3 de julho de 2011

Qual é a vossa fanfic favorita? - resultado

Quem votou, muito obrigada! E agora, aqui estão os resultados:

A fanfic "Alvo a Abater" e "E a Saga continua em Filme!" ganhou, por isso, todas as Terças e Quartas, terão um capítulo bónus!

29 de junho de 2011

E a Saga continua em Filme! - 6º capítulo

Atenção que vai rolar um beijo!
Espero que gostem e comentem!



Capítulo 6




Faltavam duas páginas para acabar o guião quando bateram à porta. Como era óbvio, era o Taylor e trazia o guião dele na mão.

-Pronta?

-Sim. Entra.

Deixei-o entrar e fechei a porta. Fui sentar-me no sofá de frente para ele.

-Estás assim com tanto calor? – perguntou ele olhando-me de cima a baixo.

-Um bocado – respondi. Tinha vestido os mesmos calções, mas estava com um top super justo ao corpo azul escuro. – E também gosto de andar confortável em casa.

-Não estamos em casa, mas entendo-te – disse ele. – Vamos começar?

-Sim, claro. Achas que me podes ajudar no início? É a Nessie a falar, por isso… eu já vi os outros filmes montes de vezes, mas não sei como é que a Kristen consegue colocar a voz.

-É fácil – simplificou ele. – Só tens que a dizer com sentimento e pensa que estás numa sala escura, onde ninguém te pode ouvir, mas tu tens que falar. Resumindo, fala pausadamente e com uma voz um bocado urgente.

-OK. Vou começar.

-Olhei para o guião e comecei a dizer a fala:

-Jacob. Neste momento todos os meus pensamentos vão ter a ele. Porquê? Ele é o amor da minha vida. Sem ele, eu era capaz de ser engolida por um buraco negro. A minha existência sem ele não existe.

Olhei para Taylor e ele estava a observar-me atentamente. Depois confessou:

-Muito bem. Saltamos para a segunda parte?

As duas horas seguintes foram só treinar as falas, sem parar um minuto. Quando estávamos a virar a página ouvi o estômago dele a roncar. Não aguentei e soltei um riso. Ele olhou para mim envergonhado e saltei para o telefone do quarto pedindo uma salada de frango e um sushi (juro, não sei como é que alguém gosta daquilo). Como sobremesa pedi dois cheesecakes. Eles iriam levar ao quarto o mais rápido possível.

-Obrigada. Não precisavas de te incomodar – disse ele.

-Não há problema. Também estava a ficar com fome. Não como nada desde o almoço.

Fiz um zapping pela TV e ele pediu para parar num site de fofocas.

-Esta tarde alguns membros do elenco foram almoçar com a mais recente actriz a entrar na Saga mais famosa do mundo. O seu nome é Maria Luísa Fortes e vive no Brasil. Tudo indica que interpretará o papel da filha de Bella e Edward: Nessie. Não perca daqui a nada o novo videoclip de…

Olhei para Taylor e ele para mim. Depois ele comentou com um sorriso:

-Já és famosa.

Antes de poder responder bateram à porta. O garçon deixou lá a comida e foi-se embora.

-Que bom! Pediste cheesecake!

-Ainda bem que gostas – suspirei. – Receava que não gostasses.

O meu computador deu o sinal que alguém tinha acabado de entrar online e corri para lá. A Gabi e a Van estavam online. Elas ligaram a câmara e começámos a falar.

-Oi meninas! Sabem quem é que está no meu quarto neste preciso momento?

-Não me digas que é o Robert Pattinson! – gritou a Gabriela.

-Não, não é. Mas estás lá muito perto – confessei.

-Ah. Se não é o Rob, é o Taylor – concluiu a Vanessa.

Acenei com a cabeça e elas gritaram as duas.

-Vou ver se ele quer conhecer-vos. Mas se quiser, vocês têm que falar no vosso melhor Inglês, OK?

Elas acenaram que sim e fui ter com o Taylor. Ele estava a pegar num bocado de peixe cru (que nojo!).

-As minhas amigas estão online e querem falar contigo. Achas que podes?

-Uau! Já falaste de mim às tuas amigas!

Olhei para ele em jeito de desculpa e ele disse:

-OK, tudo bem, eu falo com elas.

Mal ele chegou ao pé do meu PC elas ficaram sem reacção e eu atrás dele a ver tudo. Foi uma cena fantástica, merecia ser gravada, mas depressa elas soltaram-se, conversaram com ele um bocado até ele prometer que lhes enviava um autógrafo dele e que agora tinha que ir jantar. Disse-lhes que estava tudo bem comigo e depois despedi-me.

-As tuas amigas são simpáticas.

-Obrigada – agradeci pegando nos talheres para começar a comer a minha salada.

Quando já estava quase a acabar, não resisti em comentar:

-Não sei como é que consegues comer isso.

Ele riu-se e perguntou-me:

-Queres provar?

-Nem morta! – gritei.

-Vá lá. Tenho a certeza que vais gostar. E é só um bocadinho.

Quem é que resiste ao Taylor Lautner? Nem o melhor anjo do Bem. Lá acedi. Ele pegou num pedacinho de peixe, meteu um bocado de um dos molhos e deu-mo. Quando provei aquilo fiquei com uma cara de enjoada e depois de engolir aquilo disse:

-Definitivamente, sushi não é para mim.

-É pena. Quase todos nós gostamos de sushi.

-Pois. Parece que eu sou a excepção à regra.

Bebi de um só gole a água que tinha no copo para tirar aquele gosto horrível. Comemos os dois o cheesecake e meti tudo a um canto.

-Queria treinar uma coisa contigo – admitiu ele.

-O quê?

-O beijo.

Corei no mesmo instante que ele disse aquilo. Baixei o olhar e fiquei a olhar para os meus pés a pensar na resposta que daria.

-Ouve, é só para quando chegar a hora de fazermos isto em frente às câmeras, sentires-te à vontade – explicou ele. – Não penses que me estou a aproveitar de ti, ou coisa parecida.

-OK. Vamos lá a isto – disse rapidamente. No início duvidei que ele me tivesse ouvido, mas de repente senti-o demasiado próximo de mim. Olhei para cima e ele fitava-me atentamente.

Os seus lábios eram quentes e macios; no início começou por ser um beijo meigo e calmo, mas as coisas começaram a aquecer rapidamente e acho que ambos não resistimos. Ele pegou na minha cintura com as duas mãos chegando-me mais para ele. Meti as minhas mãos na sua nuca e puxei-o mais para mim. Começámo-nos a movimentar e sem querer toquei com o meu joelho no colchão. Não, não, não! Eu não estava preparada! Meti as minhas mãos rapidamente no seu peito tentando afastá-lo e ele percebeu a minha intenção. Afastou-se rapidamente e olhou para o chão.

-Desculpa, devia de ter parado.

-Não! – quase gritei. – A culpa também foi minha. D-devíamos de continuar a treinar as falas.

Ele olhou para mim desconfiado mas assentiu. Voltámos para o sofá e continuámos a treinar as cenas que o Chris disse ao Taylor que iríamos fazer. Com o tempo fui começando a ficar sonolenta e acho que adormeci.


Capítulo anterior    Próximo capítulo

8 de junho de 2011

E a Saga continua em Filme - 5º capítulo



Capítulo 5

Levantei-me a muito custo, lavei a cara com água bem gelada e vesti uns calções com umas sandálias de salto, um top cor-de-rosa de alças e um casaco de ganga clara. Saí para tomar o pequeno-almoço mas como eram cinco e meia da manhã não pude tomar o pequeno-almoço. O meu estômago já estava a roncar quando Jane apareceu.
(N/A: em Inglês)
-Finalmente!
-Não estou atrasada!
-Eu sei – sosseguei-a. – Mas o meu estômago está a roncar de tanta fome já para não dizer que estou cheia de sono! Diz-me que posso comer alguma coisa antes de irmos!
-Podes tomar o pequeno-almoço lá no estúdio – informou-me ela.
-Ah! Ainda bem!
Chegámos ao estúdio e a Jane disse que me vinha buscar assim que a chamasse, enquanto isso, ia mostrar algumas coisas em Vancouver para a minha mãe. Agradeci-lhe pelo favor e ela comentou que não era um favor nenhum, gostava de fazer aquele trabalho.
-Finalmente! Estás atrasada! – exclamou Chris.
-Desculpa. Posso pedir-te um favor primeiro? Não comi nada ainda, posso petiscar alguma coisa?
Ele suspirou mas disse:
-Podes. Vai há cantina. Tens dez minutos para estares na maquilhagem. Pergunta onde é e eles indicam-te.
-OK. Obrigada.
-Tudo bem.
Ele desapareceu da minha vista e fui logo há cantina. Pelos vistos, não era a única que lá estava a tomar o pequeno-almoço. Pedi um café, um pão de leite só com fiambre e um sumo de maçã. Depois de ter tudo no tabuleiro (e ter pago) fui para a mesa onde estavam quase todos os Cullen (apenas estavam lá a Kristen, o Kellan, o Robert e a Nikki).
-Oi! Bom dia! Posso-me sentar?
Robert acenou com a cabeça e sentei-me com eles.
-Então, ainda não contaste muito de ti – comentou Kellan.
-Ei! Deixa a rapariga em paz! – repreendeu-o a Nikki. – Não lhe ligues, é o que dá deitar tarde e acordar cedo.
-Tudo bem, Nikki. Na verdade, ele tem razão, mas também é verdade que a minha vida era muito vulgar. Não tenho nada para contar.
-Ai isso é que tens! – insistiu o Kellan. – Por exemplo, em que zona do Brasil vivias?
-Fortaleza – respondi dando uma mordida rápida no pão e bebendo o café sem açúcar (para acordar bem).
-Ouvi dizer que é um bom lugar para passar férias.
Encolhi os ombros:
-Depende do lugar onde queiras passar férias.
-Olá! Tudo bem? – disse Ashley sentando-se na nossa mesa. – Estou cheia de sono, não sei se hoje aguento estar em pé.
-Concordo contigo – disse a Kristen. – Ontem fiquei a ler o guião quase todo e quando notei eram quase duas da manhã. É muito bom. Realmente a Melissa e a Stephenie fizeram um bom trabalho juntas.
-Concordo – disse. – Já li um bom bocado do guião e realmente é muito bom.
-Já leste? – perguntou a Kristen. – Então, preparada?
Acenei com a cabeça e bebendo um gole do meu café.
-A conversa está muito boa, mas eu tenho que ir para a maquilhagem. Sabem onde é?
-Eu tenho que ir também – disse a Nikki. – Posso ir contigo.
-OK. Vou só por o tabuleiro no carrinho.
Meti o tabuleiro no carrinho, peguei no sumo de maçã e fomos as duas para a sala da maquilhagem.
-Olá! Tu és a Maria Luísa, certo? – disse a maquilhadora apontando para uma cadeira. – Senta-te aqui, por favor.
Sentei-me no sítio onde devia e fiquei há espera.
-O Chris quer uma maquilhagem que realce a tua beleza mas não demasiado, sendo que os vampiros são muito mais atraentes. Preparada?
-Sim.
Ela começou a maquilhar-me a cara e quando acabou disse:
-Na sala ao lado está o guarda-roupa das personagens. Podes ir.
-Obrigada – agradeci, saltando da cadeira e indo para a sala ao lado.
Falei que iria interpretar a Nessie e a senhora disse que ainda tinha que fazer uns arranjos na roupa, por isso vesti umas calças e uma blusa, ambas justas ao corpo. Depois de aparecer assim, ela enfiou uns alfinetes na roupa, pediu-me para despir a roupa com cuidado e disse para eu voltar dali a uma hora. Enquanto isso peguei no guião do filme e fiquei a lê-lo mais um bocado na cantina. O guião era muito bom mesmo, mas iria rolar muito beijo na boca do Taylor. Ai ai, se as minhas amigas soubessem…
-Olá – disse Taylor. – Posso sentar-me?
Olhei para ele, mas desta vez não me deixei hipnotizar.
-Claro, senta.
-Então, estavas a ler o guião?
Acenei com a cabeça e dei mais um gole no sumo de maçã.
-Isso é o teu pequeno-almoço? – perguntou ele, preocupado.
-Não. Eu já tomei o meu pequeno-almoço.
-Ah, OK. Estou mais descansado.
Ele começou a comer e eu voltei a atenção para o guião, outra vez.
-Estás a gostar?
Desviei os olhos do guião e perguntei, confusa:
-Do quê?
-Do que estás a ler.
-Ah, sim. Sim, estou – disse eu. – E tu, já o leste?
-Sim. Todo – respondeu ele dando um gole no café.
-E gostaste?
-Sim. Os roteiros da Melissa são muito bons e com a Stephenie Meyer ainda melhor.
Acenei com a cabeça e voltei a começar a ler a parte em que tinha parado.
-Estás nervosa?
-Do quê? – perguntei desta vez sem desviar a atenção do molhe de folhas que tinha nas mãos.
-De me beijar.
OK. Ele estava a fazer-se de convencido, ou quê?
-Não. Quer dizer, sim – admiti olhando-o. – Talvez. Ah, Não sei. Ainda não tinha pensado nisso.
-Tem calma, OK? Eu sei como é que foi a primeira vez que fiz isto num filme e por isso quero que saibas que estás totalmente à vontade comigo.
Oh, que fofo! Fofinho! Querido, doce e meigo! Ele é mesmo um doce de chocolate!
-OK. Obrigada. Estava a pensar: queres ir hoje treinar algumas falas? Só para saber como é que é. Eu ainda tenho que as decorar e como tu és um actor muuuuito mais experiente do que eu, talvez me pudesses ajudar na entoação da voz e isso.
-OK – assentiu ele. - A que horas?
-Pois… A que horas é que nós saímos daqui?
-Sei lá… Depois perguntamos ao Chris.
Acenei e olhei para o relógio: eram exactamente sete e meia, por isso despedi-me dele e fui ao guarda-roupa ver se as roupas já estavam prontas. A costureira disse que sim e era para eu vesti-las. Assim o fiz e quando voltei o Taylor estava ali a vestir uma camisa. OMG! Aqueles músculos… ele é muito mais giro ao vivo e a cores. Desviei o olhar para o chão e depois para a costureira. Perguntei-lhe se era preciso mais alguma coisa e disse que agora tinha vestir uma camisola de manga a três quartos branca, mais umas jeans, um casaco preto e umas sandálias. Assim que estava pronta ela disse que tinha que ir à sala ao lado para tratar do cabelo. Assim o fiz e foi rápido: foi só com um modelador de cabelos ondular o meu cabelo e depois a cabeleireira disse que eu estava pronta. Agora era só ir ao estúdio onde iriam tirar as fotografias. Perguntei onde é que era e eles lá me deram a indicação: tinha que sair daquele armazém e entrar no outro do lado esquerdo. Saí a correr e entrei logo no outro. Lá dentro estava uma grande confusão, o Chris a falar com os fotógrafos, e alguns actores a serem retocados na maquilhagem. Aproximei-me do Chris e ele disse-me que esperasse um pouco. Fiquei num canto à espera de outra ordem. A confusão era enorme, mas eles mexiam-se muito bem naquela confusão.
-Olá Maria – disse o Robert. – O que estás aqui a fazer?
-Oi. Estou à espera que o Chris me chame.
-Anda, vamos – falou ele agarrando-me num braço delicadamente e encaminhando-me para o meio daquela confusão. – Sei que no inicio pode parecer estranho esta agitação toda, mas depois habituas-te.
-Robert! – gritou alguém. Ele olhou e depois disse para mim:
- Já volto, tenta encontrar alguém que conheças. Olha, o Taylor acabou de chegar, vai ter com ele.
Acenei e ele afastou-se. Tentei ficar quieta ali, mas foi impossível, por isso decidi fazer mesmo o que o Robert disse: ir ter com o Taylor.
-Oi Taylor.
-Oi Maria. Pronta?
-Não – desabafei.
-Ah, não te preocupes! – disse ele metendo um braço há volta dos meus ombros. – Isto é o mais fácil de fazer.
Acenei, não me sentindo muito confortável com o braço dele, mas ao mesmo tempo não queria que ele o tirasse porque me sentia segura, mais confiante. Mais parecia que éramos amigos de longa data.
-Taylor! Maria! – chamou o director. – Não precisam de retocar a maquilhagem, estão fantásticos. Por favor vão depressa para lá.
Ele apontou para um monte de fotógrafos que estavam a alinhar as objectivas.
-Não estejas nervosa, Maria. Vai correr tudo bem – disse Weitz.
MG (my god) eu parecia assim tão nervosa? É que estavam todos a dizer isso.
-OK. Eu estou bem.
O director sorriu para mim e levou-nos aos dois para lá. Atrás de nós ficou o pano verde e o Weitz pediu silêncio. A partir daí começámos as fotos promocionais. Entre cada fotografia, algumas vezes tinha que mudar de roupa ou então a minha maquilhagem era retocada. Por incrível que pareça nunca estive sozinha. Todos os elementos do elenco fizeram questão de estarem comigo no intervalo por isso senti-me mais acompanhada e por isso mais segura de mim mesma.
Finalmente chegou o almoço e alguns de nós foram almoçar à cantina, outros de nós fomos almoçar fora. Eu, a Kristen, a Nikki, a Julia, o Alex, o Kellan, o Taylor e o Boo Boo fomos almoçar fora. Encontrámos um restaurante que estava aberto e comemos rapidamente, falando de coisas normais e também do trabalho. Conversei imenso com o Boo Boo e depressa ficámos amigos. Éramos praticamente da mesma idade (um ano de diferença) e por isso a comunicação foi mais fácil. Mas não falei apenas com o Boo Boo; falei com a Ashley onde combinámos uma ida às compras a semana que vem com a Nikki e com a Julia; falei com o Kellan sobre Fortaleza (ele estava super curioso sobre o Brasil) e também com o Alex que tinha muita curiosidade sobre conhecer o Brasil; com a Kristen sobre algumas coisas de trabalho; e com o Taylor, ficámos a combinar as coisas para ensaiarmos as falas. Ele já tinha falado com Chris a que horas é que estávamos despachados e ele disse que por volta das seis horas.
Depois de almoçarmos fomos outra vez para os estúdios, mas a meio do caminho um monte paparazzi começou a tirar-nos fotografias e eu meti os meus óculos de sol assim como todos nós e andámos num passo mais apressado. Quando entrámos no recinto dos estúdios eles deixaram-nos em paz e abrandámos o passo. Claro que o Alex aproveitou para deitar uma boca:
-Isto é ainda o menor, Maria. Quando chegarem os fãs, é que vai ser pior.
-Já te disse isto Alex – avisou a Ashley. – Não a assustes.
Encolhi os ombros e continuei a andar calmamente. Fui à maquilhagem, ao guarda roupa e ao cabeleireiro, saí daquele armazém e entrei no outro onde a sessão de fotografias individuais iriam começar.
-Vamos começar! – avisou o Weitz.
Ele começou a ditar como é que eu devia de estar, a minha expressão facial e tudo e a minha sessão acabou mais depressa do que eu esperava. Desmaquilharam-me logo ali, mudei de roupa e fiquei pronta. Fiquei à espera do Taylor mas ele disse que podia ir andando, por isso telefonei à Jane e ela disse que estava ali em 20 minutos. Esperei vendo os outros colegas de elenco a serem fotografados.
Jane mandou-me um SMS a dizer que já lá estava e despedi-me de todos rapidamente, correndo para o carro. Os paparazzi ainda lá estavam e também algumas fãs. Chegámos ao hotel em 10 minutos e ela disse-me que a minha mãe estava no quarto. Disse que a minha mãe era muito alegre e divertida, o problema era que não era fluente no Inglês, mas percebiam-se as duas perfeitamente. Agradeci-lhe mais uma vez por tudo e fui até ao terceiro andar. A minha mãe estava no quarto 326 e bati à porta.
-Oi mãe!
-Oi filha, como correu o teu dia?
-Estivemos a fotografar as fotos promocionais e mais nada. Daqui a nada tenho que voltar para o quarto estudar o guião – disse, omitindo a parte que iria estudar com o Taylor; a minha mãe é team Jacob.
-OK. Olha, o meu dia também foi muito bom, a Jane é uma rapariga maravilhosa. Visitámos algumas coisas aqui e um pouco antes de te ir buscar, veio trazer-me ao hotel.
-Está bem. Tenho que ir. Ainda quero tomar um banho e telefonar à recepção para me levarem o jantar ao quarto. Falamos amanhã, está bem?
-OK. Bom trabalho – desejou a minha mãe.
-Obrigada, até amanhã mãe.
Saí do quarto da minha mãe e fui para o meu. Tomei um banho, sequei o cabelo e fui sentar-me no sofá a ver a MTV, ou melhor, a ouvir sendo que não tinha rádio no meu quarto. 


4 de maio de 2011

E a Saga continua em Filme! - 4º capítulo

Espero que gostem!



Capítulo 4




-Taylor? – perguntei não acreditando no que estava a ver.

-Oi. Parece que estamos no mesmo andar. A Jane avisou-me.

-Hum.

Fiquei um bocado a olhar profundamente nos olhos dele até que o som da voz dele me acordou do estado em que estava.

-Não me convidas a entrar?

-Ah, claro, entra! – exclamei dando-lhe passagem.

Ele entrou e encarou-me quando me virei depois de ter fechado a porta.

-Ficaste numa boa suite.

-Sim, é verdade.

OK, agora quem parecia que estava hipnotizado era ele. Não tirava os olhos dos meus.

-Queria fazer-te uma pergunta – disse eu.

-Fala.

-Tu e a Taylor Swift ainda andam?

-Não. Estou solteiro.

-OK – disse eu indo para a janela.

-Desculpa, devo de estar a incomodar-te.

-Não incomodas – disse rapidamente, virando-me para ele. – Eu é que estou cansada. Amanhã o trabalho começa cedo.

-Há quantas horas é que não dormes? – perguntou preocupado

-Sei lá. Acho que há vinte e quatro horas. E ainda tenho que telefonar para o Brasil.

-OK. Então falamos amanhã, OK?

-Vamos estar o dia inteiro juntos. Vai ser impossível não falar contigo. Até amanhã.

-Tchau – disse ele dando-me um beijo em cada bochecha.

Ele saiu do meu quarto e quando fechou a porta atirei-me para o sofá que estava lá perto. OMG! O Taylor Lautner tinha entrado no meu quarto! Tenho que falar e agora com as minhas amigas!

São três horas mais cedo lá, por isso, elas devem de estar a jantar neste preciso momento. Liguei o msn e já tinha imeeeeeeeeeeeeensas mensagens delas. Diziam que estavam com saudades minhas e queriam saber como é que tinham corrido as coisas. Por acaso, a Gabi ficou online e passados uns minutos a Vanessa. Começámos a falar em conjunto, mas chegou um momento em que já custava teclar tanto no computador, por isso decidimos ligar as Webcam.

(N/A: a conversa das três é em Português)

-Amiga!!! – gritaram as duas mal me viram.

-Oi!

-Com que então Taylor Lautner! Ele é gato ao vivo e a cores? – perguntou a Gabi.

-Ainda tens dúvidas? Olhem, amanhã vou fazer as fotos promocionais.

-Depois conta tudo OK? Nós cá esperamos notícias! – fez-me prometer a Vanessa.

-OK. Amanhã conto-vos tudo. Agora tenho que ir dormir, o Chris mandou-me estar amanhã no estúdio.

-Uau! Começa bem o teu trabalho! – comentou a Van.

-Não sejas assim. Tou nervosa é com uma coisa: como é que vai ser. Eles vão aceitar-me bem enquanto trabalhamos ou não?

-Ainda tens dúvidas? Claro que sim! – exclamou a Gabriela.

-Pois, espero bem que sim.

-Não te preocupes, vai correr tudo bem – assegurou-me a Vanessa.

-Sim, não te preocupes. Olha, depois queremos um autógrafo, tá?

-Vou ver se consigo isso amanhã, tá? Beijos!

-Tchau! – disseram as duas ao mesmo tempo. Desliguei o pc, fui tomar um banho, sequei o cabelo (sim, tenho que estar amanhã apresentável) e enfiei-me nos lençóis adormecendo logo assim que a minha cabeça tocou na almofada (mas antes meti o despertador).

1 de maio de 2011

O Diário das Cullen - Prólogo

Este diário foi criado por:

Alice Cullen


Esme Cullen

Isabella Cullen (Bella)

Renesmee Cullen (Nessie)

Rosalie Hale



A função deste diário: pensarmos sem termos um introduzo a ler-nos os pensamentos (Edward) e também recordarmos todos os nossos momentos favoritos mais tarde.



Características: cor-de-rosa com o símbolo dos Cullen no centro, constituído por 10 chaves (2 chaves para cada proprietária) e com 5 cadeados.



Regras:

1- Todas as proprietárias têm o direito de escrever todos os dias;

2- Quando se quer escrever, tem que se pedir a cada uma das outras proprietárias para abrir o seu respectivo cadeado;

3- Nunca dizer ou demonstrar que existe este diário aos outros membros da família (incluindo humanos e lobisomens);

4- Abrir sempre o respectivo cadeado sempre que solicitado;

5- Deve sempre colocar-se primeiro o nome antes de escrever uma entrada do diário;

6- Cada Cullen tem direito a escrever com uma cor á escolha, sendo esta que a identifica assim como o nome. Deste modo, as cores que cada uma escolheu foram:

Alice – laranja;

Esme - verde;

Bella – azul;

Nessie – castanho;

Rosalie – rosa;

7- No caso de se perder a chave (incluindo a suplente) solicitar o mais rápido possível uma reunião, afim de identificar o que aconteceu a esta;

8- Todas as Cullen podem escolher ler as entradas das outras proprietárias mas estão proibidas de usar isso a seu proveito;

9- Será eleita todas as semanas a “Guardiã do Diário Secreto” (GDS) que terá como função guardar e esconder o diário de mãos alheias;

10-Todas as proprietárias terão que cumprir todas estas regras, senão será aplicado um castigo escolhido por todas as outras proprietárias.



Aceito todas as regras deste diário secreto:

Alice Cullen

Esme Cullen

Isabella Cullen

Renesmee Cullen

Rosalie Hale

27 de abril de 2011

E a Saga continua em Filme! - 3º capítulo


Capítulo 3




Fomos num carro preto, discreto, com vidros escurecidos de maneira a não se ver nada lá para dentro. Ele falou que tinham gostado muito do meu casting e afirmou que entre tantas pessoas de cabelo ruivo, eu era aquela que era mais parecida com a Nessie, excepto o pormenor de eu ter o cabelo liso, mas isso resolvia-se. Quando chegámos lá tive que traduzir tudo o que o notário deles dizia para a minha mãe e vice-versa. No final, depois de eu ter lido as páginas há minha mãe em Português ela finalmente assinou o contrato.

Deram-me um cartão de telemóvel novo (eu tinha pedido para eles me darem um, depois pagava-lhes) e dei-lhes o número da minha conta bancária. Eles também já me tinham tratado da dupla nacionalidade (que é? Eles são Summit, conseguem estas coisas rapidamente!), só faltava preencher algumas coisas e a minha assinatura. O rapaz (não era muito mais velho que eu) que me foi buscar ao aeroporto levou-me a mim e á minha mãe ao hotel onde iríamos ficar durante o fim-de-semana. Como era Sábado e o registo civil e os bancos só abririam na Segunda, tivemos que ficar num hotel.

Telefonei há Van e à Gabi a dizer que tinha chegado bem e que, ao que tudo indicava, na Segunda iria ao registo civil entregar os papéis para eu e a minha mãe ganharmos a dupla nacionalidade; na Quarta eu e ela já devíamos de ter o BI e por isso iríamos abrir uma conta no banco. Elas estavam cheias de saudades minhas e perguntaram-me imensas coisas, uma das quais era se já tinha conhecido alguém do elenco. Meu Deus, elas estão super animadas por eu ir conhecer pessoalmente o elenco inteiro da Saga. São doidas, mas eu também, porque eu adoro a Saga (team Edward).

Eu e a minha mãe ficámos o fim-de-semana no hotel a rever os verbos e a gramática em Inglês.

Na segunda o tal rapaz veio buscar-nos para nos levar ao registo civil e a senhora disse que como era um pedido urgente, o mínimo na Quarta estaria pronto. Quando o Will (era esse o nome dele) disse que era da Summit, a senhora só murmurou então que era mesmo muito urgente. Meteu os meus papéis e os da minha mãe logo em primeiro lugar.

Terça-feira foi-me dado o guião e eu comecei logo a lê-lo. Pelos vistos, o filme prometia porque as cenas eram muito emocionais e percebi que para qualquer actor, seriam desgastantes. No entanto, eu sabia que conseguiria aguentar a pressão.

Na quarta o Will veio buscar-nos para: 1) irmos buscar os bilhetes de identidade e os passaportes; 2) irmos a um banco e abrir lá uma conta; 3) levar-nos ao aeroporto rumo a Vancouver.

Depois de termos efectuado os dois passos (eu toda contente e a minha mãe também) ele levou-nos até ao aeroporto, entregou-me as passagens e desejou-me boa sorte. Eu agradeci-lhe por todo o trabalho que teve connosco e vi-o corar.

Eu e a minha mãe fizemos o check-in e o senhor disse que entrássemos por uma porta diferente. Não percebi bem porquê, mas quando olhei para os bilhetes, reparei que eram de 1º classe. Uau! Isto é que não esperava! Fomos uma das primeiras pessoas a entrar e também a tirar a bagagem. Quando saímos do aeroporto vi montes de paparazzi mas não sei como, os seguranças impediram-nos de se aproximar mais e uma senhora que tinha aí 30 anos levou-nos dali para fora.

-Olá, o meu nome é Jane e a Summit contratou-me para vos acompanhar durante estas primeiras duas semanas. Sendo que são novas neste país e neste mundo, ajudar-vos-ei no que puder.

Ela guiou-nos para um carro também discreto e arrancou. Fomos parar a um estúdio. Reparei nisso porque pareciam grandes armazéns e tinham carros em todo o lado.

-Por favor, entrem.

Entrámos e deparámo-nos logo com Chris Weitz.

-Oh, olá Jane! Vejo que já trouxeste a nova estrela e a mãe dela.

-Já estão entregues – disse Jane. Voltando-se para mim. – Voltarei por volta das oito horas. Terás tempo de conviver com o elenco. Até logo.

-Temos pouco tempo. Venham por favor – disse Chris.

Acompanhei-o com a minha mãe no meu encalço.

-Pessoal! – chamou ele, fazendo toda a gente que lá estava calar-se e olhar para ele. – Apresento-vos a nossa Nessie. Chama-se Maria Luísa Fortes e vive no Brasil. Por favor, aceitem-na bem.

Ele olhou para mim e depois para a minha mãe, voltando a olhar para mim e sussurrou:

-Aposto que não queres a tua mãe atrás de ti, certo?

-Absolutamente – disse também num sussurro.

-Venha jovem senhora. Vou mostrar-lhe onde é que a sua filha vai trabalhar.

Encaminhou a minha mãe para fora das portas e foi falando calmamente o Inglês. Só por isso, subiu muitos pontos na minha grande e cheia consideração que tenho por ele. Olhei para os muitos pares de olhos e disse, muito baixo:

-Olá.

A Ashley Greene levantou-se da mesa e aproximou-se de mim. O seu sorriso era fantástico e perguntou:

-Team Alice?

Isto eu não esperava, mas respondi:

-Também. Essa team está em segundo lugar.

Ela gargalhou e alguns que também estavam a olhar para mim também fizeram o mesmo. Não resisti e dei um sorriso para ela.

-Anda, vem sentar-te connosco.

Pegou no meu braço e encaminhou-me para a mesa onde ela antes tinha estado. As outras mesas começaram a conversar baixinho e por momentos pensei que estavam a falar mal de mim.

-Então és tu que vai fazer de Nessie – disse a Nikki Reed. – Não quero que enchas o teu ego, mas acho que és tal e qual a Nessie, excepto no tipo de cabelo.

-Obrigada.

-Então, gostas de compras? – perguntou a Ashley.

-Sim, gosto – admiti.

-Aquela senhora era a tua mãe? – perguntou a Julia Jones.

-Sim, era.

-Desculpa fazer-te esta pergunta, mas tens alguns traços dela.

-É possível – concordei.

-Bem vinda ao mundo dos famosos – disse o Alex Meraz que estava numa mesa diferente, mas veio ter connosco. – Prepara-te para o paparazzi, os autógrafos, as fotografias e muitas outras coisas.

-Não a assustes – repreendeu a Ashley. – Ela é nova neste ramo, não deixes a rapariga traumatizada.

Baixei os olhos, contente por já ter arranjado uma amiga. Não quero dizer que os outros também não sejam meus amigos, mas a Ashley foi a primeira que tomou a iniciativa.

-Olá a todos! Alguma reunião?

Era Taylor. Sim, o Taylor Lautner. Tinha acabado de chegar e tinha vestido o seu tão famoso casaco de pele preto.

-Quem é ela? – perguntou ele.

-Maria Luísa – apresentou a Julia. – O teu par romântico.

Desviei os olhos para a mesa quando ela disse “par romântico”. Graças a Deus que eu só iria representar isto na ficção, porque ultimamente não tinha acertado muitas vezes no meu “par romântico” ideal.

-Fã da Saga? – perguntou-me ele.

Fixei-o com o olhar, não desviando o meu olhar nem por um segundo. Aquela pergunta teria alguma rasteira?

-Pergunta rasteira? – perguntei.

-Ei, tem calma. Não sou nenhum bicho papão. Não tem rasteira, tem curiosidade – defendeu-se ele.

Respirei fundo e soltei o meu melhor sorriso respondendo:

-Sim sou fã da Saga. Mas não do Jacob.

Alguns riram-se incluindo ele mesmo.

-Team Edward?

-80% - respondi. – Os outros vinte por cento são team Alice e team Nessie.

-Hum…OK. Acho que não me preciso de apresentar, certo?

-Absolutamente. Sei quem és.

-Maria Luísa? – chamou o director. – A Jane já está aqui para te levar.

-OK. Obrigada.

Olhei para todos rapidamente e despedi-me deles com um “Godbye”. A Jane e a minha mãe já estavam à minha espera lá fora.

-EI! Maria!

Olhei para trás e Chris vinha a correr ter comigo.

-Amanhã vem, está bem? Temos que fazer o casting fotográfico e começar com algumas fotos promocionais. Está cá às seis da manhã.

-Não faltarei – prometi.

-Até amanhã.

-Até amanhã.

Entrei no carro e Jane levou-nos até ao hotel. Tirámos as bagagens (que tinham ficado no carro) e ela encaminhou-nos até à recepção. A senhora entregou-nos duas chaves (uma a mim e outra à minha mãe). Pelos vistos eu e a minha mãe iríamos ficar em quartos separados.

-Dorme bem querida – disse ela despedindo-se e saindo no terceiro andar.

-Até amanhã, mãe.

Eu iria ficar no… vigésimo andar, por isso tinha ainda muito que esperar. O que vale é que não houve ninguém a entrar ou a sair do elevador, por isso ele seguiu logo. Encontrei o meu quarto e entrei.

Meti a bagagem em cima da cama e comecei a arrumar as coisas no roupeiro. Quando ia tomar um duche batem à porta.

20 de abril de 2011

E a Saga continua em Filme! - 2º capítulo

Capítulo 2



A campainha tocou e eu fui atender. Apareceu à minha frente o meu pai de terno e gravata, com uma pasta na mão. Ele é contabilista, uma profissão que odeia. Ele queria ser economista e mexer na Bolsa de Valores, mas devido ao “azar” como ele costumava dizer, ficou contabilista. Não tem que se queixar: não está em risco de ser desempregado, tem um trabalho assegurado e ganha bem.

-Olá pai. Entre – disse azeda.

-A tua mãe? – perguntou ele com o mesmo tom de voz que tinha usado.

-Estou aqui Luís. Entra.

Ele dirigiu-se á sala de estar onde estava a minha mãe. Ela levantou-se do sofá e cumprimentou-o com um aperto de mão. Nota: eu e a minha mãe não gostamos do meu pai porque ele é um unha de fome e não consegue ver os outros felizes.

-Que parvoíce é essa da minha filha ir para a América brincar às profissões?

-Não é uma brincadeira pai – disse-lhe sentando-me no sofá. – É a realidade.

-Isso é uma estupidez! A menina não pode ir.

-Ai isso é que posso e é por isso que vou – desafiei-o.

-Eu não a deixo ir. Está proibida de entrar num avião rumo ao desconhecido.

-Não é o desconhecido – ripostou a minha mãe. – É apenas outro país.

-Que ela não conhece, Carolina. É perigoso.

-Não, não é! E a Summit vai-me ajudar! Eu não vou estar sozinha, não vou estar desprotegida. E mais, vou ganhar mais do que o senhor ganha num ano.

-Isto tudo é por causa da questão do dinheiro? – virou-se para a minha mãe. – Não acredito que criou uma jovem interesseira.

-Não fale assim com a minha mãe! – gritei. – E não sou interesseira. Se me conhecesse bem, saberia isso.

-Acabou! – gritou também ele. – Você e a sua mãe não vão e ponto final!

-Lamento informá-lo, mas eu sou maior e vacinada e por isso não me pode impedir – afirmou a minha mãe. – E aliás, já está tudo tratado com a Summit e os bilhetes já estão comprados.

Não era verdade a última parte, mas era uma maneira da minha mãe o meter na linha.

-Quando for famosa e fútil como aquela gente, eu direi que não sou seu pai. Esqueça que eu existo.

-Faço tenções de isso mesmo – disse tentando esconder as lágrimas que me assombravam de raiva. – E sendo que já o apaguei da minha memória, faça o favor de sair. Você para mim, é nada. Passou a ser poeira.

-Óptimo. A menina também. Esqueçam as duas que eu alguma vez entrei nas vossas vidas, porque eu farei precisamente o mesmo.

Pegou na pasta e desapareceu da nossa vista. Respirei fundo várias vezes, limpei uma lágrima que sem querer me escorreu do olho e fitei a minha mãe. Ela estava sentada no sofá, sem cor e parecia uma estátua. Não se mexia e parecia que não respirava.

-Oh, mãe! – exclamei ajoelhando-me há frente dela. – Por favor, não fiques assim!

Ela olhou para mim e começou a chorar. Abracei-a e embalei-a tentando acalmá-la.

-Não acredito que ele disse aquilo – sussurrou ela. – Os tempos que eu passei com ele, foram os melhores da minha vida.

-Acredito que sim. Mas ambas sabemos que ele não presta. É um traste! Um monstro.

A minha mãe limpou as lágrimas e exclamou:

-Vamos comprar os bilhetes! Telefonas à Summit a preparar as coisas? Dizes que tens a minha autorização.

Sorri para ela e as duas horas seguintes foram a tratar dos pormenores da viagem e da nossa estadia lá. A Summit disse que já estavam a contar com a presença da minha mãe, por isso fizeram a reserva num hotel para nós as duas onde também iria ficar alguns elementos do elenco e da produção. Também disseram que tinham arranjado um tradutor, mas isso nós tínhamos que pagar; contrataram um professor para eu acabar o 12º enquanto fazia as gravações (N/A: estive a contar os meses e fiz uma previsão de que as gravações do Breaking Dawn deviam de acabar em Março, por isso, as gravações do seguimento da saga, seria mais ou menos em Junho (quando acaba o ano em Portugal, no Brasil não sei quando acaba o ano lectivo, desculpem!)) e iriam buscar-me e há minha mãe ao aeroporto. As passagens já estavam compradas e já não havia volta a dar. Dentro de menos de uma semana estaria a iniciar a minha vida profissional.



***

-Vamos ter saudades tuas! – exclamou a Gabi.

-Eu também. Vão despedir-se de mim ao aeroporto, certo?

-A que horas é que vais? – perguntou a Van.

-O avião parte às oito da manhã por isso, vou estar no aeroporto por volta das sete horas.

-Nós vamos ter lá contigo – disse a Gabi.

-Obrigada. Vocês são as melhores amigas do Universo inteiro!



***

Hoje é o último dia de aulas nesta escola e em todas as aulas os professores diziam que eu era uma das alunas favoritas deles, que teriam muita pena de eu ir embora desta escola e que um dia esperavam ver-me numa revista de famosos. Pronto, OK, admito, fiquei comovida com as palavras dos meus professores.

-Olá Maria Luísa – disse uma voz masculina.

Olhei para trás e avistei o Rui.

-Olá Rui – cumprimentei-o. Nota: ele era meu amigo até ao dia que ele descobriu que eu descobri que ele gostava de mim; a partir daí, deixou de falar comigo e isto já se prolongava desde que andávamos no oitavo ano.

-Soube que te vais embora.

-Sim, é verdade – confirmei.

-Papel em Hollywood, certo?

-Mais ou menos isso.

-Boa sorte. És uma rapariga brilhante e tenho a certeza que te vais sair bem – disse ele.

-Obrigada.

-Então vemo-nos por aí. Talvez um dia, quando voltares – despediu-se ele.

-OK. Tchau.

Ele acenou e foi-se embora. Sentei-me à beira do passeio há espera da minha mãe. Ela finalmente chegou e fomos as duas terminar os preparativos para a viagem. A minha mãe já tinha visto algumas casas que poderíamos comprar, sendo que eu tinha a certeza que depois das gravações não iria voltar para o Brasil. Tenho a certeza que seria contratada para outros filmes.

Fomos dormir cedo e quando acordámos eram cinco e meia da manhã. A minha mãe chamou um táxi e chegámos ao aeroporto eram sete horas em ponto. Como eu tenho as BFF do Universo, lá estavam elas encostadas uma há outra com cara que tinham chorado e não tinham dormido. Atrás delas estava a mãe da Van confirmando assim o que eu suspeitava: elas tinham dormido em casa da Vanessa e não tinham dormido nada, limitando-se a chorar já com saudades minhas.

-MALU! – gritaram as duas mal me viram. Começaram a correr desenfreadas e quase caí ao chão quando as duas me abraçaram.

-Tenho calma! Eu não vou morrer nem imigrar de Planeta!

Elas começaram a chorar e a dizer que iriam sentir muito a minha falta; já estavam a senti-la. E eu delas. Viver num país sem as minhas BFF? Parecia um bocado impossível, mas o que vale é que eu ia com a minha mãe, por isso não iria ficar sozinha.

-Vamos ter muitas saudades tuas! – desabafaram as duas em uníssono. Parecia que alguém as tinha coordenado.

-Malu? – chamou a minha mãe. – Eu sei que tu querias passar mais tempo com as tuas amigas, mas está na hora de fazermos o Check-in. Temos que ir.

Dei um grande abraço nas duas, com as lágrimas a virem-me aos olhos, despedi-me também da mãe da Vanessa e fui com a minha mãe para a fila. Elas viram-me a passar o controlo de metais, mandei um grande beijo a elas e vi-as a desaparecerem para irem para as vidas delas. Não queria que a minha mãe me visse a chorar, por isso disse-lhe que ia há casa de banho. Lá dentro, sentada numa sanita qualquer chorei tudo silenciosamente. Lavei a cara, sequei-a e voltei para junto da minha mãe. Ela já estava há minha espera para entrarmos no avião (sim, eu fiquei meia hora abraçada ás minhas BFF). Por incrível que pareça, ainda estava pouca fila para entrar no avião. Sentámo-nos nos lugares mais atrás e aproveitámos a viagem para acabar de dormir.

-Ladies and gentlemen, the plane will land within minutes. Please fasten your seatbelts. Thank you. (Senhoras e senhores, o avião vai aterrar dentro de minutos. Por favor, apertem os cintos de segurança. Obrigada) – disse a hospedeira ao microfone.

A minha mãe acordou e apertou logo o cinto de segurança.

-Estamos quase lá – afirmou ela.

-Eu sei – disse não conseguindo esconder o meu riso de nervosismo.

Quando aterrámos ficámos ainda um bocado à espera das malas e depois saímos à procura de alguém. Um homem jovem veio abordar-nos em Inglês:

-Hey! Are you Maria Luísa Fortes, right? (Hey! Tu és a Maria Luísa Fortes, certo?).

(N/A: a partir de agora eles vão começar a falar em Inglês, excepto quando eu disser).

-Sim, sou. E esta é a minha mãe.

Ele deu um aperto de mão há minha mãe e disse que era da Summit e que tinha sido encarregue de nos levar até ao escritório para tratarmos de algumas coisas.

Os livros para 2019

Novo ano significa novas leituras! Porém, este ano decidi fazer uma coisa um bocadinho diferente. No outro dia olhei para a minha estante e ...