13 de setembro de 2013

Opinião: Trilogia The Hunger Games - Os Jogos da Fome, de Suzanne Collins (Parte 1)



Depois do período de luto de Crepúsculo, eu ainda estava a tentar encontrar uma obra que me prendesse desta maneira. A verdade é que, apesar de House of Night ser uma Saga de vampiros muito boa (e que nos prende), Suzanne Collins tem um género completamente diferente (ou seja, não tem vampiros) que nunca anteriormente tinha sido tratado e que revolucionou o mundo. Até existe um reality show baseado na série! (Do qual eu não apoio nada, mas se quiserem saber, chama-se Capture e é da CW).
O primeiro livro chama-se Os Jogos da Fome e é dividido nas seguintes três partes: “Os tributos”, “Os Jogos” e “O Vencedor”. Eu li este livro depois de ter visto o filme e devo dizer que a obra cinematográfica respeitou o livro, tal como devia de ter feito. Por este motivo, quando eu li o livro, já tinha a Jennifer Lawrence como Katniss e o Josh Hutcherson como Peeta na minha cabeça, pelo que limitou-me a forma como via as personagens, ou seja, já não as consegui imaginar de outra maneira.
A história prende-nos completamente, eu fiquei tão fechada no mundo dos Jogos que quando estava a ler a parte das vespas-batedoras, apareceu uma mosca do nada no consultório do dentista (sim, eu lia em todo o lugar) e eu fiquei com um grito preso na garganta, pensando que era uma vespa-batedora pronta para me comer viva!
Mas, peripécias à parte, o primeiro livro é o livro base, dá-nos as conhecer as personagens principais, a sua história e a maneira (deplorável) como vivem. Os detalhes da história de Panem estão tão bem detalhados e inseridos tão bem na história, que foi muito fácil viajar entre o passado e o presente.
Agora os Jogos: para quem colocou The Hunger Games como um livro para crianças, sugiro que reconsidere muito bem a faixa etária, porque a trilogia não é, de maneira alguma, para crianças, mas sim para adolescentes e até mesmo para adultos, porque só pessoas que já têm mais ou menos a consciência do que se passa à sua volta, de que o Mundo existe (acho que me estou a fazer entender, certo?) é que irá perceber a mensagem, que não é nada simpática, que Suzanne Collins quer passar.
Apesar de Panem viver num regime autoritário, os Jogos são realmente a maçã podre no meio de todos aqueles esquemas. Os tributos têm que ser encantadores à frente das câmeras, ser simpáticos e acolhedores para o público, mas mortais na arena. Ou seja, existe uma duplicidade, que é o que a sociedade é. Perto das pessoas de quem gostamos podemos ser nós mesmos, mas num ambiente mais social, com mais pessoas, temos que ser simpáticos, esquecer os problemas e mostrar apenas aquela faceta que todos acham amigável. Uma crítica à sociedade muito bem conseguida.
No final, os vencedores são Peeta e Katniss. Eles enfrentaram o Presidente Snow, que não apreciou nada a afronta. Katniss passou a ser conhecida como “A Rapariga em Chamas” e é a primeira mulher do Distrito 12, o mais pobre e desprezado de todos os Distritos, a vencer os Jogos.

Nota do livro: 8/10


Detalhes do livro:
Editora: Editorial Presença
ISBN: 9789722342381
Páginas: 260

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