1 de dezembro de 2011

Fanfics no Nyah!

Primeiro de tudo, obrigada a todas as minhas seguidoras deste blog!
E segundo, eu não posto desde setembro e isso é porque eu tenho muito pouco tempo para postar as fanfics em  dois sítios ao mesmo tempo, por isso, este blog vai começar a conter apenas informações complementares sobre as fanfics.
Por isso, para quem quer continuar a seguir as fanfics no Nyah, basta ir ao meu perfil lá e ver quais são as fanfics que querem ler: http://www.fanfiction.com.br/u/52401/
Espero ver-vos lá!
Bjs

17 de setembro de 2011

Opinião: The Secret Circle 1X01 - Pilot

O canal CW abriu em grande com a 3º temporada de The Vampire Diaries e com esta nova série, também da autora L. J. Smith, The Secret Circle.



The Secret Circle 1X01

Para começar, tenho que admitir que tinha grandes expetativas para este episódio, e para o resto da série. O 1º episódio, ultrapassou-as claramente. Os motivos destas expetativas todas eram por ser mais uma criação de L. J. Smith, por um dos produtores ser Kevin Williamson e por ter duas atrizes que eu gosto bastante: Phoebe Tonkin e Sarah Jessica Parker.
A música de entrada, tenho que admitir, arrepiou-me e deu a entender que algo sobrenatural iria acontecer. Na verdade, a ultrapassagem e o pneu furado são completamente normais, já o facto de o mesmo carro aparecer à porta de casa de Amelia, a mãe e Cassie, já não ser tão normal. A rutura de água e o fogo causado pelo pai de uma das bruxas do círculo, arrepiou-me e eu notei logo que Amelia sabia o que se estava a passar quando proferiu o nome da sua filha. Será que Cassie corre perigo? Claro que sim! Estamos a lidar com bruxos!
No desenrolar da história começou a compreender que aquele círculo não devia de existir, e que no passado já deu muitos problemas, o que me deixa bastante curiosa porque isso significa que haverá segredos, mistérios, confusões e tensão entre todas as personagens.
As personagens que eu acho que vão causar mais confusões são Faye e a sua mãe, também diretora da escola e o pai de Diana sendo que já vimos que ele é muito poderoso e para matar a mãe de Cassie e estar feito com a mãe de Faye, isso significa que ele não pode estar do lado bom, já a avó de Cassie e o pai de Adam, isso é ainda um mistério por isso, vou estar bastante atenta a estas duas personagens.
Não percam The Secret Circle, que no primeiro episódio atingiu 3 milhões de espetadores nos EUA, todas as quintas e o meu comentário do episódio todos os fins de semana.

14 de setembro de 2011

E a Saga continua em Filme - 24º e 25º capítulos

Atenção: o capítulo 24 tem lemon (que é uma cena para maiores de 18 anos) e eu cortei, porque aqui não sei quem lê, por isso, cortei a cena e aparece com umas "..."


Capítulo 24

Depois de ter desmaiado, voltei a acordar e o meu pai explicou-me tudo o que sabia. Depois, ele tinha-se ido embora e eu fiquei com Taylor, que me acarinhou e ficou sempre há espera que eu me acalmasse. Durante aquele tempo todo apenas dizia “A tua mãe é uma mulher forte. Ela vai acordar”.
Ao recordar a conversa com o meu pai, procurei por ele. Rolei na cama, há procura da temperatura da sua pele. Mas não encontrei nada. Abri os olhos a muito custo, porque parecia que se eu os abrisse, tudo voltaria a acontecer. O meu pai a entrar no quarto, a dizer-me aquela notícia.
-Taylor?
-Oi, amor – disse ele saindo da casa de banho, já vestido. – Já acordaste?
Acenei com a cabeça. Ele sentou-se na cama e eu atirei-me literalmente para os braços dele. Acariciou-me o cabelo e ficou há espera que eu fizesse alguma coisa, como chorar, mas não conseguia. Acho que tinha chorado tudo ontem.
-Se calhar é melhor ficares hoje aqui – sussurrou ele.
-Não! – exclamei. – Enquanto estou a trabalhar estou focada noutra coisa. Se ficar aqui só vou ficar a remoer o assunto. E não podemos adiar as filmagens. Fora de questão ficar aqui.
Ele olhou-me surpreendido.
-Vou tomar banho – avisei-o. Peguei nas roupas e entrei na banheira. A água quente acalmava-me, mas não me fazia esquecer. Quem me dera que nada daquilo tivesse acontecido.
Se eu não tivesse sido escolhida para interpretar a Nessie, eu e as minhas amigas tínhamos ficado no Brasil, a minha mãe teria sido promovida, mas de manhã eu dar-lhe-ia um beijo e ela iria mais calma para o trabalho. Talvez ela naquela altura estivesse a pensar em mim e não tivesse tido tempo de se afastar do carro que lhe bateu.
O que é que estou eu para aqui a pensar?
Ter sido escolhida foi a melhor coisa que me aconteceu, encontrei o homem da minha vida, ganhei novos amigos, sou famosa, faço o que eu sempre gostei de fazer. Mudei-me para o país dos meus sonhos. E acidentes acontecem; a toda a hora. Pode ter sido apenas uma coincidência. Talvez ela só estivesse no local errado há hora errada. Ponto.
Saí do duche, vesti-me rapidamente e sequei o meu cabelo. Taylor estava há minha espera com Jane, Vanessa, Gabi e Will, na sala. As minhas BFF olharam-me com os olhos cheios de lágrimas e correram para abraçar-me.
-Malu! – choraram as duas, cada uma no meu ombro. Fechei os olhos com força, tentando afastar as lágrimas que me começavam a arder nos olhos. Se eu começasse a chorar, elas nunca mais parariam de chorar.
-A… a tia Carol… vai acordar. Ela… vai… acordar – soluçou a Gabi.
-Sim, ela vai – sussurrei.
-Eu vou para o Brasil… e… prometo que… vou cuidar… da tia… Carol – voltou a soluçar a Gabi.
-Como é que é? – perguntou a Van engolindo as lágrimas, desfazendo o nosso abraço e olhando furiosa para a Gabi.
-Eu tenho que ir. Os meus pais… a faculdade… e… agora a tia Carol – disse a Gabi.
-Não! Vais deixar-nos sozinhas? – acusou a Vanessa.
-Não! Eu só tenho que ir por causa da faculdade!
-Vais abandonar-nos! Podes vir para uma faculdade daqui! – gritou a V.
-Vanessa – avisei-a.
-Isto tudo é por causa do Cameron, não é? Tens medo que ele goste de ti como tu gostas dele!
-Pára com isso! O Cameron não tem nada a ver com a minha decisão! – defendeu-se a Gabi também aos berros
-Ai isso é que tem! Sempre que gostas de alguém, foges porque tens medo que te façam o mesmo que o Sérgio te fez!
Eu sabia que isto ia acontecer. Acontecia sempre que se metia o ex namorado da Gabi numa discussão. Gabi deu um estalo há Vanessa e esta reagiu imediatamente com ofensas:
-Sua vaca!
-Avestruz – retribuiu a Gabi furiosa.
-Cobra.
-Macaca.
-PAROU! – gritei, mas não valeu de nada, elas continuaram.
-Perua.
-Franga.
-Koala.
-Crocodila.
-Sapo.
Will agarrou a Van pela cintura mas esta deu-lhe luta e a Gabi aproveitou para lhe dar o golpe final, que na minha opinião foi muito cruel.
-Vai há merd* filha da p*t*.
Vanessa parou chocada, a olhar para a Gabi completamente… surpreendida com a frase dela.
Do nada, atirou-se há Gabi e as duas atiraram-se ao chão. Começaram a puxar os cabelos uma há outra e a darem estalos. Eu, o Will, o Taylor e a Jane intervimos logo. Will e Jane pararam a Vanessa e eu e o Taylor encarregámo-nos da Gabi. O Will levou a Vanessa para o quarto dele e a Jane tratou de levar a Gabi ao quarto dela.
-Isto é fantástico! – ironizei. – A minha mãe está no Brasil em coma, e as minhas amigas discutem por causa de uma viagem. É ridículo!
Taylor riu-se e fomos andando para o carro da Jane. Hoje seria ela a levar-nos porque seria mais discreto. Ela já estava há nossa espera e sossegou-me logo:
-A Gabi já está mais calma.
Acenei com a cabeça e entrei no carro. Taylor foi atrás comigo e eu fiquei encostada no seu ombro a ler as falas do dia de hoje.


O dia foi muito cansativo, mas muito bom ao mesmo tempo e ainda me sobrava alguma energia ao fim do dia. Ficámos a gravar as cenas dos Cullen, do primeiro beijo entre a Nessie e o Jacob, sendo que o Robert e a Nikki, com a curiosidade de saberem como tinha ficado a cena, apagaram-na sem querer, estivemos a gravar com os lobos e eu estive ainda a treinar contra um saco de box e uma “almofada gigante” alguns murros e quedas, sendo que aquela “almofada gigante” fazia de Leah. Sim, a Nessie e a Leah discutiam. Aliás, discutiam maior parte do tempo até ao final do roteiro, mas aquela cena tinha mesmo luta entre meia vampira e lobisomem.
Jane levou-nos ao hotel e eu caí logo no sofá da suite do Taylor. Estava cansada, apenas mentalmente, precisava de tempo para sair do papel da Nessie.
-Estás estoirada – observou Taylor.
-Só preciso de sair da agitação que está a minha cabeça – disse-lhe.
Ele sentou-se ao meu lado e colocou uma mão atrás nas minhas costas e passou-a levemente até me rodear com o seu braço.
-Eu preciso de telefonar ao hospital – disse-lhe saindo do sofá, mas ele agarrou-me e disse-me:
-Tem calma. Eu telefonei ao teu pai quando estavas a gravar e ele já estava no Brasil e ia a caminho do hospital. Se ainda não telefonou, é porque não há novidades.
-Há outra coisa – disse-lhe.
-O que é? – perguntou ele curioso.
-Eu quero ir para a faculdade. Já falei com a Jane sobre o assunto e ela concordou. Acho que vai ser bom para mim.
Ele olhou-me surpreendido. Depois beijou-me e disse-me:
-Tenho muito orgulho em ti. E para que Universidade queres ir?
-Brown.
-É uma universidade muito boa – comentou ele.
-Sim, é. Vou ver o que preciso de fazer amanhã. Falo com a Jane e ela trata de tudo, de certeza absoluta.
-Arranjaste uma agente muito competente.
-Eu sei que sim! – exclamei.
Beijou-me mais uma vez e desta vez decidi prolongar um pouco mais o beijo. Meti as mãos na sua nuca e puxei-o mais para mim. A sua mão que rodeava a minha cintura levou-me para mais perto do seu corpo.

...

-Obrigada – disse beijando-o mais uma vez.
-De nada, meu amor – respondeu ele.
Deitámo-nos na cama e adormecemos instantaneamente.


Capítulo 25

Levantei-me mais cedo do que Taylor porque tinha que ir tomar banho e vestir-me na minha suite, visto que já não tinha mais roupas lavadas na suite do Taylor.
Tomei banho e fui até ao roupeiro. Tirei de lá umas calças de ganga e uma T-shirt com padrão xadrez, depois fui secar o cabelo, peguei na mala e desci para tomar o pequeno-almoço. A Gabi estava lá.
-Oi Gabi – cumprimentei-a e sentei-me ao seu lado.
Ela olhou-me com aqueles olhos castanhos e desviou imediatamente o olhar. Parecia ter percebido que eu sabia que ela tinha estado a chorar. E pelos olhos inchados, tinha sido a noite toda.
-Oi Malu – disse ela e recomeçou a comer.
-Não ligues ao que a V disse – fui logo directa ao assunto. – Ela sempre foi, sempre é e sempre será assim. Diz sempre as coisas da boca para fora.
Gabriela voltou a fitar-me e desta vez com os olhos muito brilhantes, tinha a certeza que ia começar a chorar.
-Porquê comigo? Porque é que ela tem sempre que me lembrar que eu tive aquela pessoa na minha vida?
-Tem calma, BFF – disse abraçando-a. Ela começou a chorar no meu ombro.
-Isto é tão injusto!
-Eu sei – concordei. – Mas tu também não foste completamente correcta.
-Desculpa? – perguntou ela chocada e desfazendo o abraço. – Que disseste?
-Aquela última parte… foi desnecessária – disse a medo. Ela limitou-se a acenar com a cabeça.
-Eu sei. Não devia de ter dito aquilo. Fui tão injusta com ela!
-Se queres pedir desculpa porque não falas com ela? – sugeri.
-Nem pensar! Ela que venha falar primeiro! Eu não tenho que pedir desculpa pelas decisões que eu tomei. Só tem que aceitá-las como amiga que diz que é!
Respirei fundo. Sabem que mais? Que se lixe! Eu tenho uma vida para além daquilo.
-Gabi, eu quero pedir-te um favor – comecei. Há algum tempo que já tinha pensado naquilo, mas ainda não tinha tido tempo para falar com ninguém sobre o assunto. – É sobre a minha ida para a faculdade. Eu quero ir para Brown. Como tu me conheces e tudo, podes preencher os formulários por mim, por favor? E ajuda a Jane a tratar do assunto.
-Claro que sim, será um prazer. Mas não te esqueças que eu vou embora daqui a quatro dias.
-Eu sei. Mas tenho a certeza que podes ajudar a Jane naquilo que for preciso.
Tomei o meu pequeno-almoço e fiquei há espera da Jane. Ela apareceu pouco tempo depois e fomos as três (eu, a Gabi e a Jane) no carro a falar sobre os meus planos para a faculdade. É claro que a minha agente (e minha nova BFF) tinha ficado toda feliz com a minha decisão e acordou logo que me iria ajudar naquilo que fosse necessário.
Cheguei há zona onde iríamos gravar, e desta vez era uma cena entre família, ou seja: apenas os Cullen; depois seria uma cena em que estou a discutir com a Leah ainda quando ela está sobre a forma humana. O Taylor só viria da parte da tarde, para gravar com o Wolfpack as cenas deles. Foi o Chris que me avisou disso, acho que ele ia ter uma reunião com o agente dele. Se calhar, ele esqueceu-se de me avisar dessa tal reunião; não fazia mal, acontecia a qualquer um, até mesmo a mim.
Começámos a gravar todos e o dia foi muito divertido, excepto a parte que o agente do Taylor telefonou a dizer que ele não podia ir gravar hoje.
Voltei para o hotel e fiquei no meu quarto (como é que era possível entrar no quarto do Taylor se: 1 – eu não tenho a chave e 2 – ele não está?). Abri o meu computador e comecei a ler os meus e-mails. Alguns deles eram dos meus amigos da escola a felicitarem-me por estar a fazer o papel da Nessie. Fui ao site de notícias sobre a Saga, para saber os boatos e fiquei em choque com o que vi:

A notícia dizia:
Taylor Lautner e Taylor Swift juntos outra vez?
Taylor Lautner (Jacob da Saga Twilight) e Taylor Swift (cantora de música country) foram vistos juntos à saída de uma gelataria. Isto soa estranho, sendo que supostamente Taylor Lautner namora com a sua parceira de elenco Maria Luísa Fortes, que interpreta a jovem Renesmee Cullen na Saga Twilight.
Fontes ainda dizem que Taylor não foi ás filmagens do seguimento de Breaking Dawn e esteve o dia todo com a sua ex-namorada, ou digamos namorada?
Isto era possível? Eles tinham passado o dia todo juntos? Ele tinha-se baldado ás gravações para estar com ela? A ex-namorada dele?
Ele traiu-me? O que eles fizeram? O que conversaram? Porque é que se encontraram sem dizer nada a ninguém, especialmente a mim?
Eu não consegui evitar que estas perguntas invadissem a minha mente tal como não consegui evitar que as lágrimas começassem a cair.
Ele tinha-me traído! Não importava o que fizeram, nem se foi apenas um encontro entre amigos, ele não me tinha contado nada! NADA!
Peguei no meu telemóvel e telefonei há Gabi. Ela atendeu logo ao segundo toque.
-Oi Malu! Que foi?
-Podes vir ao meu quarto?
-Claro que sim. Tou aí o mais rápido possível.
Sentei-me no sofá e abracei os meus joelhos.
Bateram há porta e só Deus sabe o esforço que fiz para me levantar e abrir a porta. Gabi foi a primeira a abraçar-me e atrás dela vinha a… Vanessa. Será que já tinha feito as pazes?
-Porque é que estás assim? – perguntou a Vanessa aproximando-se de nós e limpando algumas lágrimas do meu rosto.
-Entrem.
Dei-lhes passagem e elas entraram há velocidade de luz. Fui há mesa onde tinha o computador e desliguei-o da tomada e levei-o até elas. Ambas leram a notícia muito atentas e depois olharam para mim.
-Ele fez isto? – perguntou a Vanessa chocada e enojada.
Acenei com a cabeça.
-É a ex-namorada dele! Ele não devia de ter feito isto! – exclamou a Gabi.
-Mas fez – disse num fio de voz e sentei-me entre elas.
Abraçaram-me e ficaram ali até adormecermos por completo.

7 de setembro de 2011

E a Saga continua em Filme - 22º e 23º capítulos

Espero que gostem!
Bjs



Capítulo 22

Acordei com o despertador do Taylor a tocar insistentemente no sofá. Levantei-me irritada e desliguei-o. Mas quem é que inventou os despertadores?
Abri um pouco a cortina da suite, e o dia estava nublado. Parece que os bons dias tinham acabado.
Fui tomar um banho rápido e vesti umas calças com uma camisola de algodão de manga comprida verde escura. Calcei os meus All Star pretos e sequei o cabelo.
-Bom dia – disse ele assim que saí da casa de banho.
-Ainda estás assim? Faltam dez minutos para as seis! – guinchei. Ele pareceu momentaneamente confuso, mas depois demonstrou uma cara de pânico.
-Bolas! O Chris vai matar-me! – exclamou ele levantando-se e correndo para a casa de banho.
-Vou descer, está bem? – informei-o levantando um pouco mais a voz.
-OK. Até podes seguir, se quiseres.
-Sim, talvez seja melhor – concordei e saí do quarto. Fui ao meu e peguei no meu telemóvel, no guião e na minha mala.
Desci até há garagem e segui no meu carro até aos estúdios.
-Bom dia a todos! – exclamei. Hoje iríamos apenas gravar as cenas com o Wolfpack, por isso, estavam lá apenas eles e claro, o Chris e todos os elementos da produção.
-Olá Maria! O Taylor? – perguntou o Chaske.
-Ainda estava no hotel quando eu saí – informei-o. Ele acenou e continuou a falar com o Kiowa. Julia veio falar comigo:
-Olá Malu! E então, gostaste da surpresa para os teus anos?
-Também sabias? – acusei-a.
Ela deu um sorriso como quem pede desculpas e disse:
-Todos sabiam. Mas escondemos tudo bem de ti. O Taylor fez questão de só saberes quando chegasse a altura.
Sorri para ela em jeito de compreensão.
-Gostei muito da surpresa – confirmei.
Ela sorriu e depois o Chris chamou-a para alguma coisa.
-Há algum tempo que não te vejo, Malu. Como tens passado? – perguntou o Boo Boo.
-Por favor, viste-me antes de ontem – revirei os olhos. – E tenho passado bem, obrigada.
-Preparada para o dia de hoje?
-Sim. E tu?
-Também – respondeu ele.
-Malu, sabes alguma coisa do Taylor? – perguntou o Chris.
-Quando eu saí ele ainda estava no hotel – respondi-lhe.
Chris suspirou e continuou a conversa.
-Eles estão todos muito tensos – murmurou Boo Boo.
-Achas que sim? Eu acho que eles só estão nervosos.
-Talvez também seja isso – concordou ele.
-Ah, finalmente! – exclamou o Chris e eu virei-me. O carro do Taylor entrou no parque de estacionamento.
-Desculpem o atraso, mas adormeci – disse ele.
-Tudo bem, o que vale é que chegaste – disse o director, aliviado. – Bem, vamos seguir. Julia, Taylor, Malu e Alex vão num carro. Chaske, Boo Boo, Kiowa, Bronson noutro; Tyson vais comigo e com o Wick. Mãos há obra!
Todos entraram nos carros que nos estavam destinados e arrancámos logo para o local onde iríamos filmar. O meu telemóvel tocou e eu atendi logo ao primeiro toque.
-Estou sim?
-Muito bom dia, menina Fortes, daqui fala o tribunal de Vancouver. Queria informar-lhe que o senhor Vasconcelos já recebeu a sua sentença.
Senhor Vasconcelos… era o equivalente ao Jorge. Ele já recebeu a sentença? E qual era?
-E qual é?
-O senhor Vasconcelos foi expulso do país. Não poderá voltar até ao próximo ano.
-Ah, OK. Obrigada pela informação.
-Sempre ás ordens, menina Fortes. Tenha um resto de bom dia.
-Para o senhor também – retorqui educadamente.
Suspirei aliviada. Tão cedo não o voltaria a ver.
-O que foi, Malu? – perguntou a Julia que estava ao meu lado.
-O assunto Jorge já está arrumado. Tão cedo não o voltarei a ver.
-A sério? – perguntou Taylor do banco da frente. – Isso é fantástico!
-Podes crer que sim! – exclamei.
Comecei a rir-me. Finalmente, o meu maior pesadelo tinha ido embora. Finalmente já não tinha mais problemas. Agora, era apenas focar-me nas filmagens.


Capítulo 23

Ao chegarmos ao local das filmagens, fui logo para uma carrinha enorme, onde me maquilharam e vesti as roupas da Nessie.
O dia foi todo muito agitado, sem tempo para respirar fundo sequer. O que vale, é que o director nos dispensou mais cedo e assim fomos para o hotel eram oito horas.
O meu telemóvel voltou a tocar e eu coloquei o auricular para falar.
-Sim?
-Malu! Nem imaginas! Sabes quem é que está aqui, mesmo ao nosso lado? – gritou a Vanessa do outro lado.
-Vanessa, eu estou a conduzir, por isso, por favor não grites, porque eu não tenho hipótese de afastar o auricular do ouvido.
Ela riu-se e mais alguém do outro lado também.
-Desculpa. Mas então, já adivinhaste?
-Não – admiti. Mas no entanto, tinha uma breve suspeita.
-A Ashley e a Nikki estão aqui, mais o Kellan e o Jackson.
-Oh, isso é fantástico – disse. – Mas porquê? Alguma razão especial?
-Só vamos jantar todos juntos – respondeu a Vanessa. – Vá, não te atrases, OK? E trás o Taylor.
-Ele está no carro dele. Tens que falar com ele.
-Oh, tudo bem, eu já lhe telefono. Não te atrases – voltou a avisar.
-Prometo. Até já.
-Até já.
Desliguei o telemóvel e voltei a concentrar-me na condução. Estava quase a chegar ao hotel. Entrei na garagem deste e estacionei onde normalmente o meu carro ficava. Andei calmamente até há saída da garagem, e do nada uns braços fortes envolveram-me a cintura e senti um beijo no pescoço.
-A Vanessa telefonou – sussurrou ele ao meu ouvido.
-Eu sei. Também me telefonou – disse com a respiração ofegante. Não era apenas do susto que tinha apanhado, mas sim do que ele estava a fazer. Aquilo deixava-me louca.
Virou-me cuidadosamente para si e beijou-me. As nossas línguas dançavam numa sincronia perfeita e eu sentia sempre as borboletas no meu estômago a voarem dentro do meu corpo, causando-me sensações que eram indescritíveis porque eram muitas ao mesmo tempo. Tivemos que interromper o beijo, para procurar por ar.
-Se me beijares assim sempre, vou acabar por ter um ataque cardíaco por falta de ar.
Ele riu-se da minha piada e deu-me um selinho.
-Temos mesmo que ir?
-Ficariam desiludidos connosco – respondi. Por mim, eu já estava no meu quarto com Taylor a fazer uma certa coisa, se é que me entendem.
-Tens razão – assentiu ele e pegou na minha mão.
E tudo aconteceu muito rápido. Taylor pegou-me na mão e uma multidão encheu o parque de estacionamento do hotel e eu e o Taylor fomos obrigados a correr e a subir as escadas de emergência porque não tínhamos tempo para esperar pelo elevador. Parámos no andar onde estava o quarto da V e esperámos que ela estivesse lá. E por sorte, estava mesmo. Ela abriu a porta e nós praticamente a empurrámos para dentro do quarto. Fechei a porta e tranquei-a.
Estavam todos a olhar para nós embasbacados.
-Dou dez minutos em como as fotos vão aparecer no Twitter – apostei.
Kellan e Ashley riram-se. A Vanessa e a Gabi olharam para nós em estado de choque. O Jackson e a Nikki tentavam suster o riso.
-Então como foi a primeira experiência com os paparazzi? – gozou o Kellan.
-O caso é sério Kellan – disse Taylor e ele parecia estar a falar a verdade. – Eles tiraram-nos fotos com as mãos dadas. Tenho a certeza que devem de ter visto o nosso… beijo.
Pararam todos de rir de imediato e eu não percebi o problema. Nikki perguntou:
-Estás a falar a sério?
-Infelizmente estou.
-Qual é o problema? – perguntei, confusa.
Ashley aproximou-se de mim e disse:
-Eles não podem saber que estamos juntos. A Summit e os produtores caem em cima de nós no segundo a seguir. Será uma catástrofe.
-Então era por isso que a Kristen tentava afastar-se do Rob e andava mais com o Taylor?
Ashley acenou com a cabeça.
-E eu fingi que tinha vários namorados – completou a Ashley.
-É muito mau?
-Sim. A Summit e os produtores não querem que criemos este tipo de laços com os nossos companheiros de gravações. Dizem que é mau para o negócio.
Nem pensei duas vezes; fiz ligação directa do cérebro há boca:
-Então temos que despistá-los.
-Não iremos fazer isso – retorquiu Taylor atrás de mim.
Virei-me para ele e encarei-o. Quando ia a responder-lhe a Gabi alertou:
-Olhem para a TV.
Estava num canal daquele de fofocas das celebridades.
-Atenção, Twi-hards, parece que é romance assumido. Taylor Lautner e a mais recente actriz a se juntar ao elenco, Maria Fortes, foram vistos, na garagem do hotel onde estão hospedados, a trocarem mais do que simples abraços e beijos de amizade. Ora vejam o vídeo e fotos.
Sentei-me ao lado da Gabi. Eu estava em choque. Taylor sentou-se ao meu lado e colocou um braço há volta da minha cintura.
Primeiro apareceu um vídeo e mostrava nitidamente o que aconteceu: Taylor pegou-me por trás e depois beijámo-nos. Falámos um pouco e depois ele pegou-me a mão e os flashes das câmaras fotográficas apareceram. Começámos a correr e entretanto o vídeo acabou.
Taylor estava tenso ao meu lado. Eu senti que estava petrificada. Não me conseguia mover.
A seguir, apareceram fotos do nosso beijo e das nossas mãos unidas.
-Pois é, parece que o amor passou do ecrã para a vida real. O que acham disto? Será que haverá outros pares dentro dos estúdios que estão a esconder o romance?
O programa acabou e a Gabi fez a gentileza de desligar a TV.
-Malu, tu estás bem? – perguntou a Gabi visivelmente preocupada.
O meu telemóvel tocou, mas eu nem prestei atenção. Eu estava em choque. Nunca, em toda a minha existência, a minha vida tinha sido exposta desta maneira. Sentia-me traída, como se alguém tivesse colocado um holofote sobre mim na escuridão. Sentia que não tinha por onde fugir, que o holofote seguir-me-ia.
-Vai buscar um copo de água, por favor – pediu Taylor não sei a quem. – Malu, por favor, fala alguma coisa.
O meu telemóvel tocava insistentemente e fui eu mesma que o peguei, com as mãos a tremerem como varas verdes. Era Jane.
-Jane.
-Onde é que estás? – perguntou ela preocupada. – Acabei de ver as notícias e…
-Estou no quarto da Vanessa.
-Vou aí ter.
-Não precisas – disse rapidamente.
-Eu sou tua agente, não te vou deixar sozinha num momento destes. Há que lidar da melhor maneira com a situação – aconselhou ela e desligou o telemóvel.
-Malu, por favor. Quem era?
-Era a Jane. Ela vem para aqui – disse muito baixinho, mas ele ouviu. Acho até que a sala inteira ouviu, mas não tive a certeza porque estava com um zumbido enorme nos meus ouvidos e conseguia ouvir bater do meu coração como se ele estivesse a bombear o sangue através do meu cérebro.
E então, tudo ficou escuro.

***
-Ela não está assim há demasiado tempo? – perguntou alguém.
-Tem calma, Taylor. Ela já vai recuperar – sossegou a… Gabi. Era a voz dela. E a voz anterior era do Taylor.
Procurei por abrir os olhos, mas não conseguia. Era como estivesse a ser empurrada contra o fim de um poço, e tudo estava escuro e muito confuso. Aquelas vozes faziam eco na minha cabeça e pareciam estar muito distantes.
-Vou chamar um médico.
Médico. Porquê? Então tudo me veio num flash demasiado rápido mas deu para perceber maior parte das coisas.
Abri os olhos repentinamente. Estava deitada, tinha a noção disso, sendo que a primeira coisa que vi foi o tecto branco do quarto do hotel.
-Ela acordou – disse Taylor aliviado e aproximando-se do meu rosto. – Nunca mais me voltes a assustar assim, combinado?
-A Jane? – perguntei. Parecia que alguém me tinha injectado adrenalina, porque o meu cérebro estava a funcionar muito bem, e estava bastante lúcida para quem tinha desmaiado.
-Estou aqui – disse ela e aproximou-se de mim pegando-me na mão. – Como te sentes?
-Bastante bem, até – confessei. Soltei um riso abafado e perguntei: - Como é que estão as coisas?
Ela prendeu a respiração e a Van respondeu por ela:
-O vídeo já chegou ao Youtube, as fotos ao Twitter, Google, Facebook e Orkut. Os sites da Saga também já têm tudo isso.
Fechei os olhos e resmunguei:
-Fantástico.
-A Summit também ligou – murmurou o Taylor. Fitei-o.
-O quê?
-Tem calma – pediu ele. – Está tudo sobre controlo. Disse que tinha sido eu a fazer aquilo tudo, e que tu não tinhas a culpa de nada. Disse que tinha conversado contigo e tu falaste que não querias nada comigo, apenas amizade.
-Ah. Ah – foi tudo o que consegui dizer. – Já posso ir para o meu quarto?
-Claro que sim – respondeu Jane. – Eu já tratei dos paparazzi.
-Obrigada, Jane.
-De nada. Sempre ás ordens! – exclamou ela visivelmente feliz. – Afinal, eu agora sou a tua agente, oficialmente.
-O quê? Tão rápido? Quer dizer… eles aceitaram tão rapidamente?
-Bem, tive que pagar uma multa pela minha demissão, mas não foi nada fora do normal. E é claro que eles aceitaram.
Não cabia de felicidade! Eu já tinha agente! EU!
Levantei-me do nada, demasiado depressa e arrependi-me de imediato porque quase ia caindo e se não fosse Taylor a segurar-me, o mais provável era dar mesmo uma queda feia.
-Precisas de descansar – disse ele. Ou melhor, mandou.
-Está bem. Mas só depois de abraçar a Jane.
Ela aproximou-se de mim e abraçámo-nos completamente felizes.
-Parece que o jantar tem que ficar para outra altura – lamentou-se a Van.
-Não te preocupes. E se for depois das gravações acabarem? Faltam apenas duas semanas, por isso… - sugeri.
O sorriso dela abriu-se e exclamou:
-Excelente ideia!
Despedi-me de todos os que estavam no quarto e Taylor levou-me para o quarto dele.
-Porque é que eu não posso ir ao meu quarto? – reclamei.
-Queres dormir sozinha? – perguntou ele, olhando-me confuso.
-Não. É claro que não!
-Veste-te, mas com cuidado, OK? – pediu, ou melhor, mandou mais uma vez.
Fiz continência como fazem os soldados e entrei na casa de banho com o meu pijama. O que é que se tinha passado com ele? Parecia distante e preocupado. Seria por causa daquilo que tinha acontecido hoje?
Voltei ao quarto e ele estava deitado na cama, sem camisa. Bem, já o vi com bem menos, mas mesmo assim tive que conter um suspiro o que resultou muito mal e ele notou.
-Ainda ficas assim por causa do meu corpo? – perguntou ele divertido.
-E não é razão para não ficar?
-Não sei. Talvez.
Deitei-me na cama e fiquei a observá-lo. Passado um bocado ele olhou para mim com o olhar completamente triste.
-Desculpa.
-O quê?
-Desculpa – voltou a pedir a abraçou-me. – Desculpa, eu não devia de ter sido tão irresponsável ao ponto de te expor desta maneira.
-Posso saber do que estás a falar? – perguntei nervosa.
-Daquilo dos paparazzi – sussurrou ele contra o meu pescoço. – Desculpa.
-Pára de pedir desculpa! – exclamei um pouco alto. – Tu nem tens culpa nada! Só estávamos no sítio errado há hora errada. E não te esqueças que eu também correspondi, por isso, acho que a culpa é dos dois.
-Desculpa amor. Não devia… tu não estás habituada a isto tudo e eu só piorei as coisas.
Afastei o rosto dele do meu pescoço e fixei-o bem nos olhos.
-Importas-te de parar com isso? Estás seriamente a irritar-me.
-Desculpa.
-OK. É oficial. Vou dormir no meu quarto hoje – disse enquanto tentava empurrar o seu peso para sair dali. – Sozinha.
Ele olhou-me chocado e abraçou-me, deitando-me na cama.
-Não.
-Estás a fazer birra? – perguntei afagando os seus cabelos. O que é que se passava com ele? O que é que tinha acontecido? Eu não estava a perceber nada.
Bateram há porta e olhámo-nos por breves instantes. Seria algum jornalista? Que queria declarações nossas? Mas então como sabiam o número do nosso quarto? Voltaram a bater e desta vez com mais força.
-Esconde-te na casa de banho – sussurrou ele e deu-me um beijo no rosto. Fiz isso e fiquei há escuta.
-A minha filha? – perguntou… o meu… pai. Pai? O que faz ele aqui?
-Ela não está aqui – disse Taylor.
-O assunto é sério, senhor Lautner. É sobre a mãe dela.
A minha mãe? O que tinha acontecido?
Abri a porta e corri para a sala.
-O que se passa com a mãe?
Olhei o seu rosto. Estava cansado e percebi que tinha estado a chorar.
-Pai?
-Como é que eu te hei-de dizer isto? – sussurrou ele, unindo as suas mãos.
-O que é que aconteceu com a mãe?
Ele olhou-me fixamente e disse muito baixo:
-A tua mãe sofreu um acidente de carro.
Aquelas palavras entraram-me muito lentamente na cabeça. Olhei para o meu pai aterrorizada. Ele estava a dizer a verdade, percebia isso. Olhei para Taylor e ele estava tanto em choque como eu.
A minha visão começou a ficar turva com as lágrimas.
-Não! Nãonãonãonãonão! Isso não é possível! Diga-me que está a brincar, por favor! – gritei.
Taylor agarrou-me a cintura e encostou-me contra o seu peito. Comecei a chorar sem parar. Isto não me estava a acontecer. Eu estava ali, a tentar lidar com um grupo desequilibrado de paparazzi a tentarem saber sobre tudo da minha vida, enquanto que a minha mãe estava a sofrer um acidente de carro.
-Porque é que não me ligaram? – perguntei, enquanto respirava fundo.
-E ligaram. Mas tu trocaste de número – respondeu o meu pai.
-Ela… ela está bem?
Ele não respondeu. Não!
-Ela… ela não… morreu, pois não? Diga-me que não!
-Não – disse ele e a palavra dele acalmou-me um pouco. – Mas ela está em coma profundo.
Tudo voltou a ficar escuro. 

1 de setembro de 2011

15 coisas que esperamos ver em The Vampire Diaries, 3ºtemporada

Faltam precisamente duas semanas, por isso, decidi escrever as 15 coisas que esperamos ver em The Vampire Diaries. Não se esqueçam, estreia dia 15 de Setembro!


1 – Klaus+Stefan: estes dois vão causar muitas mortes! Dúvidas? Nem por isso.

2 – Lobisomem à vista!: nunca ouviram o ditado “um é pouco, dois é bom, três é demais”? Num dos stills, vemos um lobisomem a falar com Klaus e Stefan. Hum, um vampiro, um híbrido e um lobisomem. Algo me diz que há mais lobisomens do que aquilo que podemos imaginar.

3- Stefan, o Estripador: não há dúvidas que Stefan será o centro das atenções esta temporada. Iremos vê-lo a chacinar cidades inteiras? O lado mau do Stefan acabou de lhe subir à cabeça…

4 – Caça ao Stefan: Elena não desiste de Stefan, nem que tenha que correr o mundo todo para o encontrar, mas a grande questão é: será que Elena irá gostar de ver este novo Stefan, ou irá correr a sete pés dele (eu faria isso)? Para além disso, todos sabemos que Damon está apaixonado por ela, será que ela irá utilizar isso a seu favor para encontrar Stefan? Não seria a primeira vez, basta revermos o episódio 2X03.

5 – Damon+Elena=Delena: rolou um beijo na season finale, será que irá haver outro?

6 – Originais: Kevin Williamson (produtor executivo) afirmou que iremos ver cada um dos Originais. Quantos são? Quais são as suas éticas? O que irão fazer quando reencontrarem o bastardo Klaus com um dos melhores caçadores de sangue do mundo?

7 – Flashbacks: Stefan já foi sangrento em tempos, mas vimos isso apenas em 1864 e no dia da Miss Mystic Falls. Agora, queremos ver nos tempos em que o radar de Klaus disparou. O concerto em Chicago com Lexi (e Katherine à mistura) é obrigatório e claro, não podia faltar, flashbacks com os Originais!
8 – Katherine: todos sabemos que Kat é egoísta, mas até que ponto? Klaus disse que a sua vida seria um inferno por pelo menos 250 anos. De que lado ela estará? Do dela? De Damon? De Stefan? Ou até mesmo de algum dos Originais?

9 – Jeremy, o menino responsável que vê fantasmas: num dos trailers que saíram, Jeremy estava com uma T-shirt do Mystic Grill. Pois é, parece que ele decidiu crescer e ganhar o seu próprio dinheiro. O que lhe acontecerá quando todos descobrirem que ele vê as suas ex-namoradas?

10 – Fantasmas: assustador! A minha grande questão é: será que para além de Vicky e Anna vão aparecer outras personagens como John, Isobel, Rose ou Jules?

11 – Vicky, Anna e Bonnie: cuidado Bonnie, tens concorrência! Mal posso esperar para ver o confronto das três.

12 – Caroline: a mãe polícia/caçadora de vampiros fica a saber que a sua filha tem uns caninos bem afiados. Como será a relação delas daqui para a frente?

13 – Tyler e Caroline, o Romeu e Julieta do séc. XXI – relação de “Romeu e Julieta”, falaram o produtores executivos. Será Matt o novo Paris? Esperemos é que não resulte na morte dos três, seria muito mau.

14 – Matt: coitado dele nesta temporada! Para além de ter de lidar com a questão: a minha ex-namorada é uma vampira e o meu melhor amigo é um lobisomem, ainda tem que lidar com o aparecimento fantasmagórico da sua irmã, declarada morta na 1º temporada, Vicky.

15 – Alaric, o pai adoptivo: ele ainda não se recompôs com a transformação de Isobel em vampira por Damon, e muito menos recuperou pela morte de Jenna (eu também não). Será que Alaric, em honra de Jenna, vai assumir o papel de guardião dos órfãos Gilbert?

31 de agosto de 2011

E a Saga continua em Filme - 20º e 21º capítulos

Espero que gostem!
Atenção: Cenas Quentes



Capítulo 20

Acordei demasiado quente e não tinha quaisquer dores nas costas. Que estranho! Abri os olhos e deparei-me com o tecto do quarto. Ao meu lado estava o Taylor ainda a dormir. Sacana! Quer dizer, ainda bem que ele me tinha levado para a cama, mas ele devia de me ter deixado lá dentro. Aliás, ele devia de estar furioso comigo por causa de ontem. Será que eu estava de TPM? Talvez.
Ele virou-se para mim e murmurou o meu nome. Oh, que fofo! Levantei-me muito devagar e preparei-me para vestir qualquer coisa e quando me olho ao espelho… não, não era possível, ele não me tinha feito isto!
-TAYLOR LAUTNER! – gritei. – Tu tiraste a minha roupa e deixaste-me dormir de roupa interior?
Ele acordou assustado e depois sorriu com o seu sorriso maroto que eu tanto adorava.
-Bom dia também para ti – disse ele voltando a encostar a cabeça à almofada.
-Taylor, eu não estou a brincar!
-Oh, claro que não. Mas eu hoje não me vou zangar contigo porque é o teu aniversário.
Aniversário. Pois era, eu hoje fazia anos! Ia haver uma festa logo há noite e eu tenho a certeza que ela estava perfeita!
-OK. Então eu também não me vou zangar contigo – prometi.
-A sério?
-A sério.
-Uau! Obrigada Malu. E já agora: adoro a tua lingerie – brincou ele.
Peguei na minha escova de dentes que estava mesmo em cima do lavatório e atirei-lhe à cabeça, mas ele desviou-se e começou a rir-se. Também eu me comecei a rir. Era tão ridículo eu estar zangada com a pessoa que amava e ainda por cima por causa de uma parvoíce daquelas.
-O que visto hoje? Porque como é o meu aniversário quero estar fantástica – pedi-lhe.
-Eu não sou a Ashley – queixou-se ele.
-Pois, tens razão – confirmei e fui até há mesinha que suportava a TV, onde estava o meu telemóvel e disquei o número da Ashley. – Oi Ash! Bom dia!
-Bom dia Malu! E Feliz Aniversário! – guinchou ela.
-Obrigada! Mas agora, falando de coisas mais sérias, eu hoje quero estar deslumbrante. O que me aconselhas?
-Muito simples. Tens uma mini saia?
Fui ao roupeiro e tirei de lá uma mini saia preta com folhos.
-Confirmado. Preta e com alguns folhos, mas nada de extravagante.
-Óptimo! Agora… Top rosa.
Fui até uma das gavetas e tirei de lá um top  rosa.
-Já está.
-Casaco de ganga. Tens?
-Não duvides das minhas louquices por compras. É claro que tenho! – disse-lhe.
-OK. E para completar… umas sandálias de salto pequeno, pretas. Estás perfeita! Ah, e não te preocupes com a maquilhagem porque tratamos disso no estúdio. E falta uma coisa: usa uma lingerie sexy por baixo, OK?
-Como assim? O que é que tu sabes? – perguntei-lhe olhando para Taylor desconfiada.
Ele levantou-se e foi mudar de roupa há casa de banho.
-Ele está aí? – sussurrou ela.
-Não.
-Muito bem, é surpresa, por isso é óbvio que não te vou contar, mas leva, pelo sim, pelo não. Adeus!
Desligou antes que eu pudesse dizer alguma coisa.
Assim que Taylor saiu, fui eu fazer a minha higiene pessoal e vestir-me. Escolhi uma lingerie vermelha, que as minhas amigas me tinham oferecido, quando ainda estávamos no Brasil.
-Tenho que agradecer há Ashley – comentou Taylor assim que me viu a sair da casa de banho.
-OK – disse desprendida. Peguei na minha mala e no meu telemóvel e saí com ele. Mas ele desviou caminho quando íamos para o carro dele. Em vez disso, fomos para o lado oposto da garagem do hotel.
-Taylor, o teu carro está ali – apontei para o lado oposto do parque de estacionamento.
-Eu sei. Mas eu quero dar a tua prenda de aniversário.
Chegámos ao pé de um carro lindo e reconheci de imediato a marca: Porshe. Era azul escuro e descapotável mas neste momento tinha a capota fechada.
-E aqui estão as tuas chaves do carro – disse ele mostrando entre dedos as chaves do carro.
-Taylor, isto não é a minha prenda, pois não? – perguntei, já sabendo a resposta e não querendo acreditar.
-É pois!
-OMG OMG OMG OMG! – gritei enquanto dava pulinhos de alegria. Fui abraçá-lo e ele retribuiu. Deu-me as chaves do carro e eu guiei cuidadosamente o carro até ao estúdio.
-Bom dia! – disse Taylor quando chegámos há cantina.
Sentámo-nos ao pé dos Wolfpack e começaram logo a dar bocas.
-Se eu fosse a ti, não a deixava sair assim vestida para a rua – comentou o Alex.
-É por isso que tu nunca tens namorada, não confias em nenhuma – brincou a Julia. Ela piscou-me o olho e depois disse-me: - Parabéns.
-Ah, pois é! Hoje a Malu já é maior de idade. Ui, o que é que vão fazer hoje há noite!?
-Como se tivesses muito a ver com isso!
-Malu! Aquele carrão que está há porta é teu? – perguntou o Kellan mal chegou há cantina.
-É pois. Prenda de aniversário! – respondi.
-Parabéns! – gritou ele, levantando-me da cadeira e rodopiando-me.
-Obrigada Kellan.
-Pronta para a festa logo há noite? – perguntou o Chaske. – Olha que a Ashley é tramada!
-Oh, eu sei. Mas eu confio nela e sim, estou preparada para a festa. Vais, não vais?
-Claro que vou. E se houver alguém que não for, a Ashley mata-o vivo.
Todos rimo-nos mas o trabalho chamava-nos e por isso tivemos que ir.
O dia correu muito bem e como eu hoje fazia anos, fizemos cenas muito divertidas, mas do nada o Taylor pediu para sair mais cedo.
-Porquê? – quis saber.
-Tenho uns assuntos importantes para resolver, mas vou há tua festa. Prometo.
Deu-me um beijo na testa e foi embora com a Jane que estava com um sorriso nos lábios maroto.
Mas o que é que se passava hoje? A Ashley com aquelas bocas de vestir roupa interior sexy e agora a Jane a agir daquele modo.
Para além disso, não aconteceu mais nada de especial. O Robert ofereceu-se a ir comigo no carro para me conduzir até ao local combinado e foi rápida a viagem.
-Tu ainda não percebeste o que vai acontecer hoje, pois não? – perguntou ele, enquanto estacionava o carro num lugar VIP.
-Para além da maior festa já realizada do século? Não, ainda não percebi bem, mas envolve qualquer coisa duvidosa porque a Ashley pediu para me vestir toda provocante e o Taylor desapareceu com a Jane a meio da tarde.
-É simples. Junta dois mais dois e vais encontrar a solução – disse ele sorrindo mas o seu rosto ficou sério de repente. – O Taylor não te quer pressionar, por isso, se não quiseres fazer isto hoje, ele não vai ficar magoado, confia em mim porque ele disse-me isto.
-Rob, tu não estás a dizer que ele quer fazer amor comigo hoje, certo? – perguntei surpreendida.
Ele encolheu os ombros e saiu do carro antes que eu pudesse dizer alguma coisa. Mal ele saiu do carro, começou a haver imensos flashes. Abri a porta do meu carro e fechei-o imediatamente e os flashes vieram na minha direcção. Baixei a cabeça e andei calmamente por entre eles. Nesta altura do campeonato, já me conheciam e eu andava entre eles com uma calma estrondosa. Até eu me surpreendia às vezes comigo própria!
Era uma discoteca onde só iam as pessoas famosas, mas a Ashley tratou de tudo e por isso tínhamos uma zona privada só para nós, com uma cancela pequena de maneira a só entrarem as pessoas que eram convidadas. Claro que nenhum desconhecido iria por ali, mas um paparazzi talvez tivesse a brilhante ideia de…era melhor nem pensar nisso. Era o meu aniversário e queria divertir-me.
-Olá a todos! – disse assim que entrámos lá para dentro. Já lá estavam os rapazes dos Wolfpack e claro a Ashley, com a Kristen, o Jackson, a Nikki, o Kellan, a Dakota, o Michael, o Cameron, a Vanessa, a Gabi e o Will. Não estava lá a pessoa que eu queria: o Taylor.
-Malu! – disse Ashley mal me viu e correu para ir ter comigo. – Parabéns!
-Obrigada Ashley – agradeci com um sorriso nos lábios. Ele disse que vinha, por isso, de certeza que acabaria por vir. Tinha que acreditar nisso.
-Olá! – disse o Chris quando entrou na zona privada.
-Olá Chris! – felicitei-o.
-Parabéns! – disse ele e entregou uma prenda há Ashley. Ela pegou e foi embora.
-Aqui quem faz anos sou eu! – reclamei.
-Vais ter que abrir todas ao mesmo tempo – disse ele dando uma gargalhada. – Coisas da Ashley.
Também me ri com ele. A Ashley planeara aquilo ao milímetro!
-Falta alguém? – perguntou o Chris dando uma vista de olhos em todos.
-Sim, falta o Taylor. Mas ele deve de estar quase a chegar – informei-o.
-OK. Então vou falar com os outros, está bem? – disse ele e desapareceu para falar com os meus outros amigos.
-Parabéns! – disseram a Vanessa e a Gabi, abraçando-me.
-Obrigada – disse-lhes.
-Já demos as tuas prendas há Ashley e ela já as guardou. Assim que todos chegarem, vais abri-lhas – informou a Vanessa. – É verdade, falta alguém?
-Sim, o Taylor - informei-a, fazendo o meu sorriso desaparecer.
-Ah, pois, é óbvio que faltava ele – disse a Gabi. – Já volto.
Ela saiu da zona privada e desapareceu do meu campo de visão.
-Onde é que ela foi? – perguntei à V.
-Não faço a mínima ideia – respondeu ela, tão surpreendida com a saída dela como eu. – Vamos lá falar com alguém?
-OK. Pode ser.
Fui falando com os meus amigos durante mais ou menos duas horas e recebi a feliz notícia que amanhã seria dia de folga para todos, mas depois de amanhã iríamos gravar as cenas exteriores que iriam prolongar-se por uma semana.
-Olhem que chegou! – exclamou a Gabi atrás de mim, trazendo o Taylor e a Jane.
-Finalmente! – exclamei, aliviada.
Taylor sentou-se ao meu lado e apenas disse:
-Desculpa pelo atraso.
-OK, agora que já estamos cá todos, hora das prendas! – exclamou a Ashley e foi buscar dois sacos gigantes só com prendas lá dentro. – Primeiro a minha!
A prenda a Ashley tinha um embrulho dourado e com uma fita preta. Abri e era um vestido tomara que caia (N/A: é pois, é o que dá ver e ler novelas brasileiras), preto com uma pequena faixa cinzenta. Era perfeito!
-É para o usares na premiere do Amanhecer 1. E agora, mais prendinhas!
Vestido
Todos me deram prendas fabulosas, mas a das minhas amigas foi fabulosa. Deram-me uma fotomontagem gigante, onde nos tinha a todas, desde os primeiros dias que nos conhecemos.
Aos poucos, foram todos andando e depois de Jane se ir embora com Ashley, eu e Taylor também fomos. Segui para o hotel, no meu carro novo, dado pelo melhor namorado do mundo, quando ele pediu:
-Vira à direita.
-O quê?
-Vira.
Assim o fiz e a partir daí, ele foi-me dando indicações para onde seguir.
-Entra no parque de estacionamento do hotel – ordenou ele, assim que um hotel enorme (bem maior do que aquele em que nós estávamos, se é que era possível) se começava a erguer. Entrei e depois subimos o elevador. Ele foi falar com a recepcionista que lá estava e depois subimos vários andares.
-Onde é que vamos? – perguntei demasiado curiosa para esperar.
-É o teu aniversário. Quero que seja especial.
Meteu a sua mão na minha cintura e beijou-me o cabelo. Guiou-me pelo extenso corredor e depois parou.
-Fecha os olhos – pediu ele.
Assim o fiz com o meu coração a mil. Robert tinha razão, Ashley tinha sido certeira em escolher a minha roupa.
Ouvi o trinco da porta a abrir-se e depois ele guiou-me pelo quarto.
-Podes abrir.
Era uma suite. Tinha uma janela panorama e uma cama de casal. A casa de banho era enorme, com banheira de hidromassagem, tinha uma sala de estar enorme, com cadeiras e sofás, uma TV plasma e… estava tudo decorado com pétalas de rosas pelo chão, com velas brancas acesas. Não podia ser melhor.
-Só para nós – sussurrou ele ao meu ouvido, vindo do nada. – Durante hoje e amanhã.
Fiquei surpreendida, chocada, admirada, amada. Isto tudo era maravilhoso.
-Foi por isso que desapareceste tantas horas? – perguntei virando-me para ele.
-Foi. Digamos que a Jane e as tuas amigas ajudaram-me.
Dei uma gargalhada. Elas eram as melhores pessoas que eu já tinha conhecido. Depois, tinha que lhes agradecer.
-Tinha que ser – disse antes de o beijar em forma de agradecimento. Ele correspondeu de imediato e começou a encaminhar os nossos corpos para a linda cama de casal.
As suas mãos delicadas, começaram a desapertar a minha roupa, deixando em qualquer lugar no chão e as minhas mãos tentavam desapertar os botões da sua camisa. Depois de a ter conseguido tirar, parti para as jeans dele, e ele para a minha mini saia.
-Taylor… precauções – disse enquanto, a cada segundo, o nosso beijo se aprofundava mais.
-É claro que trouxe.
E então, aconteceu a noite mais maravilhosa que me podia ter acontecido.

***
Acordei ao lado do homem que amava e isso era a melhor coisa que eu podia pedir. Levantei-me sem o acordar e fui há casa de banho fazer a minha higiene pessoal. Por sorte, as minhas BFF trouxeram roupa para mim que quase dava para um mês. Exageradas, mas queridas.
Voltei para o quarto e procurei pelo meu novo Blackberry que me tinha sido oferecido pela Kristen e pelo Robert para ver se tinha alguma mensagem. É claro: 32 mensagens só da Ashley, da Vanessa e da Gabriela. Não queriam mais nada, não? O melhor era resolver o assunto e por isso desliguei o telemóvel e tratei de procurar o do Taylor porque, conhecendo como as conheço, o mais provável era também começarem a bombardeá-lo com um interrogatório digno do FBI.
Não havia nada dos bolsos nem das jeans, nem no casaco dele.
-Bom dia – disse ele fixando-me com o olhar.
Dei um grito e corei imediatamente.
-O que estás há procura?
-Há quanto tempo é que estás acordado?
-Desde que saíste da casa de banho – respondeu ele.
-Estou há procura do teu telemóvel, porque já tinha a caixa de correio quase toda cheia, e por isso, para prevenir, queria desligar o teu.
-OK.
-Desculpa se estaria a ser muito evasiva quanto há tua privacidade se desligasse o teu telemóvel, mas…
-Tem calma! – interrompeu ele. – Está na gaveta da mesa de cabeceira e está desligado. Agora, porque é que não vens para aqui?
Apontou para a cama com olhar sugestivo e é claro que não resisti.
Beijou-me mal me recostei na minha almofada e ficámos os dois mais ou menos meia hora apenas a darmos miminhos um ao outro.
-Tu sabes que és a coisa mais importante para mim neste momento, não sabes? – disse ele.
-Espero bem que sim, porque tu também o és.
Quando o ia a beijar, o telefone tocou. Resmunguei e peguei no telefone que estava mesmo ao lado da cama.
-Sim?
-Bom dia, estou a falar da recepção e recebemos uma chamada, a pedir que falassem com o Mr. Lautner. O caso era urgente.
Ashley, ou Gabi, ou Vanessa. Eram as únicas capazes de fazer isto.
-Pode passar a chamada – disse.
-Com certeza – disse o senhor da recepção e depois ouvi gritos a dizer:
-Bom dia!
Taylor começou a rir-se, por isso, deduzi que ele tivesse ouvido o grito das três.
-Por favor, acabei de acordar! – exclamei irritada.
-Isso agora não interessa. Conta-me tudo sobre ontem há noite – disse a Vanessa.
-Achas mesmo que eu te vou contar todos os pormenores? Só se fosse maluca!
-Mas eu quero saber! E não penses negar isso a Ashley Michelle Greene – preciso de dizer quem é que foi a linda que disso isto? É claro que não.
-Lamento, mas de momento, Malu e Taylor não estão disponíveis. Por favor volte a contactar dentro de 27 horas. Obrigada – disse-lhes com aquela voz que aparece quando vai parar há caixa de mensagens.
Elas fizeram todas um som estranho que mais parecia com “muuuuuuuu” do que “huuuuuuuuuuu”.
Taylor voltou a rir-se e deu-me um beijo na face. Aos poucos, foi descendo pelo meu queixo e pescoço e disse-lhes:
-Tenho mesmo que desligar. Adeus.
Desliguei o telefone e beijei aqueles lábios que precisavam tanto de mim, como eu dele.

Capítulo 21

Ficámos naquele quarto o dia inteiro, mas quando começou a anoitecer, decidi que era melhor voltar para o hotel onde estávamos hospedados por causa das roupas e outras coisas, como por exemplo, eu escrever um mail há minha mãe. Ele concordou, mas percebi que ficou um pouco desanimado.
Quando chegámos ao hotel, é claro que não passámos despercebidos devido ao meu carro novo e ainda por cima por sermos eu e o Taylor. Amanhã, já há mais rumores nas bancas das revistas cor-de-rosa. Se eles soubessem que tudo é verdade…
Eu fui para o meu quarto e o Taylor para o dele. Fui tomar um banho e depois escrevi um e-mail há minha mãe a contar que a minha festa de aniversário tinha sido maravilhosa, e que passei o dia seguinte inteiro com o Taylor (ela depois que pense os pormenores, porque eu não lhe vou contar). Despedi-me com beijinhos e depois de enviar do e-mail, fui pegar uma roupa para vestir. Vesti umas calças de ganga azuis claras e uma blusa cor de pele com rabiscos pretos, peguei no guião e comecei a estudar as cenas que seriam feitas no exterior. Eram lindas as cenas! Tinham de tudo um pouco e por isso eu tinha a certeza de que iriam ficar perfeitas se eu treinasse.
Decidi fazer um intervalo e liguei o meu telemóvel novo para ligar ás minhas amigas. A Vanessa atendeu logo ao primeiro toque:
(N/A: CeP: Conversa em Português. Eu aviso quando acabar)
-Conta-me tudo!
-Por que não vens ao meu quarto? Aproveita e trás a Gabi.
Ela deu um grito de alegria e desligou o telemóvel. Pedi na recepção um pequeno lanche para nós as três e passados dois minutos elas vieram.
Sentaram-se na minha cama, prontas para ouvir tudo.
-O que vocês querem saber? – perguntei.
-Tudo! – disseram elas em uníssono.
-OK, vou começar – avisei-as. Respirei fundo e comecei: -No início eu estava nervosa, eu não sabia como é que seria estar com ele. Eu sonhei tantas vezes com aquele momento, mas nenhum sonho ou pensamento equivale àquilo que aconteceu. Foi tão mágico que… é difícil de descrever!
-Ele é bom? – perguntou a Vanessa descarada.
Eu sabia que não tinha malícia, quer dizer, havia, mas ela não se iria atirar ao meu namorado.
-Ele é muito bom. E foi maravilhoso.
-Ele não te… forçou a nada? – perguntou a Gabi visivelmente envergonhada por perguntar aquilo.
-Não. Eu queria aquilo e há muito tempo. Tu um dia vais entender-me. Quando o teu príncipe chegar e aquele dia chegar, tu vais estar com ele e o resto não importa.
-Duvido que esse dia chegue – disse ela.
-Iiiiiii, nem vem! – exclamou a Vanessa. – Lá porque ele te deixou isso não quer dizer que o teu verdadeiro amor não esteja por aí.
E ela tinha que tocar naquele assunto? Era um assunto muito delicado para a Gabi, uma espécie de tabu, ela sofria cada vez que pensava nele. Tipo como a Bella sofreu quando o Edward a deixou.
-Vanessa, não sejas assim!
Bateram há porta e eu fui abrir. Quem lá estava não era nada mais, nada menos que o meu amor, o centro da minha vida, aquele com quem eu tinha a certeza que iria dar tudo bem.
(N/A: CeP – fim)
-Olá meu amor – disse ele com um brilho nos olhos.
-Oi. Entra!
Ele entrou e ficou há espera que eu fechasse a porta, o que demorou um pouco mais do que ele estava há espera, sendo que o pequeno lanche chegou e finalmente quando o garçon se foi embora, é que eu o beijei, mas não por muito tempo, não fossem as minhas amigas começarem a suspeitar.
-Temos visitas – sussurrei, terminando o beijo. Ele ficou confuso, mas peguei-lhe na mão e levei-o até às minhas amigas.
-Olá – disse ele.
-Oi Tay – disseram elas todas derretidas. Bolas, ainda bem que elas são minhas amigas, porque senão eu já estava a morrer de ciúmes. Que olhares descarados eram aqueles?
-O lanche chegou – avisei trazendo para os pés da cama o tabuleiro com imensas coisas.
Elas aproximaram-se do piquenique e começámos todos a petiscar.
-Bom, conversamos mais logo, tá? – disse a Vanessa arrastando a Gabi para fora da porta. – Divirtam-se!
A porta fechou-se e Taylor abraçou-me pela cintura e deitou-me na cama.
-Já estava com saudades tuas – disse ele, beijando-me logo de seguida de uma maneira completamente apaixonada. Ainda bem que eu estava deitada, porque se estivesse de pé, de certeza absoluta que tinha caído no chão como manteiga derretida.
As suas mãos começaram a subir, delineando a minha cintura e voltaram a descer até há minha coxa.
-Se tu continuares assim, eu não vou conseguir resistir – disse-lhe.
Ele deu um meio sorriso e sussurrou ao meu ouvido:
-E quem disse que era para resistires?
Foi tudo muito rápido. Ele tirou-me a blusa que tinha com uma rapidez impressionante e eu fiz o mesmo à sua camisa.
-Eu amo-te, eu amo-te – disse ele entre beijos.
-Eu também – respondi. – Para sempre.
Ele levou-me ás nuvens como naquele dia de manhã. E apesar de saber que tinha coisas para fazer, o meu corpo não queria sair daquele abraço forte, seguro e cheio de amor.
-Tenho coisas para fazer – disse ele levantando-se e vestindo-se num ápice. – Tenho que ir falar com o meu agente.
-O teu agente? – perguntei confusa.
-Sim, sabes, aquele que é o intermediário entre nós e os produtores dos filmes – explicou ele.
-Ah, pois. Há algum problema se eu não tiver? – inquiri preocupada.
-Depende. Mas é sempre bom, porque eles ajudam-nos imenso a escolher os guiões certos.
-E conheces alguém que queira ser meu agente? – perguntei. Tenho a certeza que depois do filme sair, o que não me irá faltar é trabalho e é sempre bom ter um intermediário, como disse o Taylor.
-Não sei. Talvez a Jane.
-A Jane? Mas ela não era da Summit? – perguntei-lhe completamente surpreendida.
-Não. A Jane é que foi contratada pela Summit para ajudar os actores a lidar com a imprensa. Ela era uma agente.
-A sério? Não sabia!
-Mas é verdade – acenou ele. – Bem, tenho que ir. Vemo-nos mais logo?
-Pode ser.
-Até logo, meu amor – despediu-se ele dando-me um beijo na testa.
Saltei da cama e fui logo vestir-me. Acho que a Jane ainda estava no hotel, mas era apenas uma questão de perguntar. A Jane era muito boa pessoa e eu sentir-me-ia segura se ela fosse a minha agente. Desci para a recepção e perguntei:
-Precisava de saber onde se encontrava a Jane.
-Qual é o apelido?
Vá lá, ela tem que ter um apelido…
-Deixe estar, eu vejo isso mais tarde.
Fui até ao andar onde estavam as minhas amigas e o Will. De certeza que ele sabia onde é que ela estava. Bati há porta do quarto dele e quem atendeu foi a Vanessa de roupão.
-Vanessa?
-Oh, oi, Malu. Precisas de alguma coisa? – disse ela inocentemente.
-De muitas, especialmente de ti, mas depois contas-me. Precisava de falar com o Will.
-Espera um bocado – pediu ela e fechou-me a porta na cara.
Esperei uns momentos e o Will apareceu e perguntou:
-Algum problema?
-Não, Will, está tudo bem. Eu precisava de saber da Jane.
-Não sei… já perguntaste na recepção?
-Preciso do apelido dela.
-É Johnson – disse ele.
-Ah, OK. Obrigada Will.
-Sempre ás ordens – prontificou-se ele e fechou a porta.
OMG, nem queria imaginar o que eles estavam a fazer. O Will e a Vanessa?
Desci até à recepção e pedi:
-Jane Johnson, por favor. É muito importante.
O recepcionista teclou qualquer coisa e deu-me o número do quarto e do andar dela. Bati há porta e ela apareceu há porta.
-Olá Malu. Tudo bem?
-Podemos conversar? – perguntei.
-Claro! Entra!
Entrei e sentei-me no sofá de frente para ela.
-Eu soube que tu já foste agente de alguns actores.
Ela acenou a cabeça confusa.
-E o Taylor disse-me que era importante ter um agente para servir de intermediário entre a imprensa e os produtores e realizadores dos filmes.
Ela voltou a acenar com a cabeça.
-E eu queria perguntar-te se querias ser minha agente.
Ela piscou os olhos várias vezes.
-Estás a brincar, certo?
-Não. Estou a falar bem a sério – declarei.
-É com todo o orgulho que eu aceito, mas sabes que há algumas coisas que eu ainda preciso de acertar. Eu tenho um trabalho e não irá ser nada fácil a Summit aceitar a minha demissão.
-Eu espero – disse. – E é claro que depois eu pago as tuas horas.
-Isso eu já esperava. Até porque eu preciso de sobreviver, né? – brincou ela.
Ri-me e ela também. Tenho a certeza que seria maravilhoso tê-la como minha agente.
-Tenho que ir estudar as falas para amanhã – informei-a. – Quando tiveres novidades, avisa.
-Claro que sim! E já agora, queres ir para a faculdade?
Pisquei os olhos. Com tantas coisas a acontecerem, nem tinha pensado nisso.
-Ainda nem tinha pensado nisso. Mas porquê a pergunta?
-Bem, é que os ACTs (N/A: exames de admissão ás faculdades nos EUA) estão há porta. Convém pensares sobre isso.
-Está bem. Vou ver – prometi.
Despedi-me e fui até ao quarto da Gabi. Era importante a opinião dela, sendo que era a mais coerente de nós as três.
(CeP – Conversa em Português)
-Oi amiga – disse ela, surpreendida.
-Eu preciso de falar contigo.
-Entra – disse ela e deu-me passagem.
Sentei-me no sofá e fiquei há espera que ela também se sentasse.
-Algum problema?
-Sim.
-Conta – incentivou ela.
-O Taylor falou que era importante ter um agente. Bem, isso eu já arranjei.
-E quem é? – perguntou ela curiosa
-A Jane.
-A Jane? Mas ela não era… sei lá, ela não ajudava os actores a irem e a voltarem dos estúdios? Ela não era da Summit?
-Calma! Uma pergunta de cada vez!
-Desculpa.
-A Jane foi agente de alguns actores. Eu já lhe perguntei e ela aceitou. Agora o problema é a Summit, mas isso resolve-se.
-Então, não vejo qual é o problema.
-Ano lectivo que vem – disse e fiquei há espera da sua reacção que não demorou muito a aparecer. O seu rosto demonstrou compreensão.
-Ah, pois. Isso.
-Pois. Eu não sei o que fazer! – exclamei desesperada.
-Os ACTs estão quase a chegar.
-Não era a isso a que me referia – expliquei. – Eu não sei se vou seguir a faculdade ou não.
-Tens dúvidas?
Acenei com a cabeça.
-E queres a minha opinião?
Voltei a acenar com a cabeça e ela disse:
-Na minha opinião tu devias de seguir a faculdade. Algum curso que fosse de artes da representação.
-Achas mesmo?
-Acho. E quanto a isso, eu vou voltar para o Brasil.
-Porquê? – inquiri chocada. A Gabi era a mais inteligente de nós as três, de certeza que se quisesse entrava em qualquer faculdade nos EUA.
-Há faculdades lá.
-Também há aqui – disse. – E vê só as oportunidades.
-A minha mãe e o meu pai – argumentou ela.
-Estás com medo de alguma coisa? – perguntei desconfiada. Quando ela começava a argumentar muito e a fugir de algo, significava que tinha medo de alguma coisa. Ou então sentia-se insegura em relação a algo.
-Não. Eu só acho que preciso, pelo menos um ano, de estar no Brasil. E não te esqueças que ainda temos os programas que permitem os alunos irem para faculdades no estrangeiro.
-É só isso?
Ela acenou com a cabeça.
-E quando é que vais?
Ela respirou fundo e disse:
-Daqui a uma semana.
-A Vanessa já sabe disto?
-Não. Eu ia dizer-lhe quando chegássemos ao quarto, mas entretanto ela desapareceu.
Dei uma gargalhada e depois expliquei:
-Ela está no quarto do Will a fazer não sei o quê.
Ela gargalhou comigo. Ás vezes as coisas que a Vanessa fazia eram incompreensíveis, como por exemplo ela estar neste momento no quarto do Will. Acredito que ela o ame, mas ele nunca será a prioridade para ela.

Os livros para 2019

Novo ano significa novas leituras! Porém, este ano decidi fazer uma coisa um bocadinho diferente. No outro dia olhei para a minha estante e ...