29 de abril de 2014
10 de abril de 2014
Opinião: Doctor Who - 7ª temporada
Doctor Who – 7ª temporada
Ao contrário da temporada anterior, esta foi muito
mais consistente. A qualidade dos episódios foi bastante boa a nível de
storyline e de sentido lógico (porque, até mesmo em Doctor Who, é necessário
fazer algum raciocínio para compreendermos o que se passa).
O primeiro episódio, Asylum of the Daleks foi extremamente importante porque conhecemos
Clara Oswald. Ela vai ser uma das companheiras do Doctor depois do episódio de
Natal. Gostei bastante do Rory neste episódio. Ele costuma estar sempre
ofuscado pela Mrs. Pond, mas aqui ele teve momentos a solo, o que permitiu
explorar melhor a personagem.
Já o episódio Dinosaurs
on a Spaceship foi incrivelmente insano. Para quem vê a série Sherlock, de
certeza que reconheceu o amigo do Doctor que parecia Indiana Jones: era Rupert
Graves, o Detetive Lestrade! Foi uma personagem espetacular, cheia de momentos
de bom humor e de flerts com a Rainha Nefertiti. Contudo, o melhor momento de
todos é quando o pai de Rory, o próprio Rory e o Doctor se separam do restante
gang. Aí as coisas ficam extremamente engraçadas porque, apesar de achar tudo
aquilo inacreditável, o Senhor Pond (na verdade, é Williams, mas isso é só um
pormenor) alinha em toda aquela aventura. Adorei o pai do Rory!
Contudo, o episódio A Town Called Mercy foi aquele episódio de que eu menos gostei. Na
verdade, não gostei nada do episódio. Achei enfadonho (tão enfadonho que tive
que ver metade do episódio num dia e a outra metade no dia seguinte), sem
sentido, com uma storyline desinteressante e cruel. O episódio em si foi cruel!
Já sem falar da falta de momentos de humor, de que é tão característico da
série.
The
Power of Three foi interessante. Pudemos ver de novo o
Mr. Pond, Rory em boxers, o Doctor a aspirar a casa e a relvar o jardim e Amy…
a ser Amy. O episódio gira em volta de uma invasão de cubos. Eles não aparentam
ser especiais, mas ao fim de um ano, eles começam a mostrar atividade. Essa “atividade”
mostra-se mortal para os humanos, já que eles provocam um ataque cardíaco fatal
para 1/3 da população mundial. Felizmente, o Doctor impede o vilão do episódio.
Em The Angels
Take Manhattan, dizemos adeus a Rory e a Amy, já que eles são apanhados
pelos Weeping Angels. Um fim triste para o casal Pond. Eu não chorei de tão
chocada que fiquei, mas o Doctor desfez-se totalmente. Foi um episódio cheio de
pica, sem momentos parados e depois, no final, foi aquela desgraça total. Um
episódio terrivelmente chocante e triste.
O episódio de Natal, não é importante ver, mas
também é igualmente importante assistir, porque vemo-nos de novo com Clara
Oswald, só que na época vitoriana. Eventualmente, ela morre e essa é a segunda
vez que vemos ela morrer, o que deixa não só o Doctor confuso, mas todos nós
também.
Clara volta a dar-nos a sua adorável companhia em The Bells of St. John. Agora, ela está
no século XXI e é vítima de um upload de pessoas. Estranho, mas no episódio faz
sentido. O episódio não é um dos meus favoritos, mas eu gosto da espontaneidade
e boa disposição de Clara. De alguma forma, ela faz-me lembrar Rose Tyler, só
que numa versão mais atualizada. A mota anti-gravidade do Doctor foi uma
revelação bastante divertida.
The
Rings of Akhaten foi o episódio mais estranho para mim.
Eu não sei se hei de amar ou odiar o episódio. Ainda estou dividida. Por um
lado, temos aquela doce menina a cantar uma melodia bastante linda, cheia de
significado, mas que fez as minhas pálpebras pesarem, mas pelo outro lado temos
aquele gigante que tem uma fome inconsolável de momentos preciosos de outros
seres. Quando o Doctor e Clara enfrentam o monstro, este mostra-se sem rosto,
apenas um sol gigante, sequioso de comida. No fim, todos ficam a salvo, mas o
monstro acaba por não ficar tão bem, já que ele se alimentou as memórias do
Doctor e, digamos assim, apanhou uma indigestão mortífera.
O episódio Cold
War foi chato de se ver. Primeiro de tudo: coitados dos atores que passaram
o episódio todos encharcados de água. Depois, o cenário não era espetacular:
era um navio russo, do tempo da Guerra Fria. Contudo, os diálogos estavam
ótimos, o marciano era aterrorizante e o médico que estava a bordo tinha aquela
dose de bom humor e nostalgia louca que só certas personagens muito marcantes
adquirem com o tempo. Clara estava assustada, mas no lugar dela, quem não
estaria? Não gostei do facto de a TARDIS abandonar o Doctor, acho que é algo
que ela jamais faria em tais situações, contudo, conhecendo a Blue Box como a
conhecemos, sabemos que ela tem um feitio peculiar.
Hide
foi
aquele episódio em que eu esperei morrer de medo, já que se tratava de
fantasmas, mas não fiquei. Porém, não me desiludi com o episódio, o que foi
bastante bom. O Doctor e Clara vão a uma casa como “ghost busters” e eu adorei
isso! Os outros dois protagonistas do episódio foram estonteantes,
especialmente a salvadora do tal fantasma. Afinal, tratava-se apenas de um
mundo paralelo e o fantasma tinha caído nesse mundo por acidente.
Journey
to the Center of the TARDIS foi outro episódio do qual eu não
gostei nada. Primeiro de tudo, aqueles seres enlameados que estavam dentro da
nossa Blue Box, depois das personagens secundárias. Achei-as fatídicas, sem
algo que as destacasse dos demais humanos maldosos, e simples, sem profundidade
psicológica. Em suma, básicas. Odeio personagens básicas; não deixam impressão
alguma nas nossas mentes. Depois, Clara. Coitadinha, parecia um coelho
assustado, sem força para encarar os monstros. Neste apeto, o Doctor é que foi
o único a salvar a sua TARDIS, Clara e as personagens secundárias. Pensei que o
centro da TARDIS seria algo espetacular, a borbulhar e a explodir, mas afinal
estava tudo congelado, devido aos protocolos de proteção da mesma. Considero
este episódio um episódio rápido, mas sem hipótese de aprofundar qualquer uma
das personagens, nem mesmo a nossa querida TARDIS.
The
Crimson Horror foi um episódio bom, mas não um dos
meus favoritos. Adorei a personagem que não via, mas doeu-me muito cada vez que
ela chamava o Doctor de Monstro. Ele não é um monstro! Ele é o Doctor, ele
salva vidas e salvou a dela! O plano era maléfico e sem qualquer ponta de
humanidade, mas felizmente o Doctor teve os seus amigos ao seu lado para o
ajudarem a combater o Mal. Eu gosto muito do trio: a Verde, a Humana, o
Santoran. Acho que eles fazem uma equipa perfeita e, quando se junta o Doctor,
ainda se torna melhor!
Em Nightmare
in Silver, o Cybermen voltam… num parque de diversões abandonado. Deixem-me
corrigir: num PLANETA que é um parque de diversões. De alguma forma, fez-me
lembrar a 4ª temporada, em que um planeta era uma biblioteca. Doctor e Clara
têm companhia: Angie e Artie. Não há muito para dizer sobre este episódio, vou
só acrescentar que os Cybermen estão cada vez mais sofisticados e o Doctor teve
que se defrontar com a sua versão de Cybermen dentro da sua própria cabeça, o
que foi bastante peculiar de se ver. Adorei essa ideia e não me importava de
ver de novo, afinal, apesar de ser incompatível para os Cybermen, o Doctor deve
de ser muito odiado e a sua mente muito desejada por estes seres de metal.
The
Name of the Doctor é um dos episódios mais frustrantes de
toda a série, já que o Doctor cruza a sua própria linha do tempo e defronta-se
com o seu próprio túmulo. Pior de tudo (para mim) foi ver a TARDIS morta. Algo
que me partiu o coração totalmente. Encontramo-nos de novo com a Great
Intelligence e os Silence. Dra. River Song está de volta também e eu adorei
vê-la de novo. No início, pensei que era só Clara que a conseguia ver, mas
afinal o Doctor também conseguia, só que falar com ela seria doloroso demais
para ele, então ele decidiu evitar esse momento ao máximo. Neste episódio
descobrimos também o motivo para Clara estar presente na vida do Doctor: ela é
a Impossible Girl, e a sua responsabilidade é salvar o Doctor. Por fim, é-nos
introduzido no final uma versão do Doctor, que o próprio Doctor tenta esconder
até de si mesmo.
E é isso que nos leva para The Day of the Doctor, o
episódio especialmente concebido para comemorar os 50 anos de Doctor Who. David
Tennant e Billie Piper são os dois atores que voltam. Oh, foi tão bom vê-los de
volta! Eu gostaria muito de não contar muitos spoilers sobre este episódio, mas
eu tenho que dizer que vai girar tudo em volta do momento em que o Doctor
decide chacinar Gallifrey para matar os Daleks e acabar com a Guerra do Tempo.
O que acontece neste episódio é que os Doctors têm a oportunidade de voltar a
fazer tudo de novo, e Clara mostra aos Doctors quem eles realmente são: eles
não matam, eles salvam; eles não são cobardes, eles enfrentam o medo de frente
e não correm. Amei este episódio. A interação do 10th com o 11th Doctor é
especial e única. Podia ver este episódio todos os dias, porque eu nunca me cansaria
de o ver.
Nota da temporada: 8/10
2 de abril de 2014
Opinião: Doctor Who - 6ª temporada
Doctor Who 6ª temporada
Esta temporada de Doctor Who teve os seus altos e
baixos. De todas as temporadas até agora, foi a mais inconstante a nível de
storyline geral da história.
Os dois primeiros episódios foram verdadeiramente
chocantes e para início de temporada não me conquistaram porque ficaram muito
mal explicados. Pensei que as coisas se resolvessem no final da temporada, mas
tal não aconteceu. Atenção, a storyline que ficou aberta nos dois primeiros
episódios foi explicada, mas houve certos detalhes que escaparam aos escritores
e que para mim, eram necessários serem explicados, como por exemplo, por que é
que eles tiveram que fingir a sua morte? Há um salto no tempo, de um episódio
para o outro, que também não foi explicado devidamente.
The
Curse of the Black Spot e The Doctor’s Wife foram um dos meus episódios favoritos. Adorei ver
Amy em ação, no navio de piratas, adorei ver a enfermeira que usava a música
para tratar dos seus pacientes e adorei ver a devoção que Amy tem a Rory. Foi
um episódio cheio de emoções felizes. Em The
Doctor’s Wife, conhecemos a TARDIS em pessoa! Literalmente! O episódio foi
um pouco angustiante porque havia algo que queria comer a vida da TARDIS e
brincou com Rory e Amy de uma maneira absolutamente cruel.
Em The Rebel
Flesh e The Almost People, foi a
descida descomunal da temporada. Os episódios não tiveram ponta por onde lhes
pegasse. Os seres que não eram humanos, mas sim criações de um líquido estranho
(não foi explicado como, quando, onde e porquê foi criado). Eram perfeitos doppelgangers. Depois, provou-se que Amy
era uma daquelas criações bizarras, e fomos parar a um mundo completamente desconhecido.
A
Good Man Goes To War nem foi dos piores episódios, mas foi
tudo uma grande enrolação de storyline. A revelação final foi chocante (a filha
de Amy e Rory – Melody Pond – é River Song), tenho que admitir, mas o episódio
em geral foi um fracasso por não ter tido nada de interessante para mostrar. Let’s Kill Hitler foi um pouco mais
interessante, mas o título em si não mostra nada. Ninguém mata o Hitler, ele
fica esquecido num armário!
Night
Terrors brinca com os medos das crianças: quando eles se
acumulam num lado, tornam-se realidade. Também brincam com o ditado “skeletons
in the closet”. E, para surpresa, o menino nem é humano! Apesar de não ter sido
um episódio muito elaborado a nível de storyline, este episódio valeu pelos
quatro episódios anteriores. Já tinha saudades de ver o Doctor a ajudar
crianças e as suas famílias.
The
Girl Who Waited foi o meu episódio favorito. Eles
perdem Amy num local onde o tempo de desloca de maneiras diferentes para cada
pessoa. Quando a reencontram, Amy já viveu 36 anos naquele lugar. Rory é
forçado a tomar uma decisão: levar a Amy que encontrou, ou salvar a Amy que
ainda não viveu todo aquele tempo. Foi inexplicável. Rory salva a Amy jovem,
mas também tenta salvar a Amy envelhecida. Contudo, a TARDIS jamais aguentaria
um Paradoxo, então o Doctor mente. Não gosto quando lhe é dado este poder de
decisão, até porque eventualmente, o Rory também teve que fazer parte dessa
decisão, mas no final, quem toma a decisão final, é a Amy que viveu 36 anos
naquele lugar inóspito.
The
God Complex foi desastroso. Aquele episódio não
teve sentido nenhum. O hotel era uma prisão, as pessoas eram escolhidas ao
acaso e o monstro alimentava-se da fé das pessoas, mas no final, não percebemos
qual era a sua função naquele lugar tão estranho, de onde ele tinha vinda, o
que estava ele a fazer ali… Até a sua morte foi ignorada. O Doctor tentou
dar-lhe valor, mas a storyline á volta ofuscou aquele momento. Foi demasiada
informação no final, como se tivessem pouco tempo para explicar as coisas.
Em Closing
Time, temos os Cybermen. O episódio não foi feito para falar mais sobre os
Cybermen, já que eles foram falados imensas vezes anteriormente. Este episódio
foi focado na amizade que tinha sido criada na temporada anterior entre o
Doctor e Craig. Ele tem agora em mãos um filho, um fim-de-semana sozinho e o
problema dos Cybermen. Achei um episódio bastante leve, com uma storyline
consistente durante todo o episódio e com momentos cheios de humor. No fim,
quem vence é o amor e eu achei isso uma das mensagens mais importantes que a
série pode contar.
O episódio da season finale foi bom, mas não foi
excecional. Doctor e River casam-se, o que não achei surpreendente, na verdade,
acho que até já tinha sido mencionado antes. Porém, eu desatei a rir à
gargalhada quando vi o Churchill dizer “download”. Algo que não existia na época
dele! Algo de génio foi esclarecido. Quero dizer, a profecia “quando a
perguntar for feita, o silêncio irá cair. A pergunta que está escondida á
frente de todos”, foi genial! A pergunta é: Doctor quem?, ou seja, o nome da
série: Doctor Who? O silêncio, não
era a espécie que iria ser erradica, era o Doctor que iria morrer, porque se
ele deixar de existir, o silêncio é o dele. Toda a equipa de roteiristas está
de parabéns, deixaram esta profecia no ar a temporada toda e só foi desvendada
no final, de um jeito épico! Eu fiquei surpreendida, porque sempre que a
profecia era proferida, eu pensava qual era a pergunta e, afinal, estava
escondida mesmo à nossa frente! Fantástico! Fui surpreendida de uma maneira
absolutamente brilhante!
Nota da temporada: 7/10
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