura foram dedicadas a… trabalhar. Não me estou a queixar, mas esta não é a primeira vez em que estou a ler um livro e a trabalhar (não ao mesmo tempo) e este género de cansaço nunca aconteceu. Então talvez tenha sido o tempo e a personagem.

Apercebi-me de imediato que algo de mau ia acontecer muito rapidamente porque a história começa ao contrário: na página 100 eles já estavam apaixonados e a namorar e ter o melhor tempo das suas vidas. Algo de mau ia acontecer e a maneira como foi, foi horrível e fez-me chorar. Mas a distância dos personagens depois disso foi entediante.

Isla é interessante na maneira que me fez lembrar de Anna e Josh fez-me lembrar de Cricket. Ela não é aquela personagem única como a Lola mas acredito que posso identificar-me com ela porque ela é uma adolescente no último ano e não sabe o que quer fazer a seguir – ir para a universidade, claro, mas que curso? Eu fui assim no meu último ano.

Josh é mais amigável que Cricket mas não fiquei caídinha por ele da maneira que aconteceu com St. Clair. Porque St. Clair é único. Mas ele tem este coração quente e é paciente e gosta de desenhar. Sério, ele é quase o namorado fictício perfeito.

Em conclusão, acredito que não apreciei este livro tanto como os outros mas isso não significa que não foi bom – foi mas não é o meu favorito. Acho que foi entediante, em comparação com os outros dois. De qualquer das formas vou sentir muita falta destes livros e mal posso esperar pelo próximo livro de Stephanie. Por favor, Stephanie, escreve!

(Este é um review traduzido autorizado)

28 de agosto de 2015

A maratona de Agents of S.H.I.E.L.D.



Sou uma fã da Marvel, mas não sou a sua fã N.º1. Não sei os nomes de todos os super-heróis mas gosto dos enredos e o facto de, de momento, estarem a causar uma grande revolução no mundo cinematográfico.
Mas, eu sou uma grande fã da Agent Carter. Foi ela que me fez ver S.H.I.E.L.D. The Avengers e Thor também. Eles são os responsáveis por eu ter começado a ver a série.

Então porquê esta série e não continuar a ver os filmes da Marvel? Bem, vamos apenas dizer que a série é única: conecta factos dos filmes e conecta o enredo com o que está a acontecer nos filmes. Não é apenas uma série: é uma peça num puzzle muito maior, o que faz dela uma série incrivelmente fantástica e divertida de se ver. Para além disso, tem as suas próprias personagens, enredo e ritmo. Pessoas que não vêm os livros não vão ficar no escuro.

Estou muito agradecida aos criadores. Cada episódio é como um mini-filme: começa, evolui e acaba. Contudo, os cliffhangers de “voltaremos dentro de momentos” é tão maravilhoso! É como ver um mini-filme cada semana. Bem, cada dia, pelo menos para mim. 

Vamos então para as personagens: no início, eles não colavam – a equipa estava a tentar construir as suas próprias raízes e conhecerem-se uns aos outros – mas a meio da primeira temporada as personagens já estão tão conectadas que cada reviravolta era dolorosa, não apenas de ver, mas também para eles.
Sim, cliffhangers, reviravoltas, corações a serem partidos. A série tem isso tudo.

Depois de duas semanas a ver Agents of S.H.I.E.L.D., posso admitir que não sei o que vou fazer agora, para além de pensar nestes maravilhosos, únicos, divertidos e complexos personagens. 

(Este é um review traduzido autorizado)

27 de agosto de 2015

Opinião: Crown of Midnight, de Sarah J. Maas



Nunca li um livro que tivesse tantas reviravoltas dentro das suas 400 páginas.

O cliffhanger de Throne of Glass foi promissor. Tenho que admitir que quase dormi em algumas partes pela falta de ritmo devido às descrições – por vezes, eram demasiado longas.

Celaena é corajosa neste livro, muito mais adulta do que no anterior. Chaol foi uma grande surpresa para mim: ele sabe o que quer mas a presença do seu pai neste livro abalou um pouco as coisas, mas não demasiado. Tal e qual como Roland. Aquele rapaz apareceu e 50 páginas depois já estava a ir embora. Estava à espera de mais vindo dele mas tenho a certeza que irei vê-lo nos próximos livros.

No início, estava com medo que Dorian fosse morrer! Até ao momento em que os seus poderes revelan-se e ajudaram Celaena. Agora que estou a escrever isto faz perfeito sentido: ele é gelo, ela é fogo. Oh, consigo ver uma música da Lana del Rey aqui.

O que aconteceu a Nehemia foi uma grande surpresa e o facto de a Rainha Elena estar de volta também: estou a mencioná-las ao mesmo tempo porque acredito que há uma semelhança entre elas. Irei sentir falta de Nehemia, irei mesmo. Contudo, foi possível ver que a sua morte foi um meio para o fim e Celaena foi para aquele lado negro dela apenas para voltar mais imperdoável e determinada do que nunca. Isso será bem necessário nos próximos livros, tenho a certeza disso.

O enredo foi convincente, envolvente e queria ter tido mais tempo para o livro do que realmente tive. Mas mesmo assim este livro fez muitas viagens de comboio, viagens de metro e viagens de autocarro comigo.
Heir of Fire já está na minha prateleira, pronto para ser lido.

(Este é um review traduzido autorizado)

26 de agosto de 2015

Opinião: A Court of Thorns and Roses de Sarah J. Maas



Não é dos meus favoritos

Sarah J. Maas é provavelmente a escritora de YA mais influente no mundo fantástico. Throne of Glass foi envolvente e cheio de força. Acredito que ainda estou muito conectada a Celaena e Feyre é tão diferente. Por exemplo, ela não é sarcástica e engraçada – ela está enterrada em problemas. A falta de empatia pela fada que matou foi de partir o coração. Não consegui encontrar uma forma de me conectar a ela.

Contudo, existem outros personagens: Tamlin, por exemplo. Ele é tão misterioso com aquela máscara e as profecias que revelam um final verdadeiro. A relação de ambos começa a evoluir o que leva a algo lindo e o meu coração doeu quando via a confiança dele nela e vice-versa.
Lucien, no início, era um vilão… mais ou menos. Não sabia onde é que ele se colocava mas no final ele mostrou quem verdadeiramente é.

Agora vamos falar dos verdadeiros vilões porque esses são absolutamente revoltantes. Não confiava em Rhysand mas ele começou a revelar-se e, apesar de permanecer um vilão, ele não é malvado como Amarantha. Ela é poderosa e traiçoeira, foi como ela conseguiu todo aquele poder. Ela tentou arruinar Tamlin e matar Feyre mas no final o amor verdadeiro venceu. O seu marco mostrou quem ela verdadeira é, e que aquele sorriso e todos os escravos são apenas uma parede que ela usa de forma a ter o que ela deseja e atrair fadas para o seu reino.

Em conclusão, gostei da história mas não me senti conectada com os personagens principais o que fez a leitura ligeiramente pesarosa, ao contrário de Throne of Glass. Ainda acho que o próximo livro (será lançado em Maio de 2016) será lindo e estou na esperança de que este tenha sido o começo de algo muito mais interessante.

(Este é um review traduzido autorizado)

25 de agosto de 2015

Opinião: The Raven Boys, de Maggie Stiefvater



Estava à espera de muito mais

Por vezes lemos um livro que muda as novas e outras vezes nós lemos e livro é isso – apenas leitura.

Stiefvater tem um estilo de escrita muito peculiar que é difícil de entrarmos – consegui entender isso e este é apenas o primeiro livro dela que estou a ler da sua autoria. Tenho que dizer que o livro não me transportou para o seu mundo; senti que estava apenas a ler páginas com muito detalhe e nenhuma ação. Li-o no meu Kindle então posso dizer que demonstrei o mínimo interesse quando já estava a 80% do livro. Isso não é um bom sinal.

Blue vem de uma família de psíquicas e os seus poderes funcionam como uma bateria para os poderes das outras pessoas. A sua habilidade é muito interessante e fiquei interessada nisso. Gansey também vai ser muito importante para a narrativa mas este livro não mostrou isso – apesar o início, em que mostra o futuro da saga muito claramente. As outras personagens também são interessantes, especialmente a família da Blue mas eu não acho que vamos vê-las de novo; os amigos de Gansey são misteriosos, com muitos problemas mas nós nem sabemos metade deles.

Vou ler o próximo livro? Sim, porque o final mostrou o final de um capítulo mas deu-me um sentimento de “já acabou?” Não tenho a certeza quando é que vou ler o próximo mas quero ver o que vai acontecer a Gansey e Blue.

24 de agosto de 2015

Opinião: City of Fallen Angels de Cassandra Clare



Cassandra Clare continua a surpreender com cliffhangers que podemos apenas ver na TV.

Tenho que admitir: não sou a fã N.º1 de Cassandra Clare e das suas sagas (The Mortal Instuments, ainda não li The Infernal Devices.) Contudo, continuo fascinada quando ela escreve aqueles cliffhangers que nos fazem esquecer de como respirar e fazem-nos querer ler o livro seguinte de imediato.
O quarto livro da saga começa em Nova Iorque. As novas personagens ganham mais tempo no livro, como Simon, Alec e Izzie. Gosto mais destes três do que de Jace. Na verdade, Jace nem é o meu personagem favorito. Gostei do facto de que a história é tão bem mantida pela autora que todas as personagens são essenciais para a narrativa. Absolutamente brilhante, continua assim Cassandra, estás a ir muito bem.
Gostei do livro? Sim. Quero ler o próximo? Sim. Não é a minha saga favorita mas gosto dos personagens e acredito que este livro foi um marco no que toca a personagens secundárias. Para além disso, o cliffhanger foi divino! Consigo imaginar a cena como uma season finale o que é maravilhoso.
Sobre as novas personagens: bem introduzidas, não houve pressa e apesar de não ter havido muito detalhe escrito sobre as suas personalidades, foi possível entendê-las de uma maneira que eu tenho a certeza que vou vê-las mais uma vez.

O enredo não evoluiu tanto como tinha evoluído no livro anterior mas eu gostei da maneira como as coisas estavam a acontecer, sem pressa. Bem escrito, com detalhe e simplicidade, fez a minha viagem para Londres bem confortável.

Também é possível ver que os personagens estão a evoluir as suas personalidades, não apenas a idade. Uma das razões por que eu gosto desta saga é o facto de dar oportunidade de certas personagens crescerem e moldarem a sua personalidade. Cassandra faz isso brilhantemente neste livro. Tenho apenas mais dois livros pela frente e espero conseguir acabar a saga ainda este ano.

(Este é um review traduzido autorizado)

Os livros para 2019

Novo ano significa novas leituras! Porém, este ano decidi fazer uma coisa um bocadinho diferente. No outro dia olhei para a minha estante e ...