21 de junho de 2014

Opinião: The Fault In Our Stars (o filme)


O que é que eu posso dizer sobre ‪TFIOS‬? 
Para além do facto de eu ter chorado do início ao fim, Shailene interpreta Hazel de uma maneira profunda e inesquecível. O mesmo para Ansel; eu não imagino o Augustus nas mãos de outro ator que não ele. Nat, o nosso divertido e super amoroso Isaac, é excelente. 
Em relação há banda sonora, que eu já amava, está tão bem incorporada no filme que até me emocionei. Not About Angels, de Birdy, Let Me In, de GROUPLOVE, e Boom Clap de Charli XCX foram aquelas eu eu tomei mais atenção nas cenas. Para os créditos finais, nada melhor do que Ed Sheeran em All of the Stars.
O que eu posso dizer é que nunca houve um filme que contasse uma história tão bonita e tão dramática e injusta ao mesmo tempo como #TFIOS. Li o livro há um ano atrás e foi absolutamente comovente. Ver que toda a produção e o elenco respeitou o livro fielmente e as suas personagens, foi absolutamente perfeito.
As cenas de humor, que servem para descontrair, quase sempre lideradas por Ansel Elgort são tão divertidas que eu chorei a rir.‪#‎Cenadostroféus‬ ‪#‎SheIsImNot‬
Algo que o livro não focou tanto, mas o filme sim, e por isso eu agradeço muito, foram os pais de Hazel e Augustus, que no livro ficam-se por simples personagens secundárias, mas no filme fazem o quadro familiar completar-se, e tornam-se tão interessantes como Gus e Hazel.
Obrigada, John Green, pelo livro maravilhoso.
Obrigada, produção e elenco, por terem criado um filme que será inesquecível por muitos séculos.
Esquecimento é inevitável, assim como Eternidade. 

20 de junho de 2014

Opinião: The Escape Artist (BBC)


The Escape Artist

Depois de ver os três episódios quase todos de seguida, o que eu posso dizer, para começar este review, é que não é por acaso que está na coleção de Great British Drama.
Tenho que dizer que eu comecei a ver porque tinha um ator que eu adoro: David Tennant, mas no final, eu fiquei encantada com todos os atores, especialmente com o ator que interpreta Jamie, Gus Barry.
A história gira toda em volta de um advogado, William Burton e de um assassino que ele defendeu, mas que acaba por matar alguém muito próximo a William. Os dois quase não interagem, a não ser no primeiro episódio (em que William o defende em tribunal) e no último episódio.
Se no início tudo se tratava de uma história de onde falha a Lei e no facto de todos, sem qualquer exceção, terem o direito de serem defendidos, no final, trata-se de uma história de vingança com motivos tão crédulos que tornam impossível julgar alguém, e de como criar o crime perfeito. Uma série cheia de mistério, personagens credíveis e bastante reais, que trazem um frio na barriga cada vez que falam porque nunca sabemos o que elas podem dizer.
A série também explora vários lados da vida quotidiana e os problemas com que somos confrontados quase diariamente. Do ponto da vista da Advocacia, as falhas que a Lei demonstra e que, usadas nas mãos erradas (ou demasiado certas), podem favorecer o culpado e trazer o sofrimento a toda uma família, é o tema mais explorado. Mas não só: William, vendo a Lei, que ele tanto segue, falhar-lhe, decide fazer justiça com as próprias mãos, sempre com um lado de restrição e inteligência máxima. Afinal, a grande questão é: quando a Lei, que é suposto proteger-nos e fazer justiça, falha, o que podemos fazer por nós próprios de maneira a ultrapassarmos a dor e injustiça que sentimos?

Para passar uma boa tarde de domingo, nada melhor do que assistir a esta grande série de Grande Drama Britânico, que nos faz pensar melhor sobre a Vida.

19 de junho de 2014

Opinião: Once Upon a Time 3X05 - Good Form

Once Upon a Time 3X05 – Good Form

Adorei este episódio.
Primeiro porque, mais uma vez, Peter Pan mostra ser um grande vilão, propondo aquele acordo com o Gancho, o que não resultou (na verdade, a recusa do Hook foi bastante óbvio para mim, mas mostrou a sua honra).
Emma, mais uma vez a mostrar que a Escuridão pode ser aliada da Luz, desde que usada da maneira certa. A mensagem de esperança que passaram a Henry foi um dos pontos que eu considero mais importantes neste episódio, porque ele já estava a perder a esperança que tinha. Desta forma, ele torna-se mais forte para enfrentar Pan e os outros Lost Boys.
Outro dos pontos que eu achei bastante importante foi a iteração entre o Hook e o Charming. Céus, é tão lindo vê-los a batalhar e a discutir um contra o outro! Para além disso, existe sempre um respeito mútuo entre os dois, em honra a Emma e não só: Charming ficou a saber que Hook também já perdeu alguém e relacionou-se com isso (para além do facto de terem tido irmãos no passado). O facto de ambos já terem tido alguém nas suas vidas (no caso do Charming, não necessariamente) que fosse precisamente o oposto, ou seja, Charming tinha o seu irmão que tinha a personalidade do Hook e o Hook teve um irmão que tinha a mesma personalidade de Charming, torna todas as cenas mais interessantes, já que parece que, deste ponto de vista, os opostos atraem-se e os dois até conseguem interagir um com o outro de uma maneira minimamente civilizada.
Os flashbacks focados em Hook foram importantíssimos para entendermos melhor o respeito que ele tem pelo Charming e o seu passado. Adorei o facto de ele ter tido um irmão e de se ter virado para o lado mau por causa da dor e da traição que sentiu. Também ficámos a saber que ele conheceu o Peter Pan muito antes do que ele tinha dito, o que significa que Pan conhece-o melhor do que ninguém, porque já conheceu o que ele era antes.
Quanto ao beijo da Emma e do Hook… minha nossa senhora, o que raios se passou ali!! Eu fiquei imensamente surpreendida e imensamente encantada e sem respirar durante aqueles longos segundos! Foi tão romântico, da maneira que o Hook e a Emma conseguem ser. Eles não são um ship (e isto já é uma palavra do dicionário Oxford, então já posso usá-la nos meus reviews!) como Charming/Snow, que é tudo mel e arco-íris, então aquela tensão e certa arrogância pela parte dos dois (para além de todo aquele flert antes) foi super romântico! É claro que o meu ship foi até Neverland e voltou nas asas do Pégaso!

Por falar em asas do Pégaso, será que vamos ver algum? Aparentemente, os pégasos existem…

18 de junho de 2014

Opinião: Once Upon a Time 3X04 - Nasty Habits

Once Upon a Time 3X04 – Nasty Habits

Se existe algo que eu adoro fazer é maratonas de séries. OUAT vai ser a minha próxima maratona, mas com reviews, claro.
Eu achei que este episódio podia ter dado muito mais, mas tal não aconteceu. Acho que há uma falta de interação entre as personagens e tenho que dizer que a situação de Neal com o Rumple não está a ir pelo melhor caminho.
Sim, Rumple e o filho foram o grande foco deste episódio porque, dos dois grupos, eles foram aqueles que se empenharam de uma forma efetiva em encontrar o Henry. E conseguiram! Adorei vê-los juntos, adorei o facto de os laços familiares se estarem a religar de novo, mas por causa de uma profecia, Neal volta a ficar de pé atrás com o pai.
O que se torna cansativo, deixem-me dizer-vos. O que não ajudou nada também foi o Peter Pan ter dito que a partir dali seria tudo um jogo de “esconde-esconde” e “eu tenho agora, tu terás no futuro”. Parece que o Henry se tornou uma bola de ping-pong. O problema é que, como todas as storylines têm tendência, não será só o Henry a ser a bola de ping-pong, mas também os relacionamentos das personagens entre si.
Não é nada animador.
Contudo, tenho que dizer que estou a adorar a prestação do ator que interpreta o Peter Pan, Robbie Kay. Nunca vi um vilão que fosse tão frustrante (e digo isto no bom sentido) como ele. Temos o “nasty habit” de ver algo de bom em cada vilão, mas no Peter Pan, até agora, não encontrei alguma coisa que me fizesse pensar que ele tem um motivo para ser assim.
O título do episódio mostra que o foco foram os “nasty habits” (maus hábitos) de Rumple: ele tem aquele mau hábito de se auto preservar, e agora com a volta de Neal, ele tem um motivo para viver, de tal forma que a sua jornada para encontrar Henry e salvá-lo encontra-se seriamente comprometida. (Ou será que não?)

Só para finalizar, tenho que dizer que estou muito preocupada com o estado clínico de Charming e sei que também vou ficar muito preocupada com a reação da Mary Margaret ao saber o que se passa com ele.

10 de abril de 2014

Opinião: Doctor Who - 7ª temporada

Doctor Who – 7ª temporada

Ao contrário da temporada anterior, esta foi muito mais consistente. A qualidade dos episódios foi bastante boa a nível de storyline e de sentido lógico (porque, até mesmo em Doctor Who, é necessário fazer algum raciocínio para compreendermos o que se passa).
O primeiro episódio, Asylum of the Daleks foi extremamente importante porque conhecemos Clara Oswald. Ela vai ser uma das companheiras do Doctor depois do episódio de Natal. Gostei bastante do Rory neste episódio. Ele costuma estar sempre ofuscado pela Mrs. Pond, mas aqui ele teve momentos a solo, o que permitiu explorar melhor a personagem.
Já o episódio Dinosaurs on a Spaceship foi incrivelmente insano. Para quem vê a série Sherlock, de certeza que reconheceu o amigo do Doctor que parecia Indiana Jones: era Rupert Graves, o Detetive Lestrade! Foi uma personagem espetacular, cheia de momentos de bom humor e de flerts com a Rainha Nefertiti. Contudo, o melhor momento de todos é quando o pai de Rory, o próprio Rory e o Doctor se separam do restante gang. Aí as coisas ficam extremamente engraçadas porque, apesar de achar tudo aquilo inacreditável, o Senhor Pond (na verdade, é Williams, mas isso é só um pormenor) alinha em toda aquela aventura. Adorei o pai do Rory!
Contudo, o episódio A Town Called Mercy foi aquele episódio de que eu menos gostei. Na verdade, não gostei nada do episódio. Achei enfadonho (tão enfadonho que tive que ver metade do episódio num dia e a outra metade no dia seguinte), sem sentido, com uma storyline desinteressante e cruel. O episódio em si foi cruel! Já sem falar da falta de momentos de humor, de que é tão característico da série.
The Power of Three foi interessante. Pudemos ver de novo o Mr. Pond, Rory em boxers, o Doctor a aspirar a casa e a relvar o jardim e Amy… a ser Amy. O episódio gira em volta de uma invasão de cubos. Eles não aparentam ser especiais, mas ao fim de um ano, eles começam a mostrar atividade. Essa “atividade” mostra-se mortal para os humanos, já que eles provocam um ataque cardíaco fatal para 1/3 da população mundial. Felizmente, o Doctor impede o vilão do episódio.
Em The Angels Take Manhattan, dizemos adeus a Rory e a Amy, já que eles são apanhados pelos Weeping Angels. Um fim triste para o casal Pond. Eu não chorei de tão chocada que fiquei, mas o Doctor desfez-se totalmente. Foi um episódio cheio de pica, sem momentos parados e depois, no final, foi aquela desgraça total. Um episódio terrivelmente chocante e triste.
O episódio de Natal, não é importante ver, mas também é igualmente importante assistir, porque vemo-nos de novo com Clara Oswald, só que na época vitoriana. Eventualmente, ela morre e essa é a segunda vez que vemos ela morrer, o que deixa não só o Doctor confuso, mas todos nós também.
Clara volta a dar-nos a sua adorável companhia em The Bells of St. John. Agora, ela está no século XXI e é vítima de um upload de pessoas. Estranho, mas no episódio faz sentido. O episódio não é um dos meus favoritos, mas eu gosto da espontaneidade e boa disposição de Clara. De alguma forma, ela faz-me lembrar Rose Tyler, só que numa versão mais atualizada. A mota anti-gravidade do Doctor foi uma revelação bastante divertida.
The Rings of Akhaten foi o episódio mais estranho para mim. Eu não sei se hei de amar ou odiar o episódio. Ainda estou dividida. Por um lado, temos aquela doce menina a cantar uma melodia bastante linda, cheia de significado, mas que fez as minhas pálpebras pesarem, mas pelo outro lado temos aquele gigante que tem uma fome inconsolável de momentos preciosos de outros seres. Quando o Doctor e Clara enfrentam o monstro, este mostra-se sem rosto, apenas um sol gigante, sequioso de comida. No fim, todos ficam a salvo, mas o monstro acaba por não ficar tão bem, já que ele se alimentou as memórias do Doctor e, digamos assim, apanhou uma indigestão mortífera.
O episódio Cold War foi chato de se ver. Primeiro de tudo: coitados dos atores que passaram o episódio todos encharcados de água. Depois, o cenário não era espetacular: era um navio russo, do tempo da Guerra Fria. Contudo, os diálogos estavam ótimos, o marciano era aterrorizante e o médico que estava a bordo tinha aquela dose de bom humor e nostalgia louca que só certas personagens muito marcantes adquirem com o tempo. Clara estava assustada, mas no lugar dela, quem não estaria? Não gostei do facto de a TARDIS abandonar o Doctor, acho que é algo que ela jamais faria em tais situações, contudo, conhecendo a Blue Box como a conhecemos, sabemos que ela tem um feitio peculiar.
Hide foi aquele episódio em que eu esperei morrer de medo, já que se tratava de fantasmas, mas não fiquei. Porém, não me desiludi com o episódio, o que foi bastante bom. O Doctor e Clara vão a uma casa como “ghost busters” e eu adorei isso! Os outros dois protagonistas do episódio foram estonteantes, especialmente a salvadora do tal fantasma. Afinal, tratava-se apenas de um mundo paralelo e o fantasma tinha caído nesse mundo por acidente.
Journey to the Center of the TARDIS foi outro episódio do qual eu não gostei nada. Primeiro de tudo, aqueles seres enlameados que estavam dentro da nossa Blue Box, depois das personagens secundárias. Achei-as fatídicas, sem algo que as destacasse dos demais humanos maldosos, e simples, sem profundidade psicológica. Em suma, básicas. Odeio personagens básicas; não deixam impressão alguma nas nossas mentes. Depois, Clara. Coitadinha, parecia um coelho assustado, sem força para encarar os monstros. Neste apeto, o Doctor é que foi o único a salvar a sua TARDIS, Clara e as personagens secundárias. Pensei que o centro da TARDIS seria algo espetacular, a borbulhar e a explodir, mas afinal estava tudo congelado, devido aos protocolos de proteção da mesma. Considero este episódio um episódio rápido, mas sem hipótese de aprofundar qualquer uma das personagens, nem mesmo a nossa querida TARDIS.
The Crimson Horror foi um episódio bom, mas não um dos meus favoritos. Adorei a personagem que não via, mas doeu-me muito cada vez que ela chamava o Doctor de Monstro. Ele não é um monstro! Ele é o Doctor, ele salva vidas e salvou a dela! O plano era maléfico e sem qualquer ponta de humanidade, mas felizmente o Doctor teve os seus amigos ao seu lado para o ajudarem a combater o Mal. Eu gosto muito do trio: a Verde, a Humana, o Santoran. Acho que eles fazem uma equipa perfeita e, quando se junta o Doctor, ainda se torna melhor!
Em Nightmare in Silver, o Cybermen voltam… num parque de diversões abandonado. Deixem-me corrigir: num PLANETA que é um parque de diversões. De alguma forma, fez-me lembrar a 4ª temporada, em que um planeta era uma biblioteca. Doctor e Clara têm companhia: Angie e Artie. Não há muito para dizer sobre este episódio, vou só acrescentar que os Cybermen estão cada vez mais sofisticados e o Doctor teve que se defrontar com a sua versão de Cybermen dentro da sua própria cabeça, o que foi bastante peculiar de se ver. Adorei essa ideia e não me importava de ver de novo, afinal, apesar de ser incompatível para os Cybermen, o Doctor deve de ser muito odiado e a sua mente muito desejada por estes seres de metal.
The Name of the Doctor é um dos episódios mais frustrantes de toda a série, já que o Doctor cruza a sua própria linha do tempo e defronta-se com o seu próprio túmulo. Pior de tudo (para mim) foi ver a TARDIS morta. Algo que me partiu o coração totalmente. Encontramo-nos de novo com a Great Intelligence e os Silence. Dra. River Song está de volta também e eu adorei vê-la de novo. No início, pensei que era só Clara que a conseguia ver, mas afinal o Doctor também conseguia, só que falar com ela seria doloroso demais para ele, então ele decidiu evitar esse momento ao máximo. Neste episódio descobrimos também o motivo para Clara estar presente na vida do Doctor: ela é a Impossible Girl, e a sua responsabilidade é salvar o Doctor. Por fim, é-nos introduzido no final uma versão do Doctor, que o próprio Doctor tenta esconder até de si mesmo.

E é isso que nos leva para The Day of the Doctor, o episódio especialmente concebido para comemorar os 50 anos de Doctor Who. David Tennant e Billie Piper são os dois atores que voltam. Oh, foi tão bom vê-los de volta! Eu gostaria muito de não contar muitos spoilers sobre este episódio, mas eu tenho que dizer que vai girar tudo em volta do momento em que o Doctor decide chacinar Gallifrey para matar os Daleks e acabar com a Guerra do Tempo. O que acontece neste episódio é que os Doctors têm a oportunidade de voltar a fazer tudo de novo, e Clara mostra aos Doctors quem eles realmente são: eles não matam, eles salvam; eles não são cobardes, eles enfrentam o medo de frente e não correm. Amei este episódio. A interação do 10th com o 11th Doctor é especial e única. Podia ver este episódio todos os dias, porque eu nunca me cansaria de o ver.

Nota da temporada:  8/10

2 de abril de 2014

Opinião: Doctor Who - 6ª temporada


Doctor Who 6ª temporada

Esta temporada de Doctor Who teve os seus altos e baixos. De todas as temporadas até agora, foi a mais inconstante a nível de storyline geral da história.
Os dois primeiros episódios foram verdadeiramente chocantes e para início de temporada não me conquistaram porque ficaram muito mal explicados. Pensei que as coisas se resolvessem no final da temporada, mas tal não aconteceu. Atenção, a storyline que ficou aberta nos dois primeiros episódios foi explicada, mas houve certos detalhes que escaparam aos escritores e que para mim, eram necessários serem explicados, como por exemplo, por que é que eles tiveram que fingir a sua morte? Há um salto no tempo, de um episódio para o outro, que também não foi explicado devidamente.
The Curse of the Black Spot e The Doctor’s Wife foram um dos meus episódios favoritos. Adorei ver Amy em ação, no navio de piratas, adorei ver a enfermeira que usava a música para tratar dos seus pacientes e adorei ver a devoção que Amy tem a Rory. Foi um episódio cheio de emoções felizes. Em The Doctor’s Wife, conhecemos a TARDIS em pessoa! Literalmente! O episódio foi um pouco angustiante porque havia algo que queria comer a vida da TARDIS e brincou com Rory e Amy de uma maneira absolutamente cruel.
Em The Rebel Flesh e The Almost People, foi a descida descomunal da temporada. Os episódios não tiveram ponta por onde lhes pegasse. Os seres que não eram humanos, mas sim criações de um líquido estranho (não foi explicado como, quando, onde e porquê foi criado). Eram perfeitos doppelgangers. Depois, provou-se que Amy era uma daquelas criações bizarras, e fomos parar a um mundo completamente desconhecido.
A Good Man Goes To War nem foi dos piores episódios, mas foi tudo uma grande enrolação de storyline. A revelação final foi chocante (a filha de Amy e Rory – Melody Pond – é River Song), tenho que admitir, mas o episódio em geral foi um fracasso por não ter tido nada de interessante para mostrar. Let’s Kill Hitler foi um pouco mais interessante, mas o título em si não mostra nada. Ninguém mata o Hitler, ele fica esquecido num armário!
Night Terrors brinca com os medos das crianças: quando eles se acumulam num lado, tornam-se realidade. Também brincam com o ditado “skeletons in the closet”. E, para surpresa, o menino nem é humano! Apesar de não ter sido um episódio muito elaborado a nível de storyline, este episódio valeu pelos quatro episódios anteriores. Já tinha saudades de ver o Doctor a ajudar crianças e as suas famílias.
The Girl Who Waited foi o meu episódio favorito. Eles perdem Amy num local onde o tempo de desloca de maneiras diferentes para cada pessoa. Quando a reencontram, Amy já viveu 36 anos naquele lugar. Rory é forçado a tomar uma decisão: levar a Amy que encontrou, ou salvar a Amy que ainda não viveu todo aquele tempo. Foi inexplicável. Rory salva a Amy jovem, mas também tenta salvar a Amy envelhecida. Contudo, a TARDIS jamais aguentaria um Paradoxo, então o Doctor mente. Não gosto quando lhe é dado este poder de decisão, até porque eventualmente, o Rory também teve que fazer parte dessa decisão, mas no final, quem toma a decisão final, é a Amy que viveu 36 anos naquele lugar inóspito.
The God Complex foi desastroso. Aquele episódio não teve sentido nenhum. O hotel era uma prisão, as pessoas eram escolhidas ao acaso e o monstro alimentava-se da fé das pessoas, mas no final, não percebemos qual era a sua função naquele lugar tão estranho, de onde ele tinha vinda, o que estava ele a fazer ali… Até a sua morte foi ignorada. O Doctor tentou dar-lhe valor, mas a storyline á volta ofuscou aquele momento. Foi demasiada informação no final, como se tivessem pouco tempo para explicar as coisas.
Em Closing Time, temos os Cybermen. O episódio não foi feito para falar mais sobre os Cybermen, já que eles foram falados imensas vezes anteriormente. Este episódio foi focado na amizade que tinha sido criada na temporada anterior entre o Doctor e Craig. Ele tem agora em mãos um filho, um fim-de-semana sozinho e o problema dos Cybermen. Achei um episódio bastante leve, com uma storyline consistente durante todo o episódio e com momentos cheios de humor. No fim, quem vence é o amor e eu achei isso uma das mensagens mais importantes que a série pode contar.
O episódio da season finale foi bom, mas não foi excecional. Doctor e River casam-se, o que não achei surpreendente, na verdade, acho que até já tinha sido mencionado antes. Porém, eu desatei a rir à gargalhada quando vi o Churchill dizer “download”. Algo que não existia na época dele! Algo de génio foi esclarecido. Quero dizer, a profecia “quando a perguntar for feita, o silêncio irá cair. A pergunta que está escondida á frente de todos”, foi genial! A pergunta é: Doctor quem?, ou seja, o nome da série: Doctor Who? O silêncio, não era a espécie que iria ser erradica, era o Doctor que iria morrer, porque se ele deixar de existir, o silêncio é o dele. Toda a equipa de roteiristas está de parabéns, deixaram esta profecia no ar a temporada toda e só foi desvendada no final, de um jeito épico! Eu fiquei surpreendida, porque sempre que a profecia era proferida, eu pensava qual era a pergunta e, afinal, estava escondida mesmo à nossa frente! Fantástico! Fui surpreendida de uma maneira absolutamente brilhante!


Nota da temporada: 7/10

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