30 de outubro de 2018
Opinião: Glass Sword, de Victoria Aveyard
Quando comecei a ler este livro, pouco ou nada me lembrava do primeiro. Tive que ler alguns resumos para me lembrar das personagens. Muitas pessoas tinham a expectativa de que este livro fosse ainda melhor que o anterior, mas acho que é apenas diferente. Se o primeiro estava cheio de intriga e algum drama familiar, este livro está cheio de ação. Porém, não creio que preencha um requisito necessário a todos os livros bons: o desenvolvimento pessoal das personagens principais.
O livro é, certamente, cheio de ação e traições, mas não vi as personagens a evoluírem de um ponto de vista emocional, apenas estratégico. Das personagens principais, ou seja, Mare, Maven e Cal, nenhum deles tem algum momento em que questione o que está a fazer de modo a mudar algo a nível pessoal. Mare é uma personagem que está em "modo sobrevivência" e, portanto, tem que seguir em frente, que se danem as consequências. Cal, para grande surpresa minha, ficou calado a maioria do livro, apenas demonstrando que estava ali porque era visto a pilotar o avião e a guiar os outros. E Maven aparecerá mais no terceiro livro da saga (pelo menos, é o que o título do terceiro livro indica).
Em relação aos outros personagens, temos aqui a consequência deste livro ser narrado apenas do ponto de vista de Mare e, devido aos momentos recheados de ação, mal consegue observar o desenvolvimento dos que a rodeiam.
E agora, falemos da componente que enche estas páginas como poucos conseguem: cenas e cenas de ação que nunca mais acabam e que têm sentido. Realmente, cada virar de página era uma surpresa, cada uma mais impressionante que a outra porque não sabia o que ia acontecer a seguir. O lema do livro e da nossa personagem principal é de que qualquer pessoa pode trair qualquer um e isso vê-se espelhado nas traições que não eram traições, nas traições que o eram de verdade e nas palavras amigáveis que tinham uma faísca de mistério e que demonstravam esperança quando, na verdade, ela não estava lá.
Creio que é um livro que preenche os requisitos de um bom livro mas não deixa a sua marca como outros livros o fazem.
26 de outubro de 2018
Maratona de Leitura: Fall in Stories - 1 mês de leitura
Já se passou um mês. Como é que é possível?
O arranque desta maratona não foi fácil para mim, houve um livro que custou muito ler (farei depois uma opinião sobre esse livro). No entanto, aqui estão as primeiras leituras desta maratona. Estou convencida de que acabarei todos os desafios porque, até agora, a maioria dos livros tem-me pegado às páginas.
Adorei este livro, foi muito fofinho. Gostei muito mais do primeiro, e como tinha grandes expectativas para este segundo livro, fiquei um pouco desiludida. Porém, está preenchido de momentos muitos queridos.
Foi este o livro de que não gostei muito. Opinião já disponível aqui.
Li este livro pela primeira vez quando tinha uns dez anos. Vi o filme. Chorei em ambos. Agora que o li de novo, ficou outra vez aquela sensação de que este livro é muito importante para aprendermos a sermos gentis para com os animais.
O arranque desta maratona não foi fácil para mim, houve um livro que custou muito ler (farei depois uma opinião sobre esse livro). No entanto, aqui estão as primeiras leituras desta maratona. Estou convencida de que acabarei todos os desafios porque, até agora, a maioria dos livros tem-me pegado às páginas.
1.º livro lido: Um livro que decorra numa escola/colégio/universidade: PS - Ainda Te Amo, de Jenny Han
Adorei este livro, foi muito fofinho. Gostei muito mais do primeiro, e como tinha grandes expectativas para este segundo livro, fiquei um pouco desiludida. Porém, está preenchido de momentos muitos queridos.
2.º livro lido: Um livro com uma capa em tons castanhos/cremes/vermelhos: Larga Quem Não Te Agarra, de Raul Minh'Alma
Foi este o livro de que não gostei muito. Opinião já disponível aqui.
3.º livro lido: Um livro com animais na capa ou na história: Beleza Negra, de Anna Sewell
Li este livro pela primeira vez quando tinha uns dez anos. Vi o filme. Chorei em ambos. Agora que o li de novo, ficou outra vez aquela sensação de que este livro é muito importante para aprendermos a sermos gentis para com os animais.
Livros em andamento:
a) Um livro que decorra no teu país/cidade de sonho: Drums of Autumn, de Diana Gabaldon
Este livro tem mais ou menos 800 páginas, é por isso que não o leio de uma só vez, porque me iria cansar. Por isso, vou lendo outros pelo caminho e assim não fico entediada.
Este livro está a ser bastante aliciante. Mas como está a ser tão bom, só o leio aos pedacinhos porque quero fazê-lo durar bastante (talvez até ao Halloween).
b) Um livro de fantasmas: Vicious, de V.E. Schwab
Este livro está a ser bastante aliciante. Mas como está a ser tão bom, só o leio aos pedacinhos porque quero fazê-lo durar bastante (talvez até ao Halloween).
21 de outubro de 2018
Opinião: Que farei com este livro?, de José Saramago
Atenção: contém alguns spoilers
Quando penso em Saramago, penso no Memorial do Convento. Depois penso no primeiro volume dos Cadernos de Lanzarote, que trouxeram uma nova perspetiva do escritor português. Depois penso em como ele, no meio de uma multidão, chamava por Pilar, muito aflito (uma cena do documentário sobre ele).
Mais uma vez, sou surpreendida pela sua escrita. Então não é que o Saramago foi escrever uma peça de teatro sobre o Luís de Camões? Pois bem, este livro expressa as artimanhas por que Luís de Camões teve que passar para conseguir publicar Os Lusíadas.
Afinal, não havia assim tanta gente interessada neste volume épico. Confesso que não sei nada acerca da veracidade desta história, mas quer ela seja verídica ou pura ficção de Saramago, está muito bem escrita e creio que faz jus à personalidade e vida de Camões ou, pelo menos, aos poucos factos que sabemos sobre dele.
Trata-se de um livro fácil de ler (porque é uma peça de teatro) e garanto que vão voar pelas páginas porque todas as personagens e a história em si são bastante interessantes.
15 de outubro de 2018
Opinião: Larga quem não te agarra, de Raul Minh'alma
A sinopse do livro começa com:
"Este livro é composto por 500 textos com os relacionamentos como tema central. Pretende expor as angústias pelas quais todos passamos mas também, e acima de tudo, invocar o amor pelo próximo e por si mesmo. Este livro tem o poder de mudar a forma como nos relacionamos com os outros e como encaramos a vida. Quem absorver cada uma das suas palavras será uma pessoa mais forte e confiante quando chegar à última página."
Estava realmente muito expectante em ler um livro de Raul Minh'alma, mas confesso que não esperava que o livro se tornasse repetitivo em alguns dos casos. Existem duas passagens por página, mas não há conexão entre elas, ou seja, parecia que estava a ler um livro que não tinha nexo algum, passagens soltas.
É claro que são cativantes... na altura. Mas depois de ler umas dez, já não me lembrava das anteriores e o li o livro todo desta maneira. Quando cheguei a meio, estava frustrada porque já não estava a acrescentar algo de novo. As palavras começam a soar repetitivas e cansativas. Quando parece que há um texto que traz algo de novo, há outro mais à frente que vai mencionar esse mesmo assunto.
Isso não quer dizer que o livro seja uma seca total. Mas não é o género de livro que se possa ler a um ritmo normal. Este é o outro motivo pelo qual não é o meu género de livro: gosto de livros que possa ler de uma maneira "corrida", que me façam refletir mas que não peçam que lhes pegue todos os dias porque fico cansada. Gosto de livros que tenham boas personagens, que contem histórias, que me façam sentir que conheço essas personagens. Mas este livro trouxe mil personagens e não senti a proximidade que costumo sentir com elas. Por vezes, há esse sentimento, por mais pequena que seja a história, mas tal não foi o caso. A repetição de temas, mais uma vez, não me agradou.
Por isso, não creio que recomende este livro a alguém que tenha que cumprir um objetivo de leitura. Tem que ser um livro que tenha que se ler ao longo de um ano, para a cabeça ter tempo de esquecer alguns detalhes para conseguir realmente absorver toda a informação.
2 de outubro de 2018
Opinião: A Todos os Rapazes que Amei, de Jenny Han
(Contém pequenos spoilers)
Existem alguns livros, muito poucos, que nos fazem parar. Este livro foi um deles. O meu dia parou quando comecei a ler este livro e não parei até o acabar, no mesmo dia. Tinha duas grandes motivações: a primeira é que tinha encontrado este livro a 50% desconto; a segunda é que o filme tinha saído há dois dias e eu não queria ver o filme sem antes ler o livro.
O livro foi absolutamente perfeito e no dia seguinte estava a ver o filme enquanto tomava o pequeno-almoço (e vi uma segunda vez ainda nesse mesmo dia).
A nossa personagem principal, Lara Jean, é uma absoluta fofura e a sua família também é adorável. É a típica adolescente que simplesmente vive a vida e não é o centro das atenções (ou seja, a maioria de nós). Lara Jean tem um segredo: dentro de uma caixa tem guardadas cartas aos rapazes por quem tinha um fraquinho. Não é bem um fraquinho, é mais um amor bastante intenso, de acordo com as fases da sua vida. Um dia, misteriosamente, as cartas chegam aos seus destinatários.
A partir daqui, temos uma história bastante interessante porque um dos destinatários é o ex-namorado da irmã e o seu melhor amigo. O que eu pensei que se iria revelar como sendo o par romântico do livro não chegou a acontecer. Pensei que a história iria ser à base de Lara Jean, Josh e Margot, um triângulo amoroso estranho mas que talvez tivesse pernas para andar.
Porém, a história não nos deu isso, e sim o Peter Kavinsky. O Peter é o mais famoso lá da escola porque ele e a ex-namorada (aka Genevieve) são uma espécie de «power couple». Mas eles acabaram e agora o Peter quer fazer ciúmes à ex. Lara Jean é a pessoa perfeita para isso.
Então os dois assinam um contrato e viverão as melhores aventuras de sempre. Há momentos épicos, claro. Um dos meus favoritos, que acontece numa viagem, não apareceu no filme.
Lara Jean começa então a apaixonar-se por Kavinsky e depois de algumas peripécias, o fim do livro acaba em aberto: será que Kavinsky também está apaixonado por ela, ou foi tudo apenas um contrato?
Agora espero encontrar o próximo livro porque quero muito ler o que vai acontecer à nossa Lara Jean.
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