8 de março de 2016

1.º curso de Scriptwriting - Parte 3


O foco desta aula foi a estrutura dos Atos. Normalmente, os filmes tomam a estrutura principal de 3 Atos, mas nunca podemos esquecer que a estrutura de um roteiro é quem serve a história e não o contrário (uma dica extremamente importante). O importante, é ser original. Hoje em dia, existem vários filmes e séries que usam esta estrutura dos Atos para organizar a história e não o contrário. A história é e sempre será o mestre dos Aos. Um filme que faça o contrário, não será um filme interessante e a audiência tende a perder-se muito.
Outra questão importante é ir fazendo perguntas mas também dar as respostas, mesmo que não seja logo na cena a seguir. Se a resposta só é dada no final, é bom que seja uma resposta muito boa, ou os espectadores ficarão desiludidos e não recomendarão o filme. Um exemplo disto é a série Lost (e neste momento todos revirámos os olhos): os escritores, em vez de fazer o esquema pergunta-resposta-pergunta, só seguiam o esquema pergunta-pergunta-pergunta, uma das grandes falhas que fez a série perder tanta audiência.
Um dos ensinamentos que nos foi dado é nunca começar a escrever logo. Primeiro, é preciso estruturar. Como se faz isso? Parece que vou ter que comprar alguns post-its e fazer uso das minhas paredes ainda brancas. Quando temos uma ideia para uma história, temos logo a noção de algumas das cenas que queremos ver no ecrã. Escrevemos no post it. Depois, é só perguntarmo-nos em que Ato a queremos e a qual se adequa melhor. A seguir vem a questão de continuidade: o que é necessário para as personagens chegarem a esse ponto? A partir daí, temos história e pano para mangas, forçando a nossa criatividade a trabalhar e a criar várias soluções para vários problemas.

Acabámos então com um ensinamento da Pixar: conta a história com “Era uma vez”. A partir daí, deixamos a história acontecer, indicando os plot-twists que levam a tal plot-twist e por aí fora, como se de uma bola de neve se tratasse.

3 de março de 2016

Goodreads Reading Challenge 2016: Os primeiros 5

Começámos agora o terceiro mês deste ano 2016, e já li cinco livros. Como sempre, decidi fazer parte do Goodreads Reading Challenge e venho agora apresentar-vos os primeiros cinco livros deste ano que eu já li:

1 - City of Heavenly Fire de Cassandra Clare

O último livro da saga The Mortal Instruments de Cassandra Clare não desiludiu e vai deixar muitas saudades.


2 - A Tormenta de Espadas de GRRM

Confesso que os livros deles só se tornam interessantes lá para meio do livro.
Contudo, confesso que também me estou a tornar bastante crítica em relação à série que não tem tido a consideração de colocar cenas importantes que nos fazem conhecer melhor os personagens.


3 - A Darker Shade of Magic de V.E. Schwab

Tinha uma grande expectativa para este livro e não me desiludiu. Quando pensei que não podia ficar melhor, eis que ficou. Muito ansiosa para ler o próximo livro.


4 - Fantastic Beasts and Where to Find Them de J.K. Rowling

Uma enciclopédia que vai virar filme.
Mentira, segundo me disseram, será sobre a vida do feiticeiro que escreveu o livro.


5 - Pride and Prejudice de Jane Austen

As minhas expectativas eram muito baixas, porque já tinha tentado ler Jane Austen duas vezes, mas pelos vistos à terceira é de vez e gostei bastante deste livro! Agora entendo o fascínio por Elizabeth e Mr. Darcy de que tantos falam.


1 de março de 2016

1.º Curso de Scriptwriting - Parte 2

Depois de uma noitada de Óscares (YAY, Leo DiCaprio ganhou!) e de uma enxaqueca gigante no dia seguinte, lá fui eu para mais uma noite de scriptwriting. 
Desta vez, focámo-nos nas personagens e em como a essência delas ainda por vezes perdida nestes dias. Muitas das vezes, para filmes que requerem muita ação, o chamado “character arc”, ou seja, o desenvolvimento do personagem, fica para segundo plano e muitas das vezes não chega sequer aos ecrãs. Um dos exemplos que nos foi dado foi do James Bond, que nos últimos filmes tem andado muito em volta da ação e durante muitos anos o personagem nunca foi dignamente desenvolvido, mas neste último filme, Spectre, houve essa atenção ao personagem (YAY para o filme, que venceu como melhor música original, Sam Smith – “Writing’s on the Wall”).

Outra coisa altamente importante que aprendi é que o escritor tem que ter atenção a tudo o que acontece, mesmo quando os personagens não estão em cena – o que é que aquele personagem está a fazer? Um facto interessante é que se falou dos “bad guys”, também conhecidos como os vilões que hoje em dia já não conseguimos deixar de amar e que nos assustam tanto como nos fazem admirá-los. Os escritores têm que se perguntar o que faz um vilão quando ele não anda por aí a destruir o mundo e a lutar contra os heróis da história. Será que ele toma café ou chá todas as manhãs?

Também tivemos alguns exercícios de visualização, um dos quais eu gostei bastante em que tínhamos que entrar na casa de um dos nossos personagens, ou um personagem favorito. Como não me apetecia ficar ali a imaginar como seriam as casas dos meus personagens, auto transportei-me para a casa do Barry Allen de The Flash e confesso que gostei muito. Aquela sensação de que entramos na casa de alguém só para procurar por fotografias dos personagens e dar um olhar mais atento ao sítio onde elas vivem e que as tornam tão características e únicas.

E por fim, gostaria apenas de salientar que falar com os personagens em voz alta é absolutamente normal. Todos os escritores o fazem.


PS – na imagem, os personagens de Inside Out, vencedor de um Óscar e um dos melhores filmes de sempre, na minha opinião. As emoções são a base dos personagens, mas neste filme elas são as personagens.

23 de fevereiro de 2016

Abrir o pote dos livros #2

1.º Curso de Scriptwriting - Parte 1

Então… ontem não foi o início de tudo, mas foi o início de algo, disso eu tenho a certeza. Há cerca de um ano e meio atrás, desenvolvi o gosto por roteiros. Sim, no início eram só séries, mas pouco tempo depois estava a ler roteiros como Meia-noite em Paris. Foi algo incrível. Desde então, decidi que devia de dar asas à imaginação e quando cheguei a Birmingham, em setembro de 2014, comprei um livro que se chama Writing for Television, onde os vários exemplos expostos das séries que eu conhecia ajudaram-me a entender melhor o meio. Se li o livro em três dias, foi muito.

Demorou ainda muito tempo até conseguir escrever um roteiro. Quando entrava no Word, não conseguia encontrar nem a letra certa nem os alinhamentos corretos. Em novembro de 2015, tive a oportunidade de escrever o NaNoWriMo, e com isso consegui um dos prémios que era ter um desconto num programa que se chama Scrivner. Ainda estou na fase da experiência com ele (podem ter 30 dias grátis) e confesso que a sua intuição no que toca aos roteiros ajuda-me em muito, uma vez que estou no início e por vezes não sei onde colocar uma transição (agora já sei). O primeiro roteiro ficou feito em três dias.

Confesso que não estava à espera de grandes expectativas quando encontrei um ser humano maravilhoso no Twitter que se disponibilizou para ler o meu roteiro. O seu feedback foi enorme (oito páginas) e deu-me dicas altamente importantes. Depois, falei com alguém que estava dentro da indústria e me conduziu para outras dicas altamente importantes e foi assim que encontrei este curso. Serão cinco semanas, todas as segundas-feiras.

A primeira aula já está. Falámos de coisas tão importantes para despertar o lado criativo. As dicas que nos deu foram como usar o nosso lado criativo e também como a criatividade dentro de nós funciona: será que é com um som? Ou será que é com uma imagem? Talvez com uma palavra? Também nos falou sobre algo que talvez alguns de nós estudantes já tivéssemos ouvido: mind maps. Estas nuvens que fazemos no papel com ideias e que são uma ajuda valiosa tanto para estudar mas também para criar.

O meu maior receio era chegar lá e perceber que não entendia nada da matéria. Um fator interessante, é que ele não fala de roteiros, mas sim de histórias. De alguma forma, isso fez tanto sentido para mim, que me vi envolvida nos seus métodos sem medo algum. Se não perceber alguma coisa, pergunto, mas até agora, perguntas é que não têm existido. A minha mente compreende isso. Afinal, um roteiro é apenas uma das formas de contar uma história. Sempre pensei que um roteiro era aquela coisa difícil de escrever, difícil de entender (como é que os atores sabem o que fazer, se não está lá nada a dizer como é que eles devem de dizer isto assim ou assado?), mas não o é. Isso ajudou-me imenso a perder o medo de escrever um roteiro.


Para além disso, usam-se filmes atuais para mostrar os vários exemplos. Se eu vos disser que falámos de super heróis como o Captain America, falámos de Deadpool, falámos de Gone Girl e até de The Maze Runner para exemplificar a teoria, veriam que é muito mais fácil falar de filmes atuais, dos quais já vimos ou sabemos do que se tratam, do que falar de filmes que foram feitos à trinta anos atrás e, muito provavelmente, quase ninguém conhece e os seus exemplos já não se aplicam aos dias de hoje. 

Os livros para 2019

Novo ano significa novas leituras! Porém, este ano decidi fazer uma coisa um bocadinho diferente. No outro dia olhei para a minha estante e ...