19 de agosto de 2015

Opinião: Moriarty, de Anthony Horowitz



Tinha altas expectativas para este livro. Fiquei desapontada

House of Silk foi extraordinário. Não estava à espera de nada menos do que isso para Moriarty. Contudo, as minhas esperanças foram completamente destroçadas logo no início do livro – o narrador não é John Watson, mas um detetive qualquer americano que não conhece os métodos de Sherlock. Depois, é apresentado a um detetive da Scotland Yard (bem melhor do que o Lestrade) mas ele tem o complexo de Sherlock que é difícil explicar: ele segue os métodos de Holmes mas ele também quer ser o Holmes. Foi muito difícil criar afeto em relação a estes dois personagens. E já sabem o que acontece: quando não se gosta dos personagens, paramos de ler o livro.
Mas não parei por várias razões, uma delas foi o facto de eu ter gostado tanto de House of Silk que estava na expectativa que o enredo fosse levar a uma assustadora reviravolta. O que aconteceu, três capítulos antes do final. Não fiquei feliz com isso. O nome do livro é Moriarty mas ele não aparece até ao final, quando entendemos o que aconteceu e ainda temos algumas perguntas.
Não sei se isto é uma dulogia ou se há mais livros por publicar, mas se eles não forem narrados pelo John Watson, não irei lê-los.

18 de agosto de 2015

Opinião: Dragonfly in Amber, de Diana Gabaldon


Não é um livro de ação, mas um livro para pensar

No início do livro, não percebi o que estava a acontecer. Não sabia se isso era suposto acontecer ou se era do facto da escrita de Diana ser muito detalhada e, por vezes, confusa. O mesmo tinha acontecido com Outlander, então não fiquei particularmente preocupada com isso.
A história começa em 1968 e depois voltamos atrás no tempo, para o tempo em que Jamie ainda está vivo. É muito emocionante: eles estão a viver em Paris e somos apresentados às infinitas fofocas e escândalos que preenchem a Corte Francesa. Fez relembrar-me de Reign (série da CW) e de Scandal (série da ABC) em muitos aspetos.
Depois vamos para a Escócia e vemos as escolhas de Claire terem mais impacto no futuro do que ela pensava, então cada passo que ela dá é feito com muito cuidado.
O final é de partir o coração e agridoce: entendemos que escolhas tinham que ser feitas ou ambos morreriam. E nós não queremos isso.

Estou ansiosa para ler o próximo livro e ver a segunda temporada porque acredito que recriar duas atmosferas (Paris e Escócia) irá representar um desafio.

17 de agosto de 2015

Book Haul #2

Opinião: Anna and The French Kiss, de Stephanie Perkins


Um livro divertido e colorido, cheio de romance parisiense e amizades sólidas.

Nunca é fácil descrever um livro. Mas sou bastante afortunada por ter tido a possibilidade de ler este livro e descrevê-lo com palavras simples e verdadeiras, como as que escrevi aqui em cima. Anna é uma rapariga muito americana que não falar uma palavra de Francês. E para onde é que ela é enviada? Para França! A partir daí, já temos imensas coisas por onde trabalhar. Anna podia estar perfeitamente sozinha em Paris por 9 meses e nós adoraríamos as suas aventuras.

Porém, ela não se encontra sozinha: conhece imediatamente Meredith e através dela, St. Clair, o rapaz que vai estar ali ao seu lado, que a leva a descobrir Paris. O que começa como uma amizade envolve para algo mais. Observamos os eventos a tornarem-se cada vez mais complexos até que ambas as personagens decidem que já não aguentam mais. Foi bastante interessante ver isso.

O facto de também estar a aprender Francês ajudou-me a identificar-me com Anna, que não fala uma única palavra da língua do amor. Chocolat chaud – finalmente sei o que significa! Entre outras coisas, claro. Este livro fez-me querer ir visitar Paris mais do que nunca. Quero estar no Point Zéro e pedir um desejo. Quero encontrar um St. Clair para mim.

O humor nuca abandona este livro. É quase impossível não rir em público enquanto estamos a ler. Tive momentos fangirl, ri, bati palmas e proferi uma enormidade de “aaaaaawn” enquanto lia. Passei um dia inteiro a ler 200 páginas porque sabia que não conseguiria ir dormir sem saber o fim desta amorosa história. E quando acabou…tinha lágrimas nos meus olhos e abracei o livro porque ele fez-me sentir feliz e melancólica ao mesmo tempo. Este abraço foi para Stephanie, que fez um excelente trabalho com este livro. Queria poder abraçá-la, mas como não podia, abracei o seu livro. 

(Este é um

Opinião: Throne of Glass de Sarah J. Maas



Celaena é uma assassina com alma

Quando decidi ir conhecer a Sarah J. Maas, decidi comprar dois dos seus livros (o outro foi A Court of Thorn and Roses) e dediquei o meu fim-de-semana a ler de forma a ir ao evento com um pequeno sumário do seu trabalho. Este livro serviu perfeitamente esse propósito.
Celaena é convidada a lutar num torneio que se parece com The Hunger Games com a execeção do facto que os oponentes estão a ser assassinados por algo que se esconde nas trevas e ninguém sabe o que é. O perfeito estilo de escrita convida-nos a mergulhar nas aventuras de Celaena com atenção ao detalhe. A escrita é simples e fácil de compreender, como devia de ser: num mundo onde a magia permanece mas é abolida e os que a usam são sentenciados à morte, não existe forma de a escrita ser complexa e dar dores de cabeça com o excesso de vocabulário novo.

Os capítulos finais são de partir o coração: o duelo final só resulta em dor, ossos partidos e mortes – até de outros mundos. Normalmente, existe a necessidade de apressar estes eventos porque o livro está quase a acabar mas não senti isso aqui, o que eu acho que é extraordinário. Voando do ponto de vista de Celaena, para Chaol e para Dorian, as cenas finais foram muito bem escritas.

A mitologia é-nos introduzida com uns detalhes aqui e ali, o que dá oportunidade ao leitor de entender o que é mas sem mais explicações por parte dos personagens: eles fazem e nós entendemos o que aconteceu.

O próximo livro é Crown of Midnight e mal posso esperar para ver o que acontece a Celaena. 

(Este é um review traduzido autorizado)

O que significa "overseas"?

16 de agosto de 2015

Opinião: Where She Went, de Gayle Forman



Uma história promissora sem desenvolvimento.

Sabia desde o início que Gayle estava determinada a não dourar a pílula em momento algum e estava bem com isso: sabia que ambas as personagens tinham crescido separadas e que estavam muito diferentes.

Especialmente Adam, e acredito que foi por esse motivo que o livro foi narrado na sua perspetiva. Contudo, nunca que 260 páginas (se excluirmos as páginas extra) pudessem ser tão más que quando acabei o livro senti-me aliviada.

Ambas as personagens estavam diferentes e quando se encontram podemos ver que não são as mesmas, afinal de contas, já se passaram anos e eles não mantiveram o contacto. Estava tudo bem para mim se eles não tivessem ficado juntos. Porém, fiquei impaciente quando Adam se mostrou mimado porque Mia partiu o seu coração. Ele teve 3 anos para perdoar e esquecer. Segue em frente. Mas ele não fez isso e em vez disso teve o fantasma de Mia a segui-lo aonde ele fosse e isso acabou por destruir o restante que havia de bom. E então descobrimos que Mia afastou-o porque ele fê-la ficar. Foi a gota d’água. Eu não acredito que ela o odeia por a ter forçado a ficar. Pelo menos, não de acordo com a informação que está no primeiro livro. Adam foi uma das razões que fez Mia decidir viver, mas não foi o único. Na verdade, foi a música que fez conectar-se com o seu corpo, mas ela já tinha feito essa decisão bem antes.

Em conclusão, não gostei do modo de como as coisas aconteceram neste livro, acredito que If I Stay devia de estar sozinho porque Where She Went não traz nada de novo para a história, apenas traz confusão e frustração. 

(Este é um review traduzido autorizado)

Os livros para 2019

Novo ano significa novas leituras! Porém, este ano decidi fazer uma coisa um bocadinho diferente. No outro dia olhei para a minha estante e ...