Doctor Who – 7ª temporada
Ao contrário da temporada anterior, esta foi muito
mais consistente. A qualidade dos episódios foi bastante boa a nível de
storyline e de sentido lógico (porque, até mesmo em Doctor Who, é necessário
fazer algum raciocínio para compreendermos o que se passa).
O primeiro episódio, Asylum of the Daleks foi extremamente importante porque conhecemos
Clara Oswald. Ela vai ser uma das companheiras do Doctor depois do episódio de
Natal. Gostei bastante do Rory neste episódio. Ele costuma estar sempre
ofuscado pela Mrs. Pond, mas aqui ele teve momentos a solo, o que permitiu
explorar melhor a personagem.
Já o episódio Dinosaurs
on a Spaceship foi incrivelmente insano. Para quem vê a série Sherlock, de
certeza que reconheceu o amigo do Doctor que parecia Indiana Jones: era Rupert
Graves, o Detetive Lestrade! Foi uma personagem espetacular, cheia de momentos
de bom humor e de flerts com a Rainha Nefertiti. Contudo, o melhor momento de
todos é quando o pai de Rory, o próprio Rory e o Doctor se separam do restante
gang. Aí as coisas ficam extremamente engraçadas porque, apesar de achar tudo
aquilo inacreditável, o Senhor Pond (na verdade, é Williams, mas isso é só um
pormenor) alinha em toda aquela aventura. Adorei o pai do Rory!
Contudo, o episódio A Town Called Mercy foi aquele episódio de que eu menos gostei. Na
verdade, não gostei nada do episódio. Achei enfadonho (tão enfadonho que tive
que ver metade do episódio num dia e a outra metade no dia seguinte), sem
sentido, com uma storyline desinteressante e cruel. O episódio em si foi cruel!
Já sem falar da falta de momentos de humor, de que é tão característico da
série.
The
Power of Three foi interessante. Pudemos ver de novo o
Mr. Pond, Rory em boxers, o Doctor a aspirar a casa e a relvar o jardim e Amy…
a ser Amy. O episódio gira em volta de uma invasão de cubos. Eles não aparentam
ser especiais, mas ao fim de um ano, eles começam a mostrar atividade. Essa “atividade”
mostra-se mortal para os humanos, já que eles provocam um ataque cardíaco fatal
para 1/3 da população mundial. Felizmente, o Doctor impede o vilão do episódio.
Em The Angels
Take Manhattan, dizemos adeus a Rory e a Amy, já que eles são apanhados
pelos Weeping Angels. Um fim triste para o casal Pond. Eu não chorei de tão
chocada que fiquei, mas o Doctor desfez-se totalmente. Foi um episódio cheio de
pica, sem momentos parados e depois, no final, foi aquela desgraça total. Um
episódio terrivelmente chocante e triste.
O episódio de Natal, não é importante ver, mas
também é igualmente importante assistir, porque vemo-nos de novo com Clara
Oswald, só que na época vitoriana. Eventualmente, ela morre e essa é a segunda
vez que vemos ela morrer, o que deixa não só o Doctor confuso, mas todos nós
também.
Clara volta a dar-nos a sua adorável companhia em The Bells of St. John. Agora, ela está
no século XXI e é vítima de um upload de pessoas. Estranho, mas no episódio faz
sentido. O episódio não é um dos meus favoritos, mas eu gosto da espontaneidade
e boa disposição de Clara. De alguma forma, ela faz-me lembrar Rose Tyler, só
que numa versão mais atualizada. A mota anti-gravidade do Doctor foi uma
revelação bastante divertida.
The
Rings of Akhaten foi o episódio mais estranho para mim.
Eu não sei se hei de amar ou odiar o episódio. Ainda estou dividida. Por um
lado, temos aquela doce menina a cantar uma melodia bastante linda, cheia de
significado, mas que fez as minhas pálpebras pesarem, mas pelo outro lado temos
aquele gigante que tem uma fome inconsolável de momentos preciosos de outros
seres. Quando o Doctor e Clara enfrentam o monstro, este mostra-se sem rosto,
apenas um sol gigante, sequioso de comida. No fim, todos ficam a salvo, mas o
monstro acaba por não ficar tão bem, já que ele se alimentou as memórias do
Doctor e, digamos assim, apanhou uma indigestão mortífera.
O episódio Cold
War foi chato de se ver. Primeiro de tudo: coitados dos atores que passaram
o episódio todos encharcados de água. Depois, o cenário não era espetacular:
era um navio russo, do tempo da Guerra Fria. Contudo, os diálogos estavam
ótimos, o marciano era aterrorizante e o médico que estava a bordo tinha aquela
dose de bom humor e nostalgia louca que só certas personagens muito marcantes
adquirem com o tempo. Clara estava assustada, mas no lugar dela, quem não
estaria? Não gostei do facto de a TARDIS abandonar o Doctor, acho que é algo
que ela jamais faria em tais situações, contudo, conhecendo a Blue Box como a
conhecemos, sabemos que ela tem um feitio peculiar.
Hide
foi
aquele episódio em que eu esperei morrer de medo, já que se tratava de
fantasmas, mas não fiquei. Porém, não me desiludi com o episódio, o que foi
bastante bom. O Doctor e Clara vão a uma casa como “ghost busters” e eu adorei
isso! Os outros dois protagonistas do episódio foram estonteantes,
especialmente a salvadora do tal fantasma. Afinal, tratava-se apenas de um
mundo paralelo e o fantasma tinha caído nesse mundo por acidente.
Journey
to the Center of the TARDIS foi outro episódio do qual eu não
gostei nada. Primeiro de tudo, aqueles seres enlameados que estavam dentro da
nossa Blue Box, depois das personagens secundárias. Achei-as fatídicas, sem
algo que as destacasse dos demais humanos maldosos, e simples, sem profundidade
psicológica. Em suma, básicas. Odeio personagens básicas; não deixam impressão
alguma nas nossas mentes. Depois, Clara. Coitadinha, parecia um coelho
assustado, sem força para encarar os monstros. Neste apeto, o Doctor é que foi
o único a salvar a sua TARDIS, Clara e as personagens secundárias. Pensei que o
centro da TARDIS seria algo espetacular, a borbulhar e a explodir, mas afinal
estava tudo congelado, devido aos protocolos de proteção da mesma. Considero
este episódio um episódio rápido, mas sem hipótese de aprofundar qualquer uma
das personagens, nem mesmo a nossa querida TARDIS.
The
Crimson Horror foi um episódio bom, mas não um dos
meus favoritos. Adorei a personagem que não via, mas doeu-me muito cada vez que
ela chamava o Doctor de Monstro. Ele não é um monstro! Ele é o Doctor, ele
salva vidas e salvou a dela! O plano era maléfico e sem qualquer ponta de
humanidade, mas felizmente o Doctor teve os seus amigos ao seu lado para o
ajudarem a combater o Mal. Eu gosto muito do trio: a Verde, a Humana, o
Santoran. Acho que eles fazem uma equipa perfeita e, quando se junta o Doctor,
ainda se torna melhor!
Em Nightmare
in Silver, o Cybermen voltam… num parque de diversões abandonado. Deixem-me
corrigir: num PLANETA que é um parque de diversões. De alguma forma, fez-me
lembrar a 4ª temporada, em que um planeta era uma biblioteca. Doctor e Clara
têm companhia: Angie e Artie. Não há muito para dizer sobre este episódio, vou
só acrescentar que os Cybermen estão cada vez mais sofisticados e o Doctor teve
que se defrontar com a sua versão de Cybermen dentro da sua própria cabeça, o
que foi bastante peculiar de se ver. Adorei essa ideia e não me importava de
ver de novo, afinal, apesar de ser incompatível para os Cybermen, o Doctor deve
de ser muito odiado e a sua mente muito desejada por estes seres de metal.
The
Name of the Doctor é um dos episódios mais frustrantes de
toda a série, já que o Doctor cruza a sua própria linha do tempo e defronta-se
com o seu próprio túmulo. Pior de tudo (para mim) foi ver a TARDIS morta. Algo
que me partiu o coração totalmente. Encontramo-nos de novo com a Great
Intelligence e os Silence. Dra. River Song está de volta também e eu adorei
vê-la de novo. No início, pensei que era só Clara que a conseguia ver, mas
afinal o Doctor também conseguia, só que falar com ela seria doloroso demais
para ele, então ele decidiu evitar esse momento ao máximo. Neste episódio
descobrimos também o motivo para Clara estar presente na vida do Doctor: ela é
a Impossible Girl, e a sua responsabilidade é salvar o Doctor. Por fim, é-nos
introduzido no final uma versão do Doctor, que o próprio Doctor tenta esconder
até de si mesmo.
E é isso que nos leva para The Day of the Doctor, o
episódio especialmente concebido para comemorar os 50 anos de Doctor Who. David
Tennant e Billie Piper são os dois atores que voltam. Oh, foi tão bom vê-los de
volta! Eu gostaria muito de não contar muitos spoilers sobre este episódio, mas
eu tenho que dizer que vai girar tudo em volta do momento em que o Doctor
decide chacinar Gallifrey para matar os Daleks e acabar com a Guerra do Tempo.
O que acontece neste episódio é que os Doctors têm a oportunidade de voltar a
fazer tudo de novo, e Clara mostra aos Doctors quem eles realmente são: eles
não matam, eles salvam; eles não são cobardes, eles enfrentam o medo de frente
e não correm. Amei este episódio. A interação do 10th com o 11th Doctor é
especial e única. Podia ver este episódio todos os dias, porque eu nunca me cansaria
de o ver.
Nota da temporada: 8/10