O foco desta aula foi a estrutura dos Atos.
Normalmente, os filmes tomam a estrutura principal de 3 Atos, mas nunca podemos
esquecer que a estrutura de um roteiro é quem serve a história e não o
contrário (uma dica extremamente importante). O importante, é ser original.
Hoje em dia, existem vários filmes e séries que usam esta estrutura dos Atos
para organizar a história e não o contrário. A história é e sempre será o
mestre dos Aos. Um filme que faça o contrário, não será um filme interessante e
a audiência tende a perder-se muito.
Outra questão importante é ir fazendo perguntas mas
também dar as respostas, mesmo que não seja logo na cena a seguir. Se a
resposta só é dada no final, é bom que seja uma resposta muito boa, ou os
espectadores ficarão desiludidos e não recomendarão o filme. Um exemplo disto é
a série Lost (e neste momento todos
revirámos os olhos): os escritores, em vez de fazer o esquema pergunta-resposta-pergunta,
só seguiam o esquema pergunta-pergunta-pergunta, uma das grandes falhas que fez
a série perder tanta audiência.
Um dos ensinamentos que nos foi dado é nunca começar
a escrever logo. Primeiro, é preciso estruturar. Como se faz isso? Parece que
vou ter que comprar alguns post-its e fazer uso das minhas paredes ainda
brancas. Quando temos uma ideia para uma história, temos logo a noção de
algumas das cenas que queremos ver no ecrã. Escrevemos no post it. Depois, é só
perguntarmo-nos em que Ato a queremos e a qual se adequa melhor. A seguir vem a
questão de continuidade: o que é necessário para as personagens chegarem a esse
ponto? A partir daí, temos história e pano para mangas, forçando a nossa
criatividade a trabalhar e a criar várias soluções para vários problemas.
Acabámos então com um ensinamento da Pixar: conta a história com “Era uma vez”.
A partir daí, deixamos a história acontecer, indicando os plot-twists que levam a tal plot-twist
e por aí fora, como se de uma bola de neve se tratasse.
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