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10 de abril de 2014

Opinião: Doctor Who - 7ª temporada

Doctor Who – 7ª temporada

Ao contrário da temporada anterior, esta foi muito mais consistente. A qualidade dos episódios foi bastante boa a nível de storyline e de sentido lógico (porque, até mesmo em Doctor Who, é necessário fazer algum raciocínio para compreendermos o que se passa).
O primeiro episódio, Asylum of the Daleks foi extremamente importante porque conhecemos Clara Oswald. Ela vai ser uma das companheiras do Doctor depois do episódio de Natal. Gostei bastante do Rory neste episódio. Ele costuma estar sempre ofuscado pela Mrs. Pond, mas aqui ele teve momentos a solo, o que permitiu explorar melhor a personagem.
Já o episódio Dinosaurs on a Spaceship foi incrivelmente insano. Para quem vê a série Sherlock, de certeza que reconheceu o amigo do Doctor que parecia Indiana Jones: era Rupert Graves, o Detetive Lestrade! Foi uma personagem espetacular, cheia de momentos de bom humor e de flerts com a Rainha Nefertiti. Contudo, o melhor momento de todos é quando o pai de Rory, o próprio Rory e o Doctor se separam do restante gang. Aí as coisas ficam extremamente engraçadas porque, apesar de achar tudo aquilo inacreditável, o Senhor Pond (na verdade, é Williams, mas isso é só um pormenor) alinha em toda aquela aventura. Adorei o pai do Rory!
Contudo, o episódio A Town Called Mercy foi aquele episódio de que eu menos gostei. Na verdade, não gostei nada do episódio. Achei enfadonho (tão enfadonho que tive que ver metade do episódio num dia e a outra metade no dia seguinte), sem sentido, com uma storyline desinteressante e cruel. O episódio em si foi cruel! Já sem falar da falta de momentos de humor, de que é tão característico da série.
The Power of Three foi interessante. Pudemos ver de novo o Mr. Pond, Rory em boxers, o Doctor a aspirar a casa e a relvar o jardim e Amy… a ser Amy. O episódio gira em volta de uma invasão de cubos. Eles não aparentam ser especiais, mas ao fim de um ano, eles começam a mostrar atividade. Essa “atividade” mostra-se mortal para os humanos, já que eles provocam um ataque cardíaco fatal para 1/3 da população mundial. Felizmente, o Doctor impede o vilão do episódio.
Em The Angels Take Manhattan, dizemos adeus a Rory e a Amy, já que eles são apanhados pelos Weeping Angels. Um fim triste para o casal Pond. Eu não chorei de tão chocada que fiquei, mas o Doctor desfez-se totalmente. Foi um episódio cheio de pica, sem momentos parados e depois, no final, foi aquela desgraça total. Um episódio terrivelmente chocante e triste.
O episódio de Natal, não é importante ver, mas também é igualmente importante assistir, porque vemo-nos de novo com Clara Oswald, só que na época vitoriana. Eventualmente, ela morre e essa é a segunda vez que vemos ela morrer, o que deixa não só o Doctor confuso, mas todos nós também.
Clara volta a dar-nos a sua adorável companhia em The Bells of St. John. Agora, ela está no século XXI e é vítima de um upload de pessoas. Estranho, mas no episódio faz sentido. O episódio não é um dos meus favoritos, mas eu gosto da espontaneidade e boa disposição de Clara. De alguma forma, ela faz-me lembrar Rose Tyler, só que numa versão mais atualizada. A mota anti-gravidade do Doctor foi uma revelação bastante divertida.
The Rings of Akhaten foi o episódio mais estranho para mim. Eu não sei se hei de amar ou odiar o episódio. Ainda estou dividida. Por um lado, temos aquela doce menina a cantar uma melodia bastante linda, cheia de significado, mas que fez as minhas pálpebras pesarem, mas pelo outro lado temos aquele gigante que tem uma fome inconsolável de momentos preciosos de outros seres. Quando o Doctor e Clara enfrentam o monstro, este mostra-se sem rosto, apenas um sol gigante, sequioso de comida. No fim, todos ficam a salvo, mas o monstro acaba por não ficar tão bem, já que ele se alimentou as memórias do Doctor e, digamos assim, apanhou uma indigestão mortífera.
O episódio Cold War foi chato de se ver. Primeiro de tudo: coitados dos atores que passaram o episódio todos encharcados de água. Depois, o cenário não era espetacular: era um navio russo, do tempo da Guerra Fria. Contudo, os diálogos estavam ótimos, o marciano era aterrorizante e o médico que estava a bordo tinha aquela dose de bom humor e nostalgia louca que só certas personagens muito marcantes adquirem com o tempo. Clara estava assustada, mas no lugar dela, quem não estaria? Não gostei do facto de a TARDIS abandonar o Doctor, acho que é algo que ela jamais faria em tais situações, contudo, conhecendo a Blue Box como a conhecemos, sabemos que ela tem um feitio peculiar.
Hide foi aquele episódio em que eu esperei morrer de medo, já que se tratava de fantasmas, mas não fiquei. Porém, não me desiludi com o episódio, o que foi bastante bom. O Doctor e Clara vão a uma casa como “ghost busters” e eu adorei isso! Os outros dois protagonistas do episódio foram estonteantes, especialmente a salvadora do tal fantasma. Afinal, tratava-se apenas de um mundo paralelo e o fantasma tinha caído nesse mundo por acidente.
Journey to the Center of the TARDIS foi outro episódio do qual eu não gostei nada. Primeiro de tudo, aqueles seres enlameados que estavam dentro da nossa Blue Box, depois das personagens secundárias. Achei-as fatídicas, sem algo que as destacasse dos demais humanos maldosos, e simples, sem profundidade psicológica. Em suma, básicas. Odeio personagens básicas; não deixam impressão alguma nas nossas mentes. Depois, Clara. Coitadinha, parecia um coelho assustado, sem força para encarar os monstros. Neste apeto, o Doctor é que foi o único a salvar a sua TARDIS, Clara e as personagens secundárias. Pensei que o centro da TARDIS seria algo espetacular, a borbulhar e a explodir, mas afinal estava tudo congelado, devido aos protocolos de proteção da mesma. Considero este episódio um episódio rápido, mas sem hipótese de aprofundar qualquer uma das personagens, nem mesmo a nossa querida TARDIS.
The Crimson Horror foi um episódio bom, mas não um dos meus favoritos. Adorei a personagem que não via, mas doeu-me muito cada vez que ela chamava o Doctor de Monstro. Ele não é um monstro! Ele é o Doctor, ele salva vidas e salvou a dela! O plano era maléfico e sem qualquer ponta de humanidade, mas felizmente o Doctor teve os seus amigos ao seu lado para o ajudarem a combater o Mal. Eu gosto muito do trio: a Verde, a Humana, o Santoran. Acho que eles fazem uma equipa perfeita e, quando se junta o Doctor, ainda se torna melhor!
Em Nightmare in Silver, o Cybermen voltam… num parque de diversões abandonado. Deixem-me corrigir: num PLANETA que é um parque de diversões. De alguma forma, fez-me lembrar a 4ª temporada, em que um planeta era uma biblioteca. Doctor e Clara têm companhia: Angie e Artie. Não há muito para dizer sobre este episódio, vou só acrescentar que os Cybermen estão cada vez mais sofisticados e o Doctor teve que se defrontar com a sua versão de Cybermen dentro da sua própria cabeça, o que foi bastante peculiar de se ver. Adorei essa ideia e não me importava de ver de novo, afinal, apesar de ser incompatível para os Cybermen, o Doctor deve de ser muito odiado e a sua mente muito desejada por estes seres de metal.
The Name of the Doctor é um dos episódios mais frustrantes de toda a série, já que o Doctor cruza a sua própria linha do tempo e defronta-se com o seu próprio túmulo. Pior de tudo (para mim) foi ver a TARDIS morta. Algo que me partiu o coração totalmente. Encontramo-nos de novo com a Great Intelligence e os Silence. Dra. River Song está de volta também e eu adorei vê-la de novo. No início, pensei que era só Clara que a conseguia ver, mas afinal o Doctor também conseguia, só que falar com ela seria doloroso demais para ele, então ele decidiu evitar esse momento ao máximo. Neste episódio descobrimos também o motivo para Clara estar presente na vida do Doctor: ela é a Impossible Girl, e a sua responsabilidade é salvar o Doctor. Por fim, é-nos introduzido no final uma versão do Doctor, que o próprio Doctor tenta esconder até de si mesmo.

E é isso que nos leva para The Day of the Doctor, o episódio especialmente concebido para comemorar os 50 anos de Doctor Who. David Tennant e Billie Piper são os dois atores que voltam. Oh, foi tão bom vê-los de volta! Eu gostaria muito de não contar muitos spoilers sobre este episódio, mas eu tenho que dizer que vai girar tudo em volta do momento em que o Doctor decide chacinar Gallifrey para matar os Daleks e acabar com a Guerra do Tempo. O que acontece neste episódio é que os Doctors têm a oportunidade de voltar a fazer tudo de novo, e Clara mostra aos Doctors quem eles realmente são: eles não matam, eles salvam; eles não são cobardes, eles enfrentam o medo de frente e não correm. Amei este episódio. A interação do 10th com o 11th Doctor é especial e única. Podia ver este episódio todos os dias, porque eu nunca me cansaria de o ver.

Nota da temporada:  8/10

2 de abril de 2014

Opinião: Doctor Who - 6ª temporada


Doctor Who 6ª temporada

Esta temporada de Doctor Who teve os seus altos e baixos. De todas as temporadas até agora, foi a mais inconstante a nível de storyline geral da história.
Os dois primeiros episódios foram verdadeiramente chocantes e para início de temporada não me conquistaram porque ficaram muito mal explicados. Pensei que as coisas se resolvessem no final da temporada, mas tal não aconteceu. Atenção, a storyline que ficou aberta nos dois primeiros episódios foi explicada, mas houve certos detalhes que escaparam aos escritores e que para mim, eram necessários serem explicados, como por exemplo, por que é que eles tiveram que fingir a sua morte? Há um salto no tempo, de um episódio para o outro, que também não foi explicado devidamente.
The Curse of the Black Spot e The Doctor’s Wife foram um dos meus episódios favoritos. Adorei ver Amy em ação, no navio de piratas, adorei ver a enfermeira que usava a música para tratar dos seus pacientes e adorei ver a devoção que Amy tem a Rory. Foi um episódio cheio de emoções felizes. Em The Doctor’s Wife, conhecemos a TARDIS em pessoa! Literalmente! O episódio foi um pouco angustiante porque havia algo que queria comer a vida da TARDIS e brincou com Rory e Amy de uma maneira absolutamente cruel.
Em The Rebel Flesh e The Almost People, foi a descida descomunal da temporada. Os episódios não tiveram ponta por onde lhes pegasse. Os seres que não eram humanos, mas sim criações de um líquido estranho (não foi explicado como, quando, onde e porquê foi criado). Eram perfeitos doppelgangers. Depois, provou-se que Amy era uma daquelas criações bizarras, e fomos parar a um mundo completamente desconhecido.
A Good Man Goes To War nem foi dos piores episódios, mas foi tudo uma grande enrolação de storyline. A revelação final foi chocante (a filha de Amy e Rory – Melody Pond – é River Song), tenho que admitir, mas o episódio em geral foi um fracasso por não ter tido nada de interessante para mostrar. Let’s Kill Hitler foi um pouco mais interessante, mas o título em si não mostra nada. Ninguém mata o Hitler, ele fica esquecido num armário!
Night Terrors brinca com os medos das crianças: quando eles se acumulam num lado, tornam-se realidade. Também brincam com o ditado “skeletons in the closet”. E, para surpresa, o menino nem é humano! Apesar de não ter sido um episódio muito elaborado a nível de storyline, este episódio valeu pelos quatro episódios anteriores. Já tinha saudades de ver o Doctor a ajudar crianças e as suas famílias.
The Girl Who Waited foi o meu episódio favorito. Eles perdem Amy num local onde o tempo de desloca de maneiras diferentes para cada pessoa. Quando a reencontram, Amy já viveu 36 anos naquele lugar. Rory é forçado a tomar uma decisão: levar a Amy que encontrou, ou salvar a Amy que ainda não viveu todo aquele tempo. Foi inexplicável. Rory salva a Amy jovem, mas também tenta salvar a Amy envelhecida. Contudo, a TARDIS jamais aguentaria um Paradoxo, então o Doctor mente. Não gosto quando lhe é dado este poder de decisão, até porque eventualmente, o Rory também teve que fazer parte dessa decisão, mas no final, quem toma a decisão final, é a Amy que viveu 36 anos naquele lugar inóspito.
The God Complex foi desastroso. Aquele episódio não teve sentido nenhum. O hotel era uma prisão, as pessoas eram escolhidas ao acaso e o monstro alimentava-se da fé das pessoas, mas no final, não percebemos qual era a sua função naquele lugar tão estranho, de onde ele tinha vinda, o que estava ele a fazer ali… Até a sua morte foi ignorada. O Doctor tentou dar-lhe valor, mas a storyline á volta ofuscou aquele momento. Foi demasiada informação no final, como se tivessem pouco tempo para explicar as coisas.
Em Closing Time, temos os Cybermen. O episódio não foi feito para falar mais sobre os Cybermen, já que eles foram falados imensas vezes anteriormente. Este episódio foi focado na amizade que tinha sido criada na temporada anterior entre o Doctor e Craig. Ele tem agora em mãos um filho, um fim-de-semana sozinho e o problema dos Cybermen. Achei um episódio bastante leve, com uma storyline consistente durante todo o episódio e com momentos cheios de humor. No fim, quem vence é o amor e eu achei isso uma das mensagens mais importantes que a série pode contar.
O episódio da season finale foi bom, mas não foi excecional. Doctor e River casam-se, o que não achei surpreendente, na verdade, acho que até já tinha sido mencionado antes. Porém, eu desatei a rir à gargalhada quando vi o Churchill dizer “download”. Algo que não existia na época dele! Algo de génio foi esclarecido. Quero dizer, a profecia “quando a perguntar for feita, o silêncio irá cair. A pergunta que está escondida á frente de todos”, foi genial! A pergunta é: Doctor quem?, ou seja, o nome da série: Doctor Who? O silêncio, não era a espécie que iria ser erradica, era o Doctor que iria morrer, porque se ele deixar de existir, o silêncio é o dele. Toda a equipa de roteiristas está de parabéns, deixaram esta profecia no ar a temporada toda e só foi desvendada no final, de um jeito épico! Eu fiquei surpreendida, porque sempre que a profecia era proferida, eu pensava qual era a pergunta e, afinal, estava escondida mesmo à nossa frente! Fantástico! Fui surpreendida de uma maneira absolutamente brilhante!


Nota da temporada: 7/10

27 de março de 2014

Opinião: Doctor Who - 5ª temporada



Doctor Who 5ª temporada

Eu ainda não superei a ida do 10th Doctor da série (e muito menos a ida da Donna) mas esta temporada introduziu bastante bem o 11th Doctor. E, claro, há uma nova companheira. É uma Ruiva! Chama-se Amy Pond e é uma personagem bastante jovial. Nalguns aspetos, faz-me lembrar de Rose Tyler, então juntando estes dois fatores, ela está a tornar-se uma das minhas personagens favoritas. O namorado/noivo/marido de Amy (sim, a storyline deles desenvolve-se imenso numa só temporada!) é o Rory e eu também simpatizei bastante com ele, especialmente nos últimos episódios.
No segundo episódio (The Beast Below) tornou-se um episódio bastante emocional para mim, porque mostra que maltratar os animais não é a solução para nenhum dos nossos problemas. Em adição, é a única criatura da sua espécie, lembrando-me que, tal como o Doctor, está sozinho e só quer ajudar. Um episódio muito emocional, volto a repetir.
Em Victory of the Daleks, os inimigos (intemporais) do Doctor decidem fazer um upgrade nas suas cores e viram arco-íris! Assim eu passo a amá-los, porque eles ficaram tão fofinhos em branco, vermelho, amarelo… espera, eu já visto em qualquer lado… Power Rangers! Só que os Daleks são a versão do Mal. Neste episódio também conhecemos Churchill (importante figura na história da WW2). Afinal, ele e o Doctor são uma espécie de BFFs. Genial.
The Time of Angels e Flesh e Stone são um episódio duplo. Vemos de novo River Song, de quem eu tinha gostado bastante na 4ª temporada. Adorei revê-la, assim como os Weeping Angels (isto soa melhor na minha cabeça do que escrito/falado), que estavam mais assustadores ainda. Amy fica com um Angel no olho dela! Admito que agora fico com dúvidas quando quero coçar o olho!
The Vampires of Venice foi o episódio mais revoltante de todos, mas no bom sentido. Pois bem, afinal não são vampiros, mas sim criaturas aquáticas que têm uns dentes muito afiados. Foi uma desilusão para mim, já que o título do episódio indicava que o Doctor iria lutar contra vampiros. Um episódio que deixou o Rory assustadíssimo, mas com motivos para tal, já que Amy quase se tornou uma daquelas criaturas estranhas.
Amy’s Choice foi um episódio absolutamente frustrante. Foi tão frustrante que eu pensei em saltar o episódio, mas depois não podia falar dele aqui no review, então vi-o até ao fim. Então, no início eu sempre soube que a realidade era a TARDIS, apesar de aquela estrela gélida não fazer qualquer sentido. Mas ver Amy grávida do Rory, a viver num chalé, era ainda mais irreal, então foi por exclusão de hipóteses. Porém, nem um sonho nem o outro eram reais, mas ver o Rory morrer para nada foi absolutamente demais para mim! Percebi a Amy naquele momento em que ela não queria viver num mundo onde o Rory não existisse, mesmo que esse fosse o mundo real. Foi nesse momento que eu passei a gostar do Rory, antes não lhe dava muita atenção, para mim, ele era um terceiro membro da TARDIS, mas servia para empecilho nas aventuras da Amy e do Doctor.
The Hungry Earth e Cold Blood foram bastante interessantes. Eles mostraram que podemos não ser os únicos seres (que raciocinem) a povoar a Terra. Contudo, acho que não me sentiria preparada para ver um ser verde a andar nas ruas. Provavelmente, iria desmaiar ou desatar a correr e a gritar pelo Doctor para ele me dar uma explicação decente. Porém, mostrou um lado mais inteligente e altruísta de que a Humanidade atual é capaz de ter. Eles só queriam um pedaço de terra, até ficariam com os desertos! Se por um lado não conseguia vê-los a caminhar entre nós, também acho que é o direito deles a terem um pedaço de terra. Dêem-lhes as zonas que não habitamos, deixem-nos explorar essas áreas! Afinal, se são impossíveis de habitar e eles podem criar uma comunidade lá, então, por que não?
Em Vincent and the Doctor conhecemos o grande artista Van Gogh. Ele e Amy seriam tão ruivos juntos! (Por favor, entendam: eu também sou ruiva, então são muitos momentos fangirl.) Eu nem sei por onde começar para descrever o quanto maravilhoso foi este episódio. A parte final em que Vincent ouve os maiores elogios vindos de alguém do futuro mexeu com as minhas emoções, porque o pior de tudo é que ele não foi o único artista a ser menosprezado enquanto vivia, e depois quando faleceu, foi valorizado por todos. A criatura que Vincent via e todos os outros não, era cega e provavelmente tinha vindo da racha do tempo e espaço. Tive imensa pequena do animalzinho, porque ele só estava assustado e não via nada. Contudo, tive ainda mais pena quando o Vincent escreveu o nome da Amy na jarra de girassóis. Foi uma pena ter falecido tão cedo. Artisticamente falando, ele é um dos meus pintores favoritos, pelas novas técnicas que incorporou nos seus quadros.

Se a temporada foi no geral boa, os dois episódios de season finale, The Pandorica Opens e The Big Bang, foram uma desilusão para mim. Eu, que estou habituada a enormes season finales, cheias de lágrimas e dores no coração, emocionantes e cheias de novas storylines, esta foi uma desilusão. Em primeiro lugar, tenho duas teorias, mas ambas chegam a meio e perdem o sentido, causando-me uma enorme dor de cabeça. Adorei ver Rory de volta (ele tinha ficado com os seres verdes no episódio Cold Blood), assim como a River Song e a pequena Amy, mas os episódios em si não foram interessantes. Eu estava à espera de algo incrivelmente estonteante e fui estupidamente enganada. Não gostei muito desta season finale, mas tenho a certeza que a próxima temporada trará muitas aventuras interessantes.


Nota da temporada: 8/10

21 de março de 2014

Opinião: Doctor Who - 4ª temporada



Doctor Who 4ª temporada

Se há algo que eu gosto em Doctor Who é a dose de humor presente em todos os episódios, na medida certa. Catherine Tate trouxe isso numa quantidade enorme e extremamente eficaz. David Tennant também teve a melhor dose de humor de todas as temporadas.
Donna Noble (Catherine Tate) é a companheira do Doctor nesta temporada. Ela já nos tinha sido apresentada num dos especais de Natal, então vê-la de volta foi extraordinariamente fantástico. Donna é uma personagem bastante carismática: com o seu “oi!”, pensamento rápido e reações explosivas, ela é a “drama queen adorável” que o Doctor precisava. Para além disso, ela também é extremamente compreensível o que, na TARDIS, já uma estabilidade que o Doctor precisa para lidar com as várias atrocidades.
Nesta temporada, passámos por Pompeia. Foi, sem dúvida, um dos melhores episódios, na minha opinião. Eles até gravaram em Itália! Descobri isso através dos documentários do Doctor Who Confidential. Vejam, se puderem. Muitos deles estão no Youtube, o que é fantástico, dá-nos uma perspetiva da série que valoriza muito mais a equipa inteira do Doctor Who. Donna é uma peça fundamental neste episódio, já que ela mostra ao Doctor que, apesar de não ser possível mudar os acontecimentos históricos, pode-se salvar algumas pessoas. Acho que foi bastante notável e frustrante ver o sofrimento da Donna e do Doctor, cada um na sua perspetiva, sobre o que fazer.
Outro episódio marcante foi, claro, escrito por Steven Moffat, em relação aos Vashta Nerada, ou Shadows (Sombras). Steven gosta muito de brincar com os nossos medos de infância e, desta vez, foi o medo do escuro. Afinal, há um motivo para termos medo do escuro: existem Sombras nelas. Elas são carnívoras e o pior de tudo é que são um inimigo que não conseguimos ver imediatamente e tocar, porque se tocarmos nas Sombras, morremos. Neste episódio, conhecemos River Song que parece que faz parte do futuro do Doctor. Pessoalmente, adorei-a. Destemida e gentil seriam duas palavras que eu usaria para a descrever neste episódio. Espero vê-la no futuro.
A series finale desta temporada foi bastante angustiante, já que eu sabia (foi a Ophelia que me contou) que esta seria a última temporada em que o David Tennant estaria. Então, o episódio em que a Donna é forçada a alterar o seu passado foi bastante frustrante. Felizmente, apareceu a Rose Tyler e resolveu a situação. Depois temos os Daleks. Como sempre, eles foram os vilões dos episódios e eu não gostei disso, já que sabia que o Doctor ia morrer. Quando um dos Daleks tentou exterminá-lo, o meu coração parou (acho que metaforicamente falando, mas não tenho a certeza), para além de ter ficado cheia de lágrimas nos olhos por a Rose se ter encontrado finalmente com o Doctor. Captain Jack, Martha Jones e Sarah Jane Smith também estrelaram nestes episódios, mas no fim, foi Donna quem salvou a Humanidade e isso custou-lhe todas as memórias que ela tinha com o Doctor. Extremamente triste ver uma personagem tão afável como ela ir embora da série daquela maneira. O meu coração partiu-se em mil pedacinhos, de novo. Contudo, Rose Tyler ficou com o Doctor. Quero dizer, não é o Doctor Original, digamos que é uma cópia do Doctor, com só um coração, ou seja, humano. Ele aconteceu porque Donna libertou o espírito regenerador que o Doctor tinha armazenado. Se não compreenderam, não se preocupem, Doctor Who é um monte de wibbly wobbly timmey winney de coisas incompreensíveis.
Mas se a series finale foi triste, então os dois episódios de The End of Time foram uma choradeira pegada. Eu não estou a brincar. Os Senhores do Tempo de Gallifrey dão o ar da sua graça, assim como o Mestre. Porém, este em comparação com os mauzões de Gallifrey é um gatinho de cinco meses. Rebelde, mas não mortífero. O avô de Donna aparece como um dos protagonistas dos episódios, o que para mim é ótimo, porque eu adorei-o desde que ele tinha aparecido num dos especiais de Natal. Para o Doctor, ele é uma inspiração. O próprio Doctor admite que gostaria que ele fosse o seu pai. Acho que o avô da Donna é uma personagem cheia de personalidade e cheia de amor para dar. O desejo de manter o Doctor a salvo é o que todos nós desejamos. Adorei vê-lo como uma das personagens principais.
Para finalizar, é nestes episódios que nos podemos despedir de David Tennant, já que o Doctor tem que regenerar porque, para salvar o avô da Donna, ele teve que levar com uma extrema carga elétrica. Vou admitir, eu chorei imenso. A parte final é devastadora para qualquer fã do Doctor, uma vez que ele se vai despedir de todas as personagens e ainda volta para o passado, para o tempo em que Rose Tyler ainda não o tinha conhecido. Por fim, vemo-lo a ser regenerado e a ir de viagem para algum lugar.

Vou sentir saudades do David como Doctor e da Catherine como Donna. Para última temporada do David, não poderia ter sido melhor. Eu gostei muito da 2ª temporada, mas esta foi cheia de humor e momentos fantásticos. Donna é uma excelente personagem e gostaria de a ver por mais um bilião de temporadas. David é também um ator fantástico e vou ter saudades do Doctor a dizer “allons-y!” e “brilliant!”.


Nota da temporada: 9/10

16 de março de 2014

Opinião: Doctor Who - 3ª temporada



Doctor Who – 3ª temporada

Pessoalmente, não gostei muito desta temporada. A prestação dos atores foi ótima, a personagem Martha Jones bastante cativante, os roteiros estavam fantásticos  mas, de alguma forma, Rose Tyler estava sempre na minha mente e as menções a ela nesta temporada não ajudaram muito ao meu luto por esta personagem. É como se Doctor Who sem Rose é o Doctor sem a sua TARDIS.
Houve episódios bastante interessantes. Mais uma vez, Moffat dá o ar da sua graça em Blink, assustando-nos tremendamente. A partir de agora, não vou conseguir entrar numa exposição de escultura. Os Weeping Angels são demoníacos, psicopatas, segundo o Doctor. O que eu adorei também neste episódio foi a Sally Sparrow. Eu faria precisamente os mesmos passos que ela, por incrível que pareça. Inteligente e de raciocínio rápido, ela consegue levar de volta a TARDIS ao Doctor e acaba por sair ilesa das estátuas demoníacas.
Os últimos episódios desta temporada foram tão magníficos que nem há palavras para descrever a minha emoção. Chorei várias vezes, mas o mais incrível foi quando descobrimos que havia outro Senhor do Tempo. Este não sabia quem ele era porque tinha usado um relógio que guarda as memórias. Assim, ele sabia apenas que era um humano com gosto para a Ciência. Contudo, este não é um Doctor (ou Mestre, como gosta de ser chamado) bom, pelo contrário, ele é um Mestre enlouquecido, talvez pelo tempo que tenha. O Doctor tenta salvá-lo, perdoando-o, mas tal é impossível; o Mestre não tem salvação. E, no fim de contas, quem acaba por matá-lo foi a esposa dele, que passou todo aquele tempo ao seu lado. O nosso Doctor não planeava matá-lo, mas sim salvá-lo, e isso é algo heroico. Fez-nos amá-lo ainda mais e tenho que admitir que quando o Mestre morreu, não era só o Doctor que estava a chorar, eu também. Foram também episódios bastante cruéis, especialmente quando a família de Martha foi levada para “interrogatório” e o Mestre envelheceu o Doctor séculos. Eu chorei imenso quando vi o Doctor enjaulado numa gaiola, pequeno e com olhos de cachorro abandonado. Foi imensamente doloroso vê-lo naquele estado.
Nestes episódios, quem deu o ar da sua graça foi o Captain Jack. Ele, que não tinha aparecido na segunda temporada, foi como se ele nunca se tivesse ido embora. O seu charme habitual, a flertar cada vez que dizia “Oi” e o Doctor a pará-lo logo, dizendo “Para com isso”, foram uma lufada de ar fresco que estava a precisar, porque o Jack sempre adorou Rose, então ele é um elo de ligação á nossa Rose Tyler. A revelação final que ele fez (sem saber que o fez, porque o tempo é uma monte de wibbly wobbly timmey wimey stuff) foi que o Rosto de Boe era ele. A personagem (rosto??) que teve destaque também nesta temporada é, afinal, o Captain Jack Harness daqui a muitos mil milhões de anos.
Existem outros episódios dos quais eu gostei bastante, como por exemplo o episódio em que conhecemos o Shakespeare. Neste episódio, o palco tem poder e as bruxas (eu sei que elas têm um nome específico, mas não deixam de ser bruxas aos meus olhos) aproveitam-se disso. Os “Judoon Platoon upon the Moon” também foi importante, porque nos introduziu Martha Jones mas, para além disso, não achei o episódio um dos melhores.
O episódio em que um homem de 76 anos rejuvenesce foi bastante interessante e mostrou que Martha Jones é bastante inteligente e confiam a 200% no Doctor. Porém, esse não foi o ponto alto do episódio, mas sim Mark Gatiss loiro! Para quem vê o Sherlock (e já conhece bastante bem o Doctor Who) reconhece este nome e cara em qualquer lado, então, quando o vi loiro, desatei a rir. É tão estranho vê-lo loiro! Uma ótima e assustadora prestação do escritor e ator.
Outro episódio bastante aterrador (na verdade, foram dois) foi quando o Doctor teve que colocar as suas memórias de Senhor do Tempo no relógio de bolso e tornar-se no humano John Smith. Este acaba por apaixonar-se e o relógio desaparece nas mãos de um rapaz da escola. Para além de aterrador, também foi extremamente enervante, porque John Smith não queria tornar-se no Doctor! Eu entendo, ele estava a apaixonar-se pela enfermeira, mas a Humanidade precisava dele! Por fim, ele fez o jogo do bluff, e entregou o relógio aos inimigos… mas vazio. Foi tudo uma encenação do Doctor/Smith, que foi corajoso o bastante para voltar a ser o Senhor do Tempo.
Para finalizar, Martha Jones saiu da série. Ela decidiu que cuidar da família é agora a sua prioridade. Fiquei com uma lágrima no olho porque afeiçoei-me à personagem. Ela não substitui a Rose Tyler, mas é bastante inteligente e perspicaz. O seu discurso foi fantástico e senti o meu coração partir-se um pouco quando o Doctor ficou com aquele olhar de cachorro abandonado (de novo). Martha Jones, apesar de não ser a Rose Tyler, a TARDIS irá sempre adorá-la.


Nota da temporada: 8/10

9 de março de 2014

Opinião: Doctor Who - 2ª temporada

Doctor Who – 2ª temporada

Esta temporada foi… indescritível.
Primeiro, devo de dizer que David Tennant é muito bom ator! Eu às vezes fazia aquele treino de pensar como é que o nono Doctor faria tal coisa (gestos, palavras, entoação, maneira de resolver problemas) e depois via que não há diferença, em relação ao ator. Depois, o décimo Doctor cativou-me de uma maneira estonteante. No início estava um pouco receosa, mas logo no segundo episódio isso passou.
Em segundo lugar, tenho que dizer que esta temporada colocou-me um trauma de infância (e atenção que eu já não sou criança) e partiu-me o coração em mil pedacinhos pequeninos. Nunca nenhuma série me tinha feito isto antes, mas, antes de chegar á parte em que ela me partiu o coração, vamos dizer que o episódio The Girl in the Fireplace, escrito por Steven Moffat é o meu episódio favorito, mas também aquele que me colocou um trauma de infância. Existem umas máquinas que querem o cérebro de Reinette, e a primeira delas aparece logo debaixo da cama da coitada! Todas as noites, olho para debaixo da minha cama, para ter a certeza que não está lá nada, porque sei que não haverá nenhum Doctor para me salvar a vida.
Esta temporada introduziu-nos outro vilão (na primeira temporada foram os Dalek): os Cybermen. Eu tenho que dizer que tenho mais medo dos Cybermen do que dos Dalek, apesar de saber que estes últimos são quase imortais. Para além disso, eles são terrivelmente irritantes! Há algo neles que me provoca uma inquietação, talvez por eu não ser fã de sci-fi, especialmente robótica. Eu odeio robots (a não ser o de cozinha, que rala muito bem a cenoura) e por esse motivo é que não consegui simpatizar-me com os Cybermen. Para além disso, jamais irei usar um auricular de telemóvel no ouvido!
Os dois últimos episódios foram bastante chocantes. Primeiro de tudo, ficámos a descobrir melhor os mistérios de Torchwood e tenho que dizer que adorei a chefe deste Instituto! Carismática, sem brincadeiras e destemida. Contudo, não foi essa a surpresa deste duplo episódio, mas sim o facto de Rose ter ido para o mundo paralelo. Os Cybermen foram descobertos quando, acidentalmente, a TARDIS entrou num mundo paralelo, onde o pai de Rose estava vivo. No último episódio, o Doctor e Pete tentam a todo o custo levá-la para um mundo onde ela estará a salvo dos Cybermen e dos Daleks. Esse mundo, é o mundo paralelo, para onde Jackie (a mãe de Rose) também foi. Foi angustiante vê-la a bater contra a parede, a implorar para voltar e chamar pelo Doctor. No final, Doctor consegue encontrar-se com ela numa praia na Noruega, cuja tradução é Baía Bad Wolf (estas duas últimas palavras perseguem-nos ao longo das viagens). Mas, para piorar a situação, o Doctor não tem tempo para lhe dizer que a ama. Portanto, o Doctor estava a chorar, Rose estava a chorar, eu estava a chorar. Não foi bonito de se ver e deixou-me profundamente triste. Nunca pensei que uma série fosse capaz de me partir o coração, mas afinal é possível, sim!
O que mais me entristece é que, como Rose está no mundo paralelo, e o Doctor não pode viajar para mundos paralelos, somos capazes de não voltar a vê-la.

Nota da temporada: 10/10


Agora vou ver a 3ª temporada, mas um pouco (muito) triste.

23 de fevereiro de 2014

Opinião: Doctor Who (2005) - 1ª temporada



Doctor Who 1ª temporada

Tenho que começar por dizer que não sou fã de sci­-fi, mas como a Ophelia (fazemos umas quantas fanfics juntas) nunca parava de falar da série, eu fui ver. Tenho que dizer que os primeiros episódios custaram-me ver, mas lá mais para o fim, eu até já estava viciada.
O Doctor (Who?) é um Time Lord, um Viajante do Tempo. Ele viaja através do tempo e do espaço na sua cabine da polícia para todo o lado, resolvendo mistérios, crimes e impedindo que a Humanidade seja destruída.
O caso mais interessante e marcante, na minha opinião, foi os do Slitheen. Eles são uns extraterrestres verdes gigantes que se colocam dentro das pessoas, como se elas fossem apenas uma peça de vestuário. O que os identifica é que eles têm excesso de flatulência quando estão na pele dos humanos. São cruéis (uma vez que querem destruir o planeta e a acabar com a raça humana) mas num dos episódios finais vemos que todos têm a possibilidade de um novo recomeço. É isso que eu gosto em Doctor Who: apesar de serem vilões, vemos sempre algum tipo de humanidade de maneira que podemos entender os dois lados da história.
O que eu também gostei bastante foi do Captain Jack. Peço imensa desculpa ás outras personagens, mas o Captain é a personagem mais comicamente estilosa que existe. É cativante e tem charme. Ele completa o triângulo Doctor-Rose-Captain Jack. Doctor Who sem ele teria muito menos graça.
Depois temos a Rose. Ela é a personagem principal feminina da série. Destemida e engraçada, ela traz vida ao Doctor. Admiro imenso a sua coragem e determinação, especialmente nos últimos episódios, quando o Doctor a afasta da Batalha do Tempo.

Para finalizar, queria recomendar esta série porque apesar de ser sci-fi, não é cansativa e vemos que há sempre alguma ponta de realismo. Por exemplo, no jogo The Weakest Link o apresentador pode tornar-se uma máquina. Porque não?! É claro, ninguém gostaria de ser exterminado por uma máquina num jogo de perguntas e respostas, mas é claro que a realidade de Doctor Who pode ser adaptada para os nossos dias. Dou um século até que o apresentador seja uma máquina. Vejam, é uma série que vos vai cativar.

Nota da temporada: 9/10



E agora, vou ver a 2ª temporada!

5 de janeiro de 2014

Opinião: Sherlock 3X01 - The Empty Hearse


3X01 - The Empty Hearse

Sherlock voltou!

Quem não tinha saudades do Sherlock? Eu tinha, sem dúvida alguma! Comecei a ver a série quando já tinha acabado a segunda temporada, de maneira que não tive que esperar tanto tempo como todos os fãs.
Quanto ao episódio em si, eu tenho que dizer: adorei a banda sonora! Yolanda com Johnlock em câmera lenta? AMEI! Para além disso, adorei a introdução da nova personagem: Mary. Ela é uma daquelas personagens femininas com a qual nos podemos identificar logo no primeiro momento. Adorei o facto de ela não ser daquelas personagens cómicas que perdem a credibilidade e de ela não ter um surto quando viu o Sherlock, atirar-se para os braços dele e dizer “sou uma grande fã!” e esquecer-se do John. Não, ela fez precisamente o contrário e deixou os dois “conversarem”, sendo portanto um pilar importante para a sanidade do John mas não se intrometendo entre os dois. Para além disso, ela tem cérebro. Ou seja, quando recebeu aquele SMS estranho, recorreu imediatamente ao Sherlock. Ela não é ignorante, sabe que o Sherlock é a única pessoa que pode salvar o John.
Mrs. Hudson! Adorei-a! Eu tenho que confessar que quando a vi, é que percebi que realmente tinha sentido imensas saudades dela. Eu tinha sentido muito a falta do Sherlock, em geral, mas Mrs. Hudson é tão amável e divertida ao mesmo tempo que é impossível não gostar dela. Eu adorei vê-la quase a partir a loiça toda! E com a frigideira quando o Sherlock lhe apareceu à frente? Lindo!
As várias teorias que os fãs tinham criado apareceram no episódio, o que eu achei super fofo da parte dos escritores e produtores. Mostra que o fandom nunca foi nem nunca será esquecido. De todos, o que eu achei mais engraçado foi a hipótese de que Sherlock forjou a sua morte para ficar com Moriarty. Contudo, logo no início, aquele beijo com a Molly foi de tirar o fôlego por causa da surpresa! Porém, outra teoria completamente plausível.
Uma curiosidade foram os pais de Sherlock. Ou deverei dizer os pais de Benedict Cumberbatch? Sim, os pais do Sherlock também são os pais do ator! E Mary é na verdade a esposa de Martin Freeman. Eu adoro quando as séries começam a ficar um “family business”!
Por falar em família, Mycroft apareceu várias vezes e ainda bem! Eu adoro vê-lo atuar e no fundo, é a única referência que temos da família do Sherlock. Neste episódio, ele também mostrou que é (quase) tão inteligente como o irmão, o que foi ótimo.
O caso em si era sobre um ataque terrorista que iria acontecer no metro. O que, em Londres, deve de ser uma ameaça diária, já que a cidade está sempre no radar das atividades terroristas. Não é novidade para ninguém. Contudo, a quantidade de explosivos que existia, isso sim é que foi uma novidade! Mas, Sherlock sendo Sherlock, é claro que nos deixou numa enorme ansiedade sobre se a bomba tinha explodido ou não. Então ele dá aquela gargalhada que não se percebe de ele está a rir ou a chorar. E então John faz uma careta e vemos a cara do Sherlock e os meus pensamentos vão: “então e a bomba? Quando é que explode?” É claro que não explodiu, existe sempre um botão que permite desligar a bomba, caso algo corra mal. Sherlock, fazer bluff numa situação tão séria não foi divertido!
Para terminar o review:
1 – o namorado de Molly. Sim, sim, claro, nós vimos bem como é que tu “seguiste em frente”. Vou fazer como o Sherlock, o John e o Lestrade: não vou comentar nada.
2 – aquele abraço entre o Sherlock e o Lestrade fez-me shippá-los ao mais alto nível. Eu também tinha saudades do Detetive e da sua frustração em relação à genialidade do Sherlock (que é como todos nós nos sentimos quando ele fala e nós não percebemos o raciocínio dele).
3 – John e o seu bigodinho foi… memorável. Ainda bem que ele tirou, porque parecia ter mais 20 anos do que tem.

O que acharam do regresso da série? Eu acho que foi excecional!


Nota:10/10

27 de fevereiro de 2013

The Originals: as personagens


Klaus vai voltar a nova Orleães quando descobre que estão a planear matá-lo. É aí que descobrimos que ele foi um dos fundadores da cidade e conhecemos Marcel.
Rebekah e Elijah também estão de volta. Quanto a Rebekah, não sabemos os seus motivos, mas quanto a Elijah, ele vai ficar do lado dos inimigos de Klaus para colocar o irmão na linha. Alguém quer voltar a dormir uma sesta num caixão com uma adaga no coração (até rimei).
Hayley, a lobisomem amiga de Tyler, também estará em Nova Orleães. A cidade tem informações sobre os seus pais.

Agora vamos para as novas personagens.
Marcel é o protegido de Klaus. Quando este chega à cidade, fica a descobrir que ele está a cargo de todos os assuntos sobrenaturais. Diz-se que é um vampiro carismático, selvagem e potencialmente perigoso. Alguém com medo desta nova personagem?
De seguida temos as bruxas: Sophie ficou sem poderes, tal como Bonnie, e está a tentar recuperá-los. Já Davina, é uma bruxa que é protegida devido aos seus poderes perigosos. Porém, não consegue deixar de ser atraída para a rede sobrenatural de Nova Orleães.
E por fim, temos a única humana até agora escalada. Chama-se Camille e não tem nenhuma ideia de que seres sobrenaturais existem. Estuda Psicologia e devido ao seu curso, vai encontrar a natureza do Mal. Uma psicóloga para Klaus? Algo me diz que ela vai atingir o coração do híbrido.


O spin-off The Originals vai estrear no dia 25 de Abril, em lugar da série mãe, The Vampire Diaries. O número de episódios ainda não foi revelado, mas os ensaios para a série já começaram. 


Vejam a primeira parte desta notícia aqui

13 de fevereiro de 2013

The Vampire Diaries e o seu spin-off The Originals: resumo dos últimos dias


Wow. Para tudo! Preciso de um momento para respirar e absorver toda a informação.
Primeiro de tudo: foi-nos dada a informação de que haverá um spin-off de Vampire Diaries, chamado The Originals. Para quem não sabe o que é um spin-off, aqui vai uma explicação, que até a minha mãe compreende: imaginem TVD como uma árvore; um spin-off é um ramo dessa árvore.
Segundo ponto: a série começará a ser exibida no dia 25 de abril. O que é ótimo, já que significa que a série será de verão! Mas quantos episódios terá?
Terceiro: quem são as personagens/atores? Joseph Morgan foi, claro, o primeiro a ser confirmado, seguido de Phoebe Tonkin (Hayley em TVD, Faye em TSC, Cleo em H2O) e de Daniel Gillies pouco depois (somos muito sortudas, porque vamos poder vê-lo no spin-off e na série canadense, Saving Hope).
Agora vem a questão: quem mais? Sabemos que Klaus tem um protégé. Charles Michael Davis foi o nome que apareceu. Vamos dizer, ele é muito gato. De seguida, foram apresentadas as atrizes que vão interpretar bruxas: Daniella Pineda e Danielle Campbell (que é muito parecida com a Vanessa Hudgens). Há pouco tempo, foi anunciada a única humana até agora: Leah Pipes. É só impressão minha, ou ela é extremamente parecida com Caroline?
E hoje mesmo, foi anunciado que Claire Holt foi escalada para o spin-off. YAY! Quanto aos Originais, só faltam Kol e Finn e os irmãos ficam de novo juntos (vamos ser sinceros, ninguém quer saber da Esther e do Mikael, que só trazem mal aos irmãos).
Mas hoje também foi descoberta uma notícia devastadora: Joseph Morgan não irá aparecer mais em TVD. Como assim? É muito simples, as gravações de certeza que interferem umas nas outras, e já que TO (The Originals) é passado em Nova Orleães e TVD em Mystic Falls (que é gravado em Convington, Atlanta) e JoMo não é uma sobrenaturalidade que possa andar a correr na sua velocidade híbrida, é óbvio que TVD ficará sem o bad-ass que nos arrancou o coração assim que chegou à série na 2.ª temporada.
Isso significa que para os fãs de Klaroline, o sonho acabou. Caroline de certeza que ficará em Mystic Falls, e Klaus irá para NO (Nova Orleães). Com esta triste notícia, muitos fãs de Stebekah também começam a pensar no mesmo. Estará o amor condenado para os irmãos Originais? Klaus sem Caroline e Rebekah sem Stefan é muito triste.
O que quer isto tudo dizer? Os Originais já não voltarão a aparecer em TVD? Quero dizer, desde o início da 3.ª temporada que eles têm sido a razão para muitos fãs verem a série, que na minha opinião, está gradualmente a auto destruir-se desde que Elena se tornou vampira e tornou-se uma Katherine 2.0.
E quanto a Klaus? Ele é o maior bad-ass que Mystic Falls tem no momento! Será substituído por Silas?
E por falar nele, quem é que ele vai ressuscitar?
Para quem tem Twitter, sabe que todos os dias, nas últimas duas semanas, tem havido uma constante união entre os fãs de Kol, que insistem em trazê-lo de volta. Será que Julie Plec irá atender a estas Worldwide Trends todas que são as preces da #TeamKol e #NatesArmy?
Agora que a 5ª temporada de TVD foi confirmada, o que será dela sem os Originais a abalarem as estruturas de Mystic Falls e do seu grupo?
Perguntas, perguntas…

O protége de Klaus, Marcel (interpretado por Charles Michael Davis):

Daniella Pineda que irá interpretar a bruxa Sophie:

Danielle Campbell que irá interpretar a bruxa Davina:

Leah Pipes que irá interpretar a humana Camille: 

Mais pormenores sobre as personagens brevemente. 
Estão tão entusiasmada para TO!

14 de julho de 2012

Sugestão de série: Saving Hope



Há algum tempo que eu não ficava colada ao PC para ver uma série. Para além de TVD e TSC (que infelizmente acabou) não havia nenhuma série que realmente me prendesse.
Mas felizmente, existem muito bons roteiristas, produtores, atores, etc,... que fizeram um trabalho excelente com esta série (e continuam a fazer).
Basicamente, o chefe de cirurgia Dr. Charlie tem um acidente de carro a caminho do altar e entra em coma. Enquanto isso, ele vive uma experiência fora do corpo e anda a vaguear pelos corredores do hospital conhecendo pessoas que morreram, ou estão fora do corpo por motivos médicos (ex: paragem cardíaca). Drª. Alex, a sua noiva, também trabalha no hospital e vemos-la a lutar diariamente com o facto de o seu noivo estar em coma.
TVD fans, atenção - Daniel Gillies (Elijah) entra na série como Dr. Joel.
Smalville fans, atenção - Erica Durance (Lois Lane) entra na série como Drª. Alex
Uma série de verão sem dúvida para ver, mas preparem-se, porque as cirurgias são bastante... sangrentas.

Os livros para 2019

Novo ano significa novas leituras! Porém, este ano decidi fazer uma coisa um bocadinho diferente. No outro dia olhei para a minha estante e ...