23 de fevereiro de 2016

Abrir o pote dos livros #2

1.º Curso de Scriptwriting - Parte 1

Então… ontem não foi o início de tudo, mas foi o início de algo, disso eu tenho a certeza. Há cerca de um ano e meio atrás, desenvolvi o gosto por roteiros. Sim, no início eram só séries, mas pouco tempo depois estava a ler roteiros como Meia-noite em Paris. Foi algo incrível. Desde então, decidi que devia de dar asas à imaginação e quando cheguei a Birmingham, em setembro de 2014, comprei um livro que se chama Writing for Television, onde os vários exemplos expostos das séries que eu conhecia ajudaram-me a entender melhor o meio. Se li o livro em três dias, foi muito.

Demorou ainda muito tempo até conseguir escrever um roteiro. Quando entrava no Word, não conseguia encontrar nem a letra certa nem os alinhamentos corretos. Em novembro de 2015, tive a oportunidade de escrever o NaNoWriMo, e com isso consegui um dos prémios que era ter um desconto num programa que se chama Scrivner. Ainda estou na fase da experiência com ele (podem ter 30 dias grátis) e confesso que a sua intuição no que toca aos roteiros ajuda-me em muito, uma vez que estou no início e por vezes não sei onde colocar uma transição (agora já sei). O primeiro roteiro ficou feito em três dias.

Confesso que não estava à espera de grandes expectativas quando encontrei um ser humano maravilhoso no Twitter que se disponibilizou para ler o meu roteiro. O seu feedback foi enorme (oito páginas) e deu-me dicas altamente importantes. Depois, falei com alguém que estava dentro da indústria e me conduziu para outras dicas altamente importantes e foi assim que encontrei este curso. Serão cinco semanas, todas as segundas-feiras.

A primeira aula já está. Falámos de coisas tão importantes para despertar o lado criativo. As dicas que nos deu foram como usar o nosso lado criativo e também como a criatividade dentro de nós funciona: será que é com um som? Ou será que é com uma imagem? Talvez com uma palavra? Também nos falou sobre algo que talvez alguns de nós estudantes já tivéssemos ouvido: mind maps. Estas nuvens que fazemos no papel com ideias e que são uma ajuda valiosa tanto para estudar mas também para criar.

O meu maior receio era chegar lá e perceber que não entendia nada da matéria. Um fator interessante, é que ele não fala de roteiros, mas sim de histórias. De alguma forma, isso fez tanto sentido para mim, que me vi envolvida nos seus métodos sem medo algum. Se não perceber alguma coisa, pergunto, mas até agora, perguntas é que não têm existido. A minha mente compreende isso. Afinal, um roteiro é apenas uma das formas de contar uma história. Sempre pensei que um roteiro era aquela coisa difícil de escrever, difícil de entender (como é que os atores sabem o que fazer, se não está lá nada a dizer como é que eles devem de dizer isto assim ou assado?), mas não o é. Isso ajudou-me imenso a perder o medo de escrever um roteiro.


Para além disso, usam-se filmes atuais para mostrar os vários exemplos. Se eu vos disser que falámos de super heróis como o Captain America, falámos de Deadpool, falámos de Gone Girl e até de The Maze Runner para exemplificar a teoria, veriam que é muito mais fácil falar de filmes atuais, dos quais já vimos ou sabemos do que se tratam, do que falar de filmes que foram feitos à trinta anos atrás e, muito provavelmente, quase ninguém conhece e os seus exemplos já não se aplicam aos dias de hoje. 

Os livros para 2019

Novo ano significa novas leituras! Porém, este ano decidi fazer uma coisa um bocadinho diferente. No outro dia olhei para a minha estante e ...