11 de agosto de 2011

E a Saga continua em Filme - 16º e 17º capítulos

Espero que gostem!
Desculpem ser tarde, mas como o ditado diz: mais vale tarde que nunca!




Capítulo 16
                           
A mãe da V acordou-nos e tratamos de nos vestir rapidamente para o café da manhã. Depois, a mãe da V teve que ir trabalhar e estivemos as três o resto da manhã a estudar Matemática. Decidimos que era melhor não sujarmos a cozinha (ninguém nos queira ver as três na mesma cozinha; é destruição total) e então fomos almoçar saladas ao Mr. Salads (N/A: nome inventado).
Voltámos para o apartamento e continuámos a estudar a matéria. Estivemos a fazer exercícios até ás seis da tarde e depois fomos dar um passeio na praia. Corremos e até fomos dar um mergulho que soube muito bem porque estava muito calor.
Quando chegámos a casa da V, a Gabi foi-se logo embora porque tinha que acabar de fazer a mala para o dia seguinte e depois do jantar ela voltava. Depois de eu a V termos tomado banho para tirar o sal da pele preparámos uma coisa rápida para jantar (salada de fruta) e ajudei-a a acabar os preparativos para a viagem. Credo! A Vanessa levava uma mala que era quase do meu tamanho.
-Tenho que estar prevenida – justificou ela.
-Pois. Vou fingir que tu não levas o closet inteiro.
A Gabi telefonou a dizer que a mãe a tinha prendido em casa com a justificação de que iria ficar muito tempo sem ver a filha e por isso iria querer estar com ela até aos últimos minutos.
Tivemos que aceitar. Até porque depois da prova, teríamos que ir a correr para o aeroporto para depois: VANCOUVER!
Adormecemos cedo e depois também acordámos cedo. Saímos de casa já com as malas que iriam ficar no carro da mãe da V.
Chegámos há escola e a Gabi já lá estava com a mãe abraçada a ela e com uma mala do tamanho da mala da V.
-Vocês são malucas! – exclamei.
Elas riram-se. Metemos a mala da Gabi dentro do porta bagagens do carro da senhora Lurdes e depois elas despediram-se demoradamente das mães. Eu despedi-me das minhas tias com um beijinho e prometi que lá elas estariam muito bem.
Entrámos na escola e as salas foram as mesmas, ou seja, não estaria na mesma sala das minhas BFF. A prova decorreu no mesmo tempo e também me correu bem. Os resultados iriam sair dali a um mês, por isso, podia descansar.
Quando cheguei há entrada da escola, elas já lá estavam a bater o pé ao mesmo tempo e assim que me viram correram para mim e obrigaram-me a correr até ao parque de estacionamento onde estava a minha tia Lurdes.
-Eu quero ver o Taylor, se faz favor, tá? – queixou-se a Gabi.
-E eu o Cameron – disse a V.
-Tenham calma! – guinchei.
Despedimo-nos da mãe da V e fomos fazer o check-in as três super ansiosas. Depois fomos beber um sumo e aproveitei para ligar ao Taylor.
-Oi amor.
-Malu! Estão bem? Quando é que chegam?
-O avião parte daqui a meia hora e são cinco horas de avião, mas a Jane sabe o horário do avião, OK?
-Está bem – disse ele um bocado ansioso. – Não vejo a hora de te ter aqui.
-Eu também não. Agora tenho que desligar. Beijo.
-Beijo. Amo-te.
Desliguei e voltei para junto delas.
A viagem foi tranquila. Passámos o tempo todo a ler (adivinhem o quê!?) e falávamos de vez em quando. Chegámos ao aeroporto e lá estava a Jane e a minha mãe.
-OK, é assim: a minha mãe fala muito pouco Inglês mas percebe alguma coisa e preparem-se, porque aqui, vocês vão ter mesmo que falar Inglês puro – avisei-as.
Elas acenaram e continuámos a andar.
-Jane! – chamei-a.
Ela olhou para mim e sorriu assim como a minha mãe. Foram as duas na nossa direcção e cumprimentaram-se. As minhas amigas apresentaram-se à Jane num Inglês perfeito (é o que dá sermos as mais inteligentes). Depois fomos para o carro e quem estava há nossa espera? (para além dos paparazzi). Nem queria acreditar. Com um sorriso lindo e uns olhos muito bondosos e compreensivos, como os tinha conhecido, estava o Will, a primeira pessoa que conheci quando aterrei com a minha mãe há uma semana atrás.
-Will! – chamei-o.
Ele sorriu ainda mais e abraçou-me.
-Nem acredito! Estás aqui!
-Fui destacado para cuidar das tuas amigas enquanto estão cá em Vancouver. Vou mostrar-vos tudo – disse ele mais para elas do que para mim.
Ele ajudou-nos com as bagagens e depois levou-nos para o hotel. Já estava noite em Vancouver por isso já devia de passar das nove da noite.
-Hora de telefonarem – avisei-as.
Elas pegaram nos telemóveis e disseram que estava tudo bem e que agora iriam descansar por causa da viajem que tinha sido muito cansativa.
Chegámos ao hotel e o Will ajudou-nos a levarmos as malas. A Jane e a minha mãe despediram-se de nós no piso delas e continuámos a subir.
-Will, em que quarto é que ficas? – perguntei-lhe.
-No 1875. As tuas amigas ficam no mesmo andar que eu.
-Ah, OK.
-Hei! Eu quero conhecer o Taylor! - reclamou a Gabi.
-Podem conhecê-lo amanhã – disse-lhes olhando-as como sinal de “quero estar sozinha com ele!”.
-Sim, podemos conhecê-lo amanhã – finalizou a V.
Elas e o Will saíram no andar deles enquanto eu continuei a subir. O elevador abriu-se e eu corri para o meu quarto para meter a minha mala pequena. Depois, corri para o quarto do Taylor. Ele ainda demorou a abrir a porta mas assim que esta se abriu abracei-o com tanta força que juro que o ia estrangular.
Ficámos abraçados os dois um tempo infinito e depois ele fechou a porta.
-Fica comigo hoje – sussurrou ele ao meu ouvido.
-Eu ficaria mesmo que não pedisses.
Sentámo-nos os dois no sofá e eu estive a falar da minha estadia lá no Brasil. Falei que as provas me tinham corrido como desejava e que a volta tinha sido a minha melhor parte. Quando ele perguntou porquê eu expliquei que era porque eu não conseguia viver muito tempo afastada dele. Ele sorriu e beijou-me de uma forma muito doce.
Adormeci com uma camisola gigante que o Taylor lá tinha e ainda bem que tinha acordado primeiro que ele porque a camisola tinha subido consideravelmente.
-Taylor? – sussurrei ao ouvido dele. – Vou-me vestir. Já nos encontramos lá em baixo.
-Não – resmungou ele puxando-me para cima dele.
Fiquei de olhos arregalados a ver o que acontecia a seguir. Ele abriu os olhos e ficou curioso quando há minha cara.
-Que foi?
-Taylor, fecha os olhos.
-Porquê? – perguntou ele.
-Porque neste momento a tua camisola gigante subiu demasiado.
Ele riu-se e depois disse:
-Nada que eu não tenha visto ontem.
-Taylor! – exclamei assustada.
-Tem calma. Não me aproveitei de ti, juro. Só que ontem levantei-me e vi-te. Pronto, nada de especial.
Revirei os olhos e bati-lhe no ombro devagarinho. Tentei levantar-me mas ele prendeu-me e rolou para cima de mim. O meu coração começou a bater freneticamente e ele beijou-me o que não facilitou de todo a situação.
-Taylor… - sussurrei.
-Não – rosnou ele.
Aproximou mais o seu corpo contra o meu e começou a beijar o meu pescoço e ombros.
-Não! – exclamei. Dei-lhe um empurrão demasiado forte e saltei da cama num ápice.
Ele ficou a olhar para mim espantado e eu estava assustada de mim mesma. Encostei-me na parede e fiquei em choque com o que eu tinha feito. Não era aquilo que eu mais queria? Fazer amor com o Taylor? Com a pessoa que eu amava?
-Maria?
-Eu… tenho que me ir vestir. Estou atrasada – disse num sussurro e corri para a porta mas ele parou-me.
-O que aconteceu? Não era aquilo que mais querias?
Olhei para ele chocada, mas não era com ele, era comigo. O que é que me tinha dado? Era com ele que eu queria fazer isto e com mais ninguém. Como?
-Desculpa – disse eu olhando o chão.
-Ei, não peças desculpa – disse ele levantando o meu queixo. – Está tudo bem.
-Não, não está. Era suposto eu querer isto e agora…
-Está tudo bem – voltou ele a dizer. Abraçou-me e por fim disse: - Tentamos noutro dia, está bem?
Acenei com a cabeça no seu peito, tentando esconder as lágrimas que queriam aparecer.
-Mudando de assunto. O teu aniversário está a chegar e eu queria saber do que é que tu gostas?
-Gosto de ti – disse-lhe. Foi a primeira coisa que me saiu.
-Para além disso.
-Bem, gosto de discotecas, de carros, de motos, de jogos de vídeo, de gatos, de praia… É suficiente a lista?
-O suficiente… para mim – disse ele olhando-me misteriosamente. – Agora vai vestir-te. Espero-te lá em baixo.
Beijou-me o topo da cabeça e abriu a porta para mim.

Capítulo 17

Tomei um banho bem longo, mas o dever chamava-me, por isso vesti uma mini saia, um top branco e um casaco de ganga sem mangas. Estava perfeita. Peguei no guião e na minha mala e saí do quarto para ir tomar o pequeno-almoço. Por incrível que pareça, as minhas amigas estavam com o Will a tomar o pequeno-almoço com a maior cara de sono. Pois, estávamos de férias e há hora que chegámos ontem há noite… Talvez hoje pedisse para sair mais cedo… talvez não fosse possível porque eu estive fora três dias, por isso, era melhor não abusar da sorte e não atrasar o trabalho.
-Bom dia! – disse-lhes pegando no café e numa maçã. – Prontas para conhecer os famosos dos famosos?
Parecia que tinha clicado no botão “despertar” porque elas levantaram automaticamente os olhos para mim com os maiores sorrisos para mim e com os olhinhos a brilhar como estrelas cintilantes no céu.
-Mas é óbvio que sim – disse a Gabi.
-Ainda bem – suspirei.
-Bom dia – sussurrou Taylor ao meu ouvido e dando um beijo no meu pescoço.
-Não te custava nada seres um pouco mais discreto – reclamei. – Bom dia também para ti.
As minhas amigas estavam hipnotizadas. Parecia que tinham parado no tempo. Ficaram as duas com alguma coisa na mão, com a boca aberta e os olhos não se moviam, nem para pestanejar. Estariam vivas?
-Olá? Malu chama as BFF há terra – brinquei passando a mão no rosto de cada uma delas para ver se elas detectavam algum movimento e a sessão de hipnotismo acabava.
Elas não responderam, apenas perguntaram ao Taylor ao mesmo tempo:
-Taylor Lautner?
Ele riu-se um pouco envergonhado e depois disse:
-Sim, sou eu.
Elas piscaram os olhos e foi a sessão de interrogatório:
-És mesmo tu?
-Estás cá no mesmo hotel? No mesmo andar que a Malu?
-Tomas o pequeno-almoço connosco?
-Calma, uma pergunta de cada vez! Sim, sou mesmo eu, sim, estou no mesmo andar que a Malu e sim, tomo o pequeno-almoço com vocês. Ah, bom dia Will.
-Bom dia, Taylor – cumprimentou o Will.
Ele sentou-se na mesa, ao meu lado e comemos com alguma pressa. Elas não diziam nada, mas de vez em quando deitavam um olhar ao Taylor de “se não fosses namorado da minha melhor amiga, comia-te aqui e agora”.
A Jane desceu e foi ter connosco.
-Bom dia a todos. O Chris já vos chamou e está muito interessado em conhecer as tuas amigas, visto que hoje vai ser a cena do primeiro dia de aulas da Nessie.
-A sério? – perguntei surpreendida e olhei para as minhas amigas que pareciam que estavam hipnotizadas novamente. – Vá despachem-se! Não querem que o Chris vos escolha como figurantes?
Elas acabaram o pequeno-almoço rapidamente e disseram as duas juntas:
-Estamos prontas.
Sorri. Era muito bom tê-las aqui e apesar de parecerem hipnotizadas, sabia que por dentro estavam a borbulhar de felicidade e super entusiasmadas
-Então vamos – disse a todos.
O Will iria levar a Gabi e a Vanessa enquanto que a Jane iria levar-me a mim e ao Taylor.
Chegámos lá rapidamente e quando as minhas BFF saíram do carro, os olhinhos delas estavam a brilhar. Para facilitar a situação, a Ash apareceu ao pé de nós:
-Não acredito! Já chegaram!
Abraçou-me e depois foi abraçar a V e a Gabi .
-Obrigada pela viagem, Ash – agradeceu a V.
-Oh, não foi nada. Até porque eu sei que vocês gostam muito de compras e por isso vamos divertimo-nos todas.
Elas sorriram para a Ash e fomos todos andando.
****
Depois de me ter vestido e maquilhado “à Nessie”, fui para o estúdio onde iríamos gravar hoje.
-Maria! – chamou o director mal entrei no estúdio.
-Oi Chris.
-Já falei com as tuas amigas e elas já estão no cenário.
-A sério? Vão mesmo fazer de figurantes?
-Sim, vão – acenou ele.
-Obrigada. Isto é muito importante para elas – agradeci-lhe.
-De nada. Agora vai. Temos um dia cheio de trabalho.
As minhas amigas ficaram lá até ao almoço porque a gravação da cena da cantina durou toda a manhã. O Will depois levou-as a dar um passeio por Vancouver e encontrar-nos-íamos num restaurante de comida Italiana que o Taylor escolheu.
A cena da tarde foi muito complicada porque a Nessie discutia com o Edward sobre o namoro com o Jacob.
-Mas será que eu nunca me vejo livre desse cão? Primeiro a minha mulher e agora a minha filha? – gritou o Rob para mim.
-Pai, por favor! Eu amo-o! – implorei.
-Edward – interrompeu a Kristen. – Não há nada de mal. Já sabias que mais cedo ou mais tarde isto iria acabar assim.
-Corta! – gritou o Chris. – Está perfeito.
Respirei fundo e fui beber água.
-Ei, está tudo bem? – perguntou a Kristen.
-Sim, estou – disse-lhe. – Esta cena é que foi muito emotiva.
-Sim, eu sei. Mas depois quando veres o resultado, tudo valeu a pena – disse ela.
-Obrigada, Kris.
-De nada. Eu falo por experiência própria – deu-me um abraço e depois foi mudar de roupa. Eu também fui passado um bocado e fui com a Jane e o Taylor para o tal restaurante, apesar só me apetecer descansar. 

3 de agosto de 2011

E a Saga continua em Filme - 14º e 15º capítulos

Espero que gostem!
Obrigada pelos comentários! O ex da Malu armado em Brad Pitt? Nem pensar, o Brad é muito mais fofo!
Bjs




Capítulo 14

Fomos os dois tomar o pequeno-almoço e depois seguimos para o estúdio juntos. Taylor estava tenso ao volante e estava constantemente a olhar para os espelhos retrovisores do carro.
-O que se passa? – perguntei-lhe.
-Acho que estamos a ser seguidos – sussurrou ele. Acelerou ainda mais, mas estávamos a dez minutos dos estúdios.
-Taylor, tem calma, pode ser coincidência – acalmei-o, mas ao mesmo tempo tentando acalmar-me.
-Chamas a isto coincidência? – inquiriu ele e dois jipes pretos rodearam o carro.
Ele travou de repente e começou a fazer marcha a trás rapidamente. Os jipes viraram e começaram a correr para o nosso carro.
-Chama a Jane – disse ele, mudando rapidamente a direcção do carro.
-OK.
Peguei o telemóvel dos meus jeans e disquei o número dela.
-Estou? – disse ela.
-Jane, estamos a ser seguidos – disse em pânico.
-Seguidos? Como é que isso é possível? Vou já ligar à polícia! Mantenham a…
-Jane?
Pausa. Apenas ouvia uma voz de fundo rápida e, finalmente, a Jane falou.
-São os seguranças da Summit que vos estão a proteger. Podem voltar para os estúdios normalmente.
Suspirei e dei a notícia ao Taylor. Ele virou de direcção e começou a rumar aos estúdios calmamente.
Finalmente, chegámos aos estúdios e entrámos num deles para irmos falar com o Chris, mas este estava aos berros com a Nikki e com o Robert.
-Como é que vocês puderam fazer aquilo? Aquela cena era uma das mais importantes!
-Chris, desculpa, nós só queríamos ver como é que tinha ficado – desculpou-se a Nikki.
-Oiçam os dois – disse o Chris - ,vocês vão pedir desculpas a todos os que participaram e trabalharam naquela cena e vão tentar convencer todos a refazer a cena, porque eu não irei fazer isso. Têm até ao final do dia para resolver a situação. E agora, todos ao trabalho, hoje temos um longo dia pela frente.
-Vou falar com o Chris – disse eu. Dei uma rápida corrida até ao Chris. – Olá, Chris, bom dia! Olha, eu e o Taylor já chegámos, por isso estamos prontos para começar a trabalhar.
-Oh, que óptimo – disse ele. – Vão vestir-se e depois voltem a este estúdio, hoje vamos gravar algumas cenas dos Volturi. Até já.
Voltou-me costas e foi-se embora.
Fui para o estúdio onde já estavam à minha espera e por isso, foi rápido transformarem-me na Nessie. Fui para o estúdio onde iria gravar e encontrei a Ashley que estava nitidamente nervosa.
-Tu estás bem? A Jane contou-me o que se passou. Tu estás mesmo bem?
-Estou, tem calma – sosseguei-a. – Agora está tudo bem, Ash. Obrigada pela preocupação.
Dei-lhe um beijinho na face e depois fui andando onde estava o Chris.
-Muito bem, vamos começar a gravar! – gritou o Chris.
Corri para ir ter com o Taylor e tirei-lhe o guião.
-Ei! – reclamou ele.
-Tem calma – disse-lhe, fixando rapidamente as falas e entregando-lhe o guião. – Obrigada.
Fui para a minha posição e… “Acção”.
Regravámos aquela cenas vezes e vezes sem conta. Nem consigo contar as vezes que tive que chorar (sim, naquela cena eu tinha que chorar).
-Corta!
Esta foi a palavra final do Chris que avisou a nossa hora de almoço.
-Vamos comer, seus vampiros! – gritou o Kellan, entrando no estúdio.
-Olha quem é ele! – exclamou o Rob dando-lhe um abraço. – Já com fome?
-Já viste o meu tamanho? Tenho que me alimentar!
-Pois, estou a ver – gozou o Jamie. – Vá, vamos lá comer!
Os três saíram do estúdio, mas eu fiquei, queria pedir uma coisa ao Cameron.
-Ei, Cameron! – chamei-o.
Ele parou e veio na minha direcção.
-Diz, Malu. O que foi?
-Bom, tu sabes que eu tenho muitas amigas completamente doidas pela Saga e uma delas é completamente fanática por ti – comecei a explicar. – Achas que dá para lhe dares um autógrafo?
-Claro, qual é o nome dela?
-Vanessa.
-OK. Eu dou-te depois do almoço – disse ele.
-Certo, obrigada, Cameron.
-De nada.
Despedi-me e fui para a cantina que hoje estava cheia. Pedi um esparguete à bolonhesa e fui sentar-me na mesa onde estava o Tay.
-Chegaste! – gritou a Ashley. – Tenho uma coisa para te contar!
OK, quando a Ash começa com aquele discurso, não era coisa boa, e atenção, porque eu conheço-a pessoalmente à muito pouco tempo.
-O que foi, Ashley?
-Estou a planear uma ida às compras! – guinchou. – Só de raparigas!
-E para quando é que é? – perguntei, derrotada.
-Assim que voltares! Ah, e estive a ver e já planeei tudo! As tuas best friends também podem vir.
O pedaço de esparguete que estava a ingerir prendeu-se na minha garganta e engasguei-me. A Ashley, a Vanessa e a Gabi juntas? Mas é que nem pensar! Junta-se a fanática, com a doida e a paranóica por compras! Quero morrer quando esse dia chegar!
-Malu, estás bem? – perguntou o Tay dando-me palmadinhas nas costas.
Respirei fundo e suspirei.
-Não acho muito boa ideia.
-Claro que é! – insistiu ela. – Vá lá! Tipo… uma viagem de finalistas depois das aulas!
-Mas… - tentei argumentar.
-Mas até já comprei as passagens e marquei as estadias delas no teu hotel. Vai ser perfeito! E convém avisá-las já, porque é necessário elas prepararem as malas.
-Ashley… - tentei mais uma vez, mas outra vez em vão, argumentar.
-Vai ser perfeito!
Contestar a Ashley Greene? Impossível. Por várias razões e uma delas é porque eu sabia que ela não iria desistir tão facilmente.
-O.K.
-Ah! ÉS MARAVILHOSA! – gritou ela saltando do seu lugar e vindo abraçar-me.
-Certo, Ashley, mas por favor, não me mates!
-Oh, desculpa – pediu ela, voltando para o seu lugar na mesa.
O Kellan soltou uma gargalhada beeem sonora e todos também começámos a rir-nos.
-Malu? – chamou o Cameron.
-Sim?
-O autógrafo – disse ele entregando-me uma folha de papel com a assinatura dele e uma pequena dedicatória.
-Obrigada, mas… acho que vais ter que assinar muitas mais folhas porque… aqui, a menina Ashley preparou tudo para as minhas amigas virem passar cá uns tempos comigo.
Cameron sorriu e olhou da Ashley para mim.
-Fanáticas como ela?
-Bem piores – assegurei-lhe.
-Fantástico! Espero bem que tenham dinheiro para pagarem a construção dos estúdios – ironizou ele.
O Cameron acabou por sentar-se connosco e com ele também se juntaram o Boo Boo, a Julia e a Dakota. Todos se riram e gozaram com a Ashley sobre a notícia.
-Acabou a hora de almoço – disse o Chris. – Agora, todos para os estúdios excepto… o Robert, a Kristen, o Taylor e a Malu, que vão com a Jane para a sessão fotográfica da Enterview Weekly. E mais uma coisa – acrescentou ele levantando no ar três bilhetes de avião. – O teu bilhete mais os das tuas amigas, Malu.
-Não. Acredito. – disse eu levantando-me cautelosamente da mesa e pegando os bilhetes. – OMG OMG OMG! Isto é fantástico!
Ashley deu uma gargalhada vitoriosa e eu também. Admito, no início pensei que fosse uma brincadeira qualquer, mas afinal era verdade.
-Vá. Vão ter que ir – disse o Chris, rindo-se de mim e da Ashley.
Entreguei o tabuleiro à funcionária, peguei nas minhas coisas e fui andando para a carrinha que nos esperava.
-Olá – cumprimentou-nos Jane. – Então, vamos?
Acenámos todos e entrámos no carro. Quem ficou ao meu lado foi o Taylor e do lado dele o Robert. A Kristen ia no lado do pendura.
-Vê lá se te acalmas Kris – aconselhou o Taylor. – Há pessoas aqui presentes que nunca te ouviram a dizer asneiras.
-Estás a falar da Malu? – perguntou a Kristen, muito mal humorada. – Ah, ouve Malu eu odeio photoshoots por isso, se me vires a dizer uma asneira ou outra, não te incomodes, eu sou mesmo assim.
Eu ia a responder que não me importava, aliás, ás vezes até dizia algumas, mas o Taylor intrometeu-me:
-Algumas? Kristen, quando tu estás mal humorada são mais as asneiras que tu dizes do que as palavras normais!
-Cala a merd* dessa boca Tay!
-Ei! Tu não falas assim com ele! – repreendia.
-Vês, Kris? Ele agora já tem defensora! – gozou o Robert.
Ri-me com eles para não tornar o ambiente demasiado pesado.
Ficámos a conversar sobre como seria a sessão fotográfica e do nada a Jane parou o carro e avisou:
-Chegámos! Eu venho buscar-vos ás sete que é quando o photoshoot acaba. Até logo!
-O quê, Jane? Eu vou ficar cinco horas nesta porr* de estúdio com fotógrafos e jornalistas por todo o lado? Ah, quero morrer!
Preciso de dizer que foi a Kristen que disse a frase? Acho que não, porque ela estava mesmo de mau humor e só disse asneiras o tempo todo em que estivemos no carro.
-Tem calma, Kristen. Relaxa. Olha que as rugas não ficam nada bem nas sessões fotográficas! – brincou a Jane.
Saí do carro com Taylor no meu encalço e logo de seguida saiu o Robert e depois, de má vontade, saiu a Kristen.
Uma senhora com uns vinte e poucos anos veio ter connosco e apresentou-se:
-Olá a todos! Eu sou a Sarah e sejam bem vindos ao Photoshoot da EW. Sigam-me, por favor.
Estava um calor abrasador e o sol estava no seu pique a esta hora. Aquilo era fantástico! Estavam pessoas por todo o lado e fui logo levada para a maquilhagem. Deram-me uns calções super curtos, uma T-shirt cinzenta clara e pediram-me para me vestir. Fiquei super CUTE (como diria a Ashley)! Tinha umas sandálias pretas com um pouco de salto e… eu estava perfeita. Depois de sair do vestiário levaram-me para o cabeleireiro e trataram do meu cabelo. Ficou todo liso e com volume. Estava lindo. Depois levaram-me lá para fora e fiquei há espera deles.
A primeira que apareceu foi a Kristen e vinha com uma cara de santinha.
-OK, vamos esperar pelo Robert e pelo Taylor – disse a Sarah.
Eu e a Kristen ficámos as duas a olhar uma para a outra sem falar nada. Seria possível eles demorarem mais tempo que nós?
Eles apareceram os dois ao mesmo tempo, lado a lado e… uau! O Robert vinha com umas calças de ganga claras rasgadas nos joelhos, com uma T-shirt super justa ao corpo dele, verde escura. E o Taylor vinha com umas calças de ganga também claras mas não vinham rasgadas e uma T-shirt branca suuuuper justa ao corpo dele que lhe definia os músculos dele. Ainda bem que sou namorada dele, porque se não fosse ele era capaz de pensar que me iria atirar a ele.
-Ora bem, já estão cá todos! – exclamou um fotógrafo. – Eu sou o Steve e sou eu que vos vou fotografar mais o meu colega John.
Ele apontou para o John que era um rapaz bastante novo, uns vinte anos, não tinha mais do que isso. Steve continuou:
-E agora, toca ao trabalho! Vamos começar por fotografar apenas a Kristen e a Maria e depois o Taylor e o Robert.
Eu e a Kristen ficámos as duas juntas, costas com costas, a rir-nos. Depois, sentámo-nos as duas e olhámos para a câmera directamente.
Aquilo era muito divertido! Foi a vez do Taylor e do Robert e eles ficaram muito sexys, principalmente o Taylor. O meu namorado era lindo de morrer!
Chamaram-nos e fomos para o lado deles. A ordem ficou assim: Robert e Kristen, Taylor e eu. Ficámos muito bem naquela foto.
-E agora, um clássico – avisou o Steve. – A luta: Maria com Taylor e depois a Kristen com o Robert.
Como é que eu iria lutar com o Taylor? Vá lá, era impossível, eu nem sei lutar!
Ele começou a empurrar-me devagarinho e eu também comecei a entrar na brincadeira. Comecei a fazer-lhe cócegas e ele a mim e preguei-lhe uma rasteira, mas ele segurou-me no braço e obrigou-me a cair com ele. Começámo-nos a rir e eu só ouvia duas coisas: as gargalhadas dele e os flashes das câmeras.
-Está perfeito! – exclamou Steve.  - Sentem-se os dois.
Saí de cima dele e sentei-me ao lado dele. Ele depois também se sentou e meteu um braço há volta da minha cintura e encostou-se mais a mim.
-Fantástico! Agora, é a vez de Robsten!
Saímos dos flashes e retocaram-me a maquilhagem. Depois da “luta” entre o Rob e a Kris que se chamarem àquilo de luta, eu chamo àquilo ritual de acasalamento, fizemos mais umas quantas fotos, todos juntos e depois individuais.
Troquei de roupa, fui desmaquilhada e depois ficámos os quatro à espera da Jane. Ela apareceu um pouco depois e levou cada um de nós para o hotel.
Taylor entrou no meu quarto e ajudou-me a fazer as malas sendo que assim que o dia amanhecesse, teria que estar dentro de um avião. O toque de que as minhas amigas entraram online despertou-me a atenção e lembrei-me que tenho que lhes contar a boa notícia (para elas).
-Olá meninas! – exclamei eu em Português.
-OI! – gritaram as duas.
-Tenho uma novidade para vos contar! – disse-lhes e levantei os três bilhetes.
Elas ficaram sem reacção e depois começaram aos berros.
-Eu não acredito! Voltamos para Vancouver contigo? – perguntou a V sem acreditar.
-Sim – respondi-lhe. – Por isso, toca a fazer as malas, porque daqui a três dias, já estamos num voo.
Voltaram a gritar e foram-se logo embora para preparar as malas e, no dia seguinte, a mãe da V iria buscar-me ao aeroporto mais as minhas BFF.
Voltei a concentrar-me em fazer as malas e quando acabei Taylor abraçou-me fortemente. Também o abracei porque sabia o que ele estava a sentir.
-Irei telefonar-te todos os dias – sussurrou ele ao meu ouvido.
-Eu também. E irei contar todos os segundos para estarmos juntos de novo.
-Eu amo-te.
-Eu amo-te mais – disse-lhe enquanto lhe dava um beijo bem intenso na boca.
Fui andando na direcção da minha cama e ele não hesitou. Pensei que era desta que ele não recusava, mas estava enganada. Quando ele percebeu que eu me estava a entusiasmar demasiado, ele parou.
-Hoje não. Tens que te levantar cedo e não é oportuno – justificou-se.
-Mas vais ficar cá a dormir, certo? – perguntei esperançosa. – Eu quero-te aqui, ao meu lado.
Ele sorriu para mim e pegou-me na mão.
-Claro que sim. Vou só buscar umas coisas ao meu quarto.
Ele saiu e pouco depois voltou. Deitei-me e tentei adormecer mas as imagens do dia de ontem não paravam de me passar na cabeça. Parecia que só agora é que estava a perceber que aquilo podia ter corrido mesmo mal.

Capítulo 15

Acordei bastante cedo e Taylor levou-me ao aeroporto. Apesar de faltar ainda algum tempo, havia lá muitos fotógrafos e por esse motivo só deu para darmos uns beijos de despedida dentro do carro. Ele seguiu logo e eu fui fazer o check in. Convenci a minha mãe a deixar-me viajar sozinha o que seria muito bom e realmente foi. Apesar de serem cinco horas de voo, passei o tempo todo a estudar para os exames finais e a ouvir música. Praticamente não senti nenhuma turbulência o que era bom sendo que eu não me sentia muito confortável quando havia. Saí do aeroporto e lá estavam as duas pessoas que eu mais queria ver naquele momento. Correram logo para mim e fizemos o nosso tão conhecido abraço de grupo.
-Como é que estás? – perguntou a Gabi.
-Eu estou bem e vocês?
-Muito melhor agora que tu estás aqui! – exclamou a V. – A minha mãe vai levar-nos a almoçar na nossa pizzaria favorita e, é para contares essas novidades todas!
-Queremos saber tudo!
-OK, está bem, eu conto-vos tudo, mas não se esqueçam que às três da tarde temos prova de Português.
-Nunca, estudámos tudinho e sabemos todas as coisas até ao ínfimo pormenor! – disse a Gabi.
Fomos almoçar há nossa pizzaria favorita enquanto que a senhora Lurdes (a mãe da V foi dar uma volta no shopping).
-Conta-nos tudo! – exclamou a Gabi. – Como é que foi?
-No início, eu estava um bocado assustada porque nunca os tinha conhecido pessoalmente e para além do mais eu iria entrar na Saga mais famosa do mundo e que eu também amava. Mas depois foi tudo muito espontâneo, eles são todos muito simpáticos e somos todos muito unidos.
-Isso não me chega – disse a V com cara azeda. – Eu quero saber como é que foram as coisas com o Taylor.
Suspirei fundo. A Van era assim: sempre incansável há procura de uma gossip girl (N/A: eu fui ver ao dicionário e quer dizer conversa de raparigas = fofocas) para falar durante um ano. No entanto, eu sabia que não valia a pena esconder aquilo por mais tempo, até porque elas já sabiam.
-Foi… tão… espontâneo, sabem? – tentei explicar. – Aproximámo-nos e depois… aconteceu.
-Resumindo: apaixonaram-se à primeira vista! – concluiu a Gabi.
-Sim – completei.
-Oh, que fofo – suspirou a Vanessa. – Não vejo a hora de também arranjar um amor assim.
-Bom, agora é melhor pedirmos porque eu não quero chegar atrasada ao exame – disse-lhes.
Almoçámos a nossa pizza favorita: a tropical com três coca-colas e depois chamámos a mãe da V para nos levar á escola.
Apenas lá estavam os alunos do 12º ano e todos pareciam demasiado nervosos. Eu e as minhas amigas também estávamos, mas nós éramos muito boas alunas e tínhamos a consciência de que tínhamos estudado muito para este exame e para o de Matemática também.
O toque da campainha soou a avisar-nos de que devíamos de entrar nas nossas salas para começar a fazer o exame. Desejámos boa sorte a todas e entrámos nas nossas salas. Na minha estavam a Laura, a Carol e o Pedro, uns colegas que eu conhecia, mas não costumava muito dar-me com eles. Sentei-me numa das últimas filas, e preparei-me para fazer o teste.
O professor chegou, fez a chamada, entregou-nos a prova e a folha onde iríamos escrever as respostas, desejou-nos boa sorte e começámos a fazer o teste.
Os 90 minutos que se seguiram passaram rápido, mas consegui acabar o teste a horas e até acho que me tinha corrido bem. Respondi a tudo e acho que tinha apenas duas respostas erradas.
Saí da sala e fiquei há espera da Vanessa e da Gabi que chegaram pouco tempo depois e fomos para casa da Gabi. O porquê de irmos para casa dela? Duas razões: a primeira era que era perto da escola, sendo assim podíamos ir todas juntas a pé, e o segundo motivo era porque ela tinha uma piscina enorme e os nossos biquínis.
-Hum – disse a Gabi quando chegámos à beira da piscina ainda vestidas. – Banho de amigas!
Atirou-me a mim e há V para dentro da piscina e depois atirou-se ela.
-A tua sorte era que ainda tinha o meu telemóvel na mala! – gritou a V.
-E eu também – repreendia.
-Desculpem, mas apeteceu-me mesmo! – justificou-se ela.
Começámos a atirar água umas ás outras, e divertimo-nos mesmo muito. A mãe da Gabi chegou e perguntou se ficávamos para jantar, mas recusámos porque íamos para casa da V.
Tomámos banho e vestimos algumas roupas que eu e a V tínhamos lá. Sim, porque nós estávamos sempre em casa umas das outras e por isso tínhamos sempre roupas nossas em casa umas das outras. Fomos as três para a casa da V de Bus e depois de revermos algumas mensagens, vestimos os nossos pijamas e preparámo-nos para irmos dormir.
-Preciso só de fazer um telefonema – avisei-as.
Peguei no meu telemóvel e telefonei para o Taylor. Ele atendeu logo ao primeiro toque:
-Hello?
-Oi Taylor, sou eu – falei eu em Inglês.
-Ah, Malu, és tu. Nem sabes como já estou com saudades tuas.
-Eu também estou. Mas pensa: depois de amanhã já estou aí ao pé de ti, OK?
-OK. E como é que correu a viagem?
-Correu bem – disse-lhe. – Posso pedir-te um favor?
-Claro – assentiu ele.
-Avisa a minha mãe que eu cheguei bem, OK? Ah, e que a prova também.
-Eu aviso-a. Deve de ser tarde aí. Vai dormir. Falamos melhor amanhã.
-Está bem. Amo-te.
-Amo-te.
Desliguei o telemóvel e voltei para junto das minhas amigas.
-Já falaste com o teu amor? – espicaçou a Vanessa.
-Ai o amor é tão lindo! – suspirou a Gabi teatralmente.
-E a inveja também – respondi-lhes irónica.
Começámo-nos a rir e depois adormecemos. Hoje o dia tinha tido muita energia e era bom voltar para a terra onde nasci, era onde estavam as minhas raízes. 

27 de julho de 2011

E a Saga continua em Filme - 12º e 13º capítulos

Espero que gostem!
Estes capítulos têm muita ação!




Capítulo 12

-Sou eu! – exclamou o Taylor e eu abri-lhe a porta.
-Oi – sussurrei e puxando-o para dentro do quarto e dei-lhe um beijo muuuito demorado.
-Bem, se for assim todas as manhãs, não vou conseguir sobreviver contigo naqueles três dias que vais estar ausente! – exclamou ele.
-Vamos? – perguntei-lhe pegando na minha mala.
-Sim, claro. A Jane está à nossa espera.
Descemos até à recepção e fomos logo para o estúdio, sendo que iríamos tomar o pequeno-almoço lá.
-Está tudo bem? – perguntou a Jane. – Já percebi que as coisas entre ti e o teu pai não são muito boas.
-Obrigada pela tua preocupação, Jane. Posso pedir-te um favor? – continuei sem a deixar responder. – Não deixes o meu pai nem o amigo dele virem para o estúdio. Peço-te por tudo, não o faças.
-Está tudo bem. Eu mantenho-os há distância.
-Obrigada – agradeci saindo do carro.
-Sempre às ordens.
Fomos os dois calmamente para a cafetaria. Pedimos os dois um café e um croissant com queijo e fiambre para cada um de nós. Depois, fomos juntar-nos com alguns amigos e colegas nossos que lá se encontravam.
-Bom dia! Muito animados, vocês! – notou a Ashley.
-O dia está lindo, os pássaros cantam – comecei.
-E estamos apaixonados – murmurou o Taylor.
A Ash soltou um gritinho e acho que a Kristen e o Jackson (que estavam ao lado dela) quase ficaram sem tímpanos.
-Vocês andam? – questionou a Ash muito baixinho. Eu e Taylor limitámo-nos a acenar com a cabeça.
-Não acredito! Isso é demais! – falou ela. – Agora todos os casais já estão juntos. Pelo menos no que conta aos Cullen.
-Tem lá calma, Ash – disse o Taylor. – Não é para andares a espalhar pelos sete ventos que nós andamos.
-Tudo bem – disse ela levantando dois dedos formando um V. – Palavra de escuteira.
Revirei os olhos e comecei a comer lentamente. Entretanto, apareceu o Chris.
-Maria, vais na Quarta para o Brasil, certo? – perguntou ele e eu acenei com a cabeça. – A Summit já te marcou a viagem e voltas no Sábado de manhã. A Jane entrega-te os bilhetes logo à noite, pode ser?
-Claro – concordei. – Obrigada por me teres avisado.
-De nada. E têm três minutos para se prepararem. Espero bem que tenham estudado as falas e hoje não haja erros.
A última parte foi dirigida especialmente para mim e eu voltei a acenar com a cabeça.
-Já marquei o restaurante para hoje à noite – avisou o Michael Sheen. – Maria, também estás convidada.
-Obrigada Michael, mas eu hoje estava a pensar em jantar no hotel porque preciso de estudar.
-Oh, é uma pena, mas eu compreendo-te; os estudos em primeiro lugar. Bom estudo – desejou-me ele. – E então, para além da Maria, mais alguém não vai?
-Eu passo, Michael – disse o Taylor. – Estou a pensar em descansar um pouco.
-OK. Tudo bem. Mais alguém? – olhou para todos e como mais ninguém se pronunciou ele continuou: - Então encontramo-nos no ponto de encontro. Até logo.
Ele afastou-se e fui meter o tabuleiro no carrinho. Fui para o estúdio e hoje as gravações prometiam: a primeira cena que gravámos foi o início do filme, era do tempo em que a Nessie e o Jacob ainda eram amigos e estavam os dois a conversar sobre amor. Passámos a manhã toda naquilo e depois fomos almoçar. Depois do almoço, gravámos a cena em que o Jacob entra no quarto da Nessie e o Edward aparece e repreende os dois (especialmente o Jacob). A terceira cena (e a última) foi a Bella e a Rosalie a falarem com a Nessie sobre o namoro do Jacob e dela. Foi uma cena muito emotiva e, como dizia o guião, eu chorei, mas neste caso, eu chorei porque aquela cena foi tão… emocionante que eu (Malu) chorei mesmo.
Depois de me terem desmaquilhado, fui andando para o parque de estacionamento do estúdio com alguns amigos deles (e sim, o Taylor estava lá). No entanto, eu não esperava encontrar aquele carro. Não era o jipe preto e discreto da Jane. Ao fundo avistei a Jane a chegar a alta velocidade, mas era tarde demais.
-Pai?
-Olá Maria Luísa.
A voz dele era fria e cortante como um iceberg que habita no Árctico. Arrepiei-me apesar de não estar frio e o vento não existir. Eu temia o meu pai, sabia disso. Sabia que todas as vezes que jogava ao ataque era para me defender, porque ele tinha feito muito mal a mim e à minha mãe.
-Trouxeste o Jorge – observei eu, vendo-o a sair do carro.
-Sim – afirmou ele. – Vamos lanchar os três juntos?
Dei um passo atrás e o Taylor tocou-me nas costas e o elenco aproximou-se mais de mim.
-Quem é? – perguntou a Nikki que estava ao meu lado.
-O pai da Maria e o … Jorge – respondeu o Taylor por mim. – Não confiem neles. Não são boas pessoas.
-Vá lá – continuou o meu pai. – Já acabaste o trabalho e tudo.
Deu um passo à frente, mas desta vez a mão do Taylor não me deixou recuar e, de um certo modo, ainda bem.
-Não – respondi-lhe. – Estou cansada e vou descansar.
-Óptimo, eu levo-te ao hotel.
-Não é preciso senhor Fortes – interveio a Jane. – Eu mesma encarrego-me disso.
-Mas eu sou pai dela – teimou o meu pai.
-E a Jane tem como função proteger-me dos paparazzi. Sendo que o pai nem me  consegue proteger de um violador, duvido que consiga fazer um trabalho árduo como o que a Jane faz.
-Maria Luísa, já chega – cortou ele aproximando-se de mim em dois passos. Ficou mesmo ao pé de mim, tão perto que conseguia ouvir o coração dele a bater (eu sei, sou exagerada, mas estava muito perto). – A menina vem comigo e acabou-se a conversa.
-Maria, Taylor, Robert e Kristen, venham cá, por favor – chamou o Chris não sei de onde.
Afastámo-nos os quatro e fomos ter com ele que estava ao pé da entrada do estúdio número três.
-Entrem lá para dentro, agora – disse ele urgente. - Depois conversamos.
Entrámos os quatro lá dentro e fomos para ao pé do cenário gigante da cozinha. Sentei-me numa das cadeiras, tentando respirar normalmente, mas o meu sangue estava cheio de adrenalina e sabia que não conseguiria parar tão rapidamente.
-Maria – chamou o Robert sentando-se de frente para mim. – O que se passou ali?
-O meu pai não é boa pessoa. Ele não consegue ver as outras pessoas felizes.
Meti a minha testa no tampo da mesa, absorvendo o frio que emanava.
-Ele…o rapaz que estava com ele era o meu ex-namorado e …
-É tão mau como o pai dela – completou o Taylor, por mim.
-Estou a ver – disse o Robert. – Percebeste que não vamos gravar nada, não é? Foi só um escape que o Chris arranjou.
-Eu percebi – garanti-lhe. – E irei estar-lhe eternamente grata.
Ficámos os quatro sentados no sofá da sala de estar da casa do Edward e da Bella, à espera que alguém viesse.
O meu desespero era enorme. Queria saber o que se estava a passar lá fora; será que estariam a discutir, a ameaçar-se uns aos outros? Não sabia, mas queria saber. Não aguentei mais e levantei-me para sair do estúdio, apenas para saber se estava a correr tudo bem (sinónimo: se não andavam ao murro). Abri a porta do estúdio apenas o suficiente para sair dali, de maneira a não saberem da minha existência. Escondi-me atrás de uns camiões da Summit e aos poucos fui-me aproximando, escondendo-me atrás de outros carros.
A minha mãe estava no carro da Jane enquanto esta, o Chris o meu pai e o Jorge estavam a conversar (em Inglês).
-A vida de actor é assim mesmo – explicou o Chris.
-A minha filha é menor de idade, ela não pode trabalhar até tão tarde! – explicou o meu pai claramente chateado..
-Na verdade – interveio Jane - ,o contrato diz que ela não pode trabalhar após a meia-noite até ás seis horas do dia seguinte.
-Eu quero levar a minha filha – disse o meu pai, grosso. – Agora.
Jorge olhou ao redor e encontrou-me. Sorriu malicioso e eu corri até entrar no estúdio mais próximo. As luzes estavam apagadas e não se ouvia som algum.
Saía dali ou entrava mais adentro no estúdio? Era melhor a segunda opção, apesar da primeira ser tentadora. Fui andando e aos poucos comecei a reconhecer o local: era o estúdio onde se gravavam as cenas dos Volturi, em Itália. Entrei no estúdio onde estavam os três tronos. Ia a sentar-me e ouvi a porta a fechar-se com um clique.
“Ele está aqui. Ele está aqui”. A minha cabeça gritava em pânico. O meu coração acelerou abruptamente. Onde é que me iria esconder?
-Maria? Estás aqui?
Suspirei fundo, era apenas a voz de Taylor.
-Sim, estou aqui.
Saí dali a correr e vi a sua sombra.
-Vamos – pedi com urgência.
Ele pegou-me na mão e abrimos a porta do estúdio. Mas eis que surgem duas sombras que eu conhecia muito bem: a do Jorge e a do meu pai.
O meu dia podia correr pior? Eu acho que não. E depois de amanhã partia para o Brasil.

Capítulo 13

-Olá filha – disse o meu pai. – Não temos muito tempo, vamos embora.
Pegou-me no braço e tentou empurrar-me dali para fora com a sua força bruta, mas o Taylor impediu-o.
-Sai do meu caminho, pirralho.
-Deixe-a – disse o Taylor.
-Senão o quê? Vais-me matar? – ironizou o meu pai. – Jorge, trata dele.
Jorge tentou pegar no Taylor, mas este esquivou-se e o meu pai deu-me um empurrão e afastou-me do Taylor.
-NÃO! LARGUE-ME! SOCORRO!
-Cala a boca – disse o meu pai tapando a minha boca.
Tentei morder-lhe a mão, mas não resultou.
-Não! Maria! – gritou o Taylor.
O meu pai empurrou-me para dentro e logo de seguida entrou o Jorge para o meu lado, trancando as portas e partimos a grande velocidade. Olhei para trás e o Taylor já estava a correr para ir buscar o carro dele.
-Pai, por favor, não faça isto – pedi-lhe desesperada.
O meu coração batia a mil e o Jorge chegou-se mais a mim.
-Tem calma – disse ele. – Vamos ter uma noite de sonho. E amanhã, vamos os três para o Brasil e nunca mais voltarás para ao pé daquele miúdo.
-Larga-me, Jorge – disse-lhe metendo uma mão no seu peito e tentando impedir que ele me tocasse. No entanto, foi em vão. Ele agarrou-me na cintura e puxou-me para ele.
Que nojo! Quero sair daqui. Virei a cara e olhei para a janela. O meu pai andava pelas ruas de Vancouver a alta velocidade e do nada, vi o carro do Taylor.
-Merd*! Temos companhia – declarou o meu pai, acelerando ainda mais.
Olhei para trás e o carro da Jane vinha atrás de nós com a minha mãe lá dentro. Ela estava com a cara mais preocupada à face da Terra.
Jorge virou a minha cara para ele e beijou-me. Tentei afastar-me mas ele encostou-me ao vidro do carro e começou a subir as mãos.
Não! Por favor, outra vez, não!
O meu pai travou o carro bruscamente o que interrompeu o beijo e ainda bem. Falou qualquer coisa e depois voltou a acelerar e passado um bocado travou.
-Vai. Amanhã de manhã venho buscar-vos – disse o meu pai.
O Jorge abriu a porta e obrigou-me a sair com ele. Tentei livrar-me do braço dele no entanto, quando me apanhou, tinha uma coisa a fazer-me pressão nas costas.
-Mais uma dessas e morres – disse ele ao meu ouvido. – E tu não queres isso, pois não?
Corremos para não sei aonde e vejo umas letras verdes, grandes a dizer “MOTEL”.
Ele abriu a porta e atirou-me para cima da cama.
-Hoje, és minha – sussurrou ele enquanto me tentava tirar a roupa.
-Não… por favor Jorge! Não o faças!
Beijou-me e abriu o botão dos meus calções.
-Vá lá… Já cresceste, estás mais consciente de que podes aproveitar este momento – disse ele.
É isso! Neste momento vou ser actriz e depois deixo-o.
-Eu sei. Só… só esta noite – disse mordendo-lhe o lóbulo da orelha.
-Tudo bem.
Olhei para a janela que estava com os cortinados fechados mas vi por uma brecha o rosto que eu mais desejava ver. Disse pelos lábios, sem fazer som algum para ele me ajudar e ele acenou. Passados uns segundos, a porta do quarto foi arrombada e o Taylor entrou lá dentro, empurrando o Jorge para a parede do lado esquerdo. A minha mãe e a Jane apareceram e foram até mim. A minha mãe abraçou-me logo e a Jane telefonava para a emergência.
Olhei para a luta e o Taylor já estava a dominar a situação, dando-lhe uma valente tareia. No entanto, eu sabia que o Jorge poderia fazer queixa dele e no que dependesse de mim, o Taylor nunca iria ter cadastro na polícia.
Afastei a minha mãe do meu caminho e corri até ele.
-Taylor, pára, já chega – disse-lhe com calma, tocando-lhe no ombro.
Ele parou, mas continuou a fitar o Jorge.
-Anda – disse-lhe tentando levantá-lo. Ele ajudou-me a concluir a acção e assim que se levantou, abraçou-me fortemente.
-A polícia já vem a caminho e a ambulância também – informou a Jane.
-Eu não preciso – disse.
-Não é para ti, é para aquele senhor – explicou a Jane olhando de soslaio para o Jorge.
Por momentos, pareceu tudo bem, mas do nada lembrei-me que ele tem na posse dele uma arma. Desfiz o abraço de Taylor e corri para o Jorge. Ele olhou para mim e tentou levantar-se mas eu dei-lhe um golpe na cara e ele desmaiou. Tirei a arma que estava presa ao cinto dele e atirei-a para cima da cama.
Voltei para junto do Tay e ele olhou para mim surpreendido.
-Tu fizeste-o desmaiar!
-Oh, eu sei.
Comecei a ouvir a polícia e a ambulância e passados uns minutos eles já lá estavam.
Olharam para o Jorge e levaram-no logo para o hospital. Um polícia simpático veio até mim e perguntou:
-Quer apresentar queixa?
-Sim. A ele e ao meu pai.
Comecei a dar-lhe todos os dados que sabia e depois ele foi-se embora. Fui com o Taylor para o hotel e pedi à Jane para avisar o Chris que amanhã chegaria atrasada e também pedi à minha mãe para não me incomodar.
-Vai buscar a tua roupa de dormir e depois vem ter ao meu quarto – sussurrou Taylor.
-OK.
Peguei rapidamente as minhas coisas de higiene, no meu pijama e na roupa que iria vestir no dia seguinte e depois fui bater-lhe à porta.
-Está aberta.
Abri a porta e ainda tive tempo de ver os seus músculos porque ele estava a vestir uma T-shirt que lhe ficava muito sexy.
Ele chegou-se a mim e beijou-me muito delicadamente. Como resistir ao Taylor? Não dá, não é? Comecei a responder ao Taylor, mas com um bocadinho mais de emoção.
-Tem calma – disse ele, voltando a beijar-me.
-A vida é curta – disse eu entre beijos.
Dei impulso e meti as minhas pernas à volta da sua cintura. Ele segurou as minhas costas e começou a levar-me para dentro do seu quarto. Larguei as coisas no meio do chão e agarrei mais a sua nuca.
Deitou-me na sua cama mas do nada parou.
-Hoje não – disse ele.
-Porquê?
-Porque não estás preparada e namoramos há muito pouco tempo.
-Mas…
-Esquece – disse ele dando-me um beijo na testa. – Hoje não.
-Está bem – disse resignada e levantando-me da cama. – Vou vestir-me.
Fui buscar as coisas que tinha deixado no chão e entrei na casa de banho. Tomei um banho rápido e vesti o meu pijama. Sequei o cabelo com o secador que o Taylor lá tinha e depois voltei para o quarto. Ele estava a ver televisão e reconheci o filme que estava a dar: Titanic.
Fui sentar-me ao lado dele abracei-o.
-Sabes, acho que se não tivesses chegado naquele momento, era capaz de…
-Não precisas de falar no assunto – disse ele, fitando-me cauteloso.
-Mais tarde ou mais cedo acabaremos por falar – expliquei. – Queres falar?
-Malu – disse ele. - ,eu faço qualquer coisa por ti. Naquele momento, quando vi as garras dele no teu corpo, só o queria matar. Ver-te a seres tocada por ele acendeu em mim uma fúria que nem eu mesmo tinha conhecido até agora.
-Eu sabia que tu acabarias por ir lá. Eu sabia.
-Mas tiveste medo na mesma e quando o teu pai te levou para longe de mim, só vi tudo o que poderia acontecer. O mesmo que te aconteceu da outra vez.
-Taylor…Obrigada – agradeci com as lágrimas a virem-me aos olhos.
-Tu és a minha vida agora – disse ele juntando as nossas testas.
-Isso é uma fala do Edward no filme do Crepúsculo – desdramatizei a conversa.
Ele riu-se e voltou a ficar sério.
-Eu sei. E só agora também sei o que ele sentiu ao ver que podia perder a Bella.
Acabámos de ver o filme juntos e depois fomos para a cama. Eu encolhi-me numa bola, como era costume, e ele meteu o braço por cima de mim. Quando acordámos, estávamos na mesma posição.

Os livros para 2019

Novo ano significa novas leituras! Porém, este ano decidi fazer uma coisa um bocadinho diferente. No outro dia olhei para a minha estante e ...