11 de setembro de 2014

Opinião: Torchwood - 3ª temporada


Chegámos à temporada de ouro de Torchwood.
Como é possível ver uma temporada inteira num dia? Tendo cinco episódios, apenas. Quase batia o record de Sherlock (só temos 3 episódios por temporada).
Esta temporada, com apenas cinco episódios, foi uma das melhores temporadas que eu já vi em toda a História das Séries. Com um ritmo rápido, viciante e muito interessante, eu nem notei as horas passarem enquanto via a série.
A storyline é muito interessante, tocando vários pontos Humanísticos: um alien invade a Terra e exige 10% das crianças. É aterrorizante. Mas não ficamos por aí: torna-se pior quando o Governo aceita essas condições. Os seus argumentos são de doer o coração e faz-nos pensar sobre essas teorias de conspiração que existem por aí: será que são apenas suposições, ou será que é realmente real? Afinal, o facto de o alien estar ali apenas acelera o pensamento das pessoas e estamos a falar de uma série de ficção científica: se não tivesse um alien, seria como qualquer outra série que procura expor os podres da Humanidade.
Gwen, Jack e Ianto estão estonteantes aqui: de coração partido, mas com força de vontade de responder ao Governo, que quer matá-los – quer destruir Torchwood. Simplesmente, amei. Para além disso, o elenco teve algumas adições espetaculares, mas vou apenas focar uma pessoa que está no mundo de Doctor Who e teve um papel bastante impressionante (e doloroso) nestes episódios: Peter Capaldi, hoje em dia o 12th Doctor, entra nesta temporada para interpretar um mero governante, que sempre trabalhou duro e vê-se no centro da mediação entre o alien e o Mundo. Por detrás, temos um Primeiro-Ministro Britânico que não sabe o que fazer e o usa como um mero soldado porque, como ele diz “a linha de frente existe para uma coisa: para cair primeiro.”
Infelizmente, Ianto morre no processo, quando o alien lança para o ar um vírus mortal. Absolutamente chocante e de partir o coração. Eu gostava bastante do Ianto. Era a segunda personagem favorita, depois da Toshiko. O meu coração partiu-se quando o vi morrer nos braços de Jack. Ainda não sei como lidar com a sua morte. Considero que Torchwood perdeu uma peça muito importante, porque ele trazia à superfície o melhor de Jack. E sem ele, acho que Jack ficou perdido, como se as coisas já não fizessem mais sentido e fosse apenas o seu dever a falar mais alto. Com quem é que Jack vai caçar Weevils, agora?
Uma temporada que eu aconselho todos a verem, não apenas os amantes de Doctor Who ou outra série de ficção-científica. Quando digo todos, digo sinceramente todos! A população inteira deste planeta – os seis milhões de pessoas que o habitam – devia de ver esta temporada.

Nota da temporada: 10/10

8 de setembro de 2014

Opinião: Torchwood - 2ª temporada


Ver Torchwood é emocionante. Faz-te shippar Captain Jack Harkness até com uma mesa e estar no casamento de Gwen, mesmo que depois não nos lembremos de nada. E sim, isto foi um elogio à lá Torchwood.
Esta temporada teve de tudo um pouco, mas eu adorei especialmente os episódios em que a nossa querida Martha Jones, antiga companion do Doctor (terceira temporada de Doctor Who) apareceu. Sério, eu não me importava que ela desistisse do seu trabalho na UNIT e fosse trabalhar para Torchwood, porque ela é muito diva! Para além disso, ela sabe mais sobre o Jack que os outros todos e automaticamente isso torna-se misteriosa para os outros. Foi um ótimo crossover e uma excelente guest star.
Owen teve muito mais destaque do que na temporada anterior, e eu adorei isso! Eu já tinha percebido que ele tinha aquela carapaça para esconder o seu sofrimento, mas por favor, ele entrou em Torchwood da pior maneira possível: através da morte da sua noiva. Afinal, a sua quase esposa tinha um alien no seu cérebro e morreu na sala de operações. Quanto horrível é isso? Contudo, esse nem é sequer o foco, mas sim o facto de ele ter voltado à vida depois de Jack localizar a outra luva que trazia os mortos de volta. Acontece que Owen voltou… permanentemente. Tecnicamente, ele tornou-se um cadáver que se mexe e fala, mas mais nada acontece. Não come nem tem corrente sanguínea. Quanto estranho é isso? Contudo, deu muito jeito em várias storylines. Em relação há personagem, ele evoluiu imenso: deixou de ser aquele desbocado mal-educado, e passou a ser bastante mais maduro. Quem diria que ver a Escuridão traria algum bom senso!
E não consigo falar de Owen sem mencionar Toshiko. Céus, a minha nerd mais querida (para além da Felicity Smoak, de Arrow). Ela é tão querida e fofa e eu fiquei tão triste com o final desta temporada quando ela parte! Ela morreu no seu trabalho, em sofrimento, mas “um soldado nunca abandona o seu posto”, como uma personagem disse a Owen. Fiquei imensamente triste. Para mim, ela era aquela peça fundamental que Torchwood precisava 24/7. Para além disso, vamos fazer-lhe uma vénia, porque ela construiu uma chave de fendas sónica! Ela podia ser a mecânica do Doctor! Tenho a certeza que a TARDIS apreciaria imenso.
Gwen casou-se! Finalmente, já não era sem tempo! Eu fiquei muito feliz por ela, mas quando o Jack interrompeu o casamento eu pensei que ele iria assumir o lugar do Rhys. Desculpem, mas Jack e Gwen é muita química contida! (Ou nem por isso) Aquele casamento foi de doidos, mas nós pudemos ver o quanto dividida ela está em relação a Rhys e Jack. Quero dizer, ela sabe que Rhys vai estar sempre lá para ela, e é isso que ela quer: alguém para quem voltar ao fim de um dia de trabalho. Contudo, Jack é o único que a entende completamente porque ele sabe os traumas que Torchwood causa, ele sabe a frustração que todos os casos provocam e é o único que aprecia a sua humanidade. Porém, Gwen fez uma escolha muito bem pensada. Não pensem que eu não gosto do Rhys, porque eu adoro-o: é divertido e bastante compreensivo e paciente (sérios, quem é que quereria casar com uma mulher que estava grávida de um alien? Só o Rhys.)
E Jack teve nesta temporada muitos inimigos: Adam e Captain John Hart. O pior de todos foi o seu irmão, Gray. Normalmente nunca se pensa que alguém com os mesmos laços de sangue pode ser tão vingativo, mas Gray consegue sê-lo, enterrando Jack vivo em Cardiff ainda antes de Cardiff existir. Mas como Jack é do bem (ás vezes… maior parte do tempo…) ele congelou o irmão em vez de o matar. Honestamente, eu matava-o, porque ele atirou em Toshiko e ninguém magoa a minha nerd fofinha!
Ianto teve mais destaque do que na temporada anterior, sendo uma enciclopédia ambulante maior parte das vezes e aparecendo muito mais frequentemente, com falas inteligentes e cheias de sentido. Awn, adoro o Ianto!


Nota da temporada: 8/10 



5 de setembro de 2014

Opinião: Torchwood - 1ª temporada

Conheçam Torchwood, o spin-off de Doctor Who!
Demorou algum tempo para ter tempo para começar a ver a série, mas depois de ver o primeiro episódio, eu deixo todas as outras coisas por fazer, só para ver mais um episódio. Série viciante, cheia de aliens e pessoas sexys, com temas bastante mais maduros do que Doctor Who.
Vou começar com a Gwen: céus, que mulher cheia de talento! A atuação de Eve Myles é arrepiante de se ver! Uma personagem bastante emotiva, que me faz chorar quando chora e rir quando ri. A sua profundidade enquanto personagem é palpável. Chega até a doer, só de a ver chorar! Porque quando ela chora, nós percebemos que não é apenas choro, cada lágrima conta uma história, uma recordação, um pensamento, uma emoção.
Depois temos Captain Jack. Oh captain, my captain! Se em Doctor Who ele é o maior cowboy casanova da TARDIS, aqui ele toma uma posição mais responsável, séria e altamente cativante. Eu já gostava muito dele em Doctor Who, mas em Torchwood sinto que pudemos conhecer um outro lado dele que ficou inexplorado na série-mãe e que leva este personagem a outro nível, já que com ele os escritores da série podem tocar assuntos bastante falados, como a homossexualidade.
Mas não só: Owen é a prova disso. Confesso que de início não gostei muito dele; irritante, mal-educado, a pensar que tinha sentido de humor. Até cheguei a pensar que os escritores o tinham criado para causar momentos de entretenimento, mas isso de alguma forma, não me atingia. Porém, há medida que a temporada se desenvolve, entendo que ele era muito mais do que isso desde o início. Afinal, por baixo daquela casaca de antipatia e desinteresse, está um ser que só deseja ser amado e entendido pelo mundo. Wow, Owen foi uma caixinha de surpresas para mim!
De seguida temos Toshiko: ela é tão adorável que eu sinto que se a conhecesse podíamos criar um clube de leitura! Ela é, sem falta de termo melhor, a nerd de Torchwood Cardiff. Génio, é outro adjetivo com que a descreveria. Infelizmente, tenho sempre a sensação que os escritores não sabem onde a colocar, então às vezes ela está lá, a ser uma peça fundamental da série, mas noutros, ela fica nas sombras.
E por fim, temos Ianto. Eu adoro-o! É o interesse amoroso de Jack (e como o compreendo!) No início da temporada achei que os escritores não sabiam o colocar, mas depois do episódio em que Lisa aparece (aka namorada transformada em Cybermen) ele revela-se e é tão absoluto e emocionante vê-lo ganhar mais tempo de antena na série. De coração partido, mas amigo e extremamente leal. Quem é que não o queria como melhor amigo?
Mas Torchwood tem os seus segredos, bastante emocionantes e cheios de tramas que me fizeram comer um pacote de cookies em apenas 3 episódios! Não quero dar muitos spoilers para quem ainda não viu, mas eu adorei a primeira temporada! Os episódios não se conectam muito entre si (tal como em Doctor Who) mas os temas abordados são tão mais maduros e interessantes. Sinto que em Doctor Who explora-se mais a amizade e os laços familiares, enquanto que aqui se exploram assuntos mais envolvidos com a sexualidade e os laços de trabalho. Afinal, com quem Gwen pode falar sobre Torchwood para além de alguém que conhece Torchwood e os seus segredos? E como é que Owen pode ter-se apaixonado em apenas uma semana por uma mulher que veio de 1953? Porque é que Toshiko acreditou no alien que invadiu a sua vida e tomou o colar como seu? Como é que Ianto pode reparar o seu coração partido depois de ver que a sua Lisa achava que o amor era fundir um cérebro com outro? Sim, são assuntos que Doctor Who jamais estaria disponível para abordar, uma vez que causariam discórdia (eu só penso no beijo da Jenny/Vashtra – a revolução que isso causou!)
Eletreficante. Arrepiante. Emocionante. Imparável. Genial.


Nota da temporada: 8/10

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