6 de janeiro de 2015

Os meus livros para 2015

Este ano, planeio ler 25 livros para completar o Reading Challenge do site Goodreads.com
Organizada como sou, fiz uma lista no Excel dos livros que eu quero ler este ano e aqui estão eles:


1 - Outlander (Cross Stitch) de Diana Gabaldon
Estou mesmo quase a acabá-lo e espero que consiga acabá-lo ainda esta semana. Será o primeiro livro concluído este 2015!


2 – City of Glass de Cassandra Clare


3 – Gone Girl de Gilian Flynn


4 – The Elite de Kiera Cass


5 – The Darkest Minds de Alexandra Bracken


6 – Paper Towns de John Green


7 – Rebel Belle de Rachel Hawkins


8 – Anna and the French Kiss de Stephanie Perkins


9 – Georgiana the Duchess of Devonshire de Amanda Foreman


10 – The Time Traveler’s Wife de Audrey Niffenegger


11 – Anna Karenina de Leo Tolstoy


12 – The Jane Austen Book Club de Karen Joy Fowler


13 – Scarlet de Marissa Meyer


14 – Daughter of Smoke and Bone de Laini Taylor


15 – Angel Fall de Susan Ee


16 – Vampire Academy de Richelle Mead



17 – The Bronze Horseman de Paulina Simons


18 – Fallen de Lauren Kate


19 – The Summoning de Kelley Armstrong


20 – Illuminate de Aimee Agresti


21 – Madame de Pompadour de Nancy Mitford


22 – Hush, Hush de Becca Fitzpatrick


23 – Red Riding Hood de Sarah Blakley-Cartwright


24 – Dear John de Nicholas Sparks


25 – Atonement de Ian McEwan


Claro que isto não é uma lista definitiva. Provavelmente, muitos serão substituídos por outros livros, mas gostaria que tivessem uma noção dos que vou ler.

Boas leituras para este 2015!

2 de janeiro de 2015

Opinião: Torchwood - 4ª temporada




Depois de uma temporada tão boa, fenomenal, interessante e reveladora da Humanidade, chegámos a uma temporada da qual eu gosto de dize que resultou de uma “grande americanada”, e não no bom sentido.
A temporada conta com 10 episódios, todos eles cheios de armas, lutas e fugas… nos EUA. Eu gostava muito da minha querida Torchwood, situada em Cardiff, a lutar contra Weevils e a viajar através da racha do tempo. Quero esses bons tempos de volta, porque esta temporada foi uma grande deceção para mim.
Intitulada Miracle Day (O Dia do Milagre), esta temporada conta a história da Humanidade que se vê defronta com um grande problema do séc. XXI: e se de repente todos parassem de morrer? A população cresceria, todos viveriam para sempre. Até aí, tudo bem. O que acontece é que para isso, reverteram-se as leis do Universo e o único homem que agora pode morrer é Jack. Interessante, tenho que admitir, mas não quando ele se defronta com tantos sarilhos que podiam ser tão bem desperdiçados. Apenas mostraram o quanto a Humanidade é sujeita a coisas tão fúteis como morrer por envenenamento.
Depois temos a mitologia que leva Gwen, Jack e os dois novos membros da equipa Torchwood (americanos – sério, nunca virei tão patriota por uma nação que não é a minha): Rex e Esther (posso dizer que gostei bastante dos dois e não me importaria de os ter de volta) para Shangai e para Buenos Aires, porque estes são os dois pontos em que a tal racha que impede as pessoas de morrer começa e acaba. É partir daqui que toda a história vira uma grande americanada, com uma storyline muito mal explicada, que não faz sentido e, pior ainda, torna-se incompatível com a série mãe, Doctor Who. Até á terceira temporada, tudo se tinha mantido mais ou menos nos conformes, com as duas séries a andarem de par em par, mas agora tudo muda: Miracle Day não é referenciado nem uma única vez em Doctor Who, o que mostra que o facto de esta produção ter sido transatlântica esqueceu-se das suas verdadeiras origens – como as séries americanas costumam fazer com a sua grande Glória e orgulho americano – o resto do planeta não existe.
Sim, estou a criticar a produção, que recebeu uma injeção de tanto dinheiro que decidiu fazer uma mega produção, esquecendo-se que a base de Torchwood sempre foi em Cardiff – onde é que anda Cardiff nesta temporada? Pois, também me pergunto isso. Esqueceu-se de Doctor Who e do quanto as duas séries diferiam mas no produto final nunca se esqueciam uma da outra – uma grande falta de comunicação, eu chamaria.
Introduziram demasiadas personagens americanas para o meu gosto – o pequeno pode tornar-se grande, mantendo-se na sua dimensão pequena: perguntem à TARDIS. Para concluir, esta série que tinha muito que falar, tornou-se demasiado extensa e no final, não valeu a pena – a história perdeu todo o sentido que tinha.



Nota da temporada: 7/10

1 de janeiro de 2015

Os meus livros de 2014

O Ano 2014 acabou ontem e o GoodReads Reading Challenge, do site Goodreads.com fez o seu balanço final.
O meu objetivo para 2014 era ler 20 livros e consegui completá-lo, com 4 livros de avanço! Aqui estão eles, com algumas coisas que eu gostaria de falar deles:

- El corrector de Ricardo Menéndez Salmón

Tenho que admitir que só li este livro porque tinha uma entrevista para a Faculdade em Espanhol e gostaria de me familiarizar com a língua um pouco melhor antes de a entrevista começar. Contudo, não pude deixar de gostar do livro devido à sua simplicidade de escrita mas tão verdadeira.
Nota: 2/5

-The Kingmaker’s Daugther de Philippa Gregory

Mas que livro excecional! Para quem não sabe, este é o 4º livro da saga The Cousins’ War, que gerou uma série, The White Queen. Eu tenho que admitir que estava um pouco relutante em ler este livro já que Anne Neville não era uma das minhas personagens favoritas na série, mas depois de ler o livro, ela ganhou a minha admiração e o meu respeito.
Nota: 5/5
Extra: está na lista dos Favoritos

-A Ilha das Três Irmãs de Nora Roberts

Mais um romance, só para desenjoar da coisa. Céus, este livro foi tão viciante que eu acabei-o em três dias. Tão digno de Nora Roberts, tem aventura, romance e personagens bastante fortes.
Nota: 5/5

-Um Estudo em Vermelho de Arthur Conan Doyle

Já que andava a admitir que era grande fã de Sherlock, tinha que ler pelo menos o primeiro mistério que Holmes e Watson resolveram juntos. Tenho que admitir que foi bastante interessante e adorei comparar o conto com o Study in Pink da série. Grande fã, e até comprei o livro com os contos (mas ficou em Portugal porque era muito pesado).
Nota: 5/5

-An Abundance of Katherines de John Green

Depois de TFIOS, tenho que recomendar sempre este livro, porque é muito parecido mas também bastante distinto. Então, temos este rapaz que já namorou com 19 Katherines e todas elas acabaram o relacionamento com ele. Então, ele decide criar um teorema que nos diga quem é que vai acabar com quem e em quanto tempo.
Nota: 5/5
Extra: está na lista dos Favoritos

-A Fúria dos Reis de George R.R. Martin

Mais um livro das Crónicas de Gelo e Fogo, o que posso dizer?
Nota: 5/5

-Divergente de Veronica Roth

O único livro da série que li em Português. Acabei-o em dois dias e meio porque eu simplesmente não conseguia parar de o ler. Se pudesse, até o teria lido enquanto dormia.
Nota: 5/5
Extra: está na lista dos Favoritos

-Juramento do Dragão de P.C. Cast

O que eu gosto de chamar de um bom spin-off da série da Casa da Noite. A saga em si já estava a ficar bastante enjoativa e banal, mas este mini-livro que o li em apenas um dia de tão fininho que é foi uma lufada de ar fresco. Bem escrito, com ótimas descrições, conta a história do Dragão com Anastasia.
Nota: 5/5

-Shadow Souls de L.J. Smith

Eu nunca tinha gostado muito dos livros porque a série tomou as personagens para si e adaptou tudo de uma forma que o meu cérebro ficou logo modificado para a série. O livro anterior desta saga que se chama The Return (ou seja, a saga que vem depois de TVD) foi um pouco sem graça, mas este livro pegou o ritmo e foi bastante interessante de se ler. Fiquei surpreendida e adoro livros que me surpreendam!
Nota: 5/5

-City of Ashes de Cassandra Clare

Confesso que não é um dos meus favoritos. A autora tenta ter piada e colocar cenas de comédia quando a cena exige um momento de seriedade. Porém, o final representou um ótimo cliffhanger que me faz ir comprar o terceiro livro da saga assim que penso naquele final tão… digno de 4 estrelas.
Nota: 4/5

-Insurgent de Veronica Roth

Aff, depois de Divergent, eu queria um livro melhor, mas acho que tal não será possível. Tris neste livro está entediante e tão traumatizada que parece que assiste às coisas como uma espectadora. Não gostei muito deste livro.
Nota: 3/5

-Fangirl de Rainbow Rowell

Mas que livro tão fofinho e lindo de se ler! Cath é escritora de fanfics de uma saga que é muito parecida à do Harry Potter e ela está no primeiro ano de faculdade, então conjugar as duas coisas não é fácil, mas ela consegue. Introvertida, ela tem uma colega de quarto que é absolutamente “tô nem aí” e até um pouco arrogante, mas cheia de personalidade e solidária com Cath. Quando estava a começar, queria ler mais depressa do que nunca, mas quando cheguei a metade do livro, queria que ele nunca mais acabasse!
Nota: 5/5
Extra: está na lista dos favoritos

-The Selection de Kiera Kass

Ótimo livro! Imaginem o Big Brother mas na versão das princesas, com uns quantos segredos intrigantes e vocês terão a sinopse da série. America é uma personagem excelente e os mistérios que o palácio guarda são intrigantes, para dizer o mínimo.
Nota: 5/5

-Looking for Alaska de John Green

Eu ainda não li todos os livros dele, mas este é sem dúvida um daqueles livros que estão na lista dos que vão ficar empoeirados a um canto e nunca serão lidos de novo, porque… bem, depois de dois livros tão excecionais, eu estava com grandes expectativas para ler este livro, mas ele foi uma desilusão tão grande! John Green não fez um bom trabalho aqui.
Nota: 1/5

-Allegiant de Veronica Roth

Mas que excelente forma de acabar uma trilogia. Algumas pessoas não gostaram do final e posso ver o porquê, mas a maneira como tudo se desenrolou ao longo da história só poderia ter este desfecho. Outra coisa que este livro não conseguiu foi atingir o objetivo de ser narrado pela Tris e pelo Four alternadamente, já que não houve uma grande diferença no modo como eles pensavam.
Nota: 5/5
Extra: está na lista dos Favoritos

-Cinder de Marissa Meyer

Eu, que não compreendo nada de tecnologia, fiquei bastante confusa no início com aquela descrição toda dos objetos da oficina, mas quando a história se desenrolou verdadeiramente, foi um perfeito BANG! Contudo, não me consegui apegar muito ás personagens, e até achei a vilã digna do meu respeito.
Nota: 3/3

-Richard III de William Shakespeare

Eu adoro ler peças de teatro, tenho pena é não conseguir arranjá-las tão facilmente como gostaria. Li este livro a pensar que veria a peça no palco, mas tal não aconteceu, o que me deixou um grande aperto no coração, já que eu considero que é uma peça de teatro excelente. Para além disso, foi aqui que vi que ler as obras de Philippa Gregory deu-me uma grande vantagem, já que ambas as obras se passam na mesma altura e focam uma personagem, mas de maneiras diferentes.
Nota: 3/5

-The White Princess de Philippa Gregory

Tenho que admitir que não é um dos meus livros favoritos. Achei o livro cansativo mas bastante interessante, porém, Elizabeth of York foi uma personagem que sempre ficou nos bastidores a observar tudo. Os seus pensamentos eram bastante interessantes, assim como a forma com que via as coisas, mas as suas ações já não revelavam a personalidade que tinha.
Nota: 3/5

-We Were Liars de E. Lockhart

Este livro também não é um dos meus favoritos: a história é irritante, sabemos sempre que falta alguma coisa e o final só de desvenda mesmo no final do livro, o que não me agradou muito. Esta família de ricos que esconde um segredo de um membro da sua família é algo muito cliché. Porém, o final foi bastante surpreendente.
Nota: 4/5

-Beautiful Creatures de Kami Garcia

Já tinha visto o filme o ano passado e queria ler muito o livro, mas só consegui lê-lo agora (2014). A sua mitologia é bastante interessante, mas no final existe aquela parte que eu sempre temo quando os livros querem encerrar um ciclo mas ainda têm tanto para contar que é enfiar-nos goela abaixo um monte de mitologia e segredos e desavenças que me deixam com um pouco de dor de cabeça. Contudo, quero ler o próximo!
Nota: 4/5

Livros extra:
-O Despertar da Magia de George R.R. Martin

E mais uma vez eu digo: é um livro das Crónicas de Gelo e Fogo, não há muito para dizer.
Nota: 4/5

-Eleanor & Park de Rainbow Rowell

Ainda bem que li Fangirl primeiro porque senão teria ficado extremamente desiludida com a autora e nem teria lido Fangirl a seguir.
Nota: 2/5

-How to Write for Television de William Smerthurst

É um livro bastante técnico e dá-nos a possibilidade de ver como é que a indústria televisiva funciona.
Nota: 5/5

-Percy Jackson and The Sea of Monsters de Rick Riordan

Há muito tempo atrás, eu tinha lido o primeiro livro desta saga e um amigo meu relembrou-me que eu tinha feito a promessa de acabar de ler a coleção. Estou no bom caminho!
Nota: 5/5
Extra: acabei-o mesmo no dia 31 de dezembro! O último livro do ano – literalmente.

11 de setembro de 2014

Opinião: Torchwood - 3ª temporada


Chegámos à temporada de ouro de Torchwood.
Como é possível ver uma temporada inteira num dia? Tendo cinco episódios, apenas. Quase batia o record de Sherlock (só temos 3 episódios por temporada).
Esta temporada, com apenas cinco episódios, foi uma das melhores temporadas que eu já vi em toda a História das Séries. Com um ritmo rápido, viciante e muito interessante, eu nem notei as horas passarem enquanto via a série.
A storyline é muito interessante, tocando vários pontos Humanísticos: um alien invade a Terra e exige 10% das crianças. É aterrorizante. Mas não ficamos por aí: torna-se pior quando o Governo aceita essas condições. Os seus argumentos são de doer o coração e faz-nos pensar sobre essas teorias de conspiração que existem por aí: será que são apenas suposições, ou será que é realmente real? Afinal, o facto de o alien estar ali apenas acelera o pensamento das pessoas e estamos a falar de uma série de ficção científica: se não tivesse um alien, seria como qualquer outra série que procura expor os podres da Humanidade.
Gwen, Jack e Ianto estão estonteantes aqui: de coração partido, mas com força de vontade de responder ao Governo, que quer matá-los – quer destruir Torchwood. Simplesmente, amei. Para além disso, o elenco teve algumas adições espetaculares, mas vou apenas focar uma pessoa que está no mundo de Doctor Who e teve um papel bastante impressionante (e doloroso) nestes episódios: Peter Capaldi, hoje em dia o 12th Doctor, entra nesta temporada para interpretar um mero governante, que sempre trabalhou duro e vê-se no centro da mediação entre o alien e o Mundo. Por detrás, temos um Primeiro-Ministro Britânico que não sabe o que fazer e o usa como um mero soldado porque, como ele diz “a linha de frente existe para uma coisa: para cair primeiro.”
Infelizmente, Ianto morre no processo, quando o alien lança para o ar um vírus mortal. Absolutamente chocante e de partir o coração. Eu gostava bastante do Ianto. Era a segunda personagem favorita, depois da Toshiko. O meu coração partiu-se quando o vi morrer nos braços de Jack. Ainda não sei como lidar com a sua morte. Considero que Torchwood perdeu uma peça muito importante, porque ele trazia à superfície o melhor de Jack. E sem ele, acho que Jack ficou perdido, como se as coisas já não fizessem mais sentido e fosse apenas o seu dever a falar mais alto. Com quem é que Jack vai caçar Weevils, agora?
Uma temporada que eu aconselho todos a verem, não apenas os amantes de Doctor Who ou outra série de ficção-científica. Quando digo todos, digo sinceramente todos! A população inteira deste planeta – os seis milhões de pessoas que o habitam – devia de ver esta temporada.

Nota da temporada: 10/10

8 de setembro de 2014

Opinião: Torchwood - 2ª temporada


Ver Torchwood é emocionante. Faz-te shippar Captain Jack Harkness até com uma mesa e estar no casamento de Gwen, mesmo que depois não nos lembremos de nada. E sim, isto foi um elogio à lá Torchwood.
Esta temporada teve de tudo um pouco, mas eu adorei especialmente os episódios em que a nossa querida Martha Jones, antiga companion do Doctor (terceira temporada de Doctor Who) apareceu. Sério, eu não me importava que ela desistisse do seu trabalho na UNIT e fosse trabalhar para Torchwood, porque ela é muito diva! Para além disso, ela sabe mais sobre o Jack que os outros todos e automaticamente isso torna-se misteriosa para os outros. Foi um ótimo crossover e uma excelente guest star.
Owen teve muito mais destaque do que na temporada anterior, e eu adorei isso! Eu já tinha percebido que ele tinha aquela carapaça para esconder o seu sofrimento, mas por favor, ele entrou em Torchwood da pior maneira possível: através da morte da sua noiva. Afinal, a sua quase esposa tinha um alien no seu cérebro e morreu na sala de operações. Quanto horrível é isso? Contudo, esse nem é sequer o foco, mas sim o facto de ele ter voltado à vida depois de Jack localizar a outra luva que trazia os mortos de volta. Acontece que Owen voltou… permanentemente. Tecnicamente, ele tornou-se um cadáver que se mexe e fala, mas mais nada acontece. Não come nem tem corrente sanguínea. Quanto estranho é isso? Contudo, deu muito jeito em várias storylines. Em relação há personagem, ele evoluiu imenso: deixou de ser aquele desbocado mal-educado, e passou a ser bastante mais maduro. Quem diria que ver a Escuridão traria algum bom senso!
E não consigo falar de Owen sem mencionar Toshiko. Céus, a minha nerd mais querida (para além da Felicity Smoak, de Arrow). Ela é tão querida e fofa e eu fiquei tão triste com o final desta temporada quando ela parte! Ela morreu no seu trabalho, em sofrimento, mas “um soldado nunca abandona o seu posto”, como uma personagem disse a Owen. Fiquei imensamente triste. Para mim, ela era aquela peça fundamental que Torchwood precisava 24/7. Para além disso, vamos fazer-lhe uma vénia, porque ela construiu uma chave de fendas sónica! Ela podia ser a mecânica do Doctor! Tenho a certeza que a TARDIS apreciaria imenso.
Gwen casou-se! Finalmente, já não era sem tempo! Eu fiquei muito feliz por ela, mas quando o Jack interrompeu o casamento eu pensei que ele iria assumir o lugar do Rhys. Desculpem, mas Jack e Gwen é muita química contida! (Ou nem por isso) Aquele casamento foi de doidos, mas nós pudemos ver o quanto dividida ela está em relação a Rhys e Jack. Quero dizer, ela sabe que Rhys vai estar sempre lá para ela, e é isso que ela quer: alguém para quem voltar ao fim de um dia de trabalho. Contudo, Jack é o único que a entende completamente porque ele sabe os traumas que Torchwood causa, ele sabe a frustração que todos os casos provocam e é o único que aprecia a sua humanidade. Porém, Gwen fez uma escolha muito bem pensada. Não pensem que eu não gosto do Rhys, porque eu adoro-o: é divertido e bastante compreensivo e paciente (sérios, quem é que quereria casar com uma mulher que estava grávida de um alien? Só o Rhys.)
E Jack teve nesta temporada muitos inimigos: Adam e Captain John Hart. O pior de todos foi o seu irmão, Gray. Normalmente nunca se pensa que alguém com os mesmos laços de sangue pode ser tão vingativo, mas Gray consegue sê-lo, enterrando Jack vivo em Cardiff ainda antes de Cardiff existir. Mas como Jack é do bem (ás vezes… maior parte do tempo…) ele congelou o irmão em vez de o matar. Honestamente, eu matava-o, porque ele atirou em Toshiko e ninguém magoa a minha nerd fofinha!
Ianto teve mais destaque do que na temporada anterior, sendo uma enciclopédia ambulante maior parte das vezes e aparecendo muito mais frequentemente, com falas inteligentes e cheias de sentido. Awn, adoro o Ianto!


Nota da temporada: 8/10 



5 de setembro de 2014

Opinião: Torchwood - 1ª temporada

Conheçam Torchwood, o spin-off de Doctor Who!
Demorou algum tempo para ter tempo para começar a ver a série, mas depois de ver o primeiro episódio, eu deixo todas as outras coisas por fazer, só para ver mais um episódio. Série viciante, cheia de aliens e pessoas sexys, com temas bastante mais maduros do que Doctor Who.
Vou começar com a Gwen: céus, que mulher cheia de talento! A atuação de Eve Myles é arrepiante de se ver! Uma personagem bastante emotiva, que me faz chorar quando chora e rir quando ri. A sua profundidade enquanto personagem é palpável. Chega até a doer, só de a ver chorar! Porque quando ela chora, nós percebemos que não é apenas choro, cada lágrima conta uma história, uma recordação, um pensamento, uma emoção.
Depois temos Captain Jack. Oh captain, my captain! Se em Doctor Who ele é o maior cowboy casanova da TARDIS, aqui ele toma uma posição mais responsável, séria e altamente cativante. Eu já gostava muito dele em Doctor Who, mas em Torchwood sinto que pudemos conhecer um outro lado dele que ficou inexplorado na série-mãe e que leva este personagem a outro nível, já que com ele os escritores da série podem tocar assuntos bastante falados, como a homossexualidade.
Mas não só: Owen é a prova disso. Confesso que de início não gostei muito dele; irritante, mal-educado, a pensar que tinha sentido de humor. Até cheguei a pensar que os escritores o tinham criado para causar momentos de entretenimento, mas isso de alguma forma, não me atingia. Porém, há medida que a temporada se desenvolve, entendo que ele era muito mais do que isso desde o início. Afinal, por baixo daquela casaca de antipatia e desinteresse, está um ser que só deseja ser amado e entendido pelo mundo. Wow, Owen foi uma caixinha de surpresas para mim!
De seguida temos Toshiko: ela é tão adorável que eu sinto que se a conhecesse podíamos criar um clube de leitura! Ela é, sem falta de termo melhor, a nerd de Torchwood Cardiff. Génio, é outro adjetivo com que a descreveria. Infelizmente, tenho sempre a sensação que os escritores não sabem onde a colocar, então às vezes ela está lá, a ser uma peça fundamental da série, mas noutros, ela fica nas sombras.
E por fim, temos Ianto. Eu adoro-o! É o interesse amoroso de Jack (e como o compreendo!) No início da temporada achei que os escritores não sabiam o colocar, mas depois do episódio em que Lisa aparece (aka namorada transformada em Cybermen) ele revela-se e é tão absoluto e emocionante vê-lo ganhar mais tempo de antena na série. De coração partido, mas amigo e extremamente leal. Quem é que não o queria como melhor amigo?
Mas Torchwood tem os seus segredos, bastante emocionantes e cheios de tramas que me fizeram comer um pacote de cookies em apenas 3 episódios! Não quero dar muitos spoilers para quem ainda não viu, mas eu adorei a primeira temporada! Os episódios não se conectam muito entre si (tal como em Doctor Who) mas os temas abordados são tão mais maduros e interessantes. Sinto que em Doctor Who explora-se mais a amizade e os laços familiares, enquanto que aqui se exploram assuntos mais envolvidos com a sexualidade e os laços de trabalho. Afinal, com quem Gwen pode falar sobre Torchwood para além de alguém que conhece Torchwood e os seus segredos? E como é que Owen pode ter-se apaixonado em apenas uma semana por uma mulher que veio de 1953? Porque é que Toshiko acreditou no alien que invadiu a sua vida e tomou o colar como seu? Como é que Ianto pode reparar o seu coração partido depois de ver que a sua Lisa achava que o amor era fundir um cérebro com outro? Sim, são assuntos que Doctor Who jamais estaria disponível para abordar, uma vez que causariam discórdia (eu só penso no beijo da Jenny/Vashtra – a revolução que isso causou!)
Eletreficante. Arrepiante. Emocionante. Imparável. Genial.


Nota da temporada: 8/10

Os livros para 2019

Novo ano significa novas leituras! Porém, este ano decidi fazer uma coisa um bocadinho diferente. No outro dia olhei para a minha estante e ...