1 de março de 2016

1.º Curso de Scriptwriting - Parte 2

Depois de uma noitada de Óscares (YAY, Leo DiCaprio ganhou!) e de uma enxaqueca gigante no dia seguinte, lá fui eu para mais uma noite de scriptwriting. 
Desta vez, focámo-nos nas personagens e em como a essência delas ainda por vezes perdida nestes dias. Muitas das vezes, para filmes que requerem muita ação, o chamado “character arc”, ou seja, o desenvolvimento do personagem, fica para segundo plano e muitas das vezes não chega sequer aos ecrãs. Um dos exemplos que nos foi dado foi do James Bond, que nos últimos filmes tem andado muito em volta da ação e durante muitos anos o personagem nunca foi dignamente desenvolvido, mas neste último filme, Spectre, houve essa atenção ao personagem (YAY para o filme, que venceu como melhor música original, Sam Smith – “Writing’s on the Wall”).

Outra coisa altamente importante que aprendi é que o escritor tem que ter atenção a tudo o que acontece, mesmo quando os personagens não estão em cena – o que é que aquele personagem está a fazer? Um facto interessante é que se falou dos “bad guys”, também conhecidos como os vilões que hoje em dia já não conseguimos deixar de amar e que nos assustam tanto como nos fazem admirá-los. Os escritores têm que se perguntar o que faz um vilão quando ele não anda por aí a destruir o mundo e a lutar contra os heróis da história. Será que ele toma café ou chá todas as manhãs?

Também tivemos alguns exercícios de visualização, um dos quais eu gostei bastante em que tínhamos que entrar na casa de um dos nossos personagens, ou um personagem favorito. Como não me apetecia ficar ali a imaginar como seriam as casas dos meus personagens, auto transportei-me para a casa do Barry Allen de The Flash e confesso que gostei muito. Aquela sensação de que entramos na casa de alguém só para procurar por fotografias dos personagens e dar um olhar mais atento ao sítio onde elas vivem e que as tornam tão características e únicas.

E por fim, gostaria apenas de salientar que falar com os personagens em voz alta é absolutamente normal. Todos os escritores o fazem.


PS – na imagem, os personagens de Inside Out, vencedor de um Óscar e um dos melhores filmes de sempre, na minha opinião. As emoções são a base dos personagens, mas neste filme elas são as personagens.

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