31 de agosto de 2011

E a Saga continua em Filme - 20º e 21º capítulos

Espero que gostem!
Atenção: Cenas Quentes



Capítulo 20

Acordei demasiado quente e não tinha quaisquer dores nas costas. Que estranho! Abri os olhos e deparei-me com o tecto do quarto. Ao meu lado estava o Taylor ainda a dormir. Sacana! Quer dizer, ainda bem que ele me tinha levado para a cama, mas ele devia de me ter deixado lá dentro. Aliás, ele devia de estar furioso comigo por causa de ontem. Será que eu estava de TPM? Talvez.
Ele virou-se para mim e murmurou o meu nome. Oh, que fofo! Levantei-me muito devagar e preparei-me para vestir qualquer coisa e quando me olho ao espelho… não, não era possível, ele não me tinha feito isto!
-TAYLOR LAUTNER! – gritei. – Tu tiraste a minha roupa e deixaste-me dormir de roupa interior?
Ele acordou assustado e depois sorriu com o seu sorriso maroto que eu tanto adorava.
-Bom dia também para ti – disse ele voltando a encostar a cabeça à almofada.
-Taylor, eu não estou a brincar!
-Oh, claro que não. Mas eu hoje não me vou zangar contigo porque é o teu aniversário.
Aniversário. Pois era, eu hoje fazia anos! Ia haver uma festa logo há noite e eu tenho a certeza que ela estava perfeita!
-OK. Então eu também não me vou zangar contigo – prometi.
-A sério?
-A sério.
-Uau! Obrigada Malu. E já agora: adoro a tua lingerie – brincou ele.
Peguei na minha escova de dentes que estava mesmo em cima do lavatório e atirei-lhe à cabeça, mas ele desviou-se e começou a rir-se. Também eu me comecei a rir. Era tão ridículo eu estar zangada com a pessoa que amava e ainda por cima por causa de uma parvoíce daquelas.
-O que visto hoje? Porque como é o meu aniversário quero estar fantástica – pedi-lhe.
-Eu não sou a Ashley – queixou-se ele.
-Pois, tens razão – confirmei e fui até há mesinha que suportava a TV, onde estava o meu telemóvel e disquei o número da Ashley. – Oi Ash! Bom dia!
-Bom dia Malu! E Feliz Aniversário! – guinchou ela.
-Obrigada! Mas agora, falando de coisas mais sérias, eu hoje quero estar deslumbrante. O que me aconselhas?
-Muito simples. Tens uma mini saia?
Fui ao roupeiro e tirei de lá uma mini saia preta com folhos.
-Confirmado. Preta e com alguns folhos, mas nada de extravagante.
-Óptimo! Agora… Top rosa.
Fui até uma das gavetas e tirei de lá um top  rosa.
-Já está.
-Casaco de ganga. Tens?
-Não duvides das minhas louquices por compras. É claro que tenho! – disse-lhe.
-OK. E para completar… umas sandálias de salto pequeno, pretas. Estás perfeita! Ah, e não te preocupes com a maquilhagem porque tratamos disso no estúdio. E falta uma coisa: usa uma lingerie sexy por baixo, OK?
-Como assim? O que é que tu sabes? – perguntei-lhe olhando para Taylor desconfiada.
Ele levantou-se e foi mudar de roupa há casa de banho.
-Ele está aí? – sussurrou ela.
-Não.
-Muito bem, é surpresa, por isso é óbvio que não te vou contar, mas leva, pelo sim, pelo não. Adeus!
Desligou antes que eu pudesse dizer alguma coisa.
Assim que Taylor saiu, fui eu fazer a minha higiene pessoal e vestir-me. Escolhi uma lingerie vermelha, que as minhas amigas me tinham oferecido, quando ainda estávamos no Brasil.
-Tenho que agradecer há Ashley – comentou Taylor assim que me viu a sair da casa de banho.
-OK – disse desprendida. Peguei na minha mala e no meu telemóvel e saí com ele. Mas ele desviou caminho quando íamos para o carro dele. Em vez disso, fomos para o lado oposto da garagem do hotel.
-Taylor, o teu carro está ali – apontei para o lado oposto do parque de estacionamento.
-Eu sei. Mas eu quero dar a tua prenda de aniversário.
Chegámos ao pé de um carro lindo e reconheci de imediato a marca: Porshe. Era azul escuro e descapotável mas neste momento tinha a capota fechada.
-E aqui estão as tuas chaves do carro – disse ele mostrando entre dedos as chaves do carro.
-Taylor, isto não é a minha prenda, pois não? – perguntei, já sabendo a resposta e não querendo acreditar.
-É pois!
-OMG OMG OMG OMG! – gritei enquanto dava pulinhos de alegria. Fui abraçá-lo e ele retribuiu. Deu-me as chaves do carro e eu guiei cuidadosamente o carro até ao estúdio.
-Bom dia! – disse Taylor quando chegámos há cantina.
Sentámo-nos ao pé dos Wolfpack e começaram logo a dar bocas.
-Se eu fosse a ti, não a deixava sair assim vestida para a rua – comentou o Alex.
-É por isso que tu nunca tens namorada, não confias em nenhuma – brincou a Julia. Ela piscou-me o olho e depois disse-me: - Parabéns.
-Ah, pois é! Hoje a Malu já é maior de idade. Ui, o que é que vão fazer hoje há noite!?
-Como se tivesses muito a ver com isso!
-Malu! Aquele carrão que está há porta é teu? – perguntou o Kellan mal chegou há cantina.
-É pois. Prenda de aniversário! – respondi.
-Parabéns! – gritou ele, levantando-me da cadeira e rodopiando-me.
-Obrigada Kellan.
-Pronta para a festa logo há noite? – perguntou o Chaske. – Olha que a Ashley é tramada!
-Oh, eu sei. Mas eu confio nela e sim, estou preparada para a festa. Vais, não vais?
-Claro que vou. E se houver alguém que não for, a Ashley mata-o vivo.
Todos rimo-nos mas o trabalho chamava-nos e por isso tivemos que ir.
O dia correu muito bem e como eu hoje fazia anos, fizemos cenas muito divertidas, mas do nada o Taylor pediu para sair mais cedo.
-Porquê? – quis saber.
-Tenho uns assuntos importantes para resolver, mas vou há tua festa. Prometo.
Deu-me um beijo na testa e foi embora com a Jane que estava com um sorriso nos lábios maroto.
Mas o que é que se passava hoje? A Ashley com aquelas bocas de vestir roupa interior sexy e agora a Jane a agir daquele modo.
Para além disso, não aconteceu mais nada de especial. O Robert ofereceu-se a ir comigo no carro para me conduzir até ao local combinado e foi rápida a viagem.
-Tu ainda não percebeste o que vai acontecer hoje, pois não? – perguntou ele, enquanto estacionava o carro num lugar VIP.
-Para além da maior festa já realizada do século? Não, ainda não percebi bem, mas envolve qualquer coisa duvidosa porque a Ashley pediu para me vestir toda provocante e o Taylor desapareceu com a Jane a meio da tarde.
-É simples. Junta dois mais dois e vais encontrar a solução – disse ele sorrindo mas o seu rosto ficou sério de repente. – O Taylor não te quer pressionar, por isso, se não quiseres fazer isto hoje, ele não vai ficar magoado, confia em mim porque ele disse-me isto.
-Rob, tu não estás a dizer que ele quer fazer amor comigo hoje, certo? – perguntei surpreendida.
Ele encolheu os ombros e saiu do carro antes que eu pudesse dizer alguma coisa. Mal ele saiu do carro, começou a haver imensos flashes. Abri a porta do meu carro e fechei-o imediatamente e os flashes vieram na minha direcção. Baixei a cabeça e andei calmamente por entre eles. Nesta altura do campeonato, já me conheciam e eu andava entre eles com uma calma estrondosa. Até eu me surpreendia às vezes comigo própria!
Era uma discoteca onde só iam as pessoas famosas, mas a Ashley tratou de tudo e por isso tínhamos uma zona privada só para nós, com uma cancela pequena de maneira a só entrarem as pessoas que eram convidadas. Claro que nenhum desconhecido iria por ali, mas um paparazzi talvez tivesse a brilhante ideia de…era melhor nem pensar nisso. Era o meu aniversário e queria divertir-me.
-Olá a todos! – disse assim que entrámos lá para dentro. Já lá estavam os rapazes dos Wolfpack e claro a Ashley, com a Kristen, o Jackson, a Nikki, o Kellan, a Dakota, o Michael, o Cameron, a Vanessa, a Gabi e o Will. Não estava lá a pessoa que eu queria: o Taylor.
-Malu! – disse Ashley mal me viu e correu para ir ter comigo. – Parabéns!
-Obrigada Ashley – agradeci com um sorriso nos lábios. Ele disse que vinha, por isso, de certeza que acabaria por vir. Tinha que acreditar nisso.
-Olá! – disse o Chris quando entrou na zona privada.
-Olá Chris! – felicitei-o.
-Parabéns! – disse ele e entregou uma prenda há Ashley. Ela pegou e foi embora.
-Aqui quem faz anos sou eu! – reclamei.
-Vais ter que abrir todas ao mesmo tempo – disse ele dando uma gargalhada. – Coisas da Ashley.
Também me ri com ele. A Ashley planeara aquilo ao milímetro!
-Falta alguém? – perguntou o Chris dando uma vista de olhos em todos.
-Sim, falta o Taylor. Mas ele deve de estar quase a chegar – informei-o.
-OK. Então vou falar com os outros, está bem? – disse ele e desapareceu para falar com os meus outros amigos.
-Parabéns! – disseram a Vanessa e a Gabi, abraçando-me.
-Obrigada – disse-lhes.
-Já demos as tuas prendas há Ashley e ela já as guardou. Assim que todos chegarem, vais abri-lhas – informou a Vanessa. – É verdade, falta alguém?
-Sim, o Taylor - informei-a, fazendo o meu sorriso desaparecer.
-Ah, pois, é óbvio que faltava ele – disse a Gabi. – Já volto.
Ela saiu da zona privada e desapareceu do meu campo de visão.
-Onde é que ela foi? – perguntei à V.
-Não faço a mínima ideia – respondeu ela, tão surpreendida com a saída dela como eu. – Vamos lá falar com alguém?
-OK. Pode ser.
Fui falando com os meus amigos durante mais ou menos duas horas e recebi a feliz notícia que amanhã seria dia de folga para todos, mas depois de amanhã iríamos gravar as cenas exteriores que iriam prolongar-se por uma semana.
-Olhem que chegou! – exclamou a Gabi atrás de mim, trazendo o Taylor e a Jane.
-Finalmente! – exclamei, aliviada.
Taylor sentou-se ao meu lado e apenas disse:
-Desculpa pelo atraso.
-OK, agora que já estamos cá todos, hora das prendas! – exclamou a Ashley e foi buscar dois sacos gigantes só com prendas lá dentro. – Primeiro a minha!
A prenda a Ashley tinha um embrulho dourado e com uma fita preta. Abri e era um vestido tomara que caia (N/A: é pois, é o que dá ver e ler novelas brasileiras), preto com uma pequena faixa cinzenta. Era perfeito!
-É para o usares na premiere do Amanhecer 1. E agora, mais prendinhas!
Vestido
Todos me deram prendas fabulosas, mas a das minhas amigas foi fabulosa. Deram-me uma fotomontagem gigante, onde nos tinha a todas, desde os primeiros dias que nos conhecemos.
Aos poucos, foram todos andando e depois de Jane se ir embora com Ashley, eu e Taylor também fomos. Segui para o hotel, no meu carro novo, dado pelo melhor namorado do mundo, quando ele pediu:
-Vira à direita.
-O quê?
-Vira.
Assim o fiz e a partir daí, ele foi-me dando indicações para onde seguir.
-Entra no parque de estacionamento do hotel – ordenou ele, assim que um hotel enorme (bem maior do que aquele em que nós estávamos, se é que era possível) se começava a erguer. Entrei e depois subimos o elevador. Ele foi falar com a recepcionista que lá estava e depois subimos vários andares.
-Onde é que vamos? – perguntei demasiado curiosa para esperar.
-É o teu aniversário. Quero que seja especial.
Meteu a sua mão na minha cintura e beijou-me o cabelo. Guiou-me pelo extenso corredor e depois parou.
-Fecha os olhos – pediu ele.
Assim o fiz com o meu coração a mil. Robert tinha razão, Ashley tinha sido certeira em escolher a minha roupa.
Ouvi o trinco da porta a abrir-se e depois ele guiou-me pelo quarto.
-Podes abrir.
Era uma suite. Tinha uma janela panorama e uma cama de casal. A casa de banho era enorme, com banheira de hidromassagem, tinha uma sala de estar enorme, com cadeiras e sofás, uma TV plasma e… estava tudo decorado com pétalas de rosas pelo chão, com velas brancas acesas. Não podia ser melhor.
-Só para nós – sussurrou ele ao meu ouvido, vindo do nada. – Durante hoje e amanhã.
Fiquei surpreendida, chocada, admirada, amada. Isto tudo era maravilhoso.
-Foi por isso que desapareceste tantas horas? – perguntei virando-me para ele.
-Foi. Digamos que a Jane e as tuas amigas ajudaram-me.
Dei uma gargalhada. Elas eram as melhores pessoas que eu já tinha conhecido. Depois, tinha que lhes agradecer.
-Tinha que ser – disse antes de o beijar em forma de agradecimento. Ele correspondeu de imediato e começou a encaminhar os nossos corpos para a linda cama de casal.
As suas mãos delicadas, começaram a desapertar a minha roupa, deixando em qualquer lugar no chão e as minhas mãos tentavam desapertar os botões da sua camisa. Depois de a ter conseguido tirar, parti para as jeans dele, e ele para a minha mini saia.
-Taylor… precauções – disse enquanto, a cada segundo, o nosso beijo se aprofundava mais.
-É claro que trouxe.
E então, aconteceu a noite mais maravilhosa que me podia ter acontecido.

***
Acordei ao lado do homem que amava e isso era a melhor coisa que eu podia pedir. Levantei-me sem o acordar e fui há casa de banho fazer a minha higiene pessoal. Por sorte, as minhas BFF trouxeram roupa para mim que quase dava para um mês. Exageradas, mas queridas.
Voltei para o quarto e procurei pelo meu novo Blackberry que me tinha sido oferecido pela Kristen e pelo Robert para ver se tinha alguma mensagem. É claro: 32 mensagens só da Ashley, da Vanessa e da Gabriela. Não queriam mais nada, não? O melhor era resolver o assunto e por isso desliguei o telemóvel e tratei de procurar o do Taylor porque, conhecendo como as conheço, o mais provável era também começarem a bombardeá-lo com um interrogatório digno do FBI.
Não havia nada dos bolsos nem das jeans, nem no casaco dele.
-Bom dia – disse ele fixando-me com o olhar.
Dei um grito e corei imediatamente.
-O que estás há procura?
-Há quanto tempo é que estás acordado?
-Desde que saíste da casa de banho – respondeu ele.
-Estou há procura do teu telemóvel, porque já tinha a caixa de correio quase toda cheia, e por isso, para prevenir, queria desligar o teu.
-OK.
-Desculpa se estaria a ser muito evasiva quanto há tua privacidade se desligasse o teu telemóvel, mas…
-Tem calma! – interrompeu ele. – Está na gaveta da mesa de cabeceira e está desligado. Agora, porque é que não vens para aqui?
Apontou para a cama com olhar sugestivo e é claro que não resisti.
Beijou-me mal me recostei na minha almofada e ficámos os dois mais ou menos meia hora apenas a darmos miminhos um ao outro.
-Tu sabes que és a coisa mais importante para mim neste momento, não sabes? – disse ele.
-Espero bem que sim, porque tu também o és.
Quando o ia a beijar, o telefone tocou. Resmunguei e peguei no telefone que estava mesmo ao lado da cama.
-Sim?
-Bom dia, estou a falar da recepção e recebemos uma chamada, a pedir que falassem com o Mr. Lautner. O caso era urgente.
Ashley, ou Gabi, ou Vanessa. Eram as únicas capazes de fazer isto.
-Pode passar a chamada – disse.
-Com certeza – disse o senhor da recepção e depois ouvi gritos a dizer:
-Bom dia!
Taylor começou a rir-se, por isso, deduzi que ele tivesse ouvido o grito das três.
-Por favor, acabei de acordar! – exclamei irritada.
-Isso agora não interessa. Conta-me tudo sobre ontem há noite – disse a Vanessa.
-Achas mesmo que eu te vou contar todos os pormenores? Só se fosse maluca!
-Mas eu quero saber! E não penses negar isso a Ashley Michelle Greene – preciso de dizer quem é que foi a linda que disso isto? É claro que não.
-Lamento, mas de momento, Malu e Taylor não estão disponíveis. Por favor volte a contactar dentro de 27 horas. Obrigada – disse-lhes com aquela voz que aparece quando vai parar há caixa de mensagens.
Elas fizeram todas um som estranho que mais parecia com “muuuuuuuu” do que “huuuuuuuuuuu”.
Taylor voltou a rir-se e deu-me um beijo na face. Aos poucos, foi descendo pelo meu queixo e pescoço e disse-lhes:
-Tenho mesmo que desligar. Adeus.
Desliguei o telefone e beijei aqueles lábios que precisavam tanto de mim, como eu dele.

Capítulo 21

Ficámos naquele quarto o dia inteiro, mas quando começou a anoitecer, decidi que era melhor voltar para o hotel onde estávamos hospedados por causa das roupas e outras coisas, como por exemplo, eu escrever um mail há minha mãe. Ele concordou, mas percebi que ficou um pouco desanimado.
Quando chegámos ao hotel, é claro que não passámos despercebidos devido ao meu carro novo e ainda por cima por sermos eu e o Taylor. Amanhã, já há mais rumores nas bancas das revistas cor-de-rosa. Se eles soubessem que tudo é verdade…
Eu fui para o meu quarto e o Taylor para o dele. Fui tomar um banho e depois escrevi um e-mail há minha mãe a contar que a minha festa de aniversário tinha sido maravilhosa, e que passei o dia seguinte inteiro com o Taylor (ela depois que pense os pormenores, porque eu não lhe vou contar). Despedi-me com beijinhos e depois de enviar do e-mail, fui pegar uma roupa para vestir. Vesti umas calças de ganga azuis claras e uma blusa cor de pele com rabiscos pretos, peguei no guião e comecei a estudar as cenas que seriam feitas no exterior. Eram lindas as cenas! Tinham de tudo um pouco e por isso eu tinha a certeza de que iriam ficar perfeitas se eu treinasse.
Decidi fazer um intervalo e liguei o meu telemóvel novo para ligar ás minhas amigas. A Vanessa atendeu logo ao primeiro toque:
(N/A: CeP: Conversa em Português. Eu aviso quando acabar)
-Conta-me tudo!
-Por que não vens ao meu quarto? Aproveita e trás a Gabi.
Ela deu um grito de alegria e desligou o telemóvel. Pedi na recepção um pequeno lanche para nós as três e passados dois minutos elas vieram.
Sentaram-se na minha cama, prontas para ouvir tudo.
-O que vocês querem saber? – perguntei.
-Tudo! – disseram elas em uníssono.
-OK, vou começar – avisei-as. Respirei fundo e comecei: -No início eu estava nervosa, eu não sabia como é que seria estar com ele. Eu sonhei tantas vezes com aquele momento, mas nenhum sonho ou pensamento equivale àquilo que aconteceu. Foi tão mágico que… é difícil de descrever!
-Ele é bom? – perguntou a Vanessa descarada.
Eu sabia que não tinha malícia, quer dizer, havia, mas ela não se iria atirar ao meu namorado.
-Ele é muito bom. E foi maravilhoso.
-Ele não te… forçou a nada? – perguntou a Gabi visivelmente envergonhada por perguntar aquilo.
-Não. Eu queria aquilo e há muito tempo. Tu um dia vais entender-me. Quando o teu príncipe chegar e aquele dia chegar, tu vais estar com ele e o resto não importa.
-Duvido que esse dia chegue – disse ela.
-Iiiiiii, nem vem! – exclamou a Vanessa. – Lá porque ele te deixou isso não quer dizer que o teu verdadeiro amor não esteja por aí.
E ela tinha que tocar naquele assunto? Era um assunto muito delicado para a Gabi, uma espécie de tabu, ela sofria cada vez que pensava nele. Tipo como a Bella sofreu quando o Edward a deixou.
-Vanessa, não sejas assim!
Bateram há porta e eu fui abrir. Quem lá estava não era nada mais, nada menos que o meu amor, o centro da minha vida, aquele com quem eu tinha a certeza que iria dar tudo bem.
(N/A: CeP – fim)
-Olá meu amor – disse ele com um brilho nos olhos.
-Oi. Entra!
Ele entrou e ficou há espera que eu fechasse a porta, o que demorou um pouco mais do que ele estava há espera, sendo que o pequeno lanche chegou e finalmente quando o garçon se foi embora, é que eu o beijei, mas não por muito tempo, não fossem as minhas amigas começarem a suspeitar.
-Temos visitas – sussurrei, terminando o beijo. Ele ficou confuso, mas peguei-lhe na mão e levei-o até às minhas amigas.
-Olá – disse ele.
-Oi Tay – disseram elas todas derretidas. Bolas, ainda bem que elas são minhas amigas, porque senão eu já estava a morrer de ciúmes. Que olhares descarados eram aqueles?
-O lanche chegou – avisei trazendo para os pés da cama o tabuleiro com imensas coisas.
Elas aproximaram-se do piquenique e começámos todos a petiscar.
-Bom, conversamos mais logo, tá? – disse a Vanessa arrastando a Gabi para fora da porta. – Divirtam-se!
A porta fechou-se e Taylor abraçou-me pela cintura e deitou-me na cama.
-Já estava com saudades tuas – disse ele, beijando-me logo de seguida de uma maneira completamente apaixonada. Ainda bem que eu estava deitada, porque se estivesse de pé, de certeza absoluta que tinha caído no chão como manteiga derretida.
As suas mãos começaram a subir, delineando a minha cintura e voltaram a descer até há minha coxa.
-Se tu continuares assim, eu não vou conseguir resistir – disse-lhe.
Ele deu um meio sorriso e sussurrou ao meu ouvido:
-E quem disse que era para resistires?
Foi tudo muito rápido. Ele tirou-me a blusa que tinha com uma rapidez impressionante e eu fiz o mesmo à sua camisa.
-Eu amo-te, eu amo-te – disse ele entre beijos.
-Eu também – respondi. – Para sempre.
Ele levou-me ás nuvens como naquele dia de manhã. E apesar de saber que tinha coisas para fazer, o meu corpo não queria sair daquele abraço forte, seguro e cheio de amor.
-Tenho coisas para fazer – disse ele levantando-se e vestindo-se num ápice. – Tenho que ir falar com o meu agente.
-O teu agente? – perguntei confusa.
-Sim, sabes, aquele que é o intermediário entre nós e os produtores dos filmes – explicou ele.
-Ah, pois. Há algum problema se eu não tiver? – inquiri preocupada.
-Depende. Mas é sempre bom, porque eles ajudam-nos imenso a escolher os guiões certos.
-E conheces alguém que queira ser meu agente? – perguntei. Tenho a certeza que depois do filme sair, o que não me irá faltar é trabalho e é sempre bom ter um intermediário, como disse o Taylor.
-Não sei. Talvez a Jane.
-A Jane? Mas ela não era da Summit? – perguntei-lhe completamente surpreendida.
-Não. A Jane é que foi contratada pela Summit para ajudar os actores a lidar com a imprensa. Ela era uma agente.
-A sério? Não sabia!
-Mas é verdade – acenou ele. – Bem, tenho que ir. Vemo-nos mais logo?
-Pode ser.
-Até logo, meu amor – despediu-se ele dando-me um beijo na testa.
Saltei da cama e fui logo vestir-me. Acho que a Jane ainda estava no hotel, mas era apenas uma questão de perguntar. A Jane era muito boa pessoa e eu sentir-me-ia segura se ela fosse a minha agente. Desci para a recepção e perguntei:
-Precisava de saber onde se encontrava a Jane.
-Qual é o apelido?
Vá lá, ela tem que ter um apelido…
-Deixe estar, eu vejo isso mais tarde.
Fui até ao andar onde estavam as minhas amigas e o Will. De certeza que ele sabia onde é que ela estava. Bati há porta do quarto dele e quem atendeu foi a Vanessa de roupão.
-Vanessa?
-Oh, oi, Malu. Precisas de alguma coisa? – disse ela inocentemente.
-De muitas, especialmente de ti, mas depois contas-me. Precisava de falar com o Will.
-Espera um bocado – pediu ela e fechou-me a porta na cara.
Esperei uns momentos e o Will apareceu e perguntou:
-Algum problema?
-Não, Will, está tudo bem. Eu precisava de saber da Jane.
-Não sei… já perguntaste na recepção?
-Preciso do apelido dela.
-É Johnson – disse ele.
-Ah, OK. Obrigada Will.
-Sempre ás ordens – prontificou-se ele e fechou a porta.
OMG, nem queria imaginar o que eles estavam a fazer. O Will e a Vanessa?
Desci até à recepção e pedi:
-Jane Johnson, por favor. É muito importante.
O recepcionista teclou qualquer coisa e deu-me o número do quarto e do andar dela. Bati há porta e ela apareceu há porta.
-Olá Malu. Tudo bem?
-Podemos conversar? – perguntei.
-Claro! Entra!
Entrei e sentei-me no sofá de frente para ela.
-Eu soube que tu já foste agente de alguns actores.
Ela acenou a cabeça confusa.
-E o Taylor disse-me que era importante ter um agente para servir de intermediário entre a imprensa e os produtores e realizadores dos filmes.
Ela voltou a acenar com a cabeça.
-E eu queria perguntar-te se querias ser minha agente.
Ela piscou os olhos várias vezes.
-Estás a brincar, certo?
-Não. Estou a falar bem a sério – declarei.
-É com todo o orgulho que eu aceito, mas sabes que há algumas coisas que eu ainda preciso de acertar. Eu tenho um trabalho e não irá ser nada fácil a Summit aceitar a minha demissão.
-Eu espero – disse. – E é claro que depois eu pago as tuas horas.
-Isso eu já esperava. Até porque eu preciso de sobreviver, né? – brincou ela.
Ri-me e ela também. Tenho a certeza que seria maravilhoso tê-la como minha agente.
-Tenho que ir estudar as falas para amanhã – informei-a. – Quando tiveres novidades, avisa.
-Claro que sim! E já agora, queres ir para a faculdade?
Pisquei os olhos. Com tantas coisas a acontecerem, nem tinha pensado nisso.
-Ainda nem tinha pensado nisso. Mas porquê a pergunta?
-Bem, é que os ACTs (N/A: exames de admissão ás faculdades nos EUA) estão há porta. Convém pensares sobre isso.
-Está bem. Vou ver – prometi.
Despedi-me e fui até ao quarto da Gabi. Era importante a opinião dela, sendo que era a mais coerente de nós as três.
(CeP – Conversa em Português)
-Oi amiga – disse ela, surpreendida.
-Eu preciso de falar contigo.
-Entra – disse ela e deu-me passagem.
Sentei-me no sofá e fiquei há espera que ela também se sentasse.
-Algum problema?
-Sim.
-Conta – incentivou ela.
-O Taylor falou que era importante ter um agente. Bem, isso eu já arranjei.
-E quem é? – perguntou ela curiosa
-A Jane.
-A Jane? Mas ela não era… sei lá, ela não ajudava os actores a irem e a voltarem dos estúdios? Ela não era da Summit?
-Calma! Uma pergunta de cada vez!
-Desculpa.
-A Jane foi agente de alguns actores. Eu já lhe perguntei e ela aceitou. Agora o problema é a Summit, mas isso resolve-se.
-Então, não vejo qual é o problema.
-Ano lectivo que vem – disse e fiquei há espera da sua reacção que não demorou muito a aparecer. O seu rosto demonstrou compreensão.
-Ah, pois. Isso.
-Pois. Eu não sei o que fazer! – exclamei desesperada.
-Os ACTs estão quase a chegar.
-Não era a isso a que me referia – expliquei. – Eu não sei se vou seguir a faculdade ou não.
-Tens dúvidas?
Acenei com a cabeça.
-E queres a minha opinião?
Voltei a acenar com a cabeça e ela disse:
-Na minha opinião tu devias de seguir a faculdade. Algum curso que fosse de artes da representação.
-Achas mesmo?
-Acho. E quanto a isso, eu vou voltar para o Brasil.
-Porquê? – inquiri chocada. A Gabi era a mais inteligente de nós as três, de certeza que se quisesse entrava em qualquer faculdade nos EUA.
-Há faculdades lá.
-Também há aqui – disse. – E vê só as oportunidades.
-A minha mãe e o meu pai – argumentou ela.
-Estás com medo de alguma coisa? – perguntei desconfiada. Quando ela começava a argumentar muito e a fugir de algo, significava que tinha medo de alguma coisa. Ou então sentia-se insegura em relação a algo.
-Não. Eu só acho que preciso, pelo menos um ano, de estar no Brasil. E não te esqueças que ainda temos os programas que permitem os alunos irem para faculdades no estrangeiro.
-É só isso?
Ela acenou com a cabeça.
-E quando é que vais?
Ela respirou fundo e disse:
-Daqui a uma semana.
-A Vanessa já sabe disto?
-Não. Eu ia dizer-lhe quando chegássemos ao quarto, mas entretanto ela desapareceu.
Dei uma gargalhada e depois expliquei:
-Ela está no quarto do Will a fazer não sei o quê.
Ela gargalhou comigo. Ás vezes as coisas que a Vanessa fazia eram incompreensíveis, como por exemplo ela estar neste momento no quarto do Will. Acredito que ela o ame, mas ele nunca será a prioridade para ela.

24 de agosto de 2011

E a Saga continua em Filme - 18º e 19º capítulos

Espero que gostem!
Avisos: linguagem imprópria



 Capítulo 18

O jantar foi óptimo e as minhas amigas não pararam de falar o jantar todo, mesmo falando Inglês.
-Hoje vou dormir no meu quarto, Tay. Sozinha.
Ele olhou para mim estupefacto, mas depois os seus olhos tornaram-se compreensivos.
-Tudo bem.
Ele levou-me até à porta do meu quarto, deu-me um beijo na testa e depois foi para o seu quarto.
Entrei também no meu e fechei a porta, ou tentei, porque algo me impediu de a fechar. Abri-a um bocado para ver o que a estava a impedir e lá estava a última pessoa que eu queria ver naquele momento: o Jorge.
-O que é que tu queres?
-Tem calma! Só queria saber se tinhas chegado bem! – disse ele inocentemente.
-Vai-te embora – disse-lhe sem paciência.
-Porquê?
Aquele cinismo já me estava a irritar. Queria telefonar ao Will, queria ir ter com o Taylor de maneira a me sentir segura. Neste momento queria estar acompanhada nem que fosse com uma cobra.
-Estou cansada e quero ir dormir, por …
-Podemos acabar o que no outro dia ficou por acabar – interrompeu-me ele, com um desejo sádico evidente nos olhos dele.
-Vai-te embora! – gritei bem alto, na esperança que alguém me ouvisse.
Empurrou-me e eu caí para trás. Ele fechou a porta e pegou-me levando-me para a cama.
-Larga-me! – gritei.
-Sua cabra! Pensavas o quê? Que ias sair impune ao que me fizeste?
-Deixa-me em paz!
-Não – rosnou ele.
Beijou-me o pescoço e arrancou o meu casaco fazendo saltar os botões.
-Pára! – implorei com as lágrimas a virem-me aos olhos.
Tirou os meus calções e eu tentei a todo o custo tirá-lo de cima de mim. As lágrimas turvavam-me a visão e ele parecia aproveitar-se disso.
****
Depois de me ter feito mal, desapareceu. Não me conseguia mexer. Tinha medo, fúria, dor, tudo ao mesmo tempo, como se todos esses sentimentos não tivessem piedade de mim e pensavam que eu era culpada.
Recomecei a chorar até adormecer, passando a noite toda a ter pesadelos e a ter dores em todo o lado. Eu tinha a certeza que estava cheia de nódoas negras, tal era a dor. Cada vez que respirava doía-me o diafragma, a garganta e os pulmões. Como não tinha fechado a janela, vi o dia a clarear e daqui a nada devia de me estar a preparar para um novo dia.
Fechei os olhos por breves instantes voltando a adormecer e quando acordei, percebi que estavam aos murros na minha porta. Queria falar, queria mexer-me mas não conseguia. O clique da porta ouviu-se e passados dois segundos o rosto do Taylor apareceu à minha frente.
-Malu. Meu amor, quem te fez isto?
Esforcei-me por falar, apesar da minha garganta parecer uma lâmina cortante cada vez que falava.
-Jorge – sussurrei.
A cara dele encheu-se de fúria e eu fechei os olhos, com medo dele.
-Temos que levá-la ao hospital – disse uma voz que eu deduzi ser do Will.
-Sim, é melhor – concordou o Taylor.
Ele pegou-me ao colo e tirou-me do quarto. Tentei a todo o custo, a caminho do carro não emitir qualquer som que revelasse a minha dor, mas foi impossível e o Taylor fez uma cara de sofrimento terrível.
-Já vai passar amor, já vai passar – disse ele rapidamente.
***
Passei dois dias no hospital, sempre com o Taylor, com as minhas BFF, com a minha mãe, com a Jane ou com o Will ao meu lado. Todos do elenco vieram ver-me e a Ashley começou logo a chorar mal me viu. Ficaram todos chocados com o que tinha acontecido e obrigaram-me a arranjar o melhor advogado do mundo para o processar.
No terceiro dia fui para o hotel e fiquei no quarto do Taylor e ele obrigou-me a ficar deitada outros dois dias. As nódoas negras praticamente já não se notavam e por isso no próximo dia poderia ir trabalhar.
-O teu aniversário é depois de amanhã.
-Pois é – afirmei.
-A Ashley já preparou tudo – disse ele.
Olhei para ele chocada. Era suposto ser eu ou a minha mãe a tratar disso, não a Ashley, mas pronto. Quem é que consegue contrariar a Ash?
-Ao menos ficou simples e giro, certo?
-Claro – sorriu ele.
Gravámos o dia inteiro no estúdio da sala de estar dos Cullen. Foi um dia muito fácil, porque estávamos todos juntos e foi muito divertido e ao mesmo tempo foi difícil porque havia sempre alguém que se enganava e então tínhamos que recomeçar de novo.
-Hoje estão dispensados. Podem ir e não se esqueçam de voltar amanhã – disse o Chris.
Cada um foi para o seu hotel e a Jane lá nos levou a mim e ao Taylor para o hotel. Iria descansar mas as minhas BFF mais o Will apareceram na recepção, super produzidas (e produzido) que mais parecia que iam para uma festa.
-Vamos divertimo-nos hoje à noite enquanto ainda és menos de idade! – exclamou a Gabi.
-Sim, porque quando tiveres dezoito, não vai ter piada nenhuma – disse a V.
Mas elas são malucas? Passaram-se? Os ares de Vancouver estão a fazer-lhes mal?
-Estamos cansados – disse o Taylor. – E a única coisa que queremos agora é dormir.
-Vá lá – insistiu o Will. – Vamos divertir-nos.
-Desculpem, mas estamos a falar a sério – disse-lhes. – O dia de hoje foi muito cansativo.
-Muito bem, não vão, pois não? Vamos nós – decidiu a V.
-Oh, não, por favor, não quero fazer de vela! – lamentou-se a Gabi.
-O problema é teu. Se quiseres, arranjas um giraço num estalar de dedos na discoteca – brincou a V.
-Mas eu não sou tu!
-Ainda bem! Se fôssemos gémeas como é que nos distinguíamos? – gozou a Vanessa.
-Vão e divirtam-se. Sem nós – disse-lhes.
Despedi-me deles os três e eu e o Tay fomos para o quarto.
-Que dia – suspirei atirando-me para o sofá.
-Hora de tomar o remédio – avisou ele.
Foi à mini cozinha que tinha no quarto e veio com três comprimidos e um copo de água. Engoli tudo de uma só vez e recostei-me no sofá. Ele sentou-se ao meu lado e ligou a TV na E!. Estava a dar uma reportagem sobre o novo videoclip da Lady Gaga e sobre o facto de ela ter ou não a idade que ela realmente tem.
-Estás bem? – perguntou ele.
-Estou. Só cansada – disse-lhe. Já estava tão acostumada com aquela pergunta nos últimos dias, que já respondia quase automaticamente. – Vou para a cama. Boa noite.
Beijei-o de uma forma muito doce, fui para a casa de banho vestir o meu pijama e fui para a cama. Adormeci como uma pedra e quando acordei, o Taylor já estava vestido e pronto para sair do quarto.
-Bom dia – disse ele. – Não te queria acordar.
-Não acordaste. Bom dia.
-Vai tomar um banho, eu espero aqui – sussurrou ele enquanto acendia a televisão.
-OK – disse-lhe levantando-me e andando para a casa de banho.
Tomei um banho rápido e vesti uns calções azuis escuros, muito curtos, uma túnica branca que cobria os calções e umas sandálias de salto alto brancas. Sequei o cabelo e saí da casa de banho. Logo à noite tinha que ir buscar mais roupa e meter alguma na lavandaria para lavar.
-Estou pronta! – exclamei.
Ele olhou para trás e arregalou os olhos. Chegou-se ao pé de mim muito devagar e roubou-me um beijo muito gostoso, daqueles que tiram o fôlego a qualquer pessoa.
-Estás uma brasa hoje – sussurrou ele ao meu ouvido.
-Obrigada. Podemos ir?
-Claro!
Descemos as escadas para tomar o pequeno-almoço e seguimos no carro dele. Fomos um dos primeiros a chegar ao local, por isso, não demorámos muito a vestir a pele do Jacob e da Nessie.
-Oh, já chegaram! – espantou-se o Chris mal nos viu já caracterizados e tudo. – Então, ao trabalho. Cena da primeira noite sozinhos.
Olhámo-nos por um breve momento e depois acenámos ao Chris. Pegámos nos guiões e pusemo-nos a estudar a cena. Pois, é que não tínhamos estudado nada ontem, mas como era uma das cenas que eu mais gostava no guião (sem ser pervertida, mas é uma cena muito amorosa), já a tinha estudado um bocado, mas tinha sido logo no início, quando ainda estava a ler o guião por isso, não me lembrava de todas as falas.
O meu telemóvel tocou e eu atendi.
-Estou?
-Oi filha – disse a minha mãe em Português.
-Oh, olá mãe!
-Tenho uma coisa para te contar, mas não fiques triste, está bem?
-Sim, diz – pedi, nervosa. O que tinha acontecido para eu ficar triste?
-É que eu tenho que voltar para o Brasil. Fui promovida e tenho que ir o mais depressa que puder.
Não respondi. A minha mãe tinha que se ir embora? Não! Eu não passaria sem ela. Mas por um lado, amanhã faria dezoito anos, por isso, já seria maior de idade. Tinha que começar a ganhar alguma independência.
-Querida? Se quiseres posso negar.
-Não! É a tua vida e eu vou se maior de idade daqui a menos vinte e quatro horas. Claro que deves ir!
-Se quiseres…
-Já disse que não. E quando é que vais? – perguntei. Eu não queria largar a minha mommy, mas tinha que compreender que neste momento, eu estava a tornar-me uma pessoa independente.
-Hoje ao final da manhã – respondeu ela reticente.
-Ah – foi tudo o que consegui dizer. – Mas ainda te vens despedir, não vens?
-Claro que sim! Já pedi há Jane e ela vai levar-me aí daí a pouco.
-OK. Está bem. Até já – despedi-me.
-Até já.
Desliguei e fiquei congelada.
-Malu? – perguntou Taylor, abanando-me o ombro.
-A minha mãe – disse-lhe num sussurro. – Ela vai voltar para o Brasil.
-Oh, Maria – lamentou-se ele e abraçou-me de uma maneira que só ele sabia.
Comecei a chorar, mas como sabia que a minha mãe devia de estar quase a chegar, engoli as últimas lágrimas. Não queria que ela me visse assim.
-Vamos começar? – perguntou o Chris.


Capítulo 19

-E… acção!
-Jacob? – perguntei, um pouco assustada.
-Não tens que ter medo Nessie. Minha. Nessie – disse ele beijando-me tirando-me o fôlego.
Agarrou na minha cintura e puxou-me para si. Coloquei as minhas mãos na sua nuca e lá ficaram, mexendo no seu cabelo. Começámos a andar para trás e ele colocou-me muito lentamente em cima da cama.
-Corta! – disse o Chris. – Malu, está aqui alguém que falar contigo.
Olhei para onde ele estava e a minha mãe encontrava-se lá.
-Mãe! – gritei e corri até ela e abracei-a fortemente.
-Oh, Luísa! Eu não te queria deixar aqui, mas tem mesmo que ser.
-Eu sei, mãe – disse-lhe e desfiz o abraço, encarando-a. – Vai, mas dá notícias, OK?
-Está bem. E tu também, OK? – ela olhou por cima do meu ombro e disse em Inglês: - Cuida dela, está bem?
-Pode ficar descansa – disse Taylor, abraçando-me pela cintura. – Eu vou cuidar dela.
-OK – disse ela. – Agora tenho que ir, Malu.
-Mãe! – disse abraçando-a outra vez e chorando no seu ombro.
-Oh, Malu! Vá lá! – exclamou a minha mãe, também começando a chorar.
-Vou ter saudades tuas – disse-lhe.
-Eu também minha querida. Eu também – disse ela afagando o meu cabelo. – Agora, tens que fazer o teu trabalho, aquilo que gostas, está bem?
Acenei com a cabeça e acabei com o abraço.
-Está na hora de irmos – disse Jane.
-Mãe, está na hora de ires – traduzi a Jane para a minha mãe.
-Está bem. Fica bem.
-Tu também.
Demos mais um abraço e depois ela foi-se embora.
-Taylor… - disse e depois abracei-o.
Ficou a fazer festinhas no meu cabelo, até o choro passar. Todos da equipa de filmagens fizeram um intervalo prolongado, para eu me acalmar.
-Eu estou bem – disse passados uns minutos.
-Tens a certeza? – perguntou ele. Eu limitei-me simplesmente a acenar. – Está bem.
Voltámos a regravar tudo e por aqueles momentos em que eu me metia na pele da Nessie, até me esquecia que naquela hora, a minha mãe já devia de estar a caminho do Brasil.
-Malu! – gritou a Ashley mal entrou no estúdio. – Amanhã cancela todos os planos para logo à noite porque é o teu aniversário e, eu, Ashley Greene, que não perco nenhuma festa nem que o mundo acabe, decidi fazer a tua festa! Vai ser maravilhoso e já convidei todos os que precisam de lá estar.
-Tem calma! Disseste isso tudo num só fôlego? – brinquei.
-Parece que sim. Mas olha, vai ser maravilhoso! E também já lá estão as tuas prendas! Excepto a do Taylor …
-Ashley! – avisou o Taylor.
-O quê? O que é a minha prenda Taylor?
-Obrigada Ash – disse Taylor irónico.
-Não foi nada!
Encolhi os ombros e despedi-me da Ashley, entrando no carro do Taylor.
Ele andou com o carro normalmente e deu-me a sua mão, conduzindo apenas com uma.
-Diz-me uma coisa: tens carta de condução?
-Sim, tenho – respondi e depois compreendi. – É um carro a minha prenda?
Ele encolheu os ombros e não disse mais nada.
-Malu! – disseram as minha duas BFF mal me viram chegar ao hotel.
-Oi – disse-lhes. Elas estavam com um lenço na mão e com os olhos inchados.
Boa! Elas também já sabiam!
-Já sabem? – perguntei, já sabendo a resposta.
-Sim – acenaram elas.
-Agora somos só nós – lamentou-se a Vanessa.
-Não vamos pensar em coisas tristes, pode ser? – disse, desviando o assunto. – Amanhã é a minha festa!
Elas sorriram e ficámos a falar ainda um bocado no elevador até elas irem para o andar delas. Mal a porta se fechou, Taylor puxou-me para um beijo muito intenso, demorando. As nossas línguas dançavam juntas numa dança que não tinha falhas.
-Gosh! Beijar-te o tempo todo, o dia todo e não te poder beijar como quero, é horrível – afirmou ele.
-É. Eu sei que é horrível porque eu também passei pelo mesmo – disse enquanto abria a porta do meu quarto para ir buscar umas coisas.
-Podemos ficar aqui hoje? – perguntou ele.
-Sim, podemos – disse baralhada.
-Vou só buscar umas coisas – avisou ele.
Saiu e passados uns minutos voltou. Fui tomar banho e depois foi ele. Ficámos os dois sentados no sofá, e eu fiquei constantemente a olhar para o relógio á espera da meia-noite. Porque eu tinha ideias muito melhores para passar as minhas primeiras horas de independente.
Eu tinha um short muuuuuuito pequeno e um top vermelho de seda que me ficava muito sexy.
-Taylor – sussurrei aproximando-me dele sensualmente. Ele desviou os olhos da TV e eu aproveitei para o beijar como senão houvesse amanhã.
Ele tentou deter-me, mas eu puxei-o mais para mim e dei uma volta com a minha perna, ficando sentada em cima dele. As suas mãos percorreram as minhas costas e parou nas coxas, dando um leve aperto nelas fazendo-me gemer.
-Malu… - sussurrou ele enquanto me dava beijos no pescoço. – Por muito sedutora que estejas hoje, não é a altura certa para fazermos isto.
Fiquei… chocada. O quê? Ah, não, eu não tinha vestido isto para dormir apenas ao lado dele. Eu precisava mais dele do que simples carícias e beijos.
-Mas… - tentei argumentar, mas ele deu-me um breve selinho e mostrou o sorriso que mais gosto.
-Só digo que agora não, está bem? – disse ele olhando-me com o maior ar de apaixonado de sempre.
-Vale a pena argumentar contra ti? És como a Ashley! Levam sempre a vossa vontade até ao fim. Nunca cedem!
Saí do colo dele e fui até há varanda. Bolas! Porque é que eu nunca conseguia o que queria? Eu tinha vestido aquilo de propósito, porque nem morta, aquele era o meu pijama habitual. E para quê? Para ele dizer não. Porquê que as coisas nunca resultavam como eu queria?
A noite estava com uma temperatura amena, talvez uns vinte e dois graus. Entrei lá dentro e fui vestir umas calças e uma camisola em que as mangas iam até ao cotovelo, peguei no meu casaco de couro e preparei-me para sair.
-Onde é que vais? – perguntou ele.
-Refrescar o meu cérebro – respondi-lhe mal humorada.
-Vou contigo.
-Mas é que nem pensar! – gritei-lhe. Ele ficou surpreendido com o meu grito e com a minha brutalidade súbita, mas naquele momento não me apetecia sentir culpada. – Quero ir sozinha!
-Malu, sê compreensiva – pediu ele.
-Não é a primeira vez que tento ir para a cama contigo e todas as vezes sou rejeitada! Estou farta!
Abri a porta e pensei “até o elevador chegar, vou sentir-me culpada por ter dito aquelas coisas” por isso, seria mais eficiente ir pelas escadas de emergência.
Fui em direcção a elas, furiosa. Se alguém se atrevesse meter-se no meu caminho, não continuaria vivo, de certeza.
-Maria Luísa! – gritou ele, descendo os degraus de três em três. Apressei o passo, mas ele foi mais rápido e prensou-me contra a parede.
-Larga-me! – exigi, batendo no seu peito, completamente furiosa, porque sabia que daqui a três segundos ele estava a beijar-me e estaria a render-me a ele.
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Beijou-me e encostou o seu corpo mais no meu. Apesar de resistir no inicio, não consegui mais do que um segundo estar zangada e furiosa com ele. Entreguei-me ao beijo, mas depois parei.
O meu lado bom dizia que eu devia de pedir desculpas, e que sabia que ele não fazia por mal, mas o meu lado mau dizia que tudo aquilo que eu tinha feito não tinha resultado por causa dele, e portanto ele merecia uma vingança.
-Estou desculpado? – perguntou ele com o ar mais inocente do mundo.
Pensei em pedir-lhe desculpas, mas o lado mau gritou que ele merecia vingança.
-NÃO! – gritei e empurrei-o, voltando a correr o mais rápido que podia, saltando os degraus sempre que podia e nunca perdendo velocidade.
-Malu! – chamou ele, correndo também atrás de mim. Já estava prestes a chegar até à porta de saída quando ele me puxou e me pôs por cima do seu ombro.
-Larga-me! – rosnei.
-Esquece – disse ele.
Não me debati mais. Fiquei como se fosse um peso morto há espera que ele me pusesse no chão e assim aconteceu quando chegámos ao quarto.
-Sabes que mais? – desafiei-o. – Vou dormir na varanda!
Ele deu uma gargalhada e eu fiquei ainda mais furiosa. Peguei num cobertor e numa almofada e fui acampar para a varanda.
-Tu és insuportável! – brincou ele ainda dentro do quarto.
Tentei adormecer naquele sítio, mas só ouvia os carros a passar e algumas pessoas bêbedas a falar alto e a rir. Pensei em voltar lá para dentro, mas estaria a dar parte fraca e isso eu não iria deixar acontecer.
-Maria – chamou ele da ombreira da varanda. – Anda lá dormir para o quarto.
-Não – disse cruzando os braços.
-Tu é que sabes.
Ele voltou lá para dentro e eu acabei por adormecer de exaustão. 

Os livros para 2019

Novo ano significa novas leituras! Porém, este ano decidi fazer uma coisa um bocadinho diferente. No outro dia olhei para a minha estante e ...