Estes capítulos têm muita ação!
Capítulo 12
-Sou eu! – exclamou o Taylor e eu abri-lhe a porta.
-Oi – sussurrei e puxando-o para dentro do quarto e dei-lhe um beijo muuuito demorado.
-Bem, se for assim todas as manhãs, não vou conseguir sobreviver contigo naqueles três dias que vais estar ausente! – exclamou ele.
-Vamos? – perguntei-lhe pegando na minha mala.
-Sim, claro. A Jane está à nossa espera.
Descemos até à recepção e fomos logo para o estúdio, sendo que iríamos tomar o pequeno-almoço lá.
-Está tudo bem? – perguntou a Jane. – Já percebi que as coisas entre ti e o teu pai não são muito boas.
-Obrigada pela tua preocupação, Jane. Posso pedir-te um favor? – continuei sem a deixar responder. – Não deixes o meu pai nem o amigo dele virem para o estúdio. Peço-te por tudo, não o faças.
-Está tudo bem. Eu mantenho-os há distância.
-Obrigada – agradeci saindo do carro.
-Sempre às ordens.
Fomos os dois calmamente para a cafetaria. Pedimos os dois um café e um croissant com queijo e fiambre para cada um de nós. Depois, fomos juntar-nos com alguns amigos e colegas nossos que lá se encontravam.
-Bom dia! Muito animados, vocês! – notou a Ashley.
-O dia está lindo, os pássaros cantam – comecei.
-E estamos apaixonados – murmurou o Taylor.
A Ash soltou um gritinho e acho que a Kristen e o Jackson (que estavam ao lado dela) quase ficaram sem tímpanos.
-Vocês andam? – questionou a Ash muito baixinho. Eu e Taylor limitámo-nos a acenar com a cabeça.
-Não acredito! Isso é demais! – falou ela. – Agora todos os casais já estão juntos. Pelo menos no que conta aos Cullen.
-Tem lá calma, Ash – disse o Taylor. – Não é para andares a espalhar pelos sete ventos que nós andamos.
-Tudo bem – disse ela levantando dois dedos formando um V. – Palavra de escuteira.
Revirei os olhos e comecei a comer lentamente. Entretanto, apareceu o Chris.
-Maria, vais na Quarta para o Brasil, certo? – perguntou ele e eu acenei com a cabeça. – A Summit já te marcou a viagem e voltas no Sábado de manhã. A Jane entrega-te os bilhetes logo à noite, pode ser?
-Claro – concordei. – Obrigada por me teres avisado.
-De nada. E têm três minutos para se prepararem. Espero bem que tenham estudado as falas e hoje não haja erros.
A última parte foi dirigida especialmente para mim e eu voltei a acenar com a cabeça.
-Já marquei o restaurante para hoje à noite – avisou o Michael Sheen. – Maria, também estás convidada.
-Obrigada Michael, mas eu hoje estava a pensar em jantar no hotel porque preciso de estudar.
-Oh, é uma pena, mas eu compreendo-te; os estudos em primeiro lugar. Bom estudo – desejou-me ele. – E então, para além da Maria, mais alguém não vai?
-Eu passo, Michael – disse o Taylor. – Estou a pensar em descansar um pouco.
-OK. Tudo bem. Mais alguém? – olhou para todos e como mais ninguém se pronunciou ele continuou: - Então encontramo-nos no ponto de encontro. Até logo.
Ele afastou-se e fui meter o tabuleiro no carrinho. Fui para o estúdio e hoje as gravações prometiam: a primeira cena que gravámos foi o início do filme, era do tempo em que a Nessie e o Jacob ainda eram amigos e estavam os dois a conversar sobre amor. Passámos a manhã toda naquilo e depois fomos almoçar. Depois do almoço, gravámos a cena em que o Jacob entra no quarto da Nessie e o Edward aparece e repreende os dois (especialmente o Jacob). A terceira cena (e a última) foi a Bella e a Rosalie a falarem com a Nessie sobre o namoro do Jacob e dela. Foi uma cena muito emotiva e, como dizia o guião, eu chorei, mas neste caso, eu chorei porque aquela cena foi tão… emocionante que eu (Malu) chorei mesmo.
Depois de me terem desmaquilhado, fui andando para o parque de estacionamento do estúdio com alguns amigos deles (e sim, o Taylor estava lá). No entanto, eu não esperava encontrar aquele carro. Não era o jipe preto e discreto da Jane. Ao fundo avistei a Jane a chegar a alta velocidade, mas era tarde demais.
-Pai?
-Olá Maria Luísa.
A voz dele era fria e cortante como um iceberg que habita no Árctico. Arrepiei-me apesar de não estar frio e o vento não existir. Eu temia o meu pai, sabia disso. Sabia que todas as vezes que jogava ao ataque era para me defender, porque ele tinha feito muito mal a mim e à minha mãe.
-Trouxeste o Jorge – observei eu, vendo-o a sair do carro.
-Sim – afirmou ele. – Vamos lanchar os três juntos?
Dei um passo atrás e o Taylor tocou-me nas costas e o elenco aproximou-se mais de mim.
-Quem é? – perguntou a Nikki que estava ao meu lado.
-O pai da Maria e o … Jorge – respondeu o Taylor por mim. – Não confiem neles. Não são boas pessoas.
-Vá lá – continuou o meu pai. – Já acabaste o trabalho e tudo.
Deu um passo à frente, mas desta vez a mão do Taylor não me deixou recuar e, de um certo modo, ainda bem.
-Não – respondi-lhe. – Estou cansada e vou descansar.
-Óptimo, eu levo-te ao hotel.
-Não é preciso senhor Fortes – interveio a Jane. – Eu mesma encarrego-me disso.
-Mas eu sou pai dela – teimou o meu pai.
-E a Jane tem como função proteger-me dos paparazzi. Sendo que o pai nem me consegue proteger de um violador, duvido que consiga fazer um trabalho árduo como o que a Jane faz.
-Maria Luísa, já chega – cortou ele aproximando-se de mim em dois passos. Ficou mesmo ao pé de mim, tão perto que conseguia ouvir o coração dele a bater (eu sei, sou exagerada, mas estava muito perto). – A menina vem comigo e acabou-se a conversa.
-Maria, Taylor, Robert e Kristen, venham cá, por favor – chamou o Chris não sei de onde.
Afastámo-nos os quatro e fomos ter com ele que estava ao pé da entrada do estúdio número três.
-Entrem lá para dentro, agora – disse ele urgente. - Depois conversamos.
Entrámos os quatro lá dentro e fomos para ao pé do cenário gigante da cozinha. Sentei-me numa das cadeiras, tentando respirar normalmente, mas o meu sangue estava cheio de adrenalina e sabia que não conseguiria parar tão rapidamente.
-Maria – chamou o Robert sentando-se de frente para mim. – O que se passou ali?
-O meu pai não é boa pessoa. Ele não consegue ver as outras pessoas felizes.
Meti a minha testa no tampo da mesa, absorvendo o frio que emanava.
-Ele…o rapaz que estava com ele era o meu ex-namorado e …
-É tão mau como o pai dela – completou o Taylor, por mim.
-Estou a ver – disse o Robert. – Percebeste que não vamos gravar nada, não é? Foi só um escape que o Chris arranjou.
-Eu percebi – garanti-lhe. – E irei estar-lhe eternamente grata.
Ficámos os quatro sentados no sofá da sala de estar da casa do Edward e da Bella, à espera que alguém viesse.
O meu desespero era enorme. Queria saber o que se estava a passar lá fora; será que estariam a discutir, a ameaçar-se uns aos outros? Não sabia, mas queria saber. Não aguentei mais e levantei-me para sair do estúdio, apenas para saber se estava a correr tudo bem (sinónimo: se não andavam ao murro). Abri a porta do estúdio apenas o suficiente para sair dali, de maneira a não saberem da minha existência. Escondi-me atrás de uns camiões da Summit e aos poucos fui-me aproximando, escondendo-me atrás de outros carros.
A minha mãe estava no carro da Jane enquanto esta, o Chris o meu pai e o Jorge estavam a conversar (em Inglês).
-A vida de actor é assim mesmo – explicou o Chris.
-A minha filha é menor de idade, ela não pode trabalhar até tão tarde! – explicou o meu pai claramente chateado..
-Na verdade – interveio Jane - ,o contrato diz que ela não pode trabalhar após a meia-noite até ás seis horas do dia seguinte.
-Eu quero levar a minha filha – disse o meu pai, grosso. – Agora.
Jorge olhou ao redor e encontrou-me. Sorriu malicioso e eu corri até entrar no estúdio mais próximo. As luzes estavam apagadas e não se ouvia som algum.
Saía dali ou entrava mais adentro no estúdio? Era melhor a segunda opção, apesar da primeira ser tentadora. Fui andando e aos poucos comecei a reconhecer o local: era o estúdio onde se gravavam as cenas dos Volturi, em Itália. Entrei no estúdio onde estavam os três tronos. Ia a sentar-me e ouvi a porta a fechar-se com um clique.
“Ele está aqui. Ele está aqui”. A minha cabeça gritava em pânico. O meu coração acelerou abruptamente. Onde é que me iria esconder?
-Maria? Estás aqui?
Suspirei fundo, era apenas a voz de Taylor.
-Sim, estou aqui.
Saí dali a correr e vi a sua sombra.
-Vamos – pedi com urgência.
Ele pegou-me na mão e abrimos a porta do estúdio. Mas eis que surgem duas sombras que eu conhecia muito bem: a do Jorge e a do meu pai.
O meu dia podia correr pior? Eu acho que não. E depois de amanhã partia para o Brasil.
Capítulo 13
-Olá filha – disse o meu pai. – Não temos muito tempo, vamos embora.
Pegou-me no braço e tentou empurrar-me dali para fora com a sua força bruta, mas o Taylor impediu-o.
-Sai do meu caminho, pirralho.
-Deixe-a – disse o Taylor.
-Senão o quê? Vais-me matar? – ironizou o meu pai. – Jorge, trata dele.
Jorge tentou pegar no Taylor, mas este esquivou-se e o meu pai deu-me um empurrão e afastou-me do Taylor.
-NÃO! LARGUE-ME! SOCORRO!
-Cala a boca – disse o meu pai tapando a minha boca.
Tentei morder-lhe a mão, mas não resultou.
-Não! Maria! – gritou o Taylor.
O meu pai empurrou-me para dentro e logo de seguida entrou o Jorge para o meu lado, trancando as portas e partimos a grande velocidade. Olhei para trás e o Taylor já estava a correr para ir buscar o carro dele.
-Pai, por favor, não faça isto – pedi-lhe desesperada.
O meu coração batia a mil e o Jorge chegou-se mais a mim.
-Tem calma – disse ele. – Vamos ter uma noite de sonho. E amanhã, vamos os três para o Brasil e nunca mais voltarás para ao pé daquele miúdo.
-Larga-me, Jorge – disse-lhe metendo uma mão no seu peito e tentando impedir que ele me tocasse. No entanto, foi em vão. Ele agarrou-me na cintura e puxou-me para ele.
Que nojo! Quero sair daqui. Virei a cara e olhei para a janela. O meu pai andava pelas ruas de Vancouver a alta velocidade e do nada, vi o carro do Taylor.
-Merd*! Temos companhia – declarou o meu pai, acelerando ainda mais.
Olhei para trás e o carro da Jane vinha atrás de nós com a minha mãe lá dentro. Ela estava com a cara mais preocupada à face da Terra.
Jorge virou a minha cara para ele e beijou-me. Tentei afastar-me mas ele encostou-me ao vidro do carro e começou a subir as mãos.
Não! Por favor, outra vez, não!
O meu pai travou o carro bruscamente o que interrompeu o beijo e ainda bem. Falou qualquer coisa e depois voltou a acelerar e passado um bocado travou.
-Vai. Amanhã de manhã venho buscar-vos – disse o meu pai.
O Jorge abriu a porta e obrigou-me a sair com ele. Tentei livrar-me do braço dele no entanto, quando me apanhou, tinha uma coisa a fazer-me pressão nas costas.
-Mais uma dessas e morres – disse ele ao meu ouvido. – E tu não queres isso, pois não?
Corremos para não sei aonde e vejo umas letras verdes, grandes a dizer “MOTEL”.
Ele abriu a porta e atirou-me para cima da cama.
-Hoje, és minha – sussurrou ele enquanto me tentava tirar a roupa.
-Não… por favor Jorge! Não o faças!
Beijou-me e abriu o botão dos meus calções.
-Vá lá… Já cresceste, estás mais consciente de que podes aproveitar este momento – disse ele.
É isso! Neste momento vou ser actriz e depois deixo-o.
-Eu sei. Só… só esta noite – disse mordendo-lhe o lóbulo da orelha.
-Tudo bem.
Olhei para a janela que estava com os cortinados fechados mas vi por uma brecha o rosto que eu mais desejava ver. Disse pelos lábios, sem fazer som algum para ele me ajudar e ele acenou. Passados uns segundos, a porta do quarto foi arrombada e o Taylor entrou lá dentro, empurrando o Jorge para a parede do lado esquerdo. A minha mãe e a Jane apareceram e foram até mim. A minha mãe abraçou-me logo e a Jane telefonava para a emergência.
Olhei para a luta e o Taylor já estava a dominar a situação, dando-lhe uma valente tareia. No entanto, eu sabia que o Jorge poderia fazer queixa dele e no que dependesse de mim, o Taylor nunca iria ter cadastro na polícia.
Afastei a minha mãe do meu caminho e corri até ele.
-Taylor, pára, já chega – disse-lhe com calma, tocando-lhe no ombro.
Ele parou, mas continuou a fitar o Jorge.
-Anda – disse-lhe tentando levantá-lo. Ele ajudou-me a concluir a acção e assim que se levantou, abraçou-me fortemente.
-A polícia já vem a caminho e a ambulância também – informou a Jane.
-Eu não preciso – disse.
-Não é para ti, é para aquele senhor – explicou a Jane olhando de soslaio para o Jorge.
Por momentos, pareceu tudo bem, mas do nada lembrei-me que ele tem na posse dele uma arma. Desfiz o abraço de Taylor e corri para o Jorge. Ele olhou para mim e tentou levantar-se mas eu dei-lhe um golpe na cara e ele desmaiou. Tirei a arma que estava presa ao cinto dele e atirei-a para cima da cama.
Voltei para junto do Tay e ele olhou para mim surpreendido.
-Tu fizeste-o desmaiar!
-Oh, eu sei.
Comecei a ouvir a polícia e a ambulância e passados uns minutos eles já lá estavam.
Olharam para o Jorge e levaram-no logo para o hospital. Um polícia simpático veio até mim e perguntou:
-Quer apresentar queixa?
-Sim. A ele e ao meu pai.
Comecei a dar-lhe todos os dados que sabia e depois ele foi-se embora. Fui com o Taylor para o hotel e pedi à Jane para avisar o Chris que amanhã chegaria atrasada e também pedi à minha mãe para não me incomodar.
-Vai buscar a tua roupa de dormir e depois vem ter ao meu quarto – sussurrou Taylor.
-OK.
Peguei rapidamente as minhas coisas de higiene, no meu pijama e na roupa que iria vestir no dia seguinte e depois fui bater-lhe à porta.
-Está aberta.
Abri a porta e ainda tive tempo de ver os seus músculos porque ele estava a vestir uma T-shirt que lhe ficava muito sexy.
Ele chegou-se a mim e beijou-me muito delicadamente. Como resistir ao Taylor? Não dá, não é? Comecei a responder ao Taylor, mas com um bocadinho mais de emoção.
-Tem calma – disse ele, voltando a beijar-me.
-A vida é curta – disse eu entre beijos.
Dei impulso e meti as minhas pernas à volta da sua cintura. Ele segurou as minhas costas e começou a levar-me para dentro do seu quarto. Larguei as coisas no meio do chão e agarrei mais a sua nuca.
Deitou-me na sua cama mas do nada parou.
-Hoje não – disse ele.
-Porquê?
-Porque não estás preparada e namoramos há muito pouco tempo.
-Mas…
-Esquece – disse ele dando-me um beijo na testa. – Hoje não.
-Está bem – disse resignada e levantando-me da cama. – Vou vestir-me.
Fui buscar as coisas que tinha deixado no chão e entrei na casa de banho. Tomei um banho rápido e vesti o meu pijama. Sequei o cabelo com o secador que o Taylor lá tinha e depois voltei para o quarto. Ele estava a ver televisão e reconheci o filme que estava a dar: Titanic.
Fui sentar-me ao lado dele abracei-o.
-Sabes, acho que se não tivesses chegado naquele momento, era capaz de…
-Não precisas de falar no assunto – disse ele, fitando-me cauteloso.
-Mais tarde ou mais cedo acabaremos por falar – expliquei. – Queres falar?
-Malu – disse ele. - ,eu faço qualquer coisa por ti. Naquele momento, quando vi as garras dele no teu corpo, só o queria matar. Ver-te a seres tocada por ele acendeu em mim uma fúria que nem eu mesmo tinha conhecido até agora.
-Eu sabia que tu acabarias por ir lá. Eu sabia.
-Mas tiveste medo na mesma e quando o teu pai te levou para longe de mim, só vi tudo o que poderia acontecer. O mesmo que te aconteceu da outra vez.
-Taylor…Obrigada – agradeci com as lágrimas a virem-me aos olhos.
-Tu és a minha vida agora – disse ele juntando as nossas testas.
-Isso é uma fala do Edward no filme do Crepúsculo – desdramatizei a conversa.
Ele riu-se e voltou a ficar sério.
-Eu sei. E só agora também sei o que ele sentiu ao ver que podia perder a Bella.
Acabámos de ver o filme juntos e depois fomos para a cama. Eu encolhi-me numa bola, como era costume, e ele meteu o braço por cima de mim. Quando acordámos, estávamos na mesma posição.