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19 de agosto de 2012

Novo conceito para o blog

Olá a todos!


Pois bem, num inquérito que meti aqui á tempos, perguntei-vos se queriam que eu postasse aqui as fanfics, mas alguns de vocês disseram que já seguiam noutro bem.

Então, estive aqui a pensar, e vou refazer o conceito do blog.

Primeiro de tudo, vou remover todos os capítulos, á excepção de E a Saga continua em Filme. Podem também segui-la no meu tumblr.

Depois, eu vou postar uma espécie de sinopse de cada próximo capítulo e é para isso que o blog vai servir: sinopses e novidades (ou seja, spoilers).

Vou fazer o mesmo no tumblr.



Só para relembrar, as fanfics que estão em andamento são:

-As Gémeas Pierce

-Love doesn't exist... does it?

-My Lover





Fanfics que estão em hiatus:

-Alvo a Abater

-A minha vida em Mystic Falls S2



Todas as outras fanfics, não a abandonei, apenas não tenho tido tempo de pegar nelas e causar uma "revolução" para as voltar a meter no carrinho das fanfics em andamento, mas não estão esquecidas. As Mestiças 2, pro exemplo, eu ainda escrevo alguns capítulos, mas quero ter a certeza que fica tudo perfeito para voltar a postá-la.



PS - já sabem que como o blog terá um novo conceito, é normal que ande tudo um bocadinho baralhado, mas é só até acabar de o modificar.



XOXO

8 de julho de 2012

E a Saga continua em Filme!! - capítulo 27ª



Gente as *** significam lemon.


Capítulo 27

Esperei a Jane e a Van  na recepção e quando viram o Taylor correram para o meu lado de maneira a me proteger dele, mas eu disse-lhes que já tinha conversado com ele e estava tudo bem. Elas assentiram mas ficaram desconfiadas. Protectoras.
No estúdio estava um ambiente triste porque esta era a última semana de gravações. Ashley correu para me abraçar e abraçar Taylor. Depois disse-nos que hoje da parte da manhã iríamos fazer as gravações finais, como o fim do filme e uma discussão entre a família Cullen que seria sobre o regresso dos Volturi a Forks. Da parte da tarde iríamos gravar o casamento da Nessie com o Jacob que duraria a tarde toda.
Kristen ignorou-me o dia todo, como se eu não existisse, mas o nosso pequeno desentendimento não passou para as câmeras. Ainda bem.
No final do dia fomos todos jantar num restaurante de comida italiana. Foi muito divertido e é claro que o Alex sugeriu que fôssemos a uma discoteca divertirmo-nos um pouco mas todos estávamos exaustos, especialmente eu que não tinha dormido a noite passada (o Alex ainda me há de dizer onde arranja tanta energia. Serão pilhas Duracell?).
Já estávamos todos a sair do restaurante, com mil paparazzi há porta e a Kristen chama-me. Robert ficou ao nosso lado.
-Eu queria falar contigo Maria – disse ela.
-Diz.
-Desculpa. Talvez tenha sido um pouco dura contigo. Se eu visse as notícias que tinham dado sobre a Swift e o Taylor e ele não me tivesse dito nada, eu também reagiria da mesma maneira. Desculpa – disse ela visivelmente arrependida.
-Não faz mal Kris. Eu também te compreendo. Querias proteger o teu amigo. Tudo bem – desculpei-a com um sorriso.
Ela abraçou-me e saímos do restaurante.
Jane, Will, Vanessa, Taylor e eu fomos todos para o hotel descansar.
-Queres que eu fique contigo? – perguntou Taylor enquanto eu abria a porta do meu quarto.
-Se quiseres – disse esforçando-me para manter os olhos abertos.
-OK.
Entrou comigo e eu caí imediatamente no sofá adormecendo.
Quando acordei estava na minha cama e Taylor estava ao meu lado.
O despertador voltou a tocar e eu desliguei-o.
-Bom dia – disse ele ensonado. Ele é tão lindo quando acaba de acordar!
-Oi.
-Vou tomar um duche – informou ele. – Já cá venho buscar-te.
-OK.
Ele vestiu-se e saiu do quarto. Saltei da cama e também fui tomar um duche. Fiquei há espera que ele me viesse buscar mas comecei a achar que ele já estava a demorar demasiado e fui ao quarto dele. Ele abriu a porta e tinha só umas bermudas vestidas.
-Desculpa o atraso – disse ele mas eu nem prestei atenção. Fixava o seu tronco perfeito, definido e musculoso. – Vais ficar aí?
-É claro que não – disse bruscamente empurrando-o para dentro e fechei a porta. – Estou com saudades.
Beijei-o e explorei a sua boca enquanto ele fazia o mesmo com a minha. Encurralei-o contra uma parede e encostei-me mais a ele (se é que isso fosse possível). Senti o seu “amigo” a ganhar vida e desci as minhas mãos lentamente do seu pescoço sentindo cada músculo dele.
-Estamos atrasados  – disse ele parando para respirar. Ambos estávamos ofegantes, mas eu não queria parar. Não agora.
-Esquece isso. É a última semana, hão-de entender – disse eu voltando a beijá-lo.
-Logo há noite – disse ele. – Logo há noite é melhor. Daremos menos nas vistas, a não ser que queiras aturar as piadas do Alex.
Fiz uma careta e concordei.
-Mas é que nem pensar.
Riu-se e foi buscar uma camisa preta. Preciso de dizer que lhe ficava bem? Ficava-lhe muuuuito bem!
Saímos juntos e quando chegámos há entrada do hotel, a Jane e o Will já lá estavam.
-A Vanessa? – perguntei preocupada.
-A descansar – respondeu o Will.
Tentei conter o riso. Pois sim, de certeza que não estava cansada do que tinha feito ontem durante o dia, mas sim durante a noite.
-Não devias de estar a descansar também? – perguntei parecendo inocente.
-Ah, ah, muito engraçada Malu. Pelo menos fico a saber que a V tem uma prima muito parecida com ela, sendo que estás a pensar no que fizemos a noite passada – disse ele imitando uma voz zangada.
-Desde quando é que lês mentes? – disse eu, sabendo que o ia irritar mais um pouco.
-Não é difícil ler a tua.
-Auch! Essa doeu! – disse fingindo que ele me tinha dado um murro na barriga.
-Podemos ir? O Chris já ligou duas vezes! – exclamou Jane, um pouco irritada.
Seguimos os quatro até aos estúdios.
Nem tive tempo para respirar. Tive dez minutos para almoçar porque as gravações foram muito intensas, Quando chegou ao final do dia, estávamos todos exaustos.
Jane veio buscar-nos e levou-nos ao hotel. Eu e Taylor estávamos no elevador, e apesar de o querer pegar naquele momento, sabia que tinha que me controlar porque havia câmaras de vigilância no elevador e em todos os andares.
Entrámos no meu quarto e assim que ele fechou a porta, saltei para o colo dele e comecei a beijá-lo.
-Tem calma – disse ele.
-Não quero-a para nada agora – respondi.
-Ai é? Então vais conhecer o Taylor Lautner sem paciência – disse ele malicioso e olhando-me como se fosse… (aqui vai uma fala do Crepúsculo) como se fosse comida.

***

O despertador tocou. Mas que raios vem a ser esta? Eu só tinha dormido duas horas! DUAS! Será que existe objecto mais inoportuno do que um despertador? Eu acho que não!
-Só mais cinco minutos – resmungou ele e prendeu-me a cintura.
-Taylor, temos mesmo que ir.
-Eu sei – disse ele. – Mas eu tenho sono.
-Não és o único! – bufei.
Ele abriu um olho e voltou a fechá-lo.
-Eu sei – disse ele.
-Taylor… Temos mesmo que ir. Lembra-te, depois de acabarmos as filmagens, temos todo o tempo do mundo – tentei convencê-lo.
-Não é 100% verdade, mas OK. Eu libero-te – resmungou ele com um sorriso nos lábios e tirando a sua mão da sua cintura.
Ele ia ficar ali a dormir? Mas é que nem pensar! Puxei o lençol para me tapar e ele ficou sem nada.
-Ei!
-Pensas o quê? Não vou ser a única a levantar-me! – exclamei.
Fui ao roupeiro e tirei de lá uma roupa qualquer, espero que combinem senão uma certa pessoa chamada Ashley Michelle Greene mata-me.
Ele levantou-se e foi há casa de banho. Tirei também uma roupa para ele e fiquei há espera que ele saísse, adormecendo mais dez minutos.
-Ah, não! Assim tornas a cama mais convidativa! – disse ele mal saiu do duche. Abri os olhos, esforçando-me para os manter abertos e nem lhe dei resposta. Peguei na minha roupa e tomei o meu duche bem rápido para não me atrasar. Deixei o cabelo molhado porque ele secaria até chegarmos ao estúdio.
Peguei na minha mala e saímos. Fomos no carro dele e é claro que os paparazzi tiraram milhões de fotos e nós dois juntos.
O meu telemóvel tocou e eu atendi.
-Onde é que estás? – perguntou Jane.
-Desculpa Jane, esqueci-me de te avisar. Já estou a caminho dos estúdios.
-Tudo bem. Mas para a próxima avisa.
-Prometido – disse um pouco envergonhada.
O resto do dia foi bastante calmo e como chegámos um pouco atrasados e juntos, o senhor Meraz tratou logo das piadas, mas nem eu, nem Taylor ligámos e às vezes até nos ríamos. O dia foi descontraído e as cenas eram todas muito assim.
Jantámos no hotel com a Vanessa, o Will e a Jane. A Van estava toda entusiasmada porque hoje tinha escolhido as casas para eu ver e depois comprar com a Jane. Disse como é que elas eram, pequenas e fenomenais, lindas e luxuosas. Enfim, teria que esperar mais quatro dias para saber como é que elas são.
Aqueles quatro dias passaram a correr para todos nós. Quando acabávamos estávamos todos exaustos. Estivemos a gravar as cenas em que é preciso pano verde, ou seja, fui pendurada por cabos, a saltar de um lado para o outro, a lutar contra uma coisa que eu nem via. Quem me visse iria pensar “ela é maluca!”. O último dia foi o pior, todos estávamos tristes, e a Ashley começou a abraçar todos a chorar baba e ranho e por isso teve que ir várias vezes há maquilhagem.
-Pessoal, hoje abre uma discoteca nova! – exclamou o Alex quando estávamos todos a pegar as nossas coisas e a despedirmo-nos uns dos outros. – Ponto de encontro ás onze!
Só ele para nos animar. Ashley começou logo aos pulinhos a pensar que roupa iria vestir. Eu também comecei a pensar nisso e pedi há Jane para parar em qualquer lado para comprar alguma coisa gira. Quando chegámos ao hotel fui logo para o meu quarto arranjar-me. A minha roupa era:

Taylor bateu há porta e eu saí logo. Fechei a porta e fomos até ao hotel.
-Vou ter que tomar cuidado hoje – disse ele olhando-me de cima a baixo.
-Porquê? – perguntei inocentemente.
-A maneira como estás vestida, enlouqueces qualquer um que seja do sexo oposto – respondeu ele um pouco irónico.
-Não é essa a ideia?
-Como assim? Agora perdi-me – disse ele tentando no elevador e carregando no botão para descer.
-Partindo do princípio que és do sexo oposto, e fizeste essa observação, significa que consegui o que queria – expliquei.
-Queres seduzir? – perguntou ele um pouco descontrolado.
-Só a ti.
-Ah – suspirou ele. – Estou mais descansado. Mas mesmo assim, vou estar de olho em ti.
-É isso mesmo que eu quero – respondi-lhe sorrindo.
Entrámos na garagem e fomos no carro dele até ao ponto de encontro. Alguns paparazzi estavam lá, por isso, estávamos todos dentro do carro. Ficámos mais um pouco há espera de outros do nosso grupo e quando todos chegaram, o carro do Alex acelerou assustando alguns paparazzi.
Fomos todos em fila até há nova discoteca e estacionámos nos lugares VIP. Alguns fãs da Saga começaram a gritar na fila quando nos viram e pediram alguns autógrafos e fotografias. É claro que fizemos isso e depois entrámos.
Estava lá muita gente já a dançar na pista e nós fomos até há zona VIP deixar os casacos e as malas.
-Não acredito! – exclamou a Ashley atrás de mim enquanto despia o casaco. – Tu estás… uma deusa!
Olhei para os seus olhos felizes e para a sua roupa. Ela também não estava atrás, com uma blusa roxa que cruzava nas costas e zíper há frente. A mini-saia tinha um tom cinzento, os sapatos eram de salto com tiras roxas e os brincos eram argolas roxas com alguns enfeites de preto. Ela estava perfeita!

-Obrigada Ashley. Mas tu também não estás nada atrás! – exclamei.
 -Obrigada. Vamos dançar? – perguntou ela divertida.
-Claro que sim!
Fomos as duas para a pista de dança e começámos a mover-nos ao som de Hot da Avril Lavigne. Passado um pouco vi a Julia e a Dakota a aproximarem-se. Também estavam espectaculares!
-Olá – disseram as duas juntas.
-Oi – disse eu e a Ashley ao mesmo tempo.
Fazíamos o quarteto perfeito e não demorou muito para atrairmos os olhares de desejo dos homens e de inveja das mulheres. Havia ali muita gente que era nossa fã porque reconheci os brasões dos Volturi, dos Cullen e dos Wolfpack em colares, pulseiras e anéis.
Taylor juntou-se a mim e colámos os nossos corpos dançando numa sincronia perfeita. Eu estava a divertir-me imenso.
-Vou buscar uma bebida – disse-lhe ao ouvido. Saí da pista agilmente e entrei na nossa zona VIP. Peguei um whisky e bebi-o calmamente.
-Oi Malu – disse Boo Boo.
-Oi.
-Então, não estás a dançar? – perguntei.
-Já lá vou – respondeu ele. – Não estás com saudades?
-Do set? Sim.
Ele acenou e acrescentou:
-Eu também. Aquilo é tão divertido.
Pegou numa cerveja e bebeu um pouco. Depois é que pensei.
-Não és um pouco novo para beber?
-Tenho quase dezassete. Na Europa pode começar a beber-se bebidas alcoólicas aos dezasseis.
-Eu sei. Mas mesmo assim…
-Estou aqui para me divertir Malu. Hoje não! – exclamou ele e pegou na minha mão arrastando-me para a pista.
Ele desapareceu da minha vista e eu tentei procurar o meu amor, mas digamos que ele não é alto como o Daniel Cudmore e eu não sou um holofote para focar o Taylor onde quer que ele estivesse.
Vi a Ashley bem agarrada ao Jack a dançar e ela apontou a direcção onde eu deveria de ir apenas por um gesto. Depois agarrou-se ainda mais ao Jackson.
Encontrei-o e lá estava ele a dançar sozinho. Aproximei-me dele e dei-lhe um breve beijo na boca.
-Whisky? – perguntou ele.
-Sim – respondi.
Continuámos a dançar e a cada segundo eu aproximava-me mais dele. Naquele momento, se alguém nos visse a dançar diria que éramos apenas uma pessoa, pela maneira como estávamos agarrados um ao outro. Bebemos muito, especialmente tequilla e dançámos muito. Todos nós estávamos a pegar na pista, ainda bem que ali não havia paparazzi.
-OK, não aguento mais – suspirou ele e levou-me a reboque para o sítio mais escuro da discoteca.
***
Ele conduziu com muito cuidado pelas ruas de Vancouver, sendo que ambos estávamos com um bom bocado de álcool a mais no sangue, e regressámos ao hotel e mal caí na minha caminha querida e fofinha, adormeci instantaneamente.



29 de junho de 2012

E a Saga continua em Filme!! - capítulo 26º




Capítulo 26

O alarme do meu despertador tocou como normal. Raios! Porque é que eu não desligava aquela coisa!
Gabi acordou e a Vanessa também um pouco do tipo “Onde é que eu estou?”.
-Adormecemos – disse-lhes. OMG, notava-se que eu tinha estado a chorar.
-Parece que sim – disse a Gabi espreguiçando-se.
-Eu tenho uma pergunta para vos fazer – disse-lhes. Elas olharam para mim há espera que continuasse. – Vocês já são BFF outra vez?
Olharam uma para a outra e sorriram. Deram as mãos e eu deduzi:
-Parece que sim.
Rimo-nos um pouco e depois elas foram-se embora. Pediram-me para não sair do quarto sem uma delas ou a Jane (elas iam falar com ela sobre o sucedido) virem até mim. Quanto menos me encontrasse com o Taylor melhor.
Pedi o pequeno-almoço no quarto e passados dez minutos um garçon veio com tudo o que eu tinha pedido.
Tomei um banho, apliquei uma maquilhagem básica para quando eu saísse e alguém me visse não pensasse “Uau, ela foi transformada em zombie” e depois fui tomar o meu pequeno-almoço.
Bateram há porta e o meu ritmo cardíaco acelerou. Seria ele? Ou seriam as minhas BFF? Espreitei pelo óculo que a porta tinha e era a Jane com a Van e a Gabi.
Abri a porta e elas entraram logo, sem me deixar dizer uma palavra.
-Nestas alturas, falas com ele apenas o indispensável – disse a Jane. – E como tua agente tenho o prazer de informar-te que podes fazer os TFIs daqui a duas semanas.
-Isso é maravilhoso! – exclamei e abracei-a.
-Já estás pronta? – perguntou a Van.
Fui ao sofá, peguei na minha mala e saímos.
Para meu azar, quando chegámos lá, o Taylor já estava lá. Fingi que não o vi e quando ele tentou aproximar-se de mim, a Van tratou do assunto:
-Tem a certeza que quando fores falar com a Malu tens a consciência limpa e sem karma negativo.
Eu tinha as melhores BFF de sempre!
Ficaram comigo o dia todo e eu nem uma palavra dirigi ao Taylor, apenas nas cenas, mas isso eu falava com o Jacob, por isso, eram duas pessoas completamente diferentes.
Todos no set sentiram a energia negativa a pairar sobre nós dois, mas não disseram nem comentaram nada sobre isso. Também se comentassem, a Van dava-lhes uma resposta que eles ficariam com medo de mim e dela para o resto da vida.
Antes de irmos para o hotel, fomos jantar a um restaurante de comida italiana que estava muito bom. A Jane informou-me que telefonou para o hospital onde a minha mãe estava e ela continuava na mesma. A falta que ela me fazia!
Taylor ligou para mim imensas vezes, mas eu não atendi. Não queria falar com ele depois do que ele me tinha feito.
Voltámos para o hotel e antes de entrar no quarto pedi há Jane:
-Preciso de um apartamento em LA.
-Eu sei. Já previa que me pedisses isso é por isso que eu amanhã te entrego as casas lindas que encontrei.
-OK. Boa noite, meninas!
-Boa noite!
Fechei a porta e fui descansar.
Acordei outra vez com a porcaria do despertador e aconteceu tudo como no dia anterior. Excepto de o Taylor insistir mais vezes em falar comigo e a Ashley, a Nikki, a Julia e a Tinsel virem falar comigo a dizerem que estão do meu lado. Devem de se estar a perguntar porque é que a Kristen não veio falar comigo. Resposta simples: ela gosta muuuuuito do Taylor e andou o dia todo atrás dele e a dar-lhe apoio. Ela que vá para um sítio que eu cá sei!
Mas durante a noite foi diferente. Agora não eram apenas as chamadas: eram as mensagens por texto, por e-mail, os bilhetes debaixo da porta… como a música da Miley Cyrus 7things: when you maining I believe it, if you text it I deleted (quando tu mencionas eu acredito, se tu escreveres eu apago) e foi o que fiz. Apaguei todas as mensagens que ele me tinha mandado e os bilhetes foram para o lixo.
No dia seguinte, foi o último dia em que gravaríamos no exterior. Depois, era só mais uma semana de gravações e tínhamos o trabalho feito. Acho que conseguiria aguentar uma semana com Taylor, só falando o básico, ou não falando.
Também seria o último dia em que a Gabi ficava cá, por isso decidimos fazer uma ida ás comprar antes de ela partir porque as gravações só seriam da parte da manhã.
A última cena foi gravada e eu corri para a maquilhagem para me tirarem aquilo tudo. Deixei o meu cabelo solto, com os caracóis, mas não fazia mal, nem me importava. Vesti a minha roupa normal e saí. A Jane, a Gabi e a Van já estavam no carro há minha espera e que corri até elas, não apenas para fugir do Taylor, mas porque estava entusiasmada com as compras.
-Maria, posso falar contigo? – perguntou Kristen agarrando-me no braço com demasiada força.
Virei-me para ela e disse:
-Claro que sim. Diz.
-Vou ser muito directa – disse ela de uma maneira agressiva para mim. – Não tens o direito de magoar o Taylor. Ele não te fez nada e tu não tens que o ignorar.
-Tu não sabes do que estás a falar, Kristen – disse entre dentes.
-Por acaso até sei. Pensas que ele te traiu com a Swift mas isso não é verdade. O Taylor era incapaz de fazer uma coisa dessas.
-Não é apenas isso, Stewart! – exclamei. – Foi o gesto! Não sei se sabes a história toda, mas de uma coisa eu te garanto: eu tenho motivos para ficar assim.
-Tu. Não tens motivos. Para ficar assim porque. O Taylor. Nunca te magoaria.
-Veremos – disse azeda.
Virei-lhe as costas e entrei no carro. Elas olharam-me atónitas.
-Discutiste com a Kristen Stewart? – perguntou a Van.
-Sim. Ela está a defender o Taylor com garras e dentes. Pois eu também defendo a minha posição com garras e dentes – respondi.
Vanessa sorriu e voltou-se para a frente. Gabi fechou a boca de espanto e a Jane concentrou-se na condução.
Comprámos imensas coisas e eu agradeci aos deuses por nesta altura ter uma conta bem recheada no banco, senão eu iria presa com tanto dinheiro que gastei. Ofereci uma coisa há Gabi, outra há Van, há Jane, uma prenda para a Ashley que não pôde vir connosco… enfim, foram imensas coisas! Jantámos por lá e tudo e prometemos que naquela noite não iríamos dormir! Ou seja, fomos alugar filmes de tudo: terror, comédia, romance, acção… tudo o víamos, apanhávamos.
Fomos para o quarto da Jane e pedimos ao hotel pipocas e mais um monte de coisas que nos fariam passar um mês inteiro no ginásio para queimar aquelas calorias.
Vimos: Titanic; Romeu e Julieta; Velocidade Furiosa; Bandslam; Crepúsculo; Os Mensageiros; Transformers.
Ou seja, nós não dormimos nem por um minuto que tenha sido. Comemos pipocas, biscoitos, coca-cola, 7up, hambúrgueres… tudo!
A Gabi foi para o quarto dela buscar as malas e nós fomos com ela. Como só tinha que estar no estúdio ás seis e meia, daria tempo para pôr a Gabi no aeroporto, voltar ao hotel, tomar um banho e colocar roupa lavada.
-Vamos sentir muitas saudades tuas – disse a Vanessa. – E telefona e manda mensagens todos os dias, tá?
-OK, eu prometo que vou fazer isso – prometeu ela.
Abracei-a e disse:
-Entra na melhor faculdade do Brasil para me pores orgulhosa de ti. E eu vou comprar uma casa a contar contigo também. Para o caso de quiseres voltar e estudar cá.
-OK. Obrigada Malu – disse ela com lágrimas nos olhos. – Obrigada Van.
Vanessa aproximou-se e demos o nosso abraço de BFF. A Jane juntou-se a nós sendo que agora também já era uma do grupo.
-Faz boa viagem Gabi – desejou a Jane.
-E tomem conta da Malu – avisou a Gabi para a Van e a Jane. – Mando uma mensagem quando chegar lá, OK? Beijos!
-Beijos!
Ela entrou no controlo de metais e voltámos para o jipe e retornámos ao hotel. Subi sozinha para o quarto enquanto elas entraram nos outros andares. Mas porque raios eu tinha que estar tão longe delas? No vigésimo andar? Era demais!
Saí olhando para baixo e oiço a tão familiar voz para os meus ouvidos.
-Maria.
Olhei para ele e corri para o meu quarto, tirando as chaves do meu bolso das calças enquanto corria, mas ele foi mais rápido e quando estava a meter a chave na porta e virou-me e prensou-me contra a porta.
-Posso saber por que estás a ignorar-me? Do dia para a noite? – perguntou ele completamente furioso.
Por momentos pensei que ele era o … Jorge. Com aquela fúria que até fazia os olhos brilharem.
-Taylor… - tentei falar.
-Explica-me! Se é sobre a Swift, esquece. Não aconteceu nada.
-Taylor, por favor… - pedi. Eu não suportava olhar para aqueles olhos cheios de fúria. Só me faziam pensar no Jorge. Tentei desviar o olhar mas os nossos corpos estavam demasiado juntos. Tentei fechar os olhos mas o meu corpo dizia que se ele me fosse atacar eu tinha que os manter abertos para evitar qualquer movimento dele.
-O quê? Vais dizer-me que já não me amas, é isso?
-Taylor…
Houve algumas lágrimas que começaram a escorrer-me dos olhos e ele mudou instantaneamente de furioso para preocupado.
-O que foi?
-Taylor, por favor… - pedi. Eu não conseguia parar de pensar no que o Jorge me tinha feito, eu não conseguia reagir de outra maneira. O meu corpo já estava tão habituado a rejeitar aquela dor que cada vez que eu sentia, via ou pensava, só pedia para deixar de sentir, deixar de ver ou pensar naquilo.
-Meu amor, o que foi?
-Deixa-me… deixa-me… por favor – pedi tentando controlar os soluços.
Ele afrouxou ainda mais as mãos que estavam nos meus braços. Tive espaço de manobra e rodei a chave do quarto. Abri-a e ele foi empurrando-me delicadamente e entrando comigo. Fechou a porta e levou-me para o sofá. O computador estava no sofá e ele meteu-o na mesa onde era costume ele estar.
-Meu amor, o que se passou? – perguntou ele pegando-me na mão.
-Nunca. Mas nunca mais voltes a olhar para mim daquela maneira. Por favor.
-Porquê? – perguntou ele confuso. – Eu só estava a tentar perceber porque é que nunca mais me falavas.
-A fúria nos teus olhos era palpável a quilómetros de distância – foi tudo o que consegui dizer. Olhei para ele e continuei – E agora, posso saber porque não me avisaste que ias sair com ela? Com a Swift?
-Eu não sabia – respondeu ele rapidamente. – O meu agente disse que precisava de falar comigo urgentemente sobre um projecto, e ela estava lá. Ficámos a conversar, mas mais nada.
-Só isso? – perguntei na dúvida.
-Eu seria incapaz de te trair – respondeu ele profundamente. Prendeu o olhar nos meus olhos e ficámos por momentos a olhar-nos. No entanto, eu tinha mais coisas para lhe perguntar.
-E porque não me avisaste que ias ter uma reunião com o teu agente?
-Era para te contar na noite anterior mas distraí-me. E quando acordei para te contar já tinhas ido.
-Hum… OK. E porque é que faltaste o dia todo?
-A reunião prolongou-se – respondeu ele.
-E porque não me telefonaste ou vieste ter comigo quando chegaste?
-Porque supus que estivesses a gravar e quando cheguei pensei que já tivesses ido dormir.
-Então… não me traíste nem a beijaste nem ela te beijou nem se atirou a ti… nada?
-Nada meu amor – disse ele tirando um madeixa do meu rosto. – Desculpa aquilo de há bocado.
-Do quê?
-Da minha fúria súbita. Eu estava tão… furioso porque não compreendia porque me tinhas deixado de falar.
-Fui uma estúpida, não fui? – bufei.
-Estúpida não. Apenas… um pouco ciumenta – comentou ele. – Nunca mais me voltes a fazer isto, ouviste? Quase morri por saber que não me querias ver.
-Prometo.
Os nossos lábios tocaram-se levemente, mas rapidamente aquele beijo se transformou em rápido, ofegante e quente.
-Tenho que ir tomar banho – disse dando-lhe um leve beijo antes de saltar do sofá.
-Queres ajuda? – perguntou ele malicioso.
-É melhor despachar-me – disse-lhe.
Entrei na casa de banho, tomei um duche rápido, sequei o cabelo, vesti umas calças jeans e uma camisola qualquer e saí com Taylor.

E a Saga continua em Filme!

Oi! Aqui estou eu como prometido, só uma coisa: não prometo que poste no domingo porque já tenho coisas combinadas, mas quarta/sexta em princípio irei postar.
E agora, para quem já não se recordava desta fanfic, aqui está o link dos capítulos:
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8 e 9
Capítulo 10 e 11
Capítulo 12 e 13
Capítulo 14 e 15
Capítulo 16 e 17
Capítulo 18 e 19
Capítulo 20 e 21
Capítulo 22 e 23
Capítulo 24 e 25

14 de setembro de 2011

E a Saga continua em Filme - 24º e 25º capítulos

Atenção: o capítulo 24 tem lemon (que é uma cena para maiores de 18 anos) e eu cortei, porque aqui não sei quem lê, por isso, cortei a cena e aparece com umas "..."


Capítulo 24

Depois de ter desmaiado, voltei a acordar e o meu pai explicou-me tudo o que sabia. Depois, ele tinha-se ido embora e eu fiquei com Taylor, que me acarinhou e ficou sempre há espera que eu me acalmasse. Durante aquele tempo todo apenas dizia “A tua mãe é uma mulher forte. Ela vai acordar”.
Ao recordar a conversa com o meu pai, procurei por ele. Rolei na cama, há procura da temperatura da sua pele. Mas não encontrei nada. Abri os olhos a muito custo, porque parecia que se eu os abrisse, tudo voltaria a acontecer. O meu pai a entrar no quarto, a dizer-me aquela notícia.
-Taylor?
-Oi, amor – disse ele saindo da casa de banho, já vestido. – Já acordaste?
Acenei com a cabeça. Ele sentou-se na cama e eu atirei-me literalmente para os braços dele. Acariciou-me o cabelo e ficou há espera que eu fizesse alguma coisa, como chorar, mas não conseguia. Acho que tinha chorado tudo ontem.
-Se calhar é melhor ficares hoje aqui – sussurrou ele.
-Não! – exclamei. – Enquanto estou a trabalhar estou focada noutra coisa. Se ficar aqui só vou ficar a remoer o assunto. E não podemos adiar as filmagens. Fora de questão ficar aqui.
Ele olhou-me surpreendido.
-Vou tomar banho – avisei-o. Peguei nas roupas e entrei na banheira. A água quente acalmava-me, mas não me fazia esquecer. Quem me dera que nada daquilo tivesse acontecido.
Se eu não tivesse sido escolhida para interpretar a Nessie, eu e as minhas amigas tínhamos ficado no Brasil, a minha mãe teria sido promovida, mas de manhã eu dar-lhe-ia um beijo e ela iria mais calma para o trabalho. Talvez ela naquela altura estivesse a pensar em mim e não tivesse tido tempo de se afastar do carro que lhe bateu.
O que é que estou eu para aqui a pensar?
Ter sido escolhida foi a melhor coisa que me aconteceu, encontrei o homem da minha vida, ganhei novos amigos, sou famosa, faço o que eu sempre gostei de fazer. Mudei-me para o país dos meus sonhos. E acidentes acontecem; a toda a hora. Pode ter sido apenas uma coincidência. Talvez ela só estivesse no local errado há hora errada. Ponto.
Saí do duche, vesti-me rapidamente e sequei o meu cabelo. Taylor estava há minha espera com Jane, Vanessa, Gabi e Will, na sala. As minhas BFF olharam-me com os olhos cheios de lágrimas e correram para abraçar-me.
-Malu! – choraram as duas, cada uma no meu ombro. Fechei os olhos com força, tentando afastar as lágrimas que me começavam a arder nos olhos. Se eu começasse a chorar, elas nunca mais parariam de chorar.
-A… a tia Carol… vai acordar. Ela… vai… acordar – soluçou a Gabi.
-Sim, ela vai – sussurrei.
-Eu vou para o Brasil… e… prometo que… vou cuidar… da tia… Carol – voltou a soluçar a Gabi.
-Como é que é? – perguntou a Van engolindo as lágrimas, desfazendo o nosso abraço e olhando furiosa para a Gabi.
-Eu tenho que ir. Os meus pais… a faculdade… e… agora a tia Carol – disse a Gabi.
-Não! Vais deixar-nos sozinhas? – acusou a Vanessa.
-Não! Eu só tenho que ir por causa da faculdade!
-Vais abandonar-nos! Podes vir para uma faculdade daqui! – gritou a V.
-Vanessa – avisei-a.
-Isto tudo é por causa do Cameron, não é? Tens medo que ele goste de ti como tu gostas dele!
-Pára com isso! O Cameron não tem nada a ver com a minha decisão! – defendeu-se a Gabi também aos berros
-Ai isso é que tem! Sempre que gostas de alguém, foges porque tens medo que te façam o mesmo que o Sérgio te fez!
Eu sabia que isto ia acontecer. Acontecia sempre que se metia o ex namorado da Gabi numa discussão. Gabi deu um estalo há Vanessa e esta reagiu imediatamente com ofensas:
-Sua vaca!
-Avestruz – retribuiu a Gabi furiosa.
-Cobra.
-Macaca.
-PAROU! – gritei, mas não valeu de nada, elas continuaram.
-Perua.
-Franga.
-Koala.
-Crocodila.
-Sapo.
Will agarrou a Van pela cintura mas esta deu-lhe luta e a Gabi aproveitou para lhe dar o golpe final, que na minha opinião foi muito cruel.
-Vai há merd* filha da p*t*.
Vanessa parou chocada, a olhar para a Gabi completamente… surpreendida com a frase dela.
Do nada, atirou-se há Gabi e as duas atiraram-se ao chão. Começaram a puxar os cabelos uma há outra e a darem estalos. Eu, o Will, o Taylor e a Jane intervimos logo. Will e Jane pararam a Vanessa e eu e o Taylor encarregámo-nos da Gabi. O Will levou a Vanessa para o quarto dele e a Jane tratou de levar a Gabi ao quarto dela.
-Isto é fantástico! – ironizei. – A minha mãe está no Brasil em coma, e as minhas amigas discutem por causa de uma viagem. É ridículo!
Taylor riu-se e fomos andando para o carro da Jane. Hoje seria ela a levar-nos porque seria mais discreto. Ela já estava há nossa espera e sossegou-me logo:
-A Gabi já está mais calma.
Acenei com a cabeça e entrei no carro. Taylor foi atrás comigo e eu fiquei encostada no seu ombro a ler as falas do dia de hoje.


O dia foi muito cansativo, mas muito bom ao mesmo tempo e ainda me sobrava alguma energia ao fim do dia. Ficámos a gravar as cenas dos Cullen, do primeiro beijo entre a Nessie e o Jacob, sendo que o Robert e a Nikki, com a curiosidade de saberem como tinha ficado a cena, apagaram-na sem querer, estivemos a gravar com os lobos e eu estive ainda a treinar contra um saco de box e uma “almofada gigante” alguns murros e quedas, sendo que aquela “almofada gigante” fazia de Leah. Sim, a Nessie e a Leah discutiam. Aliás, discutiam maior parte do tempo até ao final do roteiro, mas aquela cena tinha mesmo luta entre meia vampira e lobisomem.
Jane levou-nos ao hotel e eu caí logo no sofá da suite do Taylor. Estava cansada, apenas mentalmente, precisava de tempo para sair do papel da Nessie.
-Estás estoirada – observou Taylor.
-Só preciso de sair da agitação que está a minha cabeça – disse-lhe.
Ele sentou-se ao meu lado e colocou uma mão atrás nas minhas costas e passou-a levemente até me rodear com o seu braço.
-Eu preciso de telefonar ao hospital – disse-lhe saindo do sofá, mas ele agarrou-me e disse-me:
-Tem calma. Eu telefonei ao teu pai quando estavas a gravar e ele já estava no Brasil e ia a caminho do hospital. Se ainda não telefonou, é porque não há novidades.
-Há outra coisa – disse-lhe.
-O que é? – perguntou ele curioso.
-Eu quero ir para a faculdade. Já falei com a Jane sobre o assunto e ela concordou. Acho que vai ser bom para mim.
Ele olhou-me surpreendido. Depois beijou-me e disse-me:
-Tenho muito orgulho em ti. E para que Universidade queres ir?
-Brown.
-É uma universidade muito boa – comentou ele.
-Sim, é. Vou ver o que preciso de fazer amanhã. Falo com a Jane e ela trata de tudo, de certeza absoluta.
-Arranjaste uma agente muito competente.
-Eu sei que sim! – exclamei.
Beijou-me mais uma vez e desta vez decidi prolongar um pouco mais o beijo. Meti as mãos na sua nuca e puxei-o mais para mim. A sua mão que rodeava a minha cintura levou-me para mais perto do seu corpo.

...

-Obrigada – disse beijando-o mais uma vez.
-De nada, meu amor – respondeu ele.
Deitámo-nos na cama e adormecemos instantaneamente.


Capítulo 25

Levantei-me mais cedo do que Taylor porque tinha que ir tomar banho e vestir-me na minha suite, visto que já não tinha mais roupas lavadas na suite do Taylor.
Tomei banho e fui até ao roupeiro. Tirei de lá umas calças de ganga e uma T-shirt com padrão xadrez, depois fui secar o cabelo, peguei na mala e desci para tomar o pequeno-almoço. A Gabi estava lá.
-Oi Gabi – cumprimentei-a e sentei-me ao seu lado.
Ela olhou-me com aqueles olhos castanhos e desviou imediatamente o olhar. Parecia ter percebido que eu sabia que ela tinha estado a chorar. E pelos olhos inchados, tinha sido a noite toda.
-Oi Malu – disse ela e recomeçou a comer.
-Não ligues ao que a V disse – fui logo directa ao assunto. – Ela sempre foi, sempre é e sempre será assim. Diz sempre as coisas da boca para fora.
Gabriela voltou a fitar-me e desta vez com os olhos muito brilhantes, tinha a certeza que ia começar a chorar.
-Porquê comigo? Porque é que ela tem sempre que me lembrar que eu tive aquela pessoa na minha vida?
-Tem calma, BFF – disse abraçando-a. Ela começou a chorar no meu ombro.
-Isto é tão injusto!
-Eu sei – concordei. – Mas tu também não foste completamente correcta.
-Desculpa? – perguntou ela chocada e desfazendo o abraço. – Que disseste?
-Aquela última parte… foi desnecessária – disse a medo. Ela limitou-se a acenar com a cabeça.
-Eu sei. Não devia de ter dito aquilo. Fui tão injusta com ela!
-Se queres pedir desculpa porque não falas com ela? – sugeri.
-Nem pensar! Ela que venha falar primeiro! Eu não tenho que pedir desculpa pelas decisões que eu tomei. Só tem que aceitá-las como amiga que diz que é!
Respirei fundo. Sabem que mais? Que se lixe! Eu tenho uma vida para além daquilo.
-Gabi, eu quero pedir-te um favor – comecei. Há algum tempo que já tinha pensado naquilo, mas ainda não tinha tido tempo para falar com ninguém sobre o assunto. – É sobre a minha ida para a faculdade. Eu quero ir para Brown. Como tu me conheces e tudo, podes preencher os formulários por mim, por favor? E ajuda a Jane a tratar do assunto.
-Claro que sim, será um prazer. Mas não te esqueças que eu vou embora daqui a quatro dias.
-Eu sei. Mas tenho a certeza que podes ajudar a Jane naquilo que for preciso.
Tomei o meu pequeno-almoço e fiquei há espera da Jane. Ela apareceu pouco tempo depois e fomos as três (eu, a Gabi e a Jane) no carro a falar sobre os meus planos para a faculdade. É claro que a minha agente (e minha nova BFF) tinha ficado toda feliz com a minha decisão e acordou logo que me iria ajudar naquilo que fosse necessário.
Cheguei há zona onde iríamos gravar, e desta vez era uma cena entre família, ou seja: apenas os Cullen; depois seria uma cena em que estou a discutir com a Leah ainda quando ela está sobre a forma humana. O Taylor só viria da parte da tarde, para gravar com o Wolfpack as cenas deles. Foi o Chris que me avisou disso, acho que ele ia ter uma reunião com o agente dele. Se calhar, ele esqueceu-se de me avisar dessa tal reunião; não fazia mal, acontecia a qualquer um, até mesmo a mim.
Começámos a gravar todos e o dia foi muito divertido, excepto a parte que o agente do Taylor telefonou a dizer que ele não podia ir gravar hoje.
Voltei para o hotel e fiquei no meu quarto (como é que era possível entrar no quarto do Taylor se: 1 – eu não tenho a chave e 2 – ele não está?). Abri o meu computador e comecei a ler os meus e-mails. Alguns deles eram dos meus amigos da escola a felicitarem-me por estar a fazer o papel da Nessie. Fui ao site de notícias sobre a Saga, para saber os boatos e fiquei em choque com o que vi:

A notícia dizia:
Taylor Lautner e Taylor Swift juntos outra vez?
Taylor Lautner (Jacob da Saga Twilight) e Taylor Swift (cantora de música country) foram vistos juntos à saída de uma gelataria. Isto soa estranho, sendo que supostamente Taylor Lautner namora com a sua parceira de elenco Maria Luísa Fortes, que interpreta a jovem Renesmee Cullen na Saga Twilight.
Fontes ainda dizem que Taylor não foi ás filmagens do seguimento de Breaking Dawn e esteve o dia todo com a sua ex-namorada, ou digamos namorada?
Isto era possível? Eles tinham passado o dia todo juntos? Ele tinha-se baldado ás gravações para estar com ela? A ex-namorada dele?
Ele traiu-me? O que eles fizeram? O que conversaram? Porque é que se encontraram sem dizer nada a ninguém, especialmente a mim?
Eu não consegui evitar que estas perguntas invadissem a minha mente tal como não consegui evitar que as lágrimas começassem a cair.
Ele tinha-me traído! Não importava o que fizeram, nem se foi apenas um encontro entre amigos, ele não me tinha contado nada! NADA!
Peguei no meu telemóvel e telefonei há Gabi. Ela atendeu logo ao segundo toque.
-Oi Malu! Que foi?
-Podes vir ao meu quarto?
-Claro que sim. Tou aí o mais rápido possível.
Sentei-me no sofá e abracei os meus joelhos.
Bateram há porta e só Deus sabe o esforço que fiz para me levantar e abrir a porta. Gabi foi a primeira a abraçar-me e atrás dela vinha a… Vanessa. Será que já tinha feito as pazes?
-Porque é que estás assim? – perguntou a Vanessa aproximando-se de nós e limpando algumas lágrimas do meu rosto.
-Entrem.
Dei-lhes passagem e elas entraram há velocidade de luz. Fui há mesa onde tinha o computador e desliguei-o da tomada e levei-o até elas. Ambas leram a notícia muito atentas e depois olharam para mim.
-Ele fez isto? – perguntou a Vanessa chocada e enojada.
Acenei com a cabeça.
-É a ex-namorada dele! Ele não devia de ter feito isto! – exclamou a Gabi.
-Mas fez – disse num fio de voz e sentei-me entre elas.
Abraçaram-me e ficaram ali até adormecermos por completo.

7 de setembro de 2011

E a Saga continua em Filme - 22º e 23º capítulos

Espero que gostem!
Bjs



Capítulo 22

Acordei com o despertador do Taylor a tocar insistentemente no sofá. Levantei-me irritada e desliguei-o. Mas quem é que inventou os despertadores?
Abri um pouco a cortina da suite, e o dia estava nublado. Parece que os bons dias tinham acabado.
Fui tomar um banho rápido e vesti umas calças com uma camisola de algodão de manga comprida verde escura. Calcei os meus All Star pretos e sequei o cabelo.
-Bom dia – disse ele assim que saí da casa de banho.
-Ainda estás assim? Faltam dez minutos para as seis! – guinchei. Ele pareceu momentaneamente confuso, mas depois demonstrou uma cara de pânico.
-Bolas! O Chris vai matar-me! – exclamou ele levantando-se e correndo para a casa de banho.
-Vou descer, está bem? – informei-o levantando um pouco mais a voz.
-OK. Até podes seguir, se quiseres.
-Sim, talvez seja melhor – concordei e saí do quarto. Fui ao meu e peguei no meu telemóvel, no guião e na minha mala.
Desci até há garagem e segui no meu carro até aos estúdios.
-Bom dia a todos! – exclamei. Hoje iríamos apenas gravar as cenas com o Wolfpack, por isso, estavam lá apenas eles e claro, o Chris e todos os elementos da produção.
-Olá Maria! O Taylor? – perguntou o Chaske.
-Ainda estava no hotel quando eu saí – informei-o. Ele acenou e continuou a falar com o Kiowa. Julia veio falar comigo:
-Olá Malu! E então, gostaste da surpresa para os teus anos?
-Também sabias? – acusei-a.
Ela deu um sorriso como quem pede desculpas e disse:
-Todos sabiam. Mas escondemos tudo bem de ti. O Taylor fez questão de só saberes quando chegasse a altura.
Sorri para ela em jeito de compreensão.
-Gostei muito da surpresa – confirmei.
Ela sorriu e depois o Chris chamou-a para alguma coisa.
-Há algum tempo que não te vejo, Malu. Como tens passado? – perguntou o Boo Boo.
-Por favor, viste-me antes de ontem – revirei os olhos. – E tenho passado bem, obrigada.
-Preparada para o dia de hoje?
-Sim. E tu?
-Também – respondeu ele.
-Malu, sabes alguma coisa do Taylor? – perguntou o Chris.
-Quando eu saí ele ainda estava no hotel – respondi-lhe.
Chris suspirou e continuou a conversa.
-Eles estão todos muito tensos – murmurou Boo Boo.
-Achas que sim? Eu acho que eles só estão nervosos.
-Talvez também seja isso – concordou ele.
-Ah, finalmente! – exclamou o Chris e eu virei-me. O carro do Taylor entrou no parque de estacionamento.
-Desculpem o atraso, mas adormeci – disse ele.
-Tudo bem, o que vale é que chegaste – disse o director, aliviado. – Bem, vamos seguir. Julia, Taylor, Malu e Alex vão num carro. Chaske, Boo Boo, Kiowa, Bronson noutro; Tyson vais comigo e com o Wick. Mãos há obra!
Todos entraram nos carros que nos estavam destinados e arrancámos logo para o local onde iríamos filmar. O meu telemóvel tocou e eu atendi logo ao primeiro toque.
-Estou sim?
-Muito bom dia, menina Fortes, daqui fala o tribunal de Vancouver. Queria informar-lhe que o senhor Vasconcelos já recebeu a sua sentença.
Senhor Vasconcelos… era o equivalente ao Jorge. Ele já recebeu a sentença? E qual era?
-E qual é?
-O senhor Vasconcelos foi expulso do país. Não poderá voltar até ao próximo ano.
-Ah, OK. Obrigada pela informação.
-Sempre ás ordens, menina Fortes. Tenha um resto de bom dia.
-Para o senhor também – retorqui educadamente.
Suspirei aliviada. Tão cedo não o voltaria a ver.
-O que foi, Malu? – perguntou a Julia que estava ao meu lado.
-O assunto Jorge já está arrumado. Tão cedo não o voltarei a ver.
-A sério? – perguntou Taylor do banco da frente. – Isso é fantástico!
-Podes crer que sim! – exclamei.
Comecei a rir-me. Finalmente, o meu maior pesadelo tinha ido embora. Finalmente já não tinha mais problemas. Agora, era apenas focar-me nas filmagens.


Capítulo 23

Ao chegarmos ao local das filmagens, fui logo para uma carrinha enorme, onde me maquilharam e vesti as roupas da Nessie.
O dia foi todo muito agitado, sem tempo para respirar fundo sequer. O que vale, é que o director nos dispensou mais cedo e assim fomos para o hotel eram oito horas.
O meu telemóvel voltou a tocar e eu coloquei o auricular para falar.
-Sim?
-Malu! Nem imaginas! Sabes quem é que está aqui, mesmo ao nosso lado? – gritou a Vanessa do outro lado.
-Vanessa, eu estou a conduzir, por isso, por favor não grites, porque eu não tenho hipótese de afastar o auricular do ouvido.
Ela riu-se e mais alguém do outro lado também.
-Desculpa. Mas então, já adivinhaste?
-Não – admiti. Mas no entanto, tinha uma breve suspeita.
-A Ashley e a Nikki estão aqui, mais o Kellan e o Jackson.
-Oh, isso é fantástico – disse. – Mas porquê? Alguma razão especial?
-Só vamos jantar todos juntos – respondeu a Vanessa. – Vá, não te atrases, OK? E trás o Taylor.
-Ele está no carro dele. Tens que falar com ele.
-Oh, tudo bem, eu já lhe telefono. Não te atrases – voltou a avisar.
-Prometo. Até já.
-Até já.
Desliguei o telemóvel e voltei a concentrar-me na condução. Estava quase a chegar ao hotel. Entrei na garagem deste e estacionei onde normalmente o meu carro ficava. Andei calmamente até há saída da garagem, e do nada uns braços fortes envolveram-me a cintura e senti um beijo no pescoço.
-A Vanessa telefonou – sussurrou ele ao meu ouvido.
-Eu sei. Também me telefonou – disse com a respiração ofegante. Não era apenas do susto que tinha apanhado, mas sim do que ele estava a fazer. Aquilo deixava-me louca.
Virou-me cuidadosamente para si e beijou-me. As nossas línguas dançavam numa sincronia perfeita e eu sentia sempre as borboletas no meu estômago a voarem dentro do meu corpo, causando-me sensações que eram indescritíveis porque eram muitas ao mesmo tempo. Tivemos que interromper o beijo, para procurar por ar.
-Se me beijares assim sempre, vou acabar por ter um ataque cardíaco por falta de ar.
Ele riu-se da minha piada e deu-me um selinho.
-Temos mesmo que ir?
-Ficariam desiludidos connosco – respondi. Por mim, eu já estava no meu quarto com Taylor a fazer uma certa coisa, se é que me entendem.
-Tens razão – assentiu ele e pegou na minha mão.
E tudo aconteceu muito rápido. Taylor pegou-me na mão e uma multidão encheu o parque de estacionamento do hotel e eu e o Taylor fomos obrigados a correr e a subir as escadas de emergência porque não tínhamos tempo para esperar pelo elevador. Parámos no andar onde estava o quarto da V e esperámos que ela estivesse lá. E por sorte, estava mesmo. Ela abriu a porta e nós praticamente a empurrámos para dentro do quarto. Fechei a porta e tranquei-a.
Estavam todos a olhar para nós embasbacados.
-Dou dez minutos em como as fotos vão aparecer no Twitter – apostei.
Kellan e Ashley riram-se. A Vanessa e a Gabi olharam para nós em estado de choque. O Jackson e a Nikki tentavam suster o riso.
-Então como foi a primeira experiência com os paparazzi? – gozou o Kellan.
-O caso é sério Kellan – disse Taylor e ele parecia estar a falar a verdade. – Eles tiraram-nos fotos com as mãos dadas. Tenho a certeza que devem de ter visto o nosso… beijo.
Pararam todos de rir de imediato e eu não percebi o problema. Nikki perguntou:
-Estás a falar a sério?
-Infelizmente estou.
-Qual é o problema? – perguntei, confusa.
Ashley aproximou-se de mim e disse:
-Eles não podem saber que estamos juntos. A Summit e os produtores caem em cima de nós no segundo a seguir. Será uma catástrofe.
-Então era por isso que a Kristen tentava afastar-se do Rob e andava mais com o Taylor?
Ashley acenou com a cabeça.
-E eu fingi que tinha vários namorados – completou a Ashley.
-É muito mau?
-Sim. A Summit e os produtores não querem que criemos este tipo de laços com os nossos companheiros de gravações. Dizem que é mau para o negócio.
Nem pensei duas vezes; fiz ligação directa do cérebro há boca:
-Então temos que despistá-los.
-Não iremos fazer isso – retorquiu Taylor atrás de mim.
Virei-me para ele e encarei-o. Quando ia a responder-lhe a Gabi alertou:
-Olhem para a TV.
Estava num canal daquele de fofocas das celebridades.
-Atenção, Twi-hards, parece que é romance assumido. Taylor Lautner e a mais recente actriz a se juntar ao elenco, Maria Fortes, foram vistos, na garagem do hotel onde estão hospedados, a trocarem mais do que simples abraços e beijos de amizade. Ora vejam o vídeo e fotos.
Sentei-me ao lado da Gabi. Eu estava em choque. Taylor sentou-se ao meu lado e colocou um braço há volta da minha cintura.
Primeiro apareceu um vídeo e mostrava nitidamente o que aconteceu: Taylor pegou-me por trás e depois beijámo-nos. Falámos um pouco e depois ele pegou-me a mão e os flashes das câmaras fotográficas apareceram. Começámos a correr e entretanto o vídeo acabou.
Taylor estava tenso ao meu lado. Eu senti que estava petrificada. Não me conseguia mover.
A seguir, apareceram fotos do nosso beijo e das nossas mãos unidas.
-Pois é, parece que o amor passou do ecrã para a vida real. O que acham disto? Será que haverá outros pares dentro dos estúdios que estão a esconder o romance?
O programa acabou e a Gabi fez a gentileza de desligar a TV.
-Malu, tu estás bem? – perguntou a Gabi visivelmente preocupada.
O meu telemóvel tocou, mas eu nem prestei atenção. Eu estava em choque. Nunca, em toda a minha existência, a minha vida tinha sido exposta desta maneira. Sentia-me traída, como se alguém tivesse colocado um holofote sobre mim na escuridão. Sentia que não tinha por onde fugir, que o holofote seguir-me-ia.
-Vai buscar um copo de água, por favor – pediu Taylor não sei a quem. – Malu, por favor, fala alguma coisa.
O meu telemóvel tocava insistentemente e fui eu mesma que o peguei, com as mãos a tremerem como varas verdes. Era Jane.
-Jane.
-Onde é que estás? – perguntou ela preocupada. – Acabei de ver as notícias e…
-Estou no quarto da Vanessa.
-Vou aí ter.
-Não precisas – disse rapidamente.
-Eu sou tua agente, não te vou deixar sozinha num momento destes. Há que lidar da melhor maneira com a situação – aconselhou ela e desligou o telemóvel.
-Malu, por favor. Quem era?
-Era a Jane. Ela vem para aqui – disse muito baixinho, mas ele ouviu. Acho até que a sala inteira ouviu, mas não tive a certeza porque estava com um zumbido enorme nos meus ouvidos e conseguia ouvir bater do meu coração como se ele estivesse a bombear o sangue através do meu cérebro.
E então, tudo ficou escuro.

***
-Ela não está assim há demasiado tempo? – perguntou alguém.
-Tem calma, Taylor. Ela já vai recuperar – sossegou a… Gabi. Era a voz dela. E a voz anterior era do Taylor.
Procurei por abrir os olhos, mas não conseguia. Era como estivesse a ser empurrada contra o fim de um poço, e tudo estava escuro e muito confuso. Aquelas vozes faziam eco na minha cabeça e pareciam estar muito distantes.
-Vou chamar um médico.
Médico. Porquê? Então tudo me veio num flash demasiado rápido mas deu para perceber maior parte das coisas.
Abri os olhos repentinamente. Estava deitada, tinha a noção disso, sendo que a primeira coisa que vi foi o tecto branco do quarto do hotel.
-Ela acordou – disse Taylor aliviado e aproximando-se do meu rosto. – Nunca mais me voltes a assustar assim, combinado?
-A Jane? – perguntei. Parecia que alguém me tinha injectado adrenalina, porque o meu cérebro estava a funcionar muito bem, e estava bastante lúcida para quem tinha desmaiado.
-Estou aqui – disse ela e aproximou-se de mim pegando-me na mão. – Como te sentes?
-Bastante bem, até – confessei. Soltei um riso abafado e perguntei: - Como é que estão as coisas?
Ela prendeu a respiração e a Van respondeu por ela:
-O vídeo já chegou ao Youtube, as fotos ao Twitter, Google, Facebook e Orkut. Os sites da Saga também já têm tudo isso.
Fechei os olhos e resmunguei:
-Fantástico.
-A Summit também ligou – murmurou o Taylor. Fitei-o.
-O quê?
-Tem calma – pediu ele. – Está tudo sobre controlo. Disse que tinha sido eu a fazer aquilo tudo, e que tu não tinhas a culpa de nada. Disse que tinha conversado contigo e tu falaste que não querias nada comigo, apenas amizade.
-Ah. Ah – foi tudo o que consegui dizer. – Já posso ir para o meu quarto?
-Claro que sim – respondeu Jane. – Eu já tratei dos paparazzi.
-Obrigada, Jane.
-De nada. Sempre ás ordens! – exclamou ela visivelmente feliz. – Afinal, eu agora sou a tua agente, oficialmente.
-O quê? Tão rápido? Quer dizer… eles aceitaram tão rapidamente?
-Bem, tive que pagar uma multa pela minha demissão, mas não foi nada fora do normal. E é claro que eles aceitaram.
Não cabia de felicidade! Eu já tinha agente! EU!
Levantei-me do nada, demasiado depressa e arrependi-me de imediato porque quase ia caindo e se não fosse Taylor a segurar-me, o mais provável era dar mesmo uma queda feia.
-Precisas de descansar – disse ele. Ou melhor, mandou.
-Está bem. Mas só depois de abraçar a Jane.
Ela aproximou-se de mim e abraçámo-nos completamente felizes.
-Parece que o jantar tem que ficar para outra altura – lamentou-se a Van.
-Não te preocupes. E se for depois das gravações acabarem? Faltam apenas duas semanas, por isso… - sugeri.
O sorriso dela abriu-se e exclamou:
-Excelente ideia!
Despedi-me de todos os que estavam no quarto e Taylor levou-me para o quarto dele.
-Porque é que eu não posso ir ao meu quarto? – reclamei.
-Queres dormir sozinha? – perguntou ele, olhando-me confuso.
-Não. É claro que não!
-Veste-te, mas com cuidado, OK? – pediu, ou melhor, mandou mais uma vez.
Fiz continência como fazem os soldados e entrei na casa de banho com o meu pijama. O que é que se tinha passado com ele? Parecia distante e preocupado. Seria por causa daquilo que tinha acontecido hoje?
Voltei ao quarto e ele estava deitado na cama, sem camisa. Bem, já o vi com bem menos, mas mesmo assim tive que conter um suspiro o que resultou muito mal e ele notou.
-Ainda ficas assim por causa do meu corpo? – perguntou ele divertido.
-E não é razão para não ficar?
-Não sei. Talvez.
Deitei-me na cama e fiquei a observá-lo. Passado um bocado ele olhou para mim com o olhar completamente triste.
-Desculpa.
-O quê?
-Desculpa – voltou a pedir a abraçou-me. – Desculpa, eu não devia de ter sido tão irresponsável ao ponto de te expor desta maneira.
-Posso saber do que estás a falar? – perguntei nervosa.
-Daquilo dos paparazzi – sussurrou ele contra o meu pescoço. – Desculpa.
-Pára de pedir desculpa! – exclamei um pouco alto. – Tu nem tens culpa nada! Só estávamos no sítio errado há hora errada. E não te esqueças que eu também correspondi, por isso, acho que a culpa é dos dois.
-Desculpa amor. Não devia… tu não estás habituada a isto tudo e eu só piorei as coisas.
Afastei o rosto dele do meu pescoço e fixei-o bem nos olhos.
-Importas-te de parar com isso? Estás seriamente a irritar-me.
-Desculpa.
-OK. É oficial. Vou dormir no meu quarto hoje – disse enquanto tentava empurrar o seu peso para sair dali. – Sozinha.
Ele olhou-me chocado e abraçou-me, deitando-me na cama.
-Não.
-Estás a fazer birra? – perguntei afagando os seus cabelos. O que é que se passava com ele? O que é que tinha acontecido? Eu não estava a perceber nada.
Bateram há porta e olhámo-nos por breves instantes. Seria algum jornalista? Que queria declarações nossas? Mas então como sabiam o número do nosso quarto? Voltaram a bater e desta vez com mais força.
-Esconde-te na casa de banho – sussurrou ele e deu-me um beijo no rosto. Fiz isso e fiquei há escuta.
-A minha filha? – perguntou… o meu… pai. Pai? O que faz ele aqui?
-Ela não está aqui – disse Taylor.
-O assunto é sério, senhor Lautner. É sobre a mãe dela.
A minha mãe? O que tinha acontecido?
Abri a porta e corri para a sala.
-O que se passa com a mãe?
Olhei o seu rosto. Estava cansado e percebi que tinha estado a chorar.
-Pai?
-Como é que eu te hei-de dizer isto? – sussurrou ele, unindo as suas mãos.
-O que é que aconteceu com a mãe?
Ele olhou-me fixamente e disse muito baixo:
-A tua mãe sofreu um acidente de carro.
Aquelas palavras entraram-me muito lentamente na cabeça. Olhei para o meu pai aterrorizada. Ele estava a dizer a verdade, percebia isso. Olhei para Taylor e ele estava tanto em choque como eu.
A minha visão começou a ficar turva com as lágrimas.
-Não! Nãonãonãonãonão! Isso não é possível! Diga-me que está a brincar, por favor! – gritei.
Taylor agarrou-me a cintura e encostou-me contra o seu peito. Comecei a chorar sem parar. Isto não me estava a acontecer. Eu estava ali, a tentar lidar com um grupo desequilibrado de paparazzi a tentarem saber sobre tudo da minha vida, enquanto que a minha mãe estava a sofrer um acidente de carro.
-Porque é que não me ligaram? – perguntei, enquanto respirava fundo.
-E ligaram. Mas tu trocaste de número – respondeu o meu pai.
-Ela… ela está bem?
Ele não respondeu. Não!
-Ela… ela não… morreu, pois não? Diga-me que não!
-Não – disse ele e a palavra dele acalmou-me um pouco. – Mas ela está em coma profundo.
Tudo voltou a ficar escuro. 

Os livros para 2019

Novo ano significa novas leituras! Porém, este ano decidi fazer uma coisa um bocadinho diferente. No outro dia olhei para a minha estante e ...