26 de março de 2016

1.º Curso de Scriptwriting - Parte 5

 E chegou ao fim o curso de scriptwriting. Gostei muito, valeu a pena o quanto paguei e considero que levei todas as bases necessárias que precisava para me tornar uma escritora melhor e conseguir alcançar os meus objetivos.
Nesta aula, falámos sobre o que fazer para se conseguir um agente. Quando colocamos o nosso script no mundo para os produtores lerem, eles já esperam que tenhamos um agente. Podemos sempre fazer o trabalho por nós mesmos, mas são os agentes que tratam de todos os contratos e asseguram que temos o melhor trabalho e negócio possíveis.
Depois de duas horas a falar das experiências que existem por aí, também falámos dos direitos de autor, que são sempre importantes, e dos pontos mais importantes a ter num contrato, algo altamente importante num mundo onde o plágio é muito fácil, uma vez que às vezes existem filmes muito parecidos. Isto deve-se ao facto de a criatividade ter “ondas”, ou seja, às vezes as produtoras recebem cinco ou seis ideias muito parecidas.

E por fim, foi hora de sair com os colegas. Aconselho a irem sempre a estes encontros, porque trata-se sempre de fazer contactos, muito importante nesta indústria. Algo bastante interessante que descobri é que todos nós tínhamos ideias diferentes para as nossas histórias e isso revelou-se um alívio para mim, que sempre pensei que havia muita competição. Afinal, cada um vai seguir um percurso de escrita diferente. Para concluir, scriptwriting não trata-se só de escrever, mas também de relacionar-nos com pessoas e ter um conhecimento bastante aprofundado sobre este mundo a fundo.

15 de março de 2016

1.º Curso de Scriptwriting - Parte 4

O tão aclamado “writer’s block”! Confesso que estava muito ansiosa para esta aula, e talvez até tenha colocado as expectativas muito altas. Saí ligeiramente desapontada, mas deu-me uma perspetiva diferente sobre o bloqueios de escrita que um escritor às vezes enfrenta.
Afinal, o que é um “writer’s block”? Não, não é um bloco que se põe à frente do computador e nos impede de escrever, mas são todas aquelas barreiras que colocamos e que temos que aprender a destruí-las. Por exemplo, um bloqueio pode surgir quando nos começamos a questionar, e o nosso Sr. Crítico aparece a dizer que o que estamos a escrever não vale de nada. Bem, agora só temos que arranjar o Sr. Otimista, que torna tudo o que o Sr. Crítico diz em algo positivo. Outras vezes, o bloqueio aparece quando começamos a pensar no futuro – a procrastinar – sobre o que acontecerá assim que o nosso bebé sair para o mundo todo ver. Será que é o medo da rejeição, ou será que é o medo do sucesso? Esta pergunta fez-me pensar imenso, porque já percebi que rejeição é uma coisa a que estou habituada, mas e se quererem o meu script e as minhas ideias de escritora, pedirem-me para escrever e depois não corresponder às expectativas? Esse é o meu grande medo e por vezes tenho que o colocar de lado. Quando coloco essa preocupação de lado, é quando consigo escrever melhor – os melhores diálogos, as melhores cenas, os melhores movimentos, etc.

Escrever um roteiro é diferente de escrever uma história para o Nyah! ou para o Wattpad: sei que as pessoas me conhecem e, se quiserem, vão ler a minha história. Escrever um roteiro é algo altamente profissional, que me faz questionar se sou realmente boa naquilo que faço – que é escrever.

Porém, o ato de escrever em si não é o que me assusta – sou uma pessoa que não precisa de escrever todos os dias, mas gosto de fazer isso para manter a prática, o jeito e a voz do diálogo sempre ativa. Há escritores que têm que escrever todos os dias, e também há escritores que só conseguem escrever uma vez por semana. Há de tudo, e é isso que nos mostra que a criatividade de cada um é diferente. Porém, existem métodos para escrever, é por isso que existem tantos. Se ainda não descobrimos o método certo, começamos por um, colocamos um limite de tempo ao método. Se esse método não der certo, vamos para o segundo método, e por aí fora, até vermos o que resulta connosco.


Por isso, não foi exatamente o que eu estava à espera da aula, mas deu-me informações tão importantes que eu já ganhei estratégias novas para parar de pensar no futuro e simplesmente escrever.

8 de março de 2016

1.º curso de Scriptwriting - Parte 3


O foco desta aula foi a estrutura dos Atos. Normalmente, os filmes tomam a estrutura principal de 3 Atos, mas nunca podemos esquecer que a estrutura de um roteiro é quem serve a história e não o contrário (uma dica extremamente importante). O importante, é ser original. Hoje em dia, existem vários filmes e séries que usam esta estrutura dos Atos para organizar a história e não o contrário. A história é e sempre será o mestre dos Aos. Um filme que faça o contrário, não será um filme interessante e a audiência tende a perder-se muito.
Outra questão importante é ir fazendo perguntas mas também dar as respostas, mesmo que não seja logo na cena a seguir. Se a resposta só é dada no final, é bom que seja uma resposta muito boa, ou os espectadores ficarão desiludidos e não recomendarão o filme. Um exemplo disto é a série Lost (e neste momento todos revirámos os olhos): os escritores, em vez de fazer o esquema pergunta-resposta-pergunta, só seguiam o esquema pergunta-pergunta-pergunta, uma das grandes falhas que fez a série perder tanta audiência.
Um dos ensinamentos que nos foi dado é nunca começar a escrever logo. Primeiro, é preciso estruturar. Como se faz isso? Parece que vou ter que comprar alguns post-its e fazer uso das minhas paredes ainda brancas. Quando temos uma ideia para uma história, temos logo a noção de algumas das cenas que queremos ver no ecrã. Escrevemos no post it. Depois, é só perguntarmo-nos em que Ato a queremos e a qual se adequa melhor. A seguir vem a questão de continuidade: o que é necessário para as personagens chegarem a esse ponto? A partir daí, temos história e pano para mangas, forçando a nossa criatividade a trabalhar e a criar várias soluções para vários problemas.

Acabámos então com um ensinamento da Pixar: conta a história com “Era uma vez”. A partir daí, deixamos a história acontecer, indicando os plot-twists que levam a tal plot-twist e por aí fora, como se de uma bola de neve se tratasse.

3 de março de 2016

Goodreads Reading Challenge 2016: Os primeiros 5

Começámos agora o terceiro mês deste ano 2016, e já li cinco livros. Como sempre, decidi fazer parte do Goodreads Reading Challenge e venho agora apresentar-vos os primeiros cinco livros deste ano que eu já li:

1 - City of Heavenly Fire de Cassandra Clare

O último livro da saga The Mortal Instruments de Cassandra Clare não desiludiu e vai deixar muitas saudades.


2 - A Tormenta de Espadas de GRRM

Confesso que os livros deles só se tornam interessantes lá para meio do livro.
Contudo, confesso que também me estou a tornar bastante crítica em relação à série que não tem tido a consideração de colocar cenas importantes que nos fazem conhecer melhor os personagens.


3 - A Darker Shade of Magic de V.E. Schwab

Tinha uma grande expectativa para este livro e não me desiludiu. Quando pensei que não podia ficar melhor, eis que ficou. Muito ansiosa para ler o próximo livro.


4 - Fantastic Beasts and Where to Find Them de J.K. Rowling

Uma enciclopédia que vai virar filme.
Mentira, segundo me disseram, será sobre a vida do feiticeiro que escreveu o livro.


5 - Pride and Prejudice de Jane Austen

As minhas expectativas eram muito baixas, porque já tinha tentado ler Jane Austen duas vezes, mas pelos vistos à terceira é de vez e gostei bastante deste livro! Agora entendo o fascínio por Elizabeth e Mr. Darcy de que tantos falam.


1 de março de 2016

1.º Curso de Scriptwriting - Parte 2

Depois de uma noitada de Óscares (YAY, Leo DiCaprio ganhou!) e de uma enxaqueca gigante no dia seguinte, lá fui eu para mais uma noite de scriptwriting. 
Desta vez, focámo-nos nas personagens e em como a essência delas ainda por vezes perdida nestes dias. Muitas das vezes, para filmes que requerem muita ação, o chamado “character arc”, ou seja, o desenvolvimento do personagem, fica para segundo plano e muitas das vezes não chega sequer aos ecrãs. Um dos exemplos que nos foi dado foi do James Bond, que nos últimos filmes tem andado muito em volta da ação e durante muitos anos o personagem nunca foi dignamente desenvolvido, mas neste último filme, Spectre, houve essa atenção ao personagem (YAY para o filme, que venceu como melhor música original, Sam Smith – “Writing’s on the Wall”).

Outra coisa altamente importante que aprendi é que o escritor tem que ter atenção a tudo o que acontece, mesmo quando os personagens não estão em cena – o que é que aquele personagem está a fazer? Um facto interessante é que se falou dos “bad guys”, também conhecidos como os vilões que hoje em dia já não conseguimos deixar de amar e que nos assustam tanto como nos fazem admirá-los. Os escritores têm que se perguntar o que faz um vilão quando ele não anda por aí a destruir o mundo e a lutar contra os heróis da história. Será que ele toma café ou chá todas as manhãs?

Também tivemos alguns exercícios de visualização, um dos quais eu gostei bastante em que tínhamos que entrar na casa de um dos nossos personagens, ou um personagem favorito. Como não me apetecia ficar ali a imaginar como seriam as casas dos meus personagens, auto transportei-me para a casa do Barry Allen de The Flash e confesso que gostei muito. Aquela sensação de que entramos na casa de alguém só para procurar por fotografias dos personagens e dar um olhar mais atento ao sítio onde elas vivem e que as tornam tão características e únicas.

E por fim, gostaria apenas de salientar que falar com os personagens em voz alta é absolutamente normal. Todos os escritores o fazem.


PS – na imagem, os personagens de Inside Out, vencedor de um Óscar e um dos melhores filmes de sempre, na minha opinião. As emoções são a base dos personagens, mas neste filme elas são as personagens.

Os livros para 2019

Novo ano significa novas leituras! Porém, este ano decidi fazer uma coisa um bocadinho diferente. No outro dia olhei para a minha estante e ...