Doctor Who 5ª temporada
Eu ainda não superei a ida do 10th Doctor da série
(e muito menos a ida da Donna) mas esta temporada introduziu bastante bem o
11th Doctor. E, claro, há uma nova companheira. É uma Ruiva! Chama-se Amy Pond
e é uma personagem bastante jovial. Nalguns aspetos, faz-me lembrar de Rose
Tyler, então juntando estes dois fatores, ela está a tornar-se uma das minhas
personagens favoritas. O namorado/noivo/marido de Amy (sim, a storyline deles
desenvolve-se imenso numa só temporada!) é o Rory e eu também simpatizei
bastante com ele, especialmente nos últimos episódios.
No segundo episódio (The Beast Below) tornou-se um episódio bastante emocional para mim,
porque mostra que maltratar os animais não é a solução para nenhum dos nossos
problemas. Em adição, é a única criatura da sua espécie, lembrando-me que, tal
como o Doctor, está sozinho e só quer ajudar. Um episódio muito emocional,
volto a repetir.
Em Victory of
the Daleks, os inimigos (intemporais) do Doctor decidem fazer um upgrade
nas suas cores e viram arco-íris! Assim eu passo a amá-los, porque eles ficaram
tão fofinhos em branco, vermelho, amarelo… espera, eu já visto em qualquer lado…
Power Rangers! Só que os Daleks são a versão do Mal. Neste episódio também
conhecemos Churchill (importante figura na história da WW2). Afinal, ele e o
Doctor são uma espécie de BFFs. Genial.
The
Time of Angels e Flesh
e Stone são um episódio duplo. Vemos de novo River Song, de quem eu tinha
gostado bastante na 4ª temporada. Adorei revê-la, assim como os Weeping Angels
(isto soa melhor na minha cabeça do que escrito/falado), que estavam mais
assustadores ainda. Amy fica com um Angel no olho dela! Admito que agora fico
com dúvidas quando quero coçar o olho!
The
Vampires of Venice foi o episódio mais revoltante de
todos, mas no bom sentido. Pois bem, afinal não são vampiros, mas sim criaturas
aquáticas que têm uns dentes muito afiados. Foi uma desilusão para mim, já que
o título do episódio indicava que o Doctor iria lutar contra vampiros. Um
episódio que deixou o Rory assustadíssimo, mas com motivos para tal, já que Amy
quase se tornou uma daquelas criaturas estranhas.
Amy’s
Choice foi um episódio absolutamente frustrante. Foi tão
frustrante que eu pensei em saltar o episódio, mas depois não podia falar dele
aqui no review, então vi-o até ao fim. Então, no início eu sempre soube que a
realidade era a TARDIS, apesar de aquela estrela gélida não fazer qualquer
sentido. Mas ver Amy grávida do Rory, a viver num chalé, era ainda mais irreal,
então foi por exclusão de hipóteses. Porém, nem um sonho nem o outro eram
reais, mas ver o Rory morrer para nada foi absolutamente demais para mim!
Percebi a Amy naquele momento em que ela não queria viver num mundo onde o Rory
não existisse, mesmo que esse fosse o mundo real. Foi nesse momento que eu
passei a gostar do Rory, antes não lhe dava muita atenção, para mim, ele era um
terceiro membro da TARDIS, mas servia para empecilho nas aventuras da Amy e do
Doctor.
The
Hungry Earth e Cold
Blood foram bastante interessantes. Eles mostraram que podemos não ser os
únicos seres (que raciocinem) a povoar a Terra. Contudo, acho que não me
sentiria preparada para ver um ser verde a andar nas ruas. Provavelmente, iria
desmaiar ou desatar a correr e a gritar pelo Doctor para ele me dar uma
explicação decente. Porém, mostrou um lado mais inteligente e altruísta de que
a Humanidade atual é capaz de ter. Eles só queriam um pedaço de terra, até
ficariam com os desertos! Se por um lado não conseguia vê-los a caminhar entre
nós, também acho que é o direito deles a terem um pedaço de terra. Dêem-lhes as
zonas que não habitamos, deixem-nos explorar essas áreas! Afinal, se são
impossíveis de habitar e eles podem criar uma comunidade lá, então, por que
não?
Em Vincent and
the Doctor conhecemos o grande artista Van Gogh. Ele e Amy seriam tão
ruivos juntos! (Por favor, entendam: eu também sou ruiva, então são muitos
momentos fangirl.) Eu nem sei por onde começar para descrever o quanto
maravilhoso foi este episódio. A parte final em que Vincent ouve os maiores
elogios vindos de alguém do futuro mexeu com as minhas emoções, porque o pior
de tudo é que ele não foi o único artista a ser menosprezado enquanto vivia, e
depois quando faleceu, foi valorizado por todos. A criatura que Vincent via e
todos os outros não, era cega e provavelmente tinha vindo da racha do tempo e
espaço. Tive imensa pequena do animalzinho, porque ele só estava assustado e
não via nada. Contudo, tive ainda mais pena quando o Vincent escreveu o nome da
Amy na jarra de girassóis. Foi uma pena ter falecido tão cedo. Artisticamente
falando, ele é um dos meus pintores favoritos, pelas novas técnicas que
incorporou nos seus quadros.
Se a temporada foi no geral boa, os dois episódios
de season finale, The Pandorica Opens
e The Big Bang, foram uma desilusão
para mim. Eu, que estou habituada a enormes season finales, cheias de lágrimas
e dores no coração, emocionantes e cheias de novas storylines, esta foi uma
desilusão. Em primeiro lugar, tenho duas teorias, mas ambas chegam a meio e
perdem o sentido, causando-me uma enorme dor de cabeça. Adorei ver Rory de
volta (ele tinha ficado com os seres verdes no episódio Cold Blood), assim como
a River Song e a pequena Amy, mas os episódios em si não foram interessantes.
Eu estava à espera de algo incrivelmente estonteante e fui estupidamente enganada.
Não gostei muito desta season finale, mas tenho a certeza que a próxima
temporada trará muitas aventuras interessantes.
Nota da temporada: 8/10